Um conto de Inverno
5 Parte 5
Notas iniciais
O estalar do chicote ficava cada vez mais alto a medida que qualquer um se aproximasse do gabinete real; o açoite era feito de couro negro com pontas de pedras brutas, fazendo com que, a cada golpe, a pele de Viktor abrisse talhos que não tardavam a derramar sangue. Havia tido uma longa sessão de tapas em seu rosto antes de deixar a blusa branca de botões escorregar por seus ombros, deixando-o nu da cintura pra cima.
Trincou os dentes, indiferente para tudo aquilo. Não era a primeira vez e nem seria a última a qual seu avô lhe castigaria por algo que envolvesse Yurio, entretanto, era realmente uma pena que esses novos ferimentos se sobressaíssem aos arranhões que guardaria da noite anterior.
Antes de sair para o encontro com o imperador, cobriu o corpo nu de Yuuri e deixou o novato Minami ali, impedindo a entrada de qualquer um que não fosse ele próprio. Havia sido uma foda agradável e excitante, era incrível como a inexperiência do garoto só tornou tudo ainda mais sexy e quente; um sorriso se estampou nos lábios de Viktor com a simples lembrança dos gemidos sôfregos e a cavidade apertada lhe engolindo.
Sentiu mais uma fissura ser aberta em seu dorso, ao que o chicote chocou-se com o mesmo. Disfarçou uma careta de dor, focando-se apenas em imagens que o tirassem dali, uma tática que aprendeu bem novo. Cresceu sendo repreendido pela mínima coisa que acontecesse e encostar um dedo de forma brusca em Yuri seria o mesmo que implorar para uma execução em praça pública.
— Você consegue entender a razão para isso, Viktor? Consegue entender por que está sendo punido? — Nikolai era seleto com suas palavras, sempre atingindo-o como uma adaga afiada. Viktor passou a língua sobre o lábio inferior, mostrando uma expressão pesarosa que mostraria respeito, temor e arrependimento ao imperador, o que livraria-o de qualquer castigo mais sério.
— Desrespeitei o senhor, agredi verbal e fisicamente o meu irmão e desonrei meus pais, dando-lhes profundo desgosto de ter-me como filho. — Odiava como aquelas palavras que, a muito foram repetidas diversas vezes, lhe traziam tremendo desconforto.
— Espero que aprenda com isso, Vitya. Não irei mais tolerar esses seus descontroles, principalmente se tratando de Yuri.— deixou o chicote cair em um baque surdo em cima da mesinha a qual Viktor se apoiava, de costas para o avô. — Tem até o meio-dia para me apresentar seu futuro cônjuge. — os olhos verdes encararam os azuis acinzentados como se os desafiassem a se opor. —Limpe-o, senhorita Yang.
Seguido por Georgi, Nikolai desapareceu no corredor, deixando ainda sim, sua presença que causava calafrios tanto no príncipe quanto na jovem empregada, sempre testemunha dos abusos do imperador contra o neto mais velho que sempre deixou-se calar.
Aproximou-se lentamente do homem que havia sentado-se no chão frio, deixando as madeixas cinzas lhe cobrirem os lados do rosto, impedindo que a mesma visse toda sua dor. Isabella ajoelhou-se atrás do rapaz, molhando a toalha perolada em uma bacia com água morna. Aquilo arderia, entretanto, seria melhor do que uma possível infecção. Torceu, tirando o excesso do líquido e, lentamente, passou pelos machucados recém feitos e pelas antigas cicatrizes que foram abertas, precisando usar um pouco de força ao limpar o sangue seco.
Os nós dos dedos de Viktor já se mostravam brancos, tamanha a pressão que fazia com os punhos fechados contra as próprias coxas. Era um Nikiforov-Plisetsky, podia aguentar aquilo, não deixaria cair sua máscara por conta de uma simples repreensão de seu avô. Seu maior problema no momento havia se dividido em dois: seu casamento e a liberdade de seu irmão.
Tinha medo, não negaria nunca; seu pobre irmão, à mercê de pessoas que poderiam feri-lo, exposto para o mundo que tratou sua família tão cruelmente há quatorze anos atrás. Ainda possuía frames de sua infância, da felicidade em que podia se esbaldar e de todo o amor que um dia recebeu; agora, tudo era azul e cinzento e a bolha de alegria estourou.
— Termine logo com isso, tenho coisas a tratar. — Isabella assentiu, passando uma última vez o pano antes de ajudá-lo a vestir a camiseta. — Peça para Margarette preparar um banho de ervas. Estarei em meus aposentos. — Levantou, com o olhar distante e apático, saindo do gabinete, sem nem ao menos olhar para trás.
Já tinha uma ideia fixa do que faria a seguir e seria só uma questão de tempo para tomar seu trono por direito.
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Yuuri via-se perdido. Não estava em seu quarto, era óbvio, entretanto, o que mais lhe assustou nem ao menos foi seu corpo nu coberto pelo lençol branco de seda, mas sim, Christophe agachado ao lado da cama, encarando-o de forma empolgada e curiosa, exibindo malicia em seus grandes olhos verdes. Era como se o mesmo pudesse ver a noite anterior que estava sendo repassada na mente de Katsuki e aquilo o deixava constrangido, ao fim das contas, seu acanhamento ainda fazia-se presente. O bronzeado soltou um sorriso de lado, dando um peteleco na ponta do nariz afilado de Yuuri, levantando-se.
— De todas as pessoas solteiras naquele baile, em todas as ocasiões que lhe aconselhei a dormir com as mais importantes, você realmente me impressionou agora, Yuu. — o garoto estava confuso, procurando os óculos até lembrar que não os trouxera. — Certo que Viktor tem aquele jeito irresistível e o sexo com ele é divino, mas, aparentou tanto resguardo e perdeu a virgindade com o príncipe? Conheço-te já faz um longo tempo e nunca cogitei a ideia de que fosse alguém determinado a obter apenas o melhor, levando em conta toda essa sua timidez...
— Chris, pare de falar por um minuto, sim? — massageou a ponte do nariz, resmungando baixo. — Eu dormi com alguém, meu quadril está me lembrando a todo momento desse fato, mas... Quem é Viktor?
Christophe arqueou uma sobrancelha, uma visível surpresa no olhar. A porta foi aberta e Viktor entrou em passos largos, encarando os olhos castanhos que o enfeitiçaram na noite passada. Yuuri sentiu-se quente, entretanto, não a mesma quentura sentida anteriormente, era um completo acanhamento, os batimentos cardíacos acelerados e as palmas suadas; baixou o olhar, fixando-se no pano que lhe permitia esconder a ausência de roupas.
— O que faz aqui, Christophe? Lembro-me de ter sido claro ao ordenar a restrição de entrada em meu quarto.
Deu de ombros, cruzando os braços sobre o peito. — Apenas uso o que tenho ao meu favor.
— Sua língua ardilosa?
— Poder de persuasão. — Viktor negou, voltando sua atenção inteira e unicamente a Yuuri. O moreno observava curiosamente a interação dos dois e, mais que isso, percebeu também os arrepios que a voz do platinado lhe causava. — Transou com ele, Viktor?
— Se conhecem? — Katsuki assentiu momentaneamente; Nikiforov pareceu sorrir minimamente, com uma expressão desconhecida. — Isso é ainda melhor. Não temos tempo a perder; — apontou para Giacometti. — Leve Yuuri para casa e o ajude no transporte de suas bagagens para o palácio. — passou a língua sobre os lábios, notando a dúvida no olhar castanho.
— Eu... Eu não estou entendendo... — até mesmo Christophe surpreendeu-se com a risada baixa que o príncipe os presenteou, de forma quase enigmática.
— Iremos nos casar, meu bem.
E pela primeira vez, tanto o moreno quanto o bronzeado estavam chocados demais para questionar.
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Quando acordou, um pouco mais tarde do que o costume, grandes olhos azuis o encarava de forma travessa, as mãozinhas espalmadas em seu peito e um sorriso largo, exibindo os dentinhos separados. Otabek podia sentir a familiaridade, a sensação de estar em casa e, lhe era agradável. Ailaa estava sentada em sua barriga nua, vestida com o pijama de patinhos que ganhara do padrinho em uma de suas viagens bimestrais para o reino da Luz e com o Sr. Happy Frog ao seu lado; a garotinha era a própria figura mais nova de Seung, com as belas íris de Jean, entretanto, o humor era oscilante, como ele mesmo. Sua pequena era uma junção de si com as duas pessoas que mais amava no mundo.
— Bom dia, pequena Sakura. — Ailaa inclinou a cabeça para o lado, formando um biquinho fofo nos lábios.
— Boum dia, 'adinho. — sorriu, incapaz de manter a pose austera. Apoiou-se em seus cotovelos, levantando o tronco enquanto a mesma escorregava para baixo, gargalhando gostosamente.
— O que eu disse sobre acordar o seu padrinho, Ailaa? A senhorita não tem jeito mesmo. — Seung entrou na sala com um avental amarelo na cintura e uma bandana prendendo os cabelos negros, encarando-os de forma carinhosa, falsamente encolerizado. — Venha tomar café, Ota, não são nem oito horas ainda.
Não era exatamente "cedo", levando em conta a rotina diária de Altin, entretanto, ainda tinha um bom tempo com sua família antes de voltar à base e demorar mais um longo período de tempo para visitá-los novamente. Suspirou longamente, espreguiçando-se. — Preciso jogar uma água no rosto, logo irei para a cozinha, tudo bem? — bagunçou as madeixas negras, pondo-se de pé. Ailaa deu dois pulinhos, antes de agarrar o sapinho de pano e correr com um gritinho estridente até estar agarrada às pernas de Lee.
O caminho até o banheiro não foi longo; o chalé era pequeno, entretanto, aconchegante; o chão de madeira era aquecido com a fonte termal, que passava debaixo da casa, levando água quente para todos os cômodos; a cozinha e a sala de jantar compartilhavam o mesmo espaço, tendo uma mesa de madeira com almofadas ao redor no meio entre as duas; os três quartos, um para Jean e Lee, outro para Ailaa e um terceiro para Otabek, se localizavam no andar de cima, com a vista para o bosque; o banheiro era no fim do corredor da parte debaixo e, ao lado, a grande banheira termal coberta era o que mais deixava o ambiente úmido e aconchegante, principalmente levando em conta o inverno rigoroso e sem fim.
O reflexo no espelho mostrava um homem com visíveis olheiras de noites mal dormidas, os cabelos bagunçados e o lápis de olho borrado exibiam a decadência humana de uma forma sexy e o ego – pouco aparente, mas, ainda existente – de Altin inflava-se minimamente.
Tirou as calças pretas, pendurando-as em um prego atrás da porta e deixou a cueca no cesto, disposto a tomar um longo e relaxante banho – já não importava mais o horário, seu dia já tinha iniciado-se ao inverso.
Sentiu os músculos relaxarem ao que a água quente tocou-lhe, uma sensação prazerosa, assim como a massagem de Lee, de um forma que sua primeira reação foi gemer roucamente, apoiando a testa na parede. Trabalhava demais, entretanto, preparava-se na medida certa, nunca seriam avisados meses antes se algum reino vizinho os declarasse guerra, sem tempo para treinos e a aniquilação era quase certa. O único problema – ao qual foi-lhe apontado diversas vezes por Seung e Jean – era sua mania odiosa em não cuidar da própria saúde – não que Otabek Altin fosse alguém que adoecesse com facilidade, todavia, era sempre melhor prevenir do que remediar.
Banho tomado, dentes escovados, roupa vestida. Tomaria o desjejum agradável com Lee e Ailaa, mimaria um pouco a afilhada e logo voltaria ao palácio, para mais um dia de longos e intermináveis outros dias.
— Vem 'qui, 'adinho. Coum eu. — qualquer alma boa de coração se derreteria com a pequena e ilustre Ailaa, sempre presenteando a todos com sua fofura inigualável. Por mais durão que Otabek tentasse se mostrar aos seus subordinados, derretia-se todo com a pequena extremamente geniosa.
Beijou a cabeça da Leroy mais nova e sentou-se, sendo servido por uma xícara fumegante de chá preto. Ailaa estava sentada sobre seus joelhos, com a bochecha gordinha deitada na mesa de madeira, encarando atentamente o padrinho. Otabek arqueou a sobrancelha, levando o indicador e o polegar até a testa da mesma, dando um peteleco.
Foi retribuído pelo gesto de mostrar a língua, o qual Jean havia ensinado-a de maneira infantil, principalmente em situações onde Otabek ou Seung à provocava. Um longo tempo de repreensões só fixaram a mania em sua mente, tornando-se um hábito e, algo fofo da parte dela.
— Como foi o festival da vila? Comeu muito dango*? Um dos meus soldados disse que o Goluptsi* estava delicioso esse ano. — Ailaa animou-se, parando de tomar seu leite e concordando com a cabeça, nem ao menos aparentava estar adoecida, como se mostrara na noite anterior.
— De'cioso. O 'adinho tem qui i coum eu. — a menina parecia ter descoberto o grande pote de ouro no final do arco-íris tamanha era sua felicidade, nem um pouco exacerbada para Altin, sempre pedindo por mais motivos pra seu fim eminente, preenchido por amor, incondicional.
— Eu irei da próxima vez, prometo. — Ergueu o mindinho, entrelaçando-o ao da garotinha e selando os dedões, era algo deles, iria cumprir se estivesse em cheque e nunca faltaria com seus compromissos, principalmente se envolvessem-na.
O pão-de-ló tinha uma textura deliciosa e a massa era suave, de forma que pudesse derreter na boca conforme mastigasse-a; Otabek não sabia que aquele era sua quinta ou sexta fatia, só era pressuposto que estivesse em seu horário e, por mais olhares tristes de Ailaa e palavras insistentes de Seung, apanhou suas coisas e partiu para o palácio, considerando realmente a ideia de pedir um tempo de descanso com sua família.
— General Altin, Sua Alteza Real, o príncipe Viktor Nikiforov, requisita sua presença em seus aposentos neste instante. — Otabek arqueou uma sobrancelha, odiava a formalidade de Georgi, principalmente por serem amigos há um longo tempo. Respirou fundo, concordando de forma tênue, marchando para dentro do grande palácio de inverno.
A onipotência e o primor, tanto do exterior quanto do interior, sempre assustaram Otabek que, de origem humilde, nunca viu necessidade em ser feliz com tantos bens e poucos sorrisos sinceros. Logo na entrada, o quadro onde o imperador Nikolai e Viktor posavam era assombroso, sem emoção. Mostrava a decadência da família real tentando ao máximo mostrar-se relevantes.
Dois toques na porta branca como gelo e um sonoro "entre" foi-lhe escutado; Viktor Nikiforov sempre foi o padrão inalcançável de beleza e, vê-lo nu, dentro da tina com ervas e rosas boiando apenas confirmava as teorias de jovens sonhadoras: o príncipe era belo demais para que se houvessem cópias.
— Senhor, mandou chamarem-me?
Vil e debochado, aquele sorriso estampado em seus lábios reforçava toda antipatia que os funcionários do palácio tinham para o mesmo.
— Parabéns, senhor Altin. Acaba de ser promovido... — passou a língua sobre os lábios, tamborilando os dedos na madeira molhada. — Como guarda-costas do meu irmão.
Agora, mais do que nunca, as tão sonhadas 'férias' pareciam estar ainda mais longe, uma ideia vaga perdida no meio do percurso.
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— Otabek Altin? — Yuri olhou para suas próprias mãos, mexendo-se minimamente enquanto Mila trançava seus longos cabelos loiros. — É alguém novo na guarda? Conheço todos os que já estiveram do outro lado desta porta. — acordara cedo, entretanto, a reunião de Viktor e seu avô se prorrogava; tivera que esperar um longo tempo antes que a decisão final sobre sua futura "babá" fosse resolvido.
— Às vezes eu me esqueço que passou tanto tempo nesta torre. — Jean os olhava atentamente, o queixo apoiado na palma da mão esquerda. — Otabek é o general do exército de seu avô.
— E padrinho da filha do Jean. — Mila acrescentou, recebendo um assentir de cabeça vindo dos dois.
— Meu guardião é um velho chato então? — o quarto explodiu em gargalhadas, vindas tanto de Mila e Jean quanto Georgi e Christophe que acabara de chegar.
— Como explicar Otabek Altin? — O bronzeado segurou o queixo polegar e o nó do indicador, olhando para Mila. — Ele é famoso tanto aqui quanto no reino da Luz.
— Além de ser um colírio para os olhos. — suspirou Mila.
—Benfeitor, rolo compressor/Rico* da semana, nas pesquisas fez furor. — Georgi se apoiou em Chris, enquanto Yuri os ouvia atentamente. —Assombrou! Beka deu show/Para cada luta* a lotação se esgotou
— Beka!? — o príncipe sussurrou, franzindo a testa e permitindo um bico perdura-se em seus lábios rosados.
—Não era nada. /Um zero, um zero! — era como se todos tivessem pensado na mesma coisa, ao mesmo tempo. —Mas como herói é/É o que eu quero!/Este rapaz veio conquistar
— De zero a herói sem pestanejar/Zero a herói num estalar. — Jean piscou, estalando o dedo.
—Ao sorrir, fez explodir os corações — Christophe jogou-se no colo de Popovich, simulando um desmaio.
—Vasos decorei, eu arrasei. — Yuri permitiu-se rir do olhar fascinado de Babicheva.
— Achei vulgar. — um travesseiro foi atirado por Leroy, acertando a ruiva.
— Vinda dos guichês e dos cachês, a grana vai sobrar/Tão rico e famoso, viu o quanto a urna fez lucrar. — Georgi esfregou o dedo médio e o polegar.
—Diga amém, ele foi além/Ao amado Beka, a nota dez convém!/Multidões vinham para ver/E comprar as peças pondo peito para romper
—Vem, vê e vence com bravura/Leva a todos à loucura/É a coragem em ação/De zero a herói por aclamação/Zero a herói: que repercussão!/Não era nada/Um zero, um zero/Mas como herói é/É o que eu quero/Coisa igual eu nunca vi — Chistophe rodopiou nos braços do mordomo-mor. —De zero a herói é/Nosso herói é/Grande herói é/Isso aí!
Batidas na porta forçaram-os a recomporem-se, deixando que Jean abrisse-a, revelando o homem citado a pouco.
— General Altin. — Mila acenou, curvando-se com um cumprimento, assim como os demais do quarto, até mesmo Yuri, entretanto, ao pôr-se ereto novamente, seu olhar se encontrou ao de Otabek que, o encarava fixamente.
— Sua Alteza, estou aos seus serviços. — inclinou o corpo em uma reverência.
Foi como se algo tivesse despertado dentro de Yuri. Aqueles olhos, percebia bem, destacado pela máscara de antes, reconheceria-o em qualquer lugar. Otabek Altin era o rapaz que o enganou e estragou sua noite e agora, estaria colado nele 24h, sem chances de objeções.
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Dango: É um bolinho japonês feito de mochiko (farinha de arroz). Ele é servido num espeto com 3 ou 4 dangos, e costuma ser comido com .
Goluptsi: É um prato russo feito de carne moída temperada e arroz enrolados em folhas de couve cozidas. O pimentão também é uma alternativa usada no lugar da couve.
MÚSICAS DO CAPÍTULO (em sua respectiva ordem) :
Zero à Herói — Hércules
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