Um caso de traição
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Ao contrario das outras fics que já postei aqui, essa ainda não possue um fim determinado, apesar de que tenho uma ideia. Resolvi postá-la porque a muito estava esquecida em meio aos meus arquivos e gostaria de saber a opinião de quem se atrever a ler rsrs
Espero que gostem e por favor se tiverem alguma sugestão ou crítica não se encabulem e comentem, vou tentar seguir uma linha conforme a reação de vocês! Bjo!
Sara e Grissom hoje tinham um namoro estável e de conhecimento de todos. Após um atentado sofrido por Sara, ficou claro para todos o relacionamento entre os dois. Com o passar dos dias Sara enfrentou duros dias com traumas a lhe atormentar, porém com ajuda de Grissom vinha levando um dia de casa vez e superando assim um trauma por vez.
Faz exatamente três anos desde que tudo ocorreu, dentro deste período Sara teve um pequeno colapso em sua vida pessoal e achou por bem tirar um tempo de folga de tudo aquilo e viajou para São Francisco com a desculpa de que precisava resolver algumas pendências de sua mãe que a anos era acompanhada por uma casa especializada em casos como o dela. Foi forçada a retornar com o falecimento de Warrick e resolveu ficar a pedido de Grissom. Novamente em Vegas, assumindo uma vaga de CSI nível 3 junto a nova equipe do turno intermediario já que não poderia se reportar diretamente a Grissom que agora era seu noivo. A equipe era liderada por Russel e formada por outras duas integrantes, Fin e Morgan que logo fizeram grande amizade com Sara.
Greg, Catherine, Nick e eram liderados por Grisso e ainda permaneciam responsáveis pelo turno da noite. Comumente o turno intermediário trabalhava em conjunto com o noturno, portanto era bem comum para Sara trabalhar com seus antigos colegas e Russel conseguia se acertar muito bem com Grissom, o que tornou as duas equipes bastante próximas e confortáveis uma com a outra.
Grissom e Sara por diversas vezes chegavam juntos já que Grissom como supervisor sempre chegava algumas horas antes do expediente para lidar com a burocrácia da função. Neste dia chegaram ambos conversando bobagens sobre a manhã sobre as peripécias de Hank que quanto mais velho, mas pateta ficava. Ao entrarem nas portas do laboratório entram ainda de mãos dadas se soltando ao chegarem na sala de armários onde Grissom a deixou lá e seguiu pra sua Sala. Sara iniciava seu expediente as quatro da tarde e o finalizá-va a meia noite, já o de Grissom terminava as quatro da manhã.
Logo que Grissom saiu Sara foi a seu armário e começou a guardar suas coisas e pegar o que seria necessário para o iniciar seus afazeres quando ouviu um pequeno gritinho na área de banho, deduziu que alguém tinha se machucado e foi até lá, encontrando Morgan no chão do Box lutando com a toalha por perceber que alguém ouvira seu grito e poderia vê-la nua. Sara inicialmente dá uma pequena gargalhada e em seguida vai ao encontro da garota para ajudá-la.
— Não tem graça Sara!
— Há tem sim! – Diz rindo mais uma vez, o que aconteceu?
— Lata de lixo como cena de crime, isso aconteceu! – Diz Morgan sentando no chão.
— Já está saindo então?
— Russel me pediu para dobrar o turno ontem e acabei triplicando com essa história...
— Vem! Deixa eu te ajudar! – Porém quando Morgan tenta se apoiar na perna direita sente dor e quase vai ao chão novamente, não fosse por Sara que lhe ajudou a não cair novamente.
— Acho que você torceu o tornozelo! – Sara ouve o barulho do armário e pensa que de repente pode ser um dos meninos para lhe ajudar com Morgan que era bem pesadinha. – Greg? Nick?
— O que você está fazendo? – Repreende Morgan. – Estou nua!
— Não! Você está de toalha! – Quando fecha a boca Greg aparece.
— Ou! Desculpe! – Diz se virando com vergonha pela garota só de toalha.
— Greg! Volta aqui! Ela torceu o tornozelo, preciso de ajuda para levá-la até o vestiário.
Greg volta um pouco sem graça assim como Morgan estava e pega a garota no colo, o que arranca um sorriso de Sara, sabia bem que Greg e Morgan tinham uma queda um pelo outro, mas Eckli como supervisor do laboratório e pai de Morgan era um obstáculo que eles pensavam de mais a respeito.
Greg leva Morgan até o vestiário e a coloca sentada em um banco no meio dos armário.
— Obrigada Greg!
— Precisa ir ao hospital? – Sara então interrompe aos dois.
— Pode deixar Greg, eu vou levar ela até o hospital para ver esse tornozelo, avisa ao Gris pra mim?
— Há, c-claro! – Diz ainda um pouco envergonhado.
Com a saída de Greg Morgan olha para Sara com uma cara de poucos amigos, Sara levanta as mãos em forma de rendição.
— Preferia o Nick?
— Não! – Diz Morgan mais assustada ainda o que rende a Sara boas risadas.
— Você é pesada Morg. E o que foi mesmo isso?
— Minha cena de crime incluía uma lixeira e essa era a minha vez de entrar na lixeira, porém pra meu azar um pouco da gosma da decomposição entrou na minha bota e eu fui tentar limpar meu pé, ficando assim de um pé só no Box e o resto você já sabe.
Com um sorriso no rosto Sara vai até o armário de Morgan e pega um roupa para que ela se vista.
— Toma, vou te levar pra ver esse pé.
— Sou a pessoa mais estabanada que existe.
— Que nada! Se veste que vou buscar uma cadeira de rodas pra você.
— Sara deixa de exagero, dá pra ir andando.
— Se você diz, então fica em pé!
Morgan coloca o pé machucado no chão e tenta firmá-lo, porém até mesmo sentada a dor era muito forte.
— Tudo bem! – Diz a contragosto e Sara sai voltando pouco depois com a cadeira de rodas para Morgan.
As duas seguem para o hospital e enquanto isso Grissom chega a sala de descanso para dividir os casos da noite, ao chegar sente falta de Greg e quando pensa em perguntar ele aparece pra responder a sua duvida.
— Estou trabalhando no intermediario junto com Fin porque Sara foi até o hospital com Morgan!
Seus colegas que até antão não sabiam do ocorrido não entenderam a afirmativa de Greg.
— O que aconteceu com Morg? – Pergunta Nick.
— Não sei, quando cheguei a sala de armários, Sara estava gritando por ajuda pra levantar Morgan do chão. Só sei que ela está com o pé machucado e eu a carreguei até o vestiário e depois Sara disse que iria levá-la ao hospital e quando falei com Russel ele me pediu que cobrisse o desfalque que as duas lhe deram
— E você não se incomodou em perguntar nada a repeito Greg? – Pergunta Catherine pasma com o pouco caso do garoto.
— Bem, digamos que eu estava muito constrangido para permanecer lá para mais informações... Ela estava no box quando fui ajudar Sara.
— Ou! Então ela caiu durante o banho? — Pergunta Nick já sorrindo com a cara vemelha de vergonha do amigo.
— Ao que pude entender sim, mas ela não estava nua ok? Estava de toalha.
— Ninguém disse o contrário! – Diz Nick e todos riem de Greg que começa a ficar mais vermelho de vergonha.
— Agora chega crianças! – Diz Grissom ainda sorridente devido ao constrangimento de Greg. – Já terminou seu caso?
Greg nega.
— Como não sabemos se Sara irá demorar, não contarei com Greg. Eu e Nick vamos atender a este; Mulher sumida a três dias! Sara e Catherine ficam com este homicídio seguido de suicídio, se ela voltar.
Cada um levanta, Cat segue para seu destino e Nick fica a espera de Grissom que estava distraído com o celular na mão. Ao perceber que Nick o esperava, faz um sinal para que ele siga sozinho e Nick faz um sim com a cabeça e segue.
Grissom pega o celular e disca o numero de Sara.
— Oi! Você ligou para Sara Sidle. No momento não posso atender, então deixe uma mensagem que assim que possível lhe retornarei.
Grissom bufa por ver o celular de Sara mais uma vez na caixa postal como muito acontecia e resolve deixar uma mensagem.
— Querida onde você esta? E Morgan como está? Assim que ver está mensagem me dê noticias OK?
Desliga o celular e vai ao encontro de Nick para iniciar o trabalho.
...
Sara chega com Morgan na emergência e explica o ocorrido, enquanto Morgan é levada para ver um traumatologista Sara fica na recepção para preencher a documentação necessária para a entrada de Morgan, quando sente o celular vibrar no bolso. Ligação perdida de Grissom e uma mensagem de Voz. Ouve rapidamente a mensagem e quando vai retornar a ligação recebe uma ligação de Ecklie.
— Oi Conrad?
— O que aconteceu com Morgan? – Pergunta aflito depois de ter ouvido os comentários de ela ter saído de cadeira de rodas do laboratório.
— Calma! Ela caiu no banheiro e acho que torceu o tornozelo.
— Vocês estão em que hospital?
Sara revirou os olhos com a preocupação que Ecklie tem com Morgan, quase como se ela fosse uma garotinha. Deu endereço a ele.
— Daqui a uma meia hora estou ai. — Sara não teve tempo de protestar.
...
Na cena de Crime Grissom chega e Acha Brass conversando com o marido da moça desaparecida, um rapaz com boa aparência, bem vestido com roupas aparentemente caras, o que condizia com o local onde moravam já que era um bairro conhecido pelo poder aquisitivo dos moradores. O rapaz tinha a pele negra com olhos de um castanho profundo, logo atrás de si dói garotos, um de uns doze anos e outro de seis aproximadamente, ambos com a mesma cor de pele e igualmente bem vestidos como o pai, porém o mais novo possuía um característica em particular, olhos de um verde claro que davam forte destaque na pele escura do garoto. Grissom ao pegar o caso lembrava de a mãe ter sua pele muito branca, cabelos negros e crespos, porém seus olhos possuíam um castanho profundo tanto quanto aos do esposo. Naquele momento a cor dos olhos do garoto intrigou a Grissom, mas não suficiente para fazê-lo buscar uma explicação e sim para se perguntar que na família teria aquela característica tão particular.
Entrou na casa e encontrou Nick analisando algumas facas na cozinha.
— O que já fez?
Nick se aproxima de Grissom sussurrando um pouco.
— Viu o garotinho lá fora? O de olhos claros?
Grissom levantou uma sobrancelha em sinal de estranheza pela atitude de Nick e respondeu com um hum rum.
— Notou como os olhos dele não se encaixam na genética da família?
— Nick, ele pode ter herdado a cor dos olhos dos avós!
Nick aponta um álbum de fotografia na mesa da cozinha.
— Não segundo ao álbum de família.
Grissom vai até o álbum e começa a folhear, nota que os familiares diretos do pai eram todos negros e a mãe apesar de muito branca, seu pai era igualmente negro e a mãe tinha suas mesmas características.
— Acho que o garoto pode ser a chave pra matarmos a charada. — Diz Nick.
— No que está pensando?
— Eu acho que o garoto é fruto de infidelidade e que o marido descobriu!
— E o sumiço?
— Creio que o marido seja o responsável, só que ainda não achei nada que levantasse essa suspeita.
— Sua tese é boa, mas...
— Já sei! As evidências...
Grissom sorri e segue para fora da cozinha.
— Vou verificar os quartos. — Avisa Grissom.
Nick responde apenas com um balançar de cabeça e volta sua atenção para o trabalho.
Ao subir Grissom nota que a casa está em um estado impecável, limpa, organizada, muito bem decorada. Chegando nos quartos rapidamente descarta o quarto de hospedes e o do casal. As roupas da esposa encontravam-se todas lá, assim como sua documentação. Segue para o quarto dos garotos, se surpreende ao ver o quanto limpo e organizado o quarto era, comumente quartos de crianças eram bagunçados, ou pelo menos não tão arrumados como aquele estava.
Apesar de estranhar a organização não achou nada no quarto das crianças também. Desce então para ajudar Nick e ao passar na escada nota uma moldura de retrato trincada, pega a mesma e nota que a foto é da família junto a um casal onde a mulher era loira de olhos muito claros e o homem negro com olhos de um verde claro que lhe arremeteu a comparar com os olhos do pequeno que se encontrava no colo da mãe. Apesar da cor dos olhos muito parecida, o garoto tinha traços muito parecidos com o da mãe, exceto a cor dos olhos e da pele. Virou o porta retrado para observar o local trincado e nota que a parte de trás esta remendada com fita adesiva, como se o quadro tivesse sido derrubado ou arremessado e depois consertado de forma amadora.
Levou o quadro até Nick e lhe entregou, na mesma hora Nick afirma.
— É ele! Esse cara é o pai!
— Nick...
— Grissom eu sei que estou me precipitando, mas olhe essa foto e me diga que não lhe desperta dúvida!
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