Sim.

Sim.

Sim.

Sou uma grande e verdadeira mentira. Alguém que deveria ser expulsa do planeta terra. Uma farsa.

Não me importa o porque de estar aqui. Se você esta, deveria ir embora. Não continue me ouvindo, falo mentiras sempre que posso.

Pelo menos isso foi o que me foi passado.

Sou Cam, uma invejada escritora. Uma escritora escrevendo sobre si própria? Talvez. Essa também pode ser uma farsa.

42, mãe, divorciada. Manhattan, café, livro. Uma vida sem graça de uma moça em um café ás 7:43am. A realidade de uma flor seca que cai com precisão na neve de uma época pré-invernal.

Uma segunda chance, se não entendeu a metáfora.

Neste mundo onde as pessoas são quem querem ser, passo apenas por uma velha e fraca senhora com desejos incontroláveis de ir ao banheiro. Por que? Ora bolas, você deveria saber melhor do que eu que hoje o mundo apenas se intitula em preconceito e conceito. Nesse caso, meus dias são a primeira situação.

Uma mulher divorciada de 42 anos já não pode usar o Tinder sem que sofra represália de alguem mais jovem. Não há mais respeito. Confesso que uns solteirões na minha lista é o que não falta, mas o preconceito segue nossos passos, os manda para grandes mídias e os publicam nas ruas de Nova York com a manchete "Escritora, Divorciada, e Usuária Ativa"

Que mundo é esse?

Até ontem, achava que os atacados eram negros, judeus e asiáticos com cabelos engraçados e com estilo Backstreet Boys.

Sou uma farsa, um morcego em pele de onça, um fogo que se propaga em copos de whisky pela manhã.

Whisky.

Whisky.

Não, isso na minha mão não é café.

Talvez eu esteja bêbada agora.

Não faz diferença.

Notas finais
Uma comedia que retrata um problema moral.
O preconceito já não tem barreiras, e isso afeta qualquer um que seja indefeso ou que tenha algo diferente do acusador.
Qualquer um.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!