Um ataque de ciúme.
1 Capítulo 1
Eu estava furioso. Não sabia se estava errado ou não, mas no momento eu não estou ligando muito para isso. Você deve estar se perguntando o que aconteceu assim de tão grave, para mim estar assim. Monstros querendo me matar? Não. Deuses querendo me matar? Não. Missões perigosas com altos risco de alguém querendo me matar? Também não. O que acontece é que eu acabei de brigar com minha namorada, Annabeth Chase.
Eu estou a ponto de matar um. E a culpa é dela e daquele... daquele... ser. Eu vou explicar o que está acontecendo. Tudo isso começou ontem a noite.
Bom, Annabeth e eu quase não tivemos tempo um para o outro nessa semana. Com escola, trabalho, (é isso mesmo. Eu trabalho. Em um aquário o que torna tudo mais simples.) monstros e estudos para não ser reprovado, quase não dava tempo para nós dois. A gente apenas nos falamos por telefone, e isso estava me deixando louco. Annabeth tinha as sextas geralmente vagas, a não ser quando tinha alguma coisa que a obrigava a ir para o Olimpo, mas isso quase não acontecia. Então, como eu queria passar um tempo com ela, falei com meu chefe e troquei minha folga que era toda segunda, para amanhã. Sexta-feira.
Eu tinha acabado de alimentar os peixes e estava indo me trocar. Meu turno já tinha acabado e eu queria fazer uma surpresa para minha namorada. Fui até o vestiário, tomei um banho para tirar o cheiro de peixe, depois me troque e sai. Estava quase fora do aquário quando escuto alguém me chamando. Olho para trás e vejo Cami vim correndo em minha direção.
– Oi. – ela disse tentando recuperar o folego. Cami tinha a minha idade e também estava trabalhando com aprendiz. Ela era uma garota legal.
– Oi. – respondi sorrindo.
– Eu queria te pergunta que horas você vai chegar no sábado. O Chefe quer que a gente organize os grupos escolares antes deles chegarem.
– Bom, sete tá bom? – perguntei.
– Sim. O aquário abre as oito, então não vai ter problema.
– Certo. Até sábado. – disse acenando.
– Até. – Ela acenou para mim e voltou correndo para o aquário. Como saímos um pouco tarde e seu pai trabalhava aqui perto, ela o esperava lá dentro.
Continuei meu caminho. Como Paul estava levando minha mãe para o trabalho dela, ela disse que eu poderia usar o carro dela até junta dinheiro para compra um para mim. Entrei no carro e depois de sair do estacionamento, foi em direção ao internato da Annie. Depois de uma hora no trânsito, finalmente cheguei. Depois de dá meu nome na portaria, entrei. Fui direto para o quarto da minha namorada. Como ela tinha horário de visita e estava ficando tarde, eu não tinha muito tempo. Na verdade, tinha apenas dez minutos. Quando cheguei lá, bati e esperei. Annabeth abriu a porta e sorriu ao me ver.
– Oi. – ela disse ainda sorrindo.
Nada respondi, apenas puxei ela e a beijei. Eu estava morrendo de saudades.
– Agora sim. Oi. – falei quando nos separamos.
– Que surpresa. – ela disse entrando e me puxando pela mão. – Aconteceu alguma coisa?
– Não. – respondi me sentando ao lado dela. – Sabe, eu falei com meu chefe e mudei o meu dia de folga para amanhã. Assim, poderíamos passar o dia junto, já que no fim de semana trabalho até meio dia. Eu ia te ligar, mas pensei, para quer ligar se eu posso passar lá rapidinho? – disse sorrindo para ela. – Então, eu queria saber se você quer ir no cinema comigo amanhã, depois podemos fazer o que você quiser.
– Claro que quero. – ela disse pulando em mim, me abraçando. – Depois podemos ir para a sua casa e namora um pouquinho. – disse corada, mas sorrindo.
– Claro. – falei rindo.
Ela me beijou. Poderíamos ter ficado assim para sempre, se uma das suas colegas de quarto não tivesse entrado. Nos separamos corados, mais ainda estávamos perto o bastante para manter meus braços sobre ela.
– Oi Claire. – falei sorrindo.
– Oi Percy. – ela disse envergonhada. – Eu acho que vou dá uma volta para que vocês possam ficar mais à vontade.
– Não precisa. Está na minha hora. – falei me levantando. – Até amanhã, Sabidinha. Te vejo depois das aulas.
– Até, Cabeça de alga.
Sair sorrindo. Quando cheguei em casa encontrei um bilhete da minha mãe falando que ela e Paul foram para a casa de algum amigo dele jantar e que minha comida estava no forno. Esquentei e depois de comer, tomar banho foi dormi.
Acordei cedo no outro dia. Me arrumei e fui para a escola. Estava animado e mais agitado que o normal. Quando as aulas finalmente acabaram fui para casa, tomei um banho e me arrumei. Sai de casa e fui para o internato. Annabeth estava me esperando na porta. Parrei o carro ao lado dela, que entrou e me deu um beijo de tirar o folego. Fomos conversando sobre como tinha sido nossa semana, apesar de já sabemos pelas horas de mensagem de íris.
– Eu estou tão animada. – ela disse com um sorriso brilhante. – Essa escultura vai ficar linda.
– Eu sei que vai.
– Espero que seu pai goste. Afinal, tenho que agrada o sogrão.
– Ele vai gosta. Enho certeza. – sorri para ela.
Chegamos ao Shopping e fomos direto para o cinema. Estava indo tudo bem, até que antes de entramos no cinema escutamos alguém chamando o nome dela. Viramos e vi um menino que não conhecia vindo em nossa direção.
– Eu não acredito. – Annabeth disse animada. – Tom. – Ela disse abraçando ele.
Eu não sou um cara ciumento, não sou de ficar encarando os caras que olham para minha namorada. Sei que ela é linda. E principalmente, sei que ela me ama. Mas devo admiti, não goste nada desse abraço.
– Quanto tempo. – o cara disse ainda abraçado a ela. – Você está linda. O tempo fez muito bem a você. Não que antes você fosse feia, por que não era, mas agora, você está maravilhosa.
– Obrigada. – ela disse sorrindo. – Você também está bonito.
– O que está fazendo aqui? Não tinha se mudado para San Francisco com seu pai?
– Sim. Mas tive que volta. Estou estudando em um internato aqui perto.
– Que legal. Agora podemos nos ver mais vezes. – ele disse a abraçando novamente.
Eu respirei fundo e tossi para chamar a atenção deles.
– Há, Percy, tinha me esquecido que você estar ai. – Annabeth disse, e a única coisa que vinha na minha cabeça era: Como é que é? – Tom, esse é meu namorado Percy. Percy, esse é Tom, meu amigo de infância.
– Oi. – disse sem emoção. Ele estendeu a mão e acetei. Ele apertou um pouco mais forte do realmente precisava. Por isso apertei mais forte ainda, causando uma careta nele. – Bom, temos que ir. Vamos ao cinema.
– Serio? Que pena. – ele disse olhando para Annabeth. – Queria poder conversa mais com você.
– Bom, o filme não vai começar agora. Podemos compra os ingressos e conversa mais um pouco. – ela disse sorrindo.
– Isso será ótimo.
Eu fechei minha mão em punho, mas não disse nada. Os dois foram conversando na frente, enquanto eu ficava para trás. Eu parei um tempo e respirei fundo. Depois os seguir. Eles estavam falando sobre coisas que aconteceram quando eles eram pequenos, pessoas que eles conheciam e esse tipo de coisa que as pessoas conversam depois de muito tempo. Se fosse apenas isso não teria problema nenhum. Mas ele estava abraçando minha namorada, que pelo que eu me lembre, odiava ser abraçada. Comprei os ingressos e fomos para a aria de alimentação.
Eu estava tentando me manter calmo, mas não dava. Como ela podia ficar andando como ele como se fossem namorados, em um encontro com o namorado dela, depois de passarem uma semana sem se verem? Estava com ciúme e isso era evidente. Menos para aqueles dois, já que uma senhora chegou a me perguntar se eu estava bem.
– Percy, você pode comprar os sorvetes? – Annabeth perguntou.
Por dentro estava gritando não, mas concordei com a cabeça.
– Eu vou querer um de morango. – Tom disse. – E a Annie de chocolate.
– Acho que ela pode me falar do que quer. – falei entre os dentes. Estava certo que ela pediria de outro sabor. Já que apesar de adorar chocolate, ela não gostava muito de coisas com o sabor de chocolate.
– Chocolate para mim está ótimo. – ela disse sorrindo para mim, antes de voltar para a sua conversa.
Respirei fundo várias vezes e comprei os malditos sorvetes. Voltei para a mesa e minha vontade era tacar aquela casquinha na cara desse desgraçado. Eu olhei para o lado e vi que o refrigerante da menina que estava sentada na mesa perto da nossa estava balançando, estava com tanta raiva que estava perdendo o controle sobre meus poderes. Sorte que ela estava entretida no celular.
Respira, Percy, respira. Você está em um local público, com vários mortais. Não pode perde a cabeça, não pode deixa que essa raiva tome conta dos seus poderes. Calma.
Quando estava um pouco mais calmo abri os olhos. Mas acho que deveria ter ficado com eles fechados. Já que Tom estava limpando o canto da boca de Annabeth que estava com um pouco de sorvete. Isso foi demais. Perdi todo o controle. O bebedouro que tinha ali perto explodiu. Assim como alguns copos de refrigerante e soco. Resumindo a situação. Todos estavam molhados e assustados.
Annabeth olhou para mim acusadora, mas apenas me levantei e foi até uma garotinha que tinha caído no chão assustada. Ajudei ela a levantar e a entreguei para mãe que me agradeceu e saiu dali com ela no colo.
– O que foi isso? – Annabeth perguntou para mim.
– Calma, foi apenas um acidente. – o segurança disse. – Estávamos mesmo pensando em troca esse bebedouro. Podem voltar para as suas mesas.
Aos poucos as coisas foram se acalmando. Eu respirava lentamente para não causar mais problemas. Tinha que me acalmar.
– Até que foi legal. – Tom disse.
– Eu não achei. – Annabeth disse ainda olhando para mim.
– Que isso? Isso é o tipo de coisa difícil de acontecer. – ele olhou no relógio. – Acho que está na hora de ir. O filme de vocês já vai começa.
Isso vai embora antes que eu te mate. Ou mate alguém inocente. Pensei ainda tentando manter a calma.
– Por que você não assiste o filme com a gente? – Annabeth perguntou. – Depois podemos conversa mais. Acho que ainda dá tempo de compra o ingresso. E se estive esgotado, a gente pode assisti ao filme outro dia.
– Não precisa. – falei quando o resto de calma que eu NÃO tinha foi embora. Coloquei a mão no bolso e tirei os ingressos de lá. – Pose ficar com o meu.
Joguei na cara dele e sai. Antes de me virar pude ver o choque na cara de Annabeth. Mas não estava nem ai. Foi ela que estragou tudo. Se foi uma amiga minha, ela já teria dado um ataque a muito tempo. E depois eu teria que fica me arrastando atrás dela. Enquanto eu andava, via tudo que tinha água treme, mas nenhum chegou a explodi. O que era ótimo. Fui em direção ao carro. E aqui estou eu. Indo para o meu carro, querendo matar aquele idiota.
– Percy, espera. – escutei ela gritando. Mas não dei atenção. Continuei meu caminho. – Percy, me espera. O que aconteceu com você?
Ignorei ela. Estava quase entrando no carro, quando ela me alcançou.
– Agora é assim? Eu falo e você não está nem ai? – ela perguntou furiosa. – Você endoidou de vez? Por que explodiu aquelas coisas? E por que jogou os ingressos aquele jeito no Tom?
– Me. Deixa. Passar. – fale, ou melhor, grunhir para ela.
– Não. E o filme? Pensei que estávamos em um encontro. – disse cruzando os braços.
– Estávamos, até seu amigo aparecer e você esquecer esse pequeno detalhe. – falei com raiva. – Saia da minha frente.
– Então é isso? Ciúmes? Você sabe que não precisa disso. Sabe que só tenho olhos para você e...
– Apenas, saia da minha frente. – gritei. Vi que ela se assustou.
– Não, até você parar com um idiota. – gritou de volta.
– Já parei. Você não viu que já sair do shopping? – disse ácido.
– Percy, o que aconteceu com você? Tá de tpm?
– O que aconteceu comigo? O que aconteceu com você seria a pergunta certa. Agora, saia da minha frente.
– Percy, já te falei que não. Vamos, me fale.
– Certo. Quer tanto saber? Então, ai vai. O que aconteceu comigo é que me matei no trabalho, fiquei no pé do meu chefe, até ele deixa que eu trocasse minha folga, para que eu pudesse passar um tempo com minha namorada. Quando achei que teria essa chance, um amigo dela de infância aparece. Ela, ao invés de pedi o número dele, para que eles marcassem um encontro, decidiu ficar de papinho com ele. Ela chama ele para conversa e ainda por cima esquece que eu estou junto. E como se não bastassem ficam como se fossem namorados. Esse é meu problema. Agora, saia da minha frente. – disse tudo de uma vez.
– Percy, você está agindo com criança. O Tom é apenas um amigo. Você é meu namorado. – ela disse rolando os olhos. Annabeth deu um passo para frente. – Vamos entra e assisti ao filme. Venha. – Ela pegou minha mão, e começou a me arrasta para o shopping. – Deuses, deixa de mimo.
– Hey, tudo bem aqui? – fechei os olhos ao escutar a voz de Tom.
– Sim. Conseguiu compra o ingresso? Já estamos indo. – Annabeth disse e se assustou quando eu puxei a mão. – Percy?
– Então, era ´para isso que você queria voltar? Para pode ficar mais tempo com seu amiguinho? – falei nervoso, ou mais nervoso. Nem sei mais. – Não precisava compra nada, eu já te dei o meu.
Me virei.
– Percy, pare de ser mimado. – Annabeth disse segurando meu braço.
– Me solta. – disse empurrando ela. Ela me olhou assustada, nunca a tinha tratado assim. Mais estava furioso, estava como o mar em meio a uma tempestade. Tudo o que toca, destrói.
– Cara, olha como você fala com ela e como você a trata. – Tom se meteu.
– Não me lembro de ter falado com você. – falei me virando.
– Percy, pare com isso, pelos deuses. Isso é ciúme? Chega, não confia em mim? – ela perguntou me fazendo parar.
– Me solta. – Puxei meu braço. – Estou furioso, não quero te machucar, você nunca me viu nervoso de verdade. E isso é uma coisa que você não quer ver. Te ligo depois.
– Não se preocupe em me ligar hoje. – ela disse nervosa. – Se for fica assim toda vez que eu encontrar um amigo você ficar assim, é melhor procura ajuda.
– Venha Annie, vamos ver o filme. Depois eu te levo para casa. – Tom disse passando o braço nos ombros dela.
Annabeth olhou para mim, para ele e depois para o braço em seus ombros. Ela ia falar alguma coisa, mas um hidrante explodiu. Me tirei e segui para o carro.
– Percy, por favor, espere. – ela disse me segurando. – Me desculpa, eu...
– Para o taxi, se quiser. – falei entregando dinheiro para ela e entrei no carro. Sai cantando pneu.
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