Um artista que pintou estrelas - Livro I

2 Capítulo 1 - O que eu faço até então...


Notas iniciais
Espero que gostem

Olhei novamente o telescópio e deslumbrei a mesma imagem que há muito tempo, não acredito mais ser real. As estrelas se mostravam no céu com seu brilho magnífico e intenso, fazendo meus olhos brilharem, mas ainda sim, não consigo me convencer. Papai me disse há muito tempo que, essas não eram mais as estrelas... O que elas eram então? Essa é a pergunta que elas eram então? Essa é a pergunta que eu não consigo responder...

Tirei os olhos do telescópio que se encontrava nos fundos de casa, a mesma que morava com meus pais quando era criança. Mas, infelizmente apenas eu e minha mãe habitávamos a casa atualmente.

Trabalho em casa, sou astrônomo e escritor. Publiquei três livros sobre astronomia, bem sucedidos para tal categoria, pois não é muita gente que gosta de ler esse gênero. Os títulos deles são: Navegando nas Estrelas, Através do telescópio e Vida Galática. Esse último foi meu livro mais vendido, pois é uma ficção possível, levando em consideração a quantidade de mundos possíveis, e as teorias de cientistas de que é possível viajar para outro universo paralelo. Autografei os livros dos poucos leitores que leram Vida Galática , eles pareciam felizes, e desde então, se tornaram meus leitores assíduos, alguns passam dias esperando a publicação de um próximo livro. Sinto pena deles... Pois este não virá.

Para ser astronômo, você precisa principalmente compreender as estrelas, a mensagem que elas estão querendo passar, como por exemplo, saber em que dia Arianos tem tendência a ficar mais alterados, em que dia cancerianos se sentem mais sensíveis, e eu não as compreendo... Isso que dificulta a minha profissão, mesmo que eu seja considerado um dos melhores astrônomos por saber as posições exatas das estrelas... Eu não consigo compreendê-las , e isso dificulta a minha vida.

Mamãe sempre anda preocupada comigo, acha que eu trabalho demais e me esforço muito.

–Pequeno Henry... — Diz ela com seus cabelos grisalhos e as rugas formadas pelo tempo em sua pele. — Não se esforce tanto. Você sabe querido... — Ela respira fundo. — Você foi o único que restou de nossa família, eu não quero que desperdice sua vida assim...

E e sempre esta mesma frase. Quando ela acaba, me entristece muito, eu a preocupo, mas era eu na verdade que deveria me preocupar com ela... A vida é assim, há coisas que você nunca vai entender.

Tenho apenas três amigos: O Paul, O Sam e o Teddy. Eles me ajudam em tudo que preciso, e me visitam de vez em quando para saber como andam as coisas, como está a minha mãe e como anda a minha vida. A resposta é sempre a mesma: "Eu não sei." Pois nessa vida, eu estou confuso, e não sei se eu sei ou não de alguma coisa.

Parei de pensar na minha vida, e entrei em casa. Mamãe dormia tranquilamente como um anjo, enquanto o velho relógio de nossa casa marcava duas horas da manhã. Ou seja, eu tinha mais uma hora de trabalho e três de sono.

Me direcionei ao velho escritório que era do meu pai, ali era onde ele costumava ficar todos os dias, procurando alguma pista sobre aquele antigo mistério, que eu sei que ele sabia de alguma coisa, mas não teve tempo de contar. Até hoje, só eu, a minha mãe e o meu pai sabíamos dele. Desde que comecei a procurar pistas sobre o meu pai e esse mistério no escritório, só achei uma considerativa, foi um quadro pintado por ele escrito: "Um artista que pintou estrelas" O quadro não tinha nenhum desenho, a não ser por uma pequena estrela no canto inferior direito. O fundo da tela era azul escuro, e as letras dessa frase eram brancas.

Mesmo que procurasse a minha vida inteira, nunca conseguiria procurar sozinho em todos os arquivos do escritório, eram milhares, misturados com fotos, pesquisas e projetos meus de astronomia. Abri a terceira gaveta da velha estante onde meu pai guardava os arquivos importantes, e rapidamente vários arquivos caíram se espalhando pelo chão. Olha que eu nem sou tão atrapalhado assim, mas mesmo assim, era um motivo de irritação para mim. Juntei rapidamente as folhas presas e soltas com raiva, mas duas, especialmente coloridas, me chamaram a atenção, por isso irei guardá-las.

Guardei as folhas soltas e presas antigas me meu pai na gaveta onde estavam e recolhi as duas folhas coloridas do chão. Estavam em estilo Power Point, haviam ilustrações de estrelas estranhas e coloridas, um fundo preto e um título. Ao lê-lo, um arrepio percorreu meu corpo, enquanto uma brisa gelada me dominava. Não era a primeira vez que eu via aquela frase...

Notas finais
Próximo Capítulo: A segunda Página