Um anjo e um Winchester
1 Capítulo 1 - Uma mulher na autoestrada
Notas iniciais

JOHN WINCHESTER
Era tarde da noite e John tinha acabado de desligar o rádio na intenção de se ficar melhor em seus pensamentos. Largar Dean e Sam sozinhos naquele momento não era algo oportuno, acabaram de entrar em uma nova escola e nenhum parecia muito feliz com a ideia de ficar la por seis meses, como era em toda e qualquer escola. Dean estava entrando no colegial, Sam ainda tinha um longo período para o fazer, mas se dedicava mais a escola que o irmão. Parando um momento para esfregar os olhos ele continuou a pensar que aquela vida que levavam podia matá-los, mas não podia desistir agora, chegava cada vez mais perto de encontrar o demônio de olhos amarelos.
Por um minuto ele se distraiu, olhando o diário que estava aberto no banco do passageiro, não se focara ali por mais de um minuto e quando retornou seus olhos para direção, uma mulher, de cabelos vermelhos vivos e vestida de preto apareceu em sua frente na estrada, pisou no freio com toda a força que pode e ouviu o pneu cantar, mas conseguiu não acertá-la
– Mas que porra! — Ele gritou e pegou a arma que estava ao lado do diário, saiu imediatamente do carro e andou em direção a ela, mas antes de conseguir se aproximar, ela desmaiou — O que?
Por impulso ele apontou a arma para a mulher, ela não aparentava perigosa, mas eles nunca aparentavam. Quando viu que ela realmente estava desmaiada, começou a testar com o que podia, jogou água benta, nenhum efeito, aproximou a cruz e continuava em nada, encostou uma barra de ferro em seu braço, sem efeito algum. Sal, prata, qualquer coisa. Nada lhe afetou. Pensara em vampiros, lobisomens, mulher de branco, demônios tudo. Mas, era apenas uma garota, andando numa estrada, sozinha, em plena a madrugada.
– Isso não pode estar certo... — Ele falou, não podendo pensar muito mais em o que fazer e percebendo que não a podia deixar ali, no meio do nada, segurou a menina em seu colo e a levou para o carro, a deitou no banco de trás, apertando um cinto em volta dela e sentou novamente no banco do motorista — O que eu faço contigo?
***
A cidade não era longe e quando chegou já presenciou traços do que seria seu caso, provavelmente uma infestação de vampiros que seria passageira, senão destruída primeiro. Tinha decidido começar o caso naquela madrugada menos, mas se atrasara e já passavam das três da manhã, sem contar que a mulher em seu carro era um fator bem importante, não poderia fazê-la ir consigo, sem saber nada sobre ela, e nem deixá-la num quarto de hotel, sem que ela estivesse acordada ou viva.
Seguiu em direção ao hotel mais perto da entrada da cidade, o nome tinha caído do letreiro então não se importara em decorá-lo, era um lugar como sempre eram os lugares onde ficava, um quarto pequeno e sujo, com duas camas e uma kit-net na pequena salinha.
Tirando a garota do carro e a levando cuidadosa e lentamente para o quarto, John a deixou na cama próxima a janela. A moça estava fria como gelo, então teve de cobri-la com vários cobertores até sentir uma pequena mudança em sua temperatura e em sua respiração. No momento em que a trouxe ela parecia sequer respirar, agora ela dava curtos suspiros e até se mexia um pouco na cama.
Ele não sentia sono, então seguiu para a pequena mesa que ficava ao lado da janela e de sua cama, hora ou outra olhava para a garota, e depois retornava ao seu diário, quando o sol nasceu o seu cansaço chegou a um nível que ele não conseguia ler mais as suas próprias anotações. Então se focou no outro lado do quarto, o pensamento estava meio bêbado, tinha parado e tomado algumas entre essas 3 horas de trabalho e ele só podia realmente notar algumas coisas.
Ela era uma mulher jovem, por volta de uns 24 anos por aí, era um pouco assustadora, sua pele era branca como uma folha de papel e o cabelo vermelho como o fogo, o estranho dele não era apenas e cor e sim sua naturalidade, não parecia pintado, mas era muito brilhante para ser natural. Ela era muito magra, notou isso enquanto a trazia para o carro, e não parecia ter pretensão de acordar, e por essa razão, John caiu no sono ali mesmo, na cadeira, segurando uma garrafa de cerveja.
***
Sentia um cutuco, agora mais e mais, e só despertou em cem por cento quando um beliscão dolorido foi dado em seu braço, estabanado John se ajeitou na cadeira, e quando olhou para frente, a garota que tinha salvo estava prostrada ali, uma coisa que não pudera notar anteriormente era o tom azul quase transparente de seus, ela se mantivera dormindo até então, isso implicava na situação. Eram maravilhosos, mas o receio de John com a situação era muito maior. Sem se dar conta do que fazia ele pegou sua arma e apontou para a mulher, que não teve nenhuma reação a não ser olhar para a arma e depois para ele novamente.
– Quem é você? De onde veio? Por que estava na estrada e o que quer? — Joh perguntou, uma pergunta atropelando a outra.
– Eu quem devia perguntar isso — Sua voz era suave e calma, até estranha por isso, não parecia sequer se importar com a arma apontada em meio aos seus olhos — Afinal, sou eu quem está na frente de um maluco com arma que me trouxe para o quarto enquanto eu estava inconsciente.
Ele não se flexionou, manteve a exata posição que estava e manteve a pergunta. A garota por si, deu de ombros e decidiu responder.
– Ok — ela disse — Meu nome é...Kate, estava na estrada porque estava perdida e preciso de ajuda pelo simples fato de não ter a mínima ideia do que estou fazendo aqui.
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