Um amor tímido
8 Capítulo 8
Mesmo eu tentando, não conseguia pensar em mais nada, não fazia ideia de quem escolher, nem do que lhe dizer, de um dia para o outro, a minha vida tinha virado do avesso, e como sempre, lendo os meus pensamentos, Seiji afastou-se, suspirou e disse:
—Desculpa! Não te queria pressionar! É só que… não consigo mais esconder o que sinto por ti! E não precisas de dar a resposta agora, eu posso esperar, só quero que te sintas bem e que não te zangues comigo!
Por sorte recebi um telefonema da minha mãe, a chatear-me, porque eu não lhe tinha dito que ia sair, e ela tinha convidado uns tios para ir lá a casa, então disse-me rispidamente, para ir para casa.
Seiji percebeu (aliás com os gritos que a minha mãe deu, acho que até ouviu!) e acenou-me como que a dizer:
—Adeus! Pensa no que te disse!
E eu, que já não sabia se ficar contente ou preocupada (pois obviamente eu ia ser castigada) acenei-lhe e fui embora, mais depressa que um foguete, ou até do que o som!
Quando finalmente os meus tios foram embora, a minha mãe disse-me que não o volta-se a fazer, mas surpreendentemente deixou-me sair empune, sem um único sermão, fui para meu quarto sem dizer mais nada. Não conseguia deixar de pensar no Seiji, no Hiroto…

Se eu desse uma oportunidade ao Seiji, sabia que não ia sair magoada pois ele era um querido, e sempre me protegeu, mas se as coisas dessem errado podíamos nunca mais nos falar, e sinceramente não falar com o Seiji seria o fim do mundo, aliás só de pensar, em deixar de ser amiga dele, me dá medo, também para além disso eu não sei se o conseguiria ver como um namorado, fomos sempre melhores amigos desde pequenos, e as coisas mudarem agora, seria estranho de mais…

Mas se eu escolhe-se o Hiroto que aos poucos faz o meu coração bater mais rápido… podia sair magoada, ou melhor de certeza que ia sair magoada, nem sequer o conhecia bem, para além disso o Seiji podia ficar zangado e nunca mais me falar… Ai! Que turbilhão de ideias e de emoções!
No dia seguinte, depois de muito, muito pensar e refletir vezes, e vezes sem conta tinha conseguido tomar a minha decisão, desse para o mal ou para o bem, eu não me iria arrepender, acontece-se o que acontece-se, pois prometi isso a mim mesma, sendo assim a minha decisão foi escolher o…
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