Um amor tímido
11 Capítulo 11
Eu decididamente não sabia o que responder, eu nunca tinha pensado nisso, aliás era um pouco… Não, muito estranho o que estava a acontecer! Primeiro o meu melhor amigo, aquele que sempre vi como isso, e nada mais, era o meu namorado (já para não falar que até estava a adorar namorar com ele, fazendo me pensar várias vezes: ”se eu, já não gostava dele antes?”) e o Hiroto aquele que eu mais odiava, que nem podia ver à minha frente estava a pedir-me para se tornar o meu melhor amigo, e para ajudar à festa, eu ainda estava a pensar seriamente em aceitar! Com certeza o mundo tinha virado do avesso, estava completamente ao contrário, mas estranhamente esta situação toda, não me estava a desagradar, embora tivesse uma certa incerteza na minha mente por isso a minha resposta foi, e só podia ser:
—Não sei bem, tudo aqui… — suspirei- Não faz sentido, dantes tu e eu, não nos falávamos sequer, aliás tu enervavas-me muito e agora… Não sei, asserio não faço ideia!
—Então porque não sai-mos hoje, vamos tomar um café, eu mostro-te quem eu sou de verdade e tu fazes o mesmo! Assim, tu podes decidir, se podemos ser amigos ou não!?
Eu estava completamente perdida num mar de espinhos, como uma agulha num palheiro, como uma formiga num mundo sem fim, as não podia dizer-lhe que não, afinal, eu já o tinha magoado por não aceitar o pedido, se eu recusa-se…
—Tudo bem! Mas tu não podes forçar a barra, se não eu vou me embora e nunca mais me pois a vista em cima!
Ele sorriu e disse claramente entusiasmado:
—Combinado!
—Vou buscar o meu casaco à sala, vai indo que eu já vou.
Quando cheguei à sala a Kilari perguntou-me:
—Aonde vais?
—Tenho umas coisas para resolver com o Hiroto, então vamos ao café ali do lado.

Ela olhou para mim como se eu fosse cometer o maior erro do mundo e disse:
—O quê? Tu e ele!? O quê que tens para falar com alguém como ele?
—Tem calma, é só conversar!
—Eu tenho muita calma até ao momento que dizes que vais falar com alguém como ele, mas, tá bem, não queres que eu vá contigo?
Olhei para ela, sorri e disse calmamente:
—Não podes ir, obrigada Kilari!
—Até amanhã! E vê lá se não arranjas problemas com o Seiji!
Ri-me e acenei-lhe, quando cheguei lá fora ele estava à minha espera tal como prometera.

O que será que iria sair dali?
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