Eu fiquei sem palavras, e por mais que tentasse, elas não saiam, e então, ele disse em pleno desabafo:

—Eu não sei o que fazer, nem sei porque que gosto tanto de ti, mas, a verdade é que gosto!

Finalmente consegui responder:

—Tu só gostas de mim, porque eu fui a única que te descartei à primeira!- e a sussurrar disse, finalmente o que me ia na cabeça-Então não passa de um capricho teu!

—Talvez tenhas razão!

Talvez, lá no fundo, mas bem lá no fundo, do meu coração espera-se outra resposta, porque quando ele respondeu o meu coração bateu, como se fosse a última batida, como se fosse a última badalada, como se fosse o meu último segundo de vida.

Mas de repente, ele afirmou:

—Mas…

Maldita sorte a minha, no mesmo momento, aquele em que ele ia dizer, o que verdadeiramente pensava e sentia, a campainha tocou, me fazendo ir a correr para a aula, sem dizer mais nada para além de um misero: -Até logo…

Quando cheguei à aula, tinha um bilhete em cima da minha mesa, era do Seiji, ele pedia para nos encontrarmos no nosso café favorito, o que será que ele quereria? Tinha-mos estado juntos de manhã, se calhar queria mostrar alguma coisa!? Bem de qualquer das maneiras fui, afinal podia apenas se ter esquecido de me perguntar se queria ir!

Quando cheguei, ele ainda não estava lá, mas passados, cerca de cinco minutos ele chegou.

Vinha com um sorriso meio forçado, de quem tem alguma coisa séria para falar, mas tentei mostrar-me o mais séria possível, se ele queria desabafar, eu estava ali para ele, tal como ele sempre estava lá para mim…