Um amor, por favor
5 Capítulo 5
Notas iniciais
— Mas que inferno garoto. Pega logo essas coisas pra irmos. — Falei irritada com a demora daquele ser humano.
Estou no antigo apartamento dele, aquele que ele dividia com o tal amigo merda. Obviamente o amigo dele não esta aqui, Pedro deixou bem claro que não queria ver nunca mais esse tal amigo e foi um inferno convence-lo de vir buscas as coisas dele logo, tive que esperar ele ter absoluta certeza de que o coleguinha dele não estava aqui. Com isso eu quero dizer que tive que esperar horas enquanto ele "falava" (se agarrava) com uma garota que vivia no prédio e sabia que o coleguinha dele não estava la e com isso eu percebi que o meu novo colega de apartamento é um grande galinha também.
— Você poderia me ajudar, não acha? — Ele perguntou jogando umas roupas na mala.
— Não, não acho, já estou te ajudando muito. Vai logo, estou morrendo de fome. — Reclamei sentando na cama que estava uma bagunça, cheia de roupas e mais um monte de coisa aleatória.
— Me ajuda a fechar isso. — Ele pediu tentando colocar uma tonelada de coisas em uma mala pequena.
— Meio impossível isso fechar. Olha o tamanho dessa mala pra tanta coisa. — Disse jogando um pouco daquela bagunça no chão.
— Fecha sim, senta aqui logo, vai. — Ele disse me puxando pra cima da mala.
— Ai seu idiota, calma. — Falei me arrumando para não cair de cima da mala.
— Ta quase. Agora vai. — Ele falou enquanto eu pulava em cima da mala pra ajudar a fechar aquela coisa. Quero nem ver o estado que as coisas irão sair de dentro daquela mala.
— FOI. — Ele gritou e eu cai em cima da cama sem equilíbrio algum, porque nunca tive mesmo e acabei caindo no chão.
— Ai seu idiota. Minha bunda. — Disse jogada no chão vendo se não tinha quebrado nenhum osso.
— Nem machucou sua fresca. Vai, levanta e me ajuda a terminar de arrumar essas coisa, antes que aquele merda chegue.- Ele disse enquanto tirava as malas de cima da cama.
— Eu não, se vira ai. Te espero na sala, não aguento mais você. — Falei saindo do quarto e ouvi ele me xingando.
Que atrevido, estou dando um teto pra ele morar e ele me agradece dessa forma. Olha, pensei que seria uma boa ter um cara no meu apartamento, um cara que aparentava, aparentava sabe, ser legal e gente boa. Mas to vendo que fui iludida mesmo, devo estar sobre efeito de álcool ainda, só pode.
— Quem é você? Como entrou no meu apartamento? — Ouvi alguém falar atras de mim.
— Oi? — Meio que perguntei me levantando do sofá, onde eu estava praticamente deitada.
Droga, droga, esse deve ser o ex colega merda do Pedro. Que colega lindo, será que posso trocar o Pedro por ele? Ele deve ser melhor certo? Porque eu já não aguento mais aquele cara.
— Não vai me responder? — Ele perguntou arqueando as sobrancelhas e vindo em minha direção. Eita, que ele vai me matar.
— Sai de perto dela. — Ouvi o Pedro falar. Obrigada pai, pensei que minha hora tinha chegado.
— O que você esta fazendo aqui? — O ex colega do Pedro perguntou com uma cara péssima, onde claramente se via que ele queria matar o Pedro.
— Vim pegar minhas coisas. Vem Malu. — Pedro respondeu com uma cara quase pior que a do ex colega dele e me estendeu a mão para ir com ele. Como eu ainda quero viver muito eu fui com o Pedro e nós fomos até o quarto pegar as coisas dele.
— Só carrego isso, porque quero ir embora logo e o seu colega apesar de lindo é meio estranho. — Falei pegando algumas coisas.
— Lindo? Você é cega por acaso? — Ele perguntou indignado. Não vou negar, ele é bonito mesmo.
— É bonito sim, mas vamos logo estou com mais fome ainda. — Falei apressando ele que continuava com a cara de indignado.
Ele saiu com algumas coisas e eu fui logo atrás querendo sair o mais rápido possível daquele apartamento.
— Já vai? — Ouvi o ex colega do Pedro perguntar em um tom totalmente irônico enquanto nós dois passávamos pela sala.
— Vou e espero nunca mais tiver na minha vida. — Pedro respondeu abrindo a porta e me dando espaço para passar.
— Poderia deixar a gatinha ai, acho que você me deve algumas coisas ainda. — O ex colega disse me olhando e eu não vou mentir, se fosse outra pessoa até acharia interessante, mas como é ele eu fiquei com medo e passei pelo Pedro voando.
— Não te devo nada e ela não tem nada haver com isso, então nem olhe para ela. — Pedro respondeu puxando as malas de dentro do apartamento e eu percebi ele apertando tão forte o puxador da mala que os dedos dele estavam ficando brancos.
— Mas ela parece ser tão interessante. Ainda vou te cobrar, cara. — O ex colega falou e acho que se eu não relasse no Pedro ele iria entrar no apartamento e arrancar a cabeça do ex colega dele que definitivamente é um merda.
— Calma, vamos embora logo. — Falei tentando passar uma calmaria para o Pedro que parecia que ia explodir ali mesmo. Acho que o negócio ali é serio mesmo. Pedro bateu a porta do apartamento e nós descemos. Colocamos as coisas no meu carro e o Pedro pegou sua moto e fomos para casa.
No caminho eu fui pensando no quão ferrada eu estou, porque eu coloquei um cara que eu nem conheço para morar no meu apartamento. Qual a probabilidade disso dar em merda? Muito grande e como sou eu as chances de dar merda se triplicam. Oh pai, acho que não deveria é ter pedido nada de ano novo, agora estou aqui perdendo minha primeira tarde/noite do ano com um cara que em menos de vinte e quatro horas já me ferrou muito.
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