Notas iniciais
Voltei pandinhas Obrigada stupidgir por já favoritar a história sua linda Espero que gostem Boa Leitura ♥

Adoro ano novo, quando eu morava com meus pais eu geralmente ficava nas festas com a família com aquelas tias chatas que perguntavam de namoradinho e aqueles tios bêbados que só faltavam subir no muro e pular no asfalto e dizer que era legal (ok, exagerei, mas é assim mesmo) e o pior de tudo isso são os primos idiotas. Serio, tem os pequenos que não param de encher o saco querendo brincar e os mais velhos que ficam zoando com você por ser mais nova, porém inteligente o suficiente para não se misturar com os mais novos idiotas (ou ser antissocial desde pequena mesmo). Mas eu gostava, mesmo com os primos chatos, os tios chatos e tudo isso sendo chato, era muito divertido (contraditório né?).

Mas graças a Deus e a minha inteligência, não pera. Graças a Deus e o meu esforço eu terminei o Ensino Médio e me mudei para fazer a minha querida e bela faculdade de Fotografia. Mas a questão é, eu já terminei a faculdade e fiquei dois meses na casa dos meus pais e agora em dezembro eu me mudei para outa cidade, no caso São Paulo, e os meus pais ficaram putos comigo, porque pensaram que eu iria passar as festas de fim de ano lá, mas não vamos falar sobre isso agora, deixa as broncas para mais tarde.

Enfim moro sozinha há um mês em um apartamento na grande São Paulo, e não, eu não estou sozinha nessa cidade gigante ao contrario de muitos que se mudam e ficam boiando sem saber o que fazer (já passei por isso) e não conhecem ninguém. Tenho um grupo de amigos por aqui, alguns vieram comigo depois da faculdade e outros eu conheci por redes sociais e nos encontramos agora. Sim, sou viciada em redes sociais e tudo que tenha haver com internet (três anos estudando informática da nisso meu povo).

Bom, são quase meia noite do dia 31 de dezembro e está na hora da contagem regressiva, ou seja, hora de fazer todos os pedidos que eu me lembrar nesses primeiros minutos do novo ano (deveria ter anotado em um papel) e me jogar no meio dessa paulista (sim, paulista meu povo) pra ver se arranjo um gatinho já nas primeiras horas do ano.

– 10, 09, 08, 07, 06, 05, 04, 03, 02, 01 – E todo mundo se abraça e blábláblá.

– Partiu beber povão. – Um dos meus amigos gritou e lá se vai mais um dia da minha vida bebendo com esses loucos, espero que pelo menos no primeiro dia do ano eu não faça muita merda.

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Ai. Meu. Deus. Onde eu estou? O que eu fiz ontem? Ferrou.

Sentei-me no, tapete? É me sentei no tapete onde eu estava deitada e olhei em volta. Eu estava em uma sala cheia de gente jogada pelos sofás e pelo chão, gente estranha em uma casa estranha, não quero nem saber o que aconteceu por aqui. Olhei pros lado e havia um garoto do meu lado direito e uma garota do esquerdo, próximos a mim.

– Ei, garoto. Acorda. – Falei cutucando o garoto que estava mais perto, preguiça é o meu segundo nome.

– Que foi? – O cara disse levantando-se lentamente depois de eu quase esmurrar ele, parecia uma pedra.

– Poderia me dizer onde eu estou? – Perguntei olhando novamente ao meu redor e caramba, tinha gente pra tudo que é lado daquele apartamento mesmo, tinha até moveis quebrados e muitas muitas garrafas de bebidas jogadas pela casa, só tenho dó do dono disso aqui.

– Até poderia se eu soubesse. – Ele disse também olhando ao redor.

É parece que não fui a única a fazer merda no primeiro dia do ano. Estou até vendo como será esse ano e eu querendo só um amor e um pouquinho de paz. Só faço merda mesmo.

Levantei-me (me arrastei para conseguir ficar de pé) e comecei a avaliar o meu estado. Cabelos totalmente bagunçados, cara amassada, roupa amassada, dor de cabeça, um par de sapato perdido e uma unha quebrada. É a noite foi boa (ou não) e eu estava de ressaca, minha cabeça vai explodir estou sentindo isso.

O que fazer agora: descobrir onde estou e voltar para casa (e achar minhas coisas).

– Ei garota. – Me virei e o garoto que estava deitado do meu lado estava me encarando.

– Que foi? – Perguntei procurando minha bolsa pelo tapete ou um celular. Legal, comecei o ano perdendo minhas coisas.

– Onde você mora? – Ele perguntou. Ih esse esta doido, deve ser um louco. Eu me meto com cada tipo de pessoa que da até vergonha.

– Quer saber por quê? – Perguntei. – Achei. – Dei um gritinho vendo minha bolsa perto do pé de algum ser que estava roncando, esse ai esta pior que eu.

– Pra gente poder ir embora. Não posso voltar pra casa ainda. – Ele disse. Como assim ainda? E como assim ele esta pensando em vir comigo? Será que ele é um maníaco estuprador de garotas inocentes? Meu Deus é só o primeiro dia do ano e eu já estou metida no meio de pessoas com caráter tão duvidoso. O que acontecerá comigo até o fim desse ano? Estarei presa? Sem casa? Acabada? Ok, ativei o drama, vamos parar e avaliar a situação.

Eu o olhei e cara, bonito ele viu? Moreno, alto (alto o suficiente para eu deixar de ser baixa e passar a ser uma anã), cabelos castanhos, olhos cor de mel, provavelmente com um maravilhoso tanquinho em baixo daquela camisa, resumindo ele passaria facilmente por um modelo de capa de revista, deu até vontade de fotografar. Parei de analisa-lo porque ele começou a me chamar.

– Ah, sim. Claro. – Disse. Oh meu Deus. O que ele tinha falado? Bom, provavelmente é sobre a minha casa. Não faria mal hospeda-lo por lá por algumas horinhas né? Ah tanto faz, já fiz merda mesmo.

– Vamos. – Disse saindo daquele apartamento sem um dos pés do meu querido all star vermelho, sim estava só com um no pé, porque não achei o outro, triste isso. O cara veio atrás de mim.

Peguei meu celular e usei os últimos 10% de bateria para ligar para o meu taxista favorito, o tio João.

– Ei menininha, como foi à virada de ano? – Tio João perguntou assim que entrei no táxi. Ele é rápido.

– Foi bom João e a sua? – Perguntei enquanto ele saia da frente do prédio onde eu tinha passado a noite.

– Ah foi muito boa menininha, minha família inteira se reuniu em casa e meus netos ficaram a noite toda correndo pra lá e pra cá. — Disse ele sorrindo. — E quem é o rapaz? — Perguntou apontando para o cara do meu lado.

– Um amigo. — Respondi rápido e sorrindo pro tio João rezando para ele não fazer mais perguntas sobre aquele cara. E assim ele fez, só sorriu pra mim meio estranho e continuou dirigindo me contando como foi a noite com os netos e os filhos e quando perguntei o porque dele estar trabalhando em pleno feriado ele me disse que gostava tanto que não via problema algum em trabalhar.

Ao longo do caminho eu percebi que o prédio ficava perto da paulista, mas não fazia ideia de quem morava por ali. Fui conversando com o tio João o caminho todo, eu adorava aquele homem, ele quem cuidou para que eu não me perdesse por São Paulo e olha que ele me salvou muitas vezes por aqui nesse um mês.

– Esta entregue menininha. Ligue-me se precisar. – Ele disse acenando pra mim.

– Pode deixar João. – Disse já entrando no prédio. O cara veio atrás e eu notei que nem sabia o nome dele.

– Se vai entrar na minha casa me diga o seu nome. – Disse chegando perto da porta do meu apartamento.

– Pedro Campos ao seu dispor madame. – Ele disse beijando a minha mão. — E o seu? – Ele perguntou sorrindo. Sorriso bonito, muito bonito.

– Malu Medeiros. – Disse sorrindo pra ele e abrindo a porta do apartamento logo em seguida. Assim que entrei me deparei com três seres jogados na minha sala.

–MAS QUE MERDA É ESSA? – Gritei o que me causou uma bela pontada na cabeça. Cheguei mais perto e vi que eram a Sofia, a Julia e o Miguel meus queridos (nem tanto no momento) amigos. A Sofia que estava no sofá se virou e consequentemente caiu em cima do Miguel que se virou e bateu na Julia e os três começaram a discutir.

Notas finais
Gostaram? Se tiver algum erro me avisem ok?! Comentem pandinhas Bjs ♥