Um amor perdido
10 Capítulo 11
O dia seguinte passa lentamente, estou nervoso com a conversa de hoje que meu pai e Christina vão ter. Ela parece confortável demais. Deve ser por que ela realmente não conhece meu pai. Tento dizer a ela como poderá ser a conversa entre os dois, mas sinceramente, nem eu sei. Não sei como meu pai vai reagir, o que nem como ele vai falar, quais serão as reações dela e o que ela vai dizer. Odeio perder o controle assim. Eu sempre tive o controle das situações pelas quais passei, sempre soube exatamente tudo que iria acontecer, mas ultimamente não sei de mais nada. Não gosto disso, mas também nem vou reclamar por que também gosto do que está ocasionando isso. Na verdade, quem está. Christina.
Finalmente estamos indo para minha casa. Estou mais nervoso a cada instante que se passa. A cada metro mais perto da minha casa. Christina olha para mim e pergunta se eu estou bem e o porquê de eu estar tremendo tanto. Digo que estou só me sentindo cansado. Mentira.
Chegamos a minha casa. Meu pai já está sentado à mesa, nos esperando. Ele olha para mim e diz: — Vai para o seu quarto. Quero conversar com ela a sós.
Todo aquele tempo naquele quarto pareceu uma eternidade. Nunca fiquei tão entediado ali dentro. Já devo ter dado umas cinquenta voltas ali, só pensando no que eles poderiam estar conversando. Uma hora e trinta minutos ali dentro. De repente, meu pai entra no quarto. – Leve a menina em casa e volte logo, precisamos conversar. – Meu pai sempre foi bem protetor, mas nunca achei que veria ele tão autoritário assim.
Levo-a em casa e não demoro a voltar. O nervosismo não me deixou raciocinar nada o dia todo. Pedi desculpas a ela por não ficar mais com ela. Cheguei e meu pai estava me esperando para conversar.
Depois de duas horas de sermão tedioso atrás de sermão tedioso, ele diz: — Vocês podem ficar juntos, por mim, tudo bem. Mas não venha chorar quando essa garota te magoar. Não quero que aconteça com você o mesmo que aconteceu comigo e com sua mãe. Mas não vou ficar te prendendo e te obrigando a deixar de fazer nada.
Depois de conversar com meu pai, vou para o meu quarto e deito na minha cama. Cansado e um pouco abalado pelas palavras dele, não consigo pensar em nada. Mando uma mensagem para Christina dizendo que acabei de conversar com meu pai e ela responde rapidamente perguntando o que houve. Respondo que não conversamos nada demais, mas que nós podemos ficar juntos sim. Não queria falar nada para ela, pois ninguém merece ouvir aquelas palavras. Então me despeço dela e vou tentar dormir com aquelas palavras ecoando na minha mente.
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