Um amor para meu amor
2 Touch.
Notas iniciais
When will I feel this
As vivid as it truly is
Fall in love in a single touch
And fall apart when it hurts too much?
Can we skip past near-death clichés
Where my heart restarts, as my life replays?
All I want is to flip a switch
Before something breaks that cannot be fixed
(Touch — Sleeping at Last)
O meu plano era simples, aproximar minha esposa de Ray Palmer, e mesmo sentindo um ciúme absurdo ao vê-los conversando empolgados sobre Stars Wars ou Trek enquanto eu a segurava pela cintura e forçava meu melhor sorriso tentando entender a língua estrangeira que eles falavam.
— Qual é o seu personagem preferido da saga Oliver? — Ray perguntou percebendo minha presença, ele parecia não ter nenhuma maldade no olhar, apenas não passava de um nerd que falava do filme preferido.
— Eu não assisto, na verdade não sei nem diferenciar uma da outra.
— Já tentei fazer ele assistir, mas na primeira cena ele dorme o que é um insulto enorme para mim. — Felicity fingindo estar magoada, apenas revirei meus olhos em sua direção desdenhando de sua indignação.
— Vocês podem tentar me persuadir em um jantar. Prometo que vou fazer o meu melhor para não morrer entediado com esse assunto.
— Temos o jantar na casa da sua mãe Oliver. — ela me lançou um olhar estranho, fechei os olhos brevemente me lembrando da intimação de Thea na noite anterior.
— Outro dia quem sabe. — Ray sorriu amarelo, e em sinal de comprimento me ofereceu a mão apertei levemente e Felicity acenou se apoiando em meu corpo.
— Tudo bem, quem é você e o que fez com meu marido? — perguntou assim que Ray sumiu do nosso campo de visão. Franzi a testa com sua confusão, agarrei suas mãos que estavam apoiadas em meu peitoral. — Oliver você odiava Ray Palmer a semanas atrás e agora quer jantar junto? E você morre de ciúme quando ele está perto de mim.
— Eu não o odiava. — revirei os olhos a puxando para mim. Eu não chegava a odiar Ray Palmer eu só não gostava quando ele estava próximo porque ele nunca escondeu que era apaixonado por minha garota. E saber daquele sentimento seria minha arma. Ela ergueu a sobrancelha duvidando de minha palavra. — Eu não o odeio Felicity, agora vamos logo que eu pretendo passar o dia com minhas meninas. — resmunguei lhe puxando para sairmos da QC logo, me sentia sufocado naquela empresa.
Antes de irmos para casa, Felicity insistiu em passarmos no supermercado para comprar algumas coisas para ela porque conforme seus resmungos ela não aguentaria poucas horas que tinha que esperar até o jantar.
— Oliver quando eu fizer isso você tem que me parar. — resmungou com a boca cheia de biscoito e eu ri. — Nunca vou conseguir meu peso de volta. — choramingou .
— Ainda sim, vai ser a mulher mais linda do mundo. — bajulei a fazendo me dar um sorriso meigo, no sinal vermelho aproveitei para bicar nossos lábios e voltei a me concentrar no transito a minha frente.
— Você só fala isso porque ainda não tem noção do que vai enfrentar, mas nem se atreva a pensar que se livrará de mim, você está preso comigo Senhor Queen.
— Não estou reclamando senhora Queen. — resmunguei.
A noite não tardou a chegar, me sentei na cama vendo a batalha de Felicity com seu vestido.
— Amor, você não precisa disso tudo para ficar bonita. Olha, veste esse vestido. — estiquei um vestido solto e florado para ela que encarou incerta e o pegou de minhas mãos o vestindo em seguida.
— Me dá esse casaco porque esta fazendo muito frio. — ela pediu apontando para a jaqueta de couro ao meu lado.
— Eu te esquento. — pisquei me erguendo a ajudando a vestir a peça e beijei seus lábios com urgência.
— Você me esquenta até demais Oliver. — sussurrou ofegante e um pequeno rubor aparecia em suas bochechas. Aquela era uma das coisas que nunca mudava em Felicity, mesmo juntos por 7 anos ela ainda ruborizava como quando saímos em encontros, e eu adorava isso. — Vamos, sua mãe odeia atrasos, tira esse sorriso idiota daí. — brigou ainda corada.
O caminho até a mansão Queen foi repleto de brincadeiras por parte dela, eu apenas me dedicava a escuta-lá e rir. A cada dia eu sentia uma parte de mim morrendo, a cada dor de cabeça infinita, a cada dor e inchaço que escondia.
Encarei a pequena figura a minha frente e dramaticamente tampei meus ouvidos ao ouvir os gritos animados de Thea.
— Oi para você também Speddy, como você está? Eu estou bem obrigado por perguntar. — brinquei a observando puxar Felicity para um abraço longo.
— Oi Oliver, oi Felicity. — animada ela disse e então se curvou para ficar na altura da barriga da minha esposa. — Oi Ava. — sussurrou com adoração, seus olhos brilharam em êxtase provavelmente a sentir minha menina chutar.
— Thea deixe-os respirar primeiro. — a voz suave de Moira Queen chegou aos meus ouvidos, ela estava parada no final da escada em seus lábios um sorriso acolhedor se direcionava para nós.
— Mãe, oi. — sussurrei cheio de devoção beijando sua testa. Como se soubesse que havia algo errado ela apertou meu braço me encarando confusa.
— O que houve? — questionou baixinho. Balancei minha cabeça brevemente observando a interação da minha irmã e minha esposa. Não era novidade que Felicity se dava bem com todo mundo, mas com Thea ela tinha uma ligação especial, quando Thea estava perdida Felicity fez o que eu nunca pude fazer ela orientou minha irmã, estávamos apenas no inicio do namoro e me recordo com prazer quando Thea implorou para que não deixasse Felicity escapar.
E eu não deixei.
— Só estava com saudades. — confessei ganhando seu maior sorriso.
—Ray Palmer? Sério? Ollie odeia ele desde que ele deu encima de você naquela convenção estranha lá. — escutei Thea sussurrar com algo que Felicity disse.
— Eu não o odeio. — completei sentindo os dedos da minha mãe circular por minha cintura.
— Sei, se você não o odeia então eu sou uma santa. — debochou revirando os olhos em seguida. Deixei que ela continuasse suas brincadeiras com Felicity e me dispus a observar.
— Oliver. — o sussurro angustiado da matriarca chamou minha atenção, eu devia saber que toda mãe sabia quando algo estava errado quando se tratava de filhos, o famoso instinto maternal.
— Mãe não tem nada de errado, para de se preocupar atoa.
Entendi seu suspiro contrariado como um sinal para encerrarmos aquele assunto. Eu podia sentir uma pitada de felicidade ao ver a mesa posta e Raisa do lado. Minha babá e segunda mãe. A abracei retirando do chão escutando seus resmungos russos.
Depois da sessão de risos e implicâncias por parte de Thea nos sentamos na mesa. Por debaixo do pano procurei a mão de Felicity acariciando seus dedos suavemente.
— Eu te amo. — mexeu os lábios sem fazer qualquer ruído, beijei sua testa aproveitando para inalar o cheiro que seus cabelos exalavam retribuindo sua declaração.
No final da noite Felicity ressonava baixinho enquanto o filme que Thea escolheu ainda rodava. Decidimos por fim passar a noite ali, eu precisava me sentir o mais próximo da minha família e Felicity não se opôs em passar a noite no meu antigo quarto.
Ajeitei seu corpo na cama a cobrindo e peguei o corpo de Thea nos braços e repeti o que fiz com Felicity.
— Eu te amo Speddy. — beijei sua testa e contive as lágrimas que queriam ser libertadas. Deus isso era mais difícil do que eu pensava.
— Faz tanto tempo desde que você me colocou para dormir. — seu sussurro grogue me fez travar. — Senti saudades disso.
— Eu também Thea..
— Ollie, aconteceu alguma coisa? Você agiu estranho a noite toda.
— Eu só senti sua falta.
— Eu sinto sua falta também, boa noite Ollie. — murmurou se entregando ao sono. Dominado pela insonia perambulei pelos corredores da mansão me recordando de cada história que passei por essas paredes.
O celular em meus dedos parecia queimar, o número de Ray estava na discagem e eu só precisava de uma discagem.
— "Quem é?" - de forma rude ele atendeu o celular. Não tirava sua razão quem ligaria tamanha as 2 da madrugada.
— Oliver. Oliver Queen.
— "Oliver? CEO da QC"
— Preciso te pedir um favor enorme Ray, me prometa que não vai questionar.
—"Só for para esconder um corpo, ou matar alguém eu vou ter que questionar Oliver" - retrucou sonolento.
— Ray eu não vou matar ninguém. Eu preciso que me prometa que vai cuidar de Felicity caso algo aconteça comigo, que você vai ama-la.
—"Homem que espécie de jogo é esse? Felicity é sua esposa"
— Me prometa Raymond.
—"Ela te ama Oliver. Felicity escolheu estar com você ela nunca estaria comigo por livre e espontânea vontade"
— Ray. — fechei os olhos me encostando na parede. Me sentia sufocado, dolorido, incerto de que aquilo era a melhor solução. Eu só estava entregando o amor da minha vida para outro homem.
—"Porque está fazendo isso Oliver?"
— Porque eu vou magoar ela Ray e você não entenderia a gravidade da situação, eu vou magoá-la e ela não vai me perdoar e por isso você tem que estar ao seu lado. Me prometa que vai cuidar de Felicity com a sua própria vida. E por favor não fale nada disso para ela. — implorei. Ray pareceu entender a gravidade da situação e soltou um suspiro pesado confirmando que cuidaria de Felicity.
[...]
Nos dias que se seguiram Ray, Felicity e eu estávamos mais próximo. Apesar da desconfiança de Felicity nos primeiros dias ela acabou aceitando que Palmer seria bem constante em nossas vidas porque agora ele era sócio e financiava o departamento de Ciências aplicadas. De dia, éramos nós três ou as vezes eles dois conversando sobre como seria bom aquele novo departamento ou as vezes o ajudava em alguns projetos. E conforme eles se aproximaram eu me sentia cada vez mais doente, minha vida se esvaziava lentamente por meus dedos e não havia nada que eu pudesse fazer.
Inclinei minha cabeça para o lado sentindo meus olhos marejarem conforme ela levava a caneta a boca submersa em seus pensamentos enquanto acariciava a barriga. Bati na porta do seu pequeno escritório porque Felicity nunca aceitou qualquer promoção que eu lhe oferecesse.
Ergui as flores em minhas mãos quando ela fixou seu olhar no meu, Felicity abriu um largo sorriso se levantando da cadeira não pude conter minha risada quando ela veio até mim descalça, suas mãos se apoiaram em meus ombros e nas pontas dos pés ela ficou para me dar um beijo cálido.
— Sr. Romântico.
— Sempre fui um romântico incorrigível Felicity. — sussurrei apoiando nossas testas. Meu coração doía de uma forma indescritível, me sentia um traidor enganando a única mulher que um dia já amei. Ela cheirou as flores e soltou um suspiro animado.
— Tudo bem senhor romântico, quais os planos?
— Um encontro, apenas nós dois. — com a ponta do dedo livrei seu lábio da prisão que se tornou seus dentes e depositei um beijo rápido ali aproveitando para manter seu lábio refém de meus dentes.
— Faz tempo que saímos em um encontro. — gracejou se afastando de mim. — Preciso trocar de roupa então.
— Vou te pegar as 19:30. — informei ganhando seu olhar confuso. — Vou me arrumar no quarto de hospedes enquanto você no nosso quarto.
— Entendi, você quer ser surpreendido. Meio difícil quando uma melancia está prestes a explodir em sua barriga.
— Ainda sim é a mulher mais linda que existe. — completei passando minha mão por sua barriga. Ava estava quietinha ali dentro.
— Hoje ela passou o dia me chutando, acho que cansou. — Felicity esclareceu. Passei meu braço por seu ombro a carregando para fora da QC.
A deixei no quarto lidando com a própria excitação de termos um encontro.
Não demorei no banho. Vesti o terno que Felicity adorava e os suspensórios que ela achava tão sexy, imediatamente passei a loção que ela amava e estava pronto.
Suavemente bati na porta do quarto, de olhos baixos e um sorriso estonteante ela abriu e se possível senti uma quentura envolver meu coração. Felicity estava mais bela que nunca, usava um vestido vermelho de manga longa apertado no busto e folgado resto de seu corpo.
— Você está incrível. — sussurrei depois de encarar meu anjo por mais alguns segundos, encostei meus lábios em sua testa sabendo que ela resmungaria se eu borrasse seu batom.
— Você não está nada mal também. — disse me arrancando um sorriso, entrelacei nossos dedos liderando o caminho até o carro.
— Você tem certeza que é aqui? Esse lugar parece fechado. Você comprou outro restaurante Oliver Queen? — Felicity ralhou assim que paramos em frente nosso lugar, suspirei com sua memoria de um de nossos primeiros encontro, ela ficou tão possessa naquela noite.
— Você confia em mim? — perguntei baixinho erguendo minha mão em sua direção.
— Com a minha vida. — respondeu prontamente agarrando minha mão. Abrindo o restaurante escutei um arquejar surpreso ao se deparar com a pequena surpresa. O restaurante estava repleto de rosas e velas dando o clima necessário para todo romance possível
— Eu esqueci alguma data especial? — questionou emocionada, seus olhos brilhavam pelas lágrimas.
— Não, mas as vezes minha esposa precisa de uma dose de romance.
Tomamos a direção para a única mesa disponível e animado comecei a falar dos preparativos para fazer essa surpresa, o garçom trouxe nossos pratos em Felicity e eu caímos em uma conversa envolvente como se fosse de fato nosso primeiro encontro.
Discretamente depositei uma caixa de veludo em cima da mesa a fazendo erguer uma sobrancelha divertida.
— Não é pra você convencida. — brinquei. Imediatamente a vi lacrimejar, as lágrimas borrando a pouca maquiagem que usava. Dentro da caixa uma pequena pulseira com uma pequena coroa estava.
— Princesa do papai? — Felicity gargalhou baixinho. — Você é tão babão, nossa menina vai ser estragada e a culpa vai ser sua. — não podia discordar daquilo de forma alguma, Ava fez com que tudo dentro de mim derretesse em puro amor e felicidade.
— Essa noite foi perfeita Oliver. — entrelacei meus dedos nos dela compartilhando do mesmo sentimento.
— O melhor para você meu amor. — engasgado com minha própria emoção levei sua mão até minha boca deixando um beijo leve ali. — Vamos dançar.
— Não tem música Oliver. — brincou já se levantando, passei meus braços por sua cintura a trazendo perto o suficiente. A cada passo meu coração apertava mais um pouco, senti as lágrimas borrarem minha visão fechei meus olhos apoiando meu queixo em sua cabeça respirando seu perfume procurando me acalmar. Aquela dança tinha gosto de despedida.
Sem que ela visse limpei minhas lágrimas e a puxei para voltarmos para casa. Felicity reluzia felicidade ao seu redor, seus dedos em meu braço me apertavam a cada segundo chamando minha atenção.
— Vamos dormir. — sussurrei na segurança da nossa casa.
— Eu não quero dormir Oliver. — disse e seu corpo evidenciou sua mentira enviando um bocejo longo. Lentamente retirei seu vestido a vestindo com uma camiseta minha. Aquela era minha visão favorita em todo o mundo. Felicity coçou os olhos e se deu por vencida deitando na cama. Me acomodei ao seu lado observando ela cair em um sono profundo, seguindo seu exemplo adormeci rápido.
O tempo tinha mudado, antes era quente como inferno agora gelado como a pior tempestade. Um sacolejo leve me acordou.
— Você está queimando de febre Oliver, precisamos ir ao médico. — a voz de Felicity soou preocupada, aquilo me matava lentamente. Tentei abrir meus olhos mas ele imploravam para permanecer daquela forma. Fechados.
— Não é nada meu amor, já vai passar. — sussurrei me encolhendo ainda mais na cama eu sentia frio, o calor do meu corpo parecia ter fugido completamente, senti os dedos de Felicity em minha testa limpando o suor que escorria ali.
— Não Oliver, vamos ao médico agora. — ordenou rispidamente.
— Não Felicity. — rosnei me afastando de seu corpo, na tentativa de me livrar acabei me engasgando com minha própria saliva o que me fez tossir sem fim e um líquido quente escorreu por minha boca com sangue coagulado.
Encarei com horror minha mão e o suspiro assustado de Felicity, como se estivesse em câmera lenta me encaminhei até o banheiro me lavando.
— O que você está escondendo Oliver? — Felicity questionou baixo, podia ver seus dedos trêmulos e seus olhos marejados. — Por favor me diz..
— Eu estou morrendo Felicity.
— O que? — ela sussurrou arfando baixo, apertei seus dedos aos meus tentando lhe passar conforto.
— Descobri que estou com câncer ha algumas semanas.
— Porque você não me contou antes Oliver? — questionou baixo, eu via a tentativa dela de esconder o sofrimento.
— Eu quis te poupar do sofrimento Felicity, poupar de procurar ajuda que não existe, procurei poupar seu bem estar meu amor.
— Eu não estou bem Oliver, não aceito te perder. Não vou te perder. — afirmou com bravura. Eu sabia que ela não voltaria a dormir tão cedo, que ela estava agora movendo céus e terra para encontrar um tratamento que eu sabia que não existia. Eu mesmo já tinha movimentado céus e terras.
Quando a manhã chegou Felicity se recusou a ir trabalhar, eu podia ver algumas olheiras abaixo de seus olhos, seu nariz e olhos vermelhos de quem passou a noite chorando.
— Você precisa ir trabalhar Felicity. — tentei novamente.
— Não o que eu preciso é achar um bom médico que vá te curar. — retrucou focado em seu computador. Ela estava criando esperança para algo que não tinha mais jeito.
— Preciso fazer uma ligação, Cait ela vai me indicar alguém. — socou o ar como de aquilo fosse uma vitória. Me neguei a assistir aquilo, com lágrimas nos olhos me dirigi até meu escritório. Talvez, talvez se eu quebrasse algo essa dor insuportável se tornaria quase inexistente. Jogando tudo para as paredes me senti cansado rápido demais e sem conter meu próprio corpo me engasguei com a própria saliva, tossindo como se não houvesse amanhã senti o gosto de sangue. Assutado observei minha mão, o grande coágulo de sangue estava ali e o fluxo parecia não ter fim.
Felicity adentrou ali parecendo assustada, seus braços envolveram meu corpo e eu me permiti chorar nos braços da mulher que eu amava. Permiti que ela visse toda minha fraqueza.
— Eu preciso de um tempo sozinho Felicity. — sussurrei me livrando de si. Precisava acabar com isso de uma vez por todas, mandando uma mensagem para Ray ordenando que a partir de agora ele cuidará de Felicity.
O percurso até a praia foi interminável. Afundei meus pés na areia observando cada onda se quebrar no fim da praia. Não soube quanto tempo fiquei ali, apenas observando, mas quando tomei coragem para adentrar o mar o grito fino e agudo da minha esposa me fez estremecer. Desajeitada ela caminhava pela areia.
— Seu desgraçado egoísta. — resmungou, suas mãos fechadas encontraram meu peitoral. — Você Oliver Queen é um egoísta.
— Felicity..
— Ray me contou seu plano estupido. Que merda você pensa que tá pensando? Você acha que eu simplesmente vou me apaixonar por outro homem que não é você? Você acha mesmo que dando fim a sua fim vai acalentar alguma coisa? Eu posso te dizer com toda certeza do mundo Oliver Queen que isso não é possível, mas tudo bem se você quer tirar sua vida eu não vou assistir você se suicidar. — ela rosnou se afastando. Ao vê-la se afastar não houve doença, não houve plano, houve apenas dor, dor de perdê-la por minha própria culpa.
— Eu não sei o que fazer.. — gritei a fazendo parar. Sentia as ondas se quebrando em meus pés se igualando a cada pedacinho dentro de mim.
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