Um amor maior

47 Capitulo 46 - Não


Notas iniciais
Aqui está mais um capitulo. Gente, falem para mim. Como sabem é a minha primeira fic, e fico insegura, está muito má? Beijinhos e boas leituras

Iam no carro a caminha da clínica, no rádio tocava uma musica, Jane não pode deixar de prestar atenção na letra da música, ela concordava com ela. Jane olhou para Maura e colocou uma mão sobre a sua coxa, apertando-a, Maura sentindo o toque olhou para Jane e a morena sorriu na sua direcção, um sorriso tranquilo que transmitia toda a confiança que sentia e todo o amor que nutria e sussurrou:

— Eu vou estar ao teu lado. Eu nunca te deixaria quando mais precisas de mim.

Ao ouvir aquelas palavras a loira apenas sorriu, não eram precisas palavras, há olhares que podem falar.

What Are Words – Chris Medina

Anywhere you are, I am near
Anywhere you go, I'll be there
Anytime you whisper my name, you'll see
How every single promise I keep
'Cause what kind of guy would I be
If I was to leave when you need me most

What are words
If you really don't mean them
When you say them
What are words
If they're only for good times
Then they don't
When it's love
Yeah, you say them out loud
Those words, they never go away
They live on, even when we're gone

And I know an angel was sent
Just for me
And I know I'm meant
To be where I am
And I'm gonna be
Standing right beside her tonight
And I'm gonna be by your side
I would never leave when she needs me most

What are words
If you really don't mean them
When you say them
What are words
If they're only for good times
Then they don't
When it's love
Yeah, you say them out loud
Those words, they never go away
They live on, even when we're gone

Anywhere you are, I am near
Anywhere you go, I'll be there
And I'm gonna be here forever more
Every single promise I keep
'Cause what kind of guy would I be
If I was to leave when you need me most

I'm forever keeping my angel close

Como haviam combinado Maura e Jane chegaram a clínica ainda não eram onze horas da manhã. Pediram à assistente que avisasse a doutora Sarah e passado alguns segundos foram reencaminhadas pela mesma até ao laboratório de analises que ficava num piso superior da clínica.

Maura entrou no laboratório foi encaminhada até uma poltrona, estendeu o braço e tirou sangue.

Depois de tirar sangue e de serem avisadas que os resultados demorariam algum tempo a sair Jane e Maura foram almoçar a um restaurante que ficava perto da clínica, tinham de fazer tempo e tudo era melhor do que estar ali à espera que os minutos corressem

Durante o almoço nenhuma das duas ousou tocar naquele assunto, nenhuma das duas sabia o que pensar em relação a ele, alias elas sabiam, sabiam que só poderiam haver algum problema com os testes de farmácia porque era impossível Maura estar grávida.

E se fosse possível como nunca haviam dado conta? Como é que no meio de tantos médicos, enfermeiros nenhum foi capaz de perceber? Nenhuma delas queria pensar nisso, nenhuma delas se sentia confortável para isso, era como se ao evitarem o assunto ele morresse.

Maura e Jane estavam sentadas na sala de espera, à espera dos resultados das análises, quando o telefone de Maura tocou.

— Boa tarde, estou a falar com a senhora Maura Dorothea Rizzoli Isles?

— Sim sim. – respondeu a loira

— É do laboratório, estou a ligar para lhe dar o resultado do exame de sangue que fez hoje de manhã. E para lhe dar os parabéns.

Na cabeça de Maura, a razão dos parabéns era o resultado do teste ser negativo e por um instante Maura sentiu um ligeiro alivio, ligeiro porque ela nem tinha cogitado a hipótese de poder estar gravida.

— Parabéns, querida, está grávida!— falou a mesma voz do outro lado da linha, num tom de felicidade como deveria ser a noticia, quantas mães ansiavam por uma noticia daquelas, quantas não vibrariam ao recebe-la, mas não no caso de Maura, aquela voz não imaginava como aquela noticia seria uma tragédia para Maura.

As lágrimas começaram a escorrer pela cara de Maura a baixo, ela estava apavorada. Jane que estava ao seu lado, sem ouvir o que a voz do outro lado do telefone dizia estava completamente perdida, perdida por ver a expressão apavorada de Maura, perdida por ver o rosto da loira se encher de lágrimas em questão de segundos.

— Maura o que é que foi?— questionou a morena enquanto a loira procurava organizar as palavras para responder a voz do telefone.

— Isso é impossível – falou a loira num tom apavorado – Eu não estou grávida Tenho a certeza, só fiz o exame para confirmar que não estou. O médico não pode ter-se enganado tanto, não com esta dimensão, não tratando-se da minha vida. – Respondeu Maura com a cabeça num turbilhão.

— Não sei como aconteceu, mas olhe que pode ter a certeza que está— respondeu novamente a voz. -Mandámos os exames para a doutora Sarah, com certeza ela conversará com a senhora. Tenha uma boa tarde tarde.

Maura sem responder desligou o telefone, tinha ficado devastada com a noticia, não conseguia pronunciar qualquer palavra, as lágrimas praticamente sufocavam-na e as palavras do médico passavam na sua cabeça “A única coisa que não pode fazer é engravidar nos próximos dois anos”

— Isto não pode estar a acontecer. NÃO, NÃO, NÃO – Maura fechou os olhos, procurou respirar mas não conseguiu, tinha a sensação de ter uma tampa que não deixava o oxigénio circular levou as mãos à cabeça em sinal de total desespero e começou a negar balançando a cabeça ao mesmo tempo que hiperventilava.

— Maura acalma-te – falou a morena assustada com o estado de Maura – Respira Maura, respira— soou quase a uma ordem, a morena colocou as mãos nos braços de Maura e chacoalhou-a procurando trazer Maura de novo à realidade. A loira precisava de respirar – Maura estás a ouvir-me?— questionou Jane. A loira ouviu a voz quase de sussurro

— Sim – A loira acenou afirmativamente com a cabeça começando a respirar pesadamente.

Maura levantou-se, andou até à janela que dava para a entrada da clinica e chorava convulsivamente. Agora que faltavam apenas três tratamentos para voltar à sua vida, agora que estava a emergir e tinha recarregado as energias para conseguir ultrapassar os últimos tratamentos, era como se a empurrassem outra vez para baixo. Não podia ser, ela não poderia estar grávida.

Jane aproximou-se da loira novamente, passou as mãos sobre os seus ombros, abraçando-a, fazendo as costas da loira descansarem sobre o seu peito.

— Não queres falar comigo Maur?— falou a morena de forma carinhosa. – Se não quiseres eu respeito. Mas quero que saibas que estou aqui…

— Eu… Eu…. – as palavras custavam a sair — Eu estou… estou mesmo grávida Jane – falou Maura entre soluços. Como só descobrimos agora?

— Não sei Maur… Olha para mim – Jane forçou os ombros da loira carinhosamente voltando-a de frente para si e colocou as duas mãos sobre os ombros de Maura – Vai tudo ficar bem Maur.

— Eu não sei Jane — a loira aproximou-se de Jane e encostou a sua cabeça sobre o peito da morena, que a envolveu com os braços. – Tenho medo!— falou entre soluços, apertando os braços em volta da cintura de Jane com toda a sua força, como procurando um ponto para se estabelecer e não cair naquele chão.

— Eu também tenho medo. Mas não há alternativa se não vencer novamente! – respondeu a morena alisando as costas da loira tentando acalma-la passando algum conforto.

— Não sei se tenho mais forças Jane.

— Temos sim, as duas Maur – respondeu Jane de forma decidida.

— O que vamos fazer agora Jane?

— Não sei amor, mas temos de falar com a doutora Sarah primeiro – falou Jane com toda a sua sinceridade, ela não sabia o que iriam fazer, mas de uma coisa ela tinha certeza – Vamos ficar bem! — Sim, elas teriam de ficar bem porque se uma ficasse mal a outra ficava mal também, era sempre assim, uma não vivia sem a outra, uma não estava bem se a outra não estivesse, eles eram dependentes uma da outra, tão dependentes como do ar que respiram…

Os enfermeiros tentavam acalmar Maura mas não havia nada que pudesse diminuir o desespero que Maura sentia naquela altura.

Enquanto esperava que a doutora Sarah a pudesse atender Maura ligou para o cirurgião que a tinha operado

— Boa tarde doutor, tem um minuto para falar comigo? – falou Maura com uma voz nervosa e ao mesmo tempo temerária.

— Pela sua voz vejo que é sério, estou enganado? – questionou o Dr Peter.

— Não é realmente um motivo muito sério – falou a loira.

— O que se passa Maura?— questionou o médico

— Tenho um problema e não sei como é que isto aconteceu, ou melhor eu sei como aconteceu, não sei como só agora detetamos.

— Está a deixar-me preocupada Maura. Qual é o seu problema?

—Há cinco mêses e uma semana atrás fiz uma inseminação artificial mas o resultado foi negativo, mas…

— Mas o quê Maura?

Fiz três testes de gravidez que deram positivo, mas como não achei que fosse possível fiz uma análise sanguínea que também deu positiva.

— Como é que isto escapou a todos nós durante estes cinco mêses Maura? – o médico estava incrédulo com tudo o que ouvia.

— Não sei— falou a loira secamente

— Maura, você não pode estar grávida, tenho de zelar por si. Tem um filho, tem uma esposa, tem de se manter viva e com qualidade de vida para cuidar deles. Tem muitos anos à sua frente para, se quiser, ter mais filhos. Mas agora não. Não pode continuar com essa gravidez.

— Eu sei— a loira falou e novamente um ataque de choro tomou conta dela.

Aquelas palavras do médico caíram pesadamente em cima dela a forma como as coisas lhe foram colocadas eram pesadas demais para ela conseguir aguentar, para poder viver ela teria de passar pelo horror de interromper a gravidez, a gravidez que há cinco meses ela tanto desejou, a gravidez que fez com que sofresse tanto e que fez com que Jane sofresse tanto por causa dos tratamentos pelo que tiveram de passar. Não era justo para ela, não era justo para Jane.

— Doutor vou ter de desligar, tenho uma consulta agora.

Não ela não tinha, a médica ainda não a tinha chamado, talvez ela até ficasse com urticarias a seguir, de qualquer forma o médico não iria vê-la e neste momento com tantos problemas na sua cabeça esse era o menor dos seus problemas, ela apenas sabia que não conseguia continuar aquela conversa, não agora quando as palavras lhe fugiam.

Notas finais
O que acharam do capitulo? Besitos ♥