Pov Rafaela.

Tinham se passado uns dois meses e as coisas em casa estavam um pouco tensas. Meu pai com marcação cerrada em cima de mim e a Mel também tava começando a me incomodar com os questionamentos dela. A única coisa boa eram as minhas amigas e o Gabriel. A nossa relação até que tinha evoluído bastante. A gente namorava escondido e dava uns amassos pra lá de quentes pelos corredores da escola mas ainda não tinha rolado sexo. Não que eu não estivesse louca pra isso, mas o Gab, como eu o chamava, não queria apressar as coisas. Eu achava um pouco estranho isso dele, mas aceitava já que eu tava caidinha por ele.

–Gab-eu disse o beijando

–Oi amor- ele disse rindo

–Eu acho melhor você ir...daqui a pouco meu pai já vai chegar e se ele te pega aqui....eu disse me afastando dele e levantando da cama

–Eu vou indo...amanhã eu te vejo- ele disse me beijando e saindo pela janela pra não correr o risco de dar de cara com meu pai

Me despedi dele e fui tomar um banho bem relaxante

Uns quinze minutos depois meu pai chega e fala sorrindo

–Oi filha tudo bem? Você tem o cartão daquela loja de perfumes que você sempre vai?- ele me pergunta

–Tenho pai. Tá aí na minha carteira. Perto do abajur- eu gritei do chuveiro

– Achei- ele disse.

Pov Alec

Eu já ia me lavantando quando me deparei com uma espécie de cartão de crédito na cama da Rafinha. Se eu já não estivesse morto, teria entrado em estado de choque. Era um cartão de crédito todo dourado e com o símbolo Volturi gravado na parte de trás.

–Isso não pode ser! eu me desesperei. Não, não. Isso não pode estar acontecendo. Esse pesadelo de novo não!-eu gritei

–Credo pai! O que houve?- disse a Rafinha saindo do banho assustada

–De quem é esse cartão Rafaela Cantini?- meu pai me olhava inquisidor

–Que cartão pai?-eu dizia sem entender

–Pelo amor de Deus. quem é Gabriel??- meu pai gritava agora

– Ah, pai relaxa!Ele é só um amigo! Eu esqueci meu caderno e ele veio trazer e aí deixou o cartão dele cair. Foi isso. Caramba eu vou ligar pra avisar- ela disse indo em direção ao celular

–Não filha! Esse cartão eu conheço muito bem! É dos Volturi!Aro nos presenteava com cartões iguais a esse para que sempre tivéssemos dinheiro suficiente em nossas viagens, missões e com amantes. E eles tinham sempre um símbolo grego desenhado no canto esquerdo de acordo com o nosso grau de importância. E esse aqui por ironia, é o delta o mais importante depois dos três grandes, exatamente como o meu- eu disse a olhado em seus olhos profundamente.

–Eu sinto muito pai- ela disse chorado

–Eu também filha- eu disse e a abracei fortemente