Notas iniciais
Novamente Harrison Wells mostra seu ponto de vista sobre a jovem Vânia trabalhando em sua empresa.

Ele tinha a intenção de almoçar novamente sozinho com a Srta. Amorim, afinal já se passara dois meses desde o almoço anterior e ele anseia demais poder conversar com a mesma novamente, desde aquele dia não tivera oportunidade novamente devido ao trabalho e decide convidá-la hoje.

Desce até seu laboratório com a desculpa de acertar alguns detalhes do projeto com Jay Garrick e ao sair fala com a jovem, lhe chamando para almoçar. Está mais do que ansioso para a hora do almoço, mas Caitlin Snow lhe corta o barato se convidando para almoçar com eles.

Mesmo assim, Wells aproveita o máximo o tempo que passa ao lado da jovem Dra. Amorim, sempre que a olha sente vontade de sorrir e não se segura.

Mas infelizmente o almoço acaba e ele se vê obrigado a não ter mais a sua frente aqueles grandes olhos castanhos e profundos que tanto o encantam, e nem pode mais ouvir a linda voz da moça que tanto lhe seduz.

Já no escritório, quase fim do expediente, já sem nenhuma força de vontade para se manter focado no trabalho pede a sua secretária que chame a Dra. Amorim a sua sala. Quando a mesma entra ele pede que se sente.

— Dra. Amorim, no almoço hoje queria saber se está gostando de trabalhar aqui conosco, mas infelizmente não tive oportunidade. E então o que tem achado?

— Tenho gostado muito Dr. Wells, como lhe disse na Universidade, é um sonho sendo realizado e espero estar dentro do esperado.

— Você tem se saído maravilhosamente bem, Jay Garrick é só elogios sobre você, e suspeito que a atitude de hoje da Dra. Snow seja justamente por esse motivo, ele sempre fala sobre o quanto você é inteligente e dedicada, acho que ela está um pouco ciumenta, afinal, ele nunca tinha trabalhado com uma mulher tão competente quanto você.

Ela sorri sem jeito e fico doido de vontade de a abraçar mas me seguro.

Olho para o relógio e o horário de trabalho acabara, não posso segurá-la por mais tempo aqui, mas não quero que vá embora. Mesmo assim me despeço e lhe desejo uma boa noite.

A vejo se levantar e seguir pelo escritório até a porta, minha vontade é de segurá-la e beijar aquela boca que deve ser deliciosa. E quanto mais ela se aproxima da porta, mais meu desejo aumenta. Me levanto e sigo atrás dela, e quando ela está para abrir a maçaneta a chamo, ela se vira.

— Que se nade tudo.

A seguro pela cintura e trago seu corpo próximo ao meu. Sinto sua respiração e seu coração palpitando. Começo a pensar se é de medo pelo que estou fazendo, mas não me contenho e a beijo. Desde que a vira a primeira vez que desejo provar dessa boca e finalmente consigo.

A princípio ela fica tensa, e então relaxa se entregando ao beijo. Sinto sua mão nos meus cabelos e o desejo só aumenta. A trago para mais perto e o beijo se prolonga. Como imaginava, sua boca é simplesmente tentadora e saborosa. Sinto ela resistindo um pouco e contra a minha vontade a solto. Ela olha pra mim, suspira como se precisasse de ar e sorri. Sorrio de volta e ela segura a minha mão, abre a maçaneta e sai, enquanto nossos dedos se separam.

Quando a porta se fecha penso que isso definitivamente fora a coisa mais louca que já fizera, afinal ela é minha funcionária, mas estou pouco ligando para o que dirão. Não tinha me apaixonado por ninguém desde que Tina morrera no assalto a Universidade. Ela fora o amor da minha vida, mas sua morte não significa que deva morrer junto, assim deixo as reservas de lado e resolvo aproveitar o que tem me sido oferecido.