Um amor inesperado
12 No hope
POV Alec
Eu já tinha decidido. Eu ia sair da guarda custe o que custar e mesmo que Aro não aceitasse. Ele não podia me obrigar a ficar. Não tinha esse direito. Mas enquanto o dia da minha viagem não chegava, eu queria estar com a Dani o maior tempo possível.
POV Danielle
A notícia da viagem do Alec tinha me deixado sem chão, mas o mais importante é que ele prometeu que voltava quando resolvesse algumas questões familiares. E eu estaria esperando por ele.
–Amor, eu vou pra Itália, mas eu vou voltar , acredita em mim- disse ele
–Mas você disse que não poderia mais me ver- eu falei
–Bom...primeiro preciso deixar algumas questões claras com a minha família e depois eu vou voltar-ele disse
–Então tá...mas não pode me dizer do que se trata amor- eu perguntei
–Não Dani. Você iria se chatear e eu não quero que isso aconteça- ele se esquivou
–Confio em você, amor- eu disse
Na véspera da partida do Alec, eu tinha em mente fazer alguma coisa especial, que ele pudesse se lembrar enquanto estivesse lá na Itália. Ele era o amor da minha vida e eu achava que ele era o cara certo pra mim. Então, depois de um passeio lindo no parque, nós aproveitamos que eu estaria sozinha já que minha mãe tinha viajado e fomos pra minha casa.
Chegamos na minha casa e eu tomei o cuidado de verificar se minha mãe estava mesmo fora. Depois, subimos pro meu quarto.
–Entra amor- eu disse
–Dani, amor você tem certeza- ele me perguntou
–Tenho..eu quero você agora- eu disse o beijando
–Também te quero, amore mio- ele sussura
Continuamos a nos beijar e quando vimos estávamos entregues ao amor e a paixão. Ficamos ali nos amando até amanhecer. Eu me sentia completa...
POV Alec
Finalmente eu tinha descoberto o significado da palavra FELICIDADE. A noite anterior tinha sido a melhor da minha vida...A Danielle era incrível, ela me completava, me fazia sentir vivo. Era a mulher da minha vida.
Mas hoje eu voltaria pra Volterra e assinaria minha carta de alforria. Quanto mais cedo eu chegasse na Itália, mais cedo iria embora, então peguei o avião no horário das 6hs da manhã. Como não fazia calor, nem me importei com o sol. Depois de algumas horas, cheguei a Roma e de lá aluguei um carro até Volterra.
Quando cheguei no palácio, passei pela recepcionista, a Gianna, que por um milagre, ainda era humana e fui direto até a sala do trono.
–Seja bem vindo- disse Aro com a a maior falsidade
–Olá Aro- eu disse seco
– Vejo que obedeceu minha ordem e deixou seus afazeres humanos e sua namoradinha pra trás- disse Aro
–Na verdade não...Eu só voltei porque quero comunicar que vou sair da guarda e levar uma vida comum ao lado do meu amor- enfrentei ele
–Como é que é?! Nem pense nisso. Você não pode sair da minha guarda- gritou Aro
–Mas que ingratidão! Depois de tudo que fiz pra você, depois de ter salvo sua vida....Você não vai sair da guarda e ponto final!- ele se esasperou
–Não pode me obrigar a ficar, não pode me prender aqui. Não sou seu escravo- eu falava nervoso
–Rapazinho, você não é nada sem tudo isso aqui. Como acha que pode sobreviver lá fora?-ele disse me humilhando
Eu não disse nada. Só fechei meus olhos tentando raciocinar algum argumento que não vinha, então eu falei
–Eu não quero nada daqui . Eu quero ir embora
–Pois você não vai e cale essa maldita boca. Você não vai sair daqui..mas também não será mais da guarda- gritou Aro
– Como? Não....antes de eu terminar de falar, sinto meus braços sendo agarrados por dois guardas e escuto a voz de Aro.
–Levem Alec para o calabouço e vigiem ele 24 horas por dia. Esse é o preço que ele pagará por tentar me desafiar- diz Aro triunfante
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