Um amor inesperado.

18 Raiva, somente raiva


Não consegui dormir, minha cabeça estava tomada por pensamentos que me torturavam mais e mais. Me perguntava o quão idiota eu pude ser, de pensar que Bruno era aquele príncipe encantado que eu pensei. Eu só conheci ele por dois dias, dois míseros dias. Eu mal podia acreditar.

De madrugada, abri o computador, e enfim, o e-mail. Eu estava certa, era de Bruno. Ele dizia:


"Ana, não fique mal, sua avó mal sabe do que está acontecendo e está apenas tentando te proteger, nos basta esperar. Ah, eu volto em uma semana. Amanhã, que tal fazermos uma conversa por webcam? Minha mãe disse que gostaria de te conhecer. Três horas da tarde, amanhã no MSN. Vamos conversar por webcam. Beijo."


Mas a minha interpretação foi:


"Ana, não fique assim, não vale a pena, eu nem gosto de você, idiota. Só quero mostrar a sua cara pra minha família, pra eles saberem qual é a menina mais burra das galáxias."


Mesmo assim, aceitei. Três horas da tarde, na webcam. Confirmei e em seguida fechei o computador novamente, e me virei na cama na tentativa de dormir, sem sucesso.

Acordei uma hora da tarde, com uma cara pior do que eu costumo acordar. Lavei o rosto, tomei banho e almocei. Nada tirava a minha cara de zumbi do meu rosto, e a mãe de Bruno iria me ver assim. Tanto faz, eu nem sou importante lá mesmo. Fiquei apenas ouvindo músicas no computador até que dessem as malditas três horas, que pareciam nunca chegar. E não faria diferença caso não chegassem.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.