P.O.V. Katherine.

Hoje Elijah e eu vamos a casa dos Cullen para que o Doutor me examine.

—Me deixem ir com vocês.

—Claro.

—Vamos todos.

Assim que chegamos fomos muito bem recebidos.

—Renesmee, me mate. Por favor, me mate.

—Nossa! É a âncora a menos de uma semana e já está pedindo arrego?

—Eu não aguento mais.

—Fraco. Boiola.

—Sim, por favor me mata.

—Não.

—Porque não? Eu aprendi a lição.

—Você não aprendeu nada!

—Esse ai é o tal híbrido malvado?

—O próprio.

—Mate-me! Mate-me!

—Não. Você não era todo todo? Agora aguenta.

—Porque fez isso comigo?

—Porque mais cedo ou mais tarde, tudo volta.

—Podia ter me matado.

—Sim, podia. Mas Amara estava sofrendo muito e ela não merecia.

—Então porque virou a âncora?

—Porque a minha ex-noiva psicótica quis se vingar.

—De que?

—Eu a troquei por Amara. Amara é o meu único e verdadeiro amor.

—Porque não me matou?

—A morte seria um presente no seu caso, mas eu queria e ainda quero que você pague. Você jamais terá paz.

—Eu imploro.

—Desculpe. Não vou desfazer o feitiço.

—Vamos lá senhorita Petrova.

O doutor me examinou, fez um ultra-som e perguntou:

—Querem saber o sexo?

—Sim.

—É menino.

—Um menino.

P.O.V. Klaus.

Eu preciso dar um jeito nisso. Encontrar a estaca e me matar.

Comecei a fuçar no quarto da garota, mas nada. A estaca não estava em lugar nenhum.

—Não está aqui gênio.

—Onde está?

—Em um lugar seguro. Onde só eu posso entrar.

Eles começaram a conversar e a contar histórias.

—Então você Silas, é a primeira versão de mim e Amara é a primeira versão da Elena?

—Sim.

—Mas, porque essa presepada toda? Porque as duplicatas?

—Quando bebemos o elixir da imortalidade violamos a lei natural de que todas as coisas vivas devem morrer, então a natureza encontrou um equilíbrio criando eu sombras mortais de nós.

—Duplicatas.

—Como você. E Katherine, e Elena, e Renesmee. Tudo causado pelo efeito cascata do nosso pecado.

—Aonde estão as estacas?

—Arrume a bagunça que você fez. Quando eu voltar quero esse quarto imaculado.

Eu não queria arrumar, mas arrumei. A vadia me compeliu a arrumar o quarto dela.

—Onde está o Nik?

—Arrumando o meu quarto que ele revirou.

—Como o fez arrumar o seu quarto?

—Compulsão.

—Você compeliu o Klaus?

—Foi.

—E fala isso como se fosse a coisa mais normal do mundo.

—Poi ai.

—Pretendem voltar pra casa?

—Sim.

—Mas a duplicata vem conosco!

—Niklaus não!

Fui arremessado e atravessei a parede de vidro da casa da família Cullen.

—Acha mesmo que pode fazer algo contra mim?

—Eu vou te matar!

—Não vai não. Sou mais poderosa do que você e sou a única que pode desfazer o feitiço.

Eu tentei avançar sob a duplicata novamente, mas parei no meio do caminho.

—Haylay?

—Sabe Klaus, ela não conseguia falar depois que eu cortei a garganta dela.

A duplicata pegou um cálice coberto por um pano, se livrou do pano e pegou o conteúdo na mão. Era... um coração.

—Mas, eu posso dizer pelo jeito que o coração dela batia... que ela sabia que iria morrer.

—Eu vou te matar!

—O bebê está bem. É uma menina linda e saudável.

—O que? A criança...

—Que tipo pessoa você pensa que eu sou Klaus? Acha que sou covarde igual você que ameaça e mata crianças? Não. Eu sou melhor que isso.

—Onde ela está?

—Lá encima. Primeira porta a direita, ilesa.

Hayley me atravessou e eu fui atrás do bebê e como ela disse era uma menina saudável, estava ilesa e vestia um macacão cor de rosa de ursinhos.

—Ela é linda.

Eu segurei aquela pequena criaturinha no colo, a minha garotinha. Eu desci com ela e Hayley confirmou que a duplicata tirou a criança de dentro dela antes de assassiná-la.

Então a imagem sumiu.

—O que foi isso?

—Esse é seu futuro. Eu crio ilusões, a maioria das minhas ilusões são visões.

—Você é doida.

—Não. Eu sou uma pessoa complicada Klaus, eu sou controladora e paranoica, tenho problemas com confiança e sou vingativa. Mas, eu nunca jamais feriria um inocente, muito menos um bebê! E sim eu sou um pouco doida, mas está tudo bem pra mim!