Um amor além do tempo.
7 The Volturi.
P.O.V. Aro.
Parece que Carslile mais uma vez desafia o meu poder. E desta vez, ele não vai ter desculpa.
Finalmente, todos os poderes daquele clã maravilhoso serão meus. De uma vez por todas.
Mais uma vez estamos frente a frente com o clã mais poderoso de todos. Mas, parece que Carslile adicionou novos membros ao seu clã
—Ora, ora, ora... temos mais membros no clã Cullen.
—Não somos um clã. Somos uma família.
Disse uma das novas Cullen.
—E você? Quem é?
—Porra, já esqueceu de mim? Quem sabe isso, te ajude a lembrar.
Ela mostrou os dentes e gerou um círculo de fogo ao redor de si mesma.
—Lembrou?
—Ah, a menina Renesmee. A híbrida. Metade mortal, metade imortal.
—Sou metade bruxa. Além do mais, a Rebekah tem razão. Somos os poderosos, somos imortais. Pra que se esconder na época de hoje?
—E você é a jovem Rebekah.
—Tenho mil anos. Sou uma original, sei que pareço ter uns vinte e poucos, mas sou mais velha, mais forte e mais rápida que você.
Vi o rosto daquela garota loira mudar duma forma monstruosa. Ela não era como nós.
—Se os originais morrerem, você morre com eles Aro. Todos nós, toda a raça dos vampiros morre junto com eles. Sacou?
—Como pode saber?
—Você não faz a menor ideia de com quem está lidando querido. Vocês estão em menor número e desarmados de novo. Se quer morrer? Te mato numa boa, ninguém vai sentir sua falta mesmo.
—Renesmee!
—Que foi? É verdade. Ele não tem uma família, ele tem um clã.
Ela fez um biquinho de deboche.
—O meu avô pode ser pacifista, mas eu to cansada de ter que me esconder. E quero mais é que você se exploda! E eu posso literalmente te fazer explodir. Em milhões de pequenos pedacinhos.
—Jane.
—Dor.
Ela nem se mexeu, na verdade começou a rir. E caminhou lentamente em direção á Jane.
—Minha vez. Revertério!
Vi a minha guarda mais temida cair no chão, gritando e se contorcendo.
—Para! Para! Faz parar!
Então, ela se levantou.
—Desculpe amor, doeu? É gostoso não é? Eu adorei ouvir você experimentando a dor que causa nos outros. Foi demais.
Jane partiu pra cima da menina e voou longe.
—Toma vadia! Eu tenho dois escudos, um físico e um mental.
—Como?
—Sou uma incógnita por natureza. E obrigado, pelos poderes novos.
—O que?
—Eu posso ter o poder que eu quiser. E posso fazer de você um zero a esquerda que nem o seu irmão Marcus. Se você ficar bonzinho, te deixo imortal, se não curo você. E te transformo de novo num ser humano mortal e fraco. Sem nenhum poder.
—Impossível!
—É?
Ela avançou sobre Jane e a fez engolir alguma coisa. Ela se levantou e seus olhos estavam verdes.
—Bem vinda de volta á sua condição humana vaca.
—Você conseguiu replicar a cura?!
—Óbvio. Sem magia não vai.
—O que você fez comigo?
—Se alguém quiser voltar a ser humano vai ter que beber o seu sangue ou pagar pela minha magia. E pra sua informação, se alguém beber a cura de dentro de você todos os anos que você viveu vão voltar com força total. Seu cabelo vai cair, seus dentes vão apodrecer, sua pele vai secar e você vai levar um mês no máximo pra morrer.
Então ela tira as mãos do meu rosto.
—Gostou lindinho?
—Espera, existe uma cura para o vampirismo?!
—É.
—Você conseguiu replicar a cura Ness?
—Sim Rebekah. Consegui.
—Como?
—A cura original foi feita por uma bruxa. Precisava de magia pra funcionar.
—Como descobriu o feitiço?
—Qetsyah.
—Mas, ela tá morta a dois mil anos!
—Eu sei. Ela tá do outro lado, eu tive que derrubar o véu e negociar com ela.
—Então o outro lado está...
—Continua onde estava antes. A âncora ainda vive Rebekah, só porque ele está dormindo não quer dizer que está morto. Ele é o Klaus!
—Você deu cabo do meu irmão?
—Confeccionei uma adaga só pra ele.
—E como fez funcionar?
—Do mesmo jeito que as de vocês. Cinzas de Carvalho Branco.
—Então ele não está sentindo dor?
—Está. Só porque ele está na caixa da Amara não significa que ele não consiga sentir a morte de quem passa.
—A caixa de Amara? Você quer dizer a lendária caixa de pandora?
—Não. Amara é a minha ancestral que é a primeira imortal do mundo, ela e Silas são os rostos que geraram milhares de duplicatas.
—Espera, então...
—Os Mikaelson são os primeiros vampiros e Silas e Amara os primeiros imortais. Os vampiros são só uma distorção bizarra do elixir da imortalidade de Qetsyah.
—Ela ainda está morta?
A resposta veio de uma mulher.
—Não. Dei a fórmula pra ela e em troca ela me trouxe de volta.
—E quanto ao seu problema com aqueles dois?
—Eu já superei. Tive dois mil anos do outro lado pra sentir ódio e perdoar Silas e Amara.
—Eu sei. Bom, Qetsyah esses são os Volturi, Volturi essa é Qetsyah.
—Então é verdade? Existe mesmo uma raça nova. Interessante.
—Você é mesmo uma bruxa?
—Sou. Porque?
—É que meu irmão e eu quase morremos como bruxos na idade média.
—Qual é o seu sobrenome? O de verdade.
—Não sei. Não me lembro de nada da minha vida humana.
—É Fiorentino.
—Fiorentino? Como Elissa Fiorentino?
—Essa era a mãe deles.
—Então, vocês realmente são vampiros nascidos numa linhagem de bruxos. Claro que os Fiorentino eram uma linhagem medíocre, os poderes da sua família não se destacavam. Não como a minha linhagem. As bruxas Bennett tem muito poder assim como as Petrova e os Salvatore.
—Amara era uma bruxa?
—Ela era viajante. Seu poder e sua beleza superaram a minha e por isso eu a queria morta.
—Uau!
—Daí ela roubou meu noivo e a minha imortalidade o que me deixou morrendo de ódio. Daí criei uma nova dimensão de sofrimento para prender a alma do Silas e impedi-lo de encontrar a paz que ele tanto desejava separando-o de Amara a qual ele pensava estar morta. Mas, graças a sua intervenção os dois estão vivos e estão juntos!
—E isso te deixa com raiva?
—Não. Eu me vinguei deles então estou em paz.
—Ótimo.
—Me dá a cura. Eu quero ser uma bruxa.
—Não é assim que funciona. Se quer a cura terá que pagar por ela.
—Quanto quer?
—Um milhão de dólares.
—Feito.
—Se for curada nunca mais poderá ser vampira outra vez. Bruxas são mortais, o que significa que algum dia você vai morrer sim.
—Se a morte for o preço pra me livrar da escravidão e dessas roupas horríveis. Eu pago.
—Dinheiro primeiro, cura depois.
—Jane, querida você não pode fazer isso.
—Posso e vou! Eu não vou mais matar e nem torturar ninguém. Isso não me faz feliz me deixa com remorso.
—O que?!
—Jane Volturi com remorso? Tai que essa é nova.
—Não acredite em tudo o que você vê.
—Falou. Quando estiver com o dinheiro me ligue e a cura será sua. Mas, é claro que eu vou querer ter o dinheiro em mãos antes de entregá-la.
—Eu sei.
—Pense bem Jane. Nunca mais poderá correr como o vento, ver a oitava cor o arco-íris, ouvir tudo a distância.
—Pode mudar de lado sem precisar da cura Jane. Pode se juntar a nós e nunca mais vai precisar machucar ninguém se não quiser. Podemos te ensinar, te ajudar.
—Mesmo?
—Mesmo. Você deve saber Jane que é mais poderosa do que pensa e que nenhum homem pode forçar uma mulher a ficar com ele se ela não quiser!
Ela fez uma cara de surpresa.
—Como você... Como sabe sobre isso? Ninguém sabe.
—Eu sei. Você é uma pessoa Jane, você não é uma boneca que pode ser usada, eu não consigo nem imaginar o que você passou na mão desses demônios, mas saiba que você tem uma escolha.
—Do que ela está falando Jane?
P.O.V. Alec.
Jane não disse nada só tirou a capa e arrancou o colar com o brasão dos Volturi jogando-o aos pés de Aro.
Minha irmã olhou bem nos olhos do Mestre cheia de raiva, de rancor e disse:
—Você me usou, abusou de mim, mas não vai me destruir! Eu não sirvo mais á você e a mais ninguém!
A híbrida estendeu a mão para Jane e ela foi. Minha irmã abraçou a Cullen e chorou desesperadamente.
—Eu sei. Você está segura agora Jane, agora você tem uma família.
—Que tal irmos pra casa e tomar um pouco de chá? O gosto não é muito agradável pra você, mas vai te ajudar a se acalmar.
—Eu sinto muito. Eu não queria machucar você e nem a sua família, eu tinha inveja de você.
—Porque?
—Porque os seus pais, tios e avós morreriam por você. Porque você tem uma família só sua e eu não.
—Eu sei. Mais alguém quer se libertar das correntes?
—Eu.
Repeti o gesto de Jane tirando a capa, mas entreguei o medalhão nas mãos de Aro que parecia estar em choque.
—Somos gratos por terem salvo nossas vidas, mas é hora de dizer adeus.
Nos viramos e fomos todos embora.
P.O.V. Elijah.
Era incrível as íris flamejantes como o fogo do inferno.
—Perdeu alguma coisa aqui?
—É incrível! Eu nunca tinha visto um imortal de olhos vermelhos antes. Eles não são falsos são?
—Não.
—Aqui, eu trouxe o chá.
—Obrigado.
—De nada.
—Cullen?
—Fala.
—Você promete que não vai deixar ele me pegar?
—Eu prometo que farei o que puder. Você está conosco agora, fazem parte da família e protegemos a família.
—O que ela percebeu que eu não percebi?
—Você quer contar? Quer que ele saiba?
—Não. Conheço meu irmão, ele vai querer vingança e vai se machucar.
—Tudo bem. Eu sou terapeuta Jane, especializada em casos do sobrenatural, lido com lobisomens que tem medo da transformação, vampiros que perderam o controle e mataram suas famílias, pessoas que foram transformadas contra sua vontade e tem raiva de si mesmas, bruxas que tem namorados vampiros e vampiros que tem namoradas bruxas. Cujas famílias não aceitam o relacionamento. O seu caso é clinicamente um dos mais simples que já peguei.
—Simples?
—Sei que perder o seu bem mais precioso de uma maneira tão brutal é um trauma muito grande e para mais de um homem é pior ainda.
—Para mais de um homem... eles te violaram irmã?!
—Valeu mesmo.
—Desculpe. Eu tentei falar nas entrelinhas.
—Eu sei. Deixa pra lá irmão. Acabou, já passou.

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