P.O.V. Kol.

Num minuto ela estava dançando e no outro estava gritando. Corremos com ela pro hospital.

—Respire fundo querida, quando vier a contração respire.

Disse a enfermeira e Davina respondeu:

—Respirar não funciona, posso bater em você invés disso?!

—O que?

Todos os equipamentos e luzes do hospital começaram a piscar.

—Kol! Kol vem segurar a minha mão!

Entramos na sala de parto e ela apertou a minha mão. Tenho que confessar que eu não sabia que a Davina era tão forte fisicamente.

—Ai. Ai Davina.

—Dói mais em mim do que em você!

Então acabou. Foram duas horas daquela tortura. A Davina gritando, xingando e empurrando. Ela até quebrou a minha mão.

—E aqui está.

—Obrigado.

—Meus parabéns pelo bebê. É uma menina linda e perfeitamente saudável.

—Olha Kol, ela tem olho azul.

—Ela é linda. Que nome vamos dar?

—Dafne.

Então a Davina apagou.

—Enfermeira! Enfermeira!

—O que foi?

—É a minha namorada. Ela apagou.

A enfermeira ouviu o coração e sentiu o pulso de Davina.

—Ela desmaiou devido á perda de sangue.

A mulher deu sangue na veia de Davina e disse:

—Agora é só esperar. Ela vai ficar bem.

Quando ela acordou, a primeira coisa que fez foi perguntar de Dafne.

—Ela está bem ao seu lado.

Ela olhou para o bebê e disse com lágrimas nos olhos:

—Oi querida, seja bem vinda. Eu to tão cansada e me sinto tão vazia.

—O que isso quer dizer?

—Agora que estava começando a me acostumar com ter um bebê dentro de mim, eu fiquei vazia.

—Posso te encher de novo.

Ela deu um sobressalto e disse:

—Deus me livre! Menino como dói. Dói demais.

—Eu senti. Você quebrou minha mão.

—Desculpe. Mas, vai por mim você não sentiu nada.

Ela foi apagando aos poucos. E dormiu tão pesado que roncou.

A enfermeira veio pegar a Dafne para levá-la para o berçário.

—Devo admitir, esse foi o parto mais doido e estranho que eu já fiz.

—Posso imaginar.

Deu dois meses e a Freya voltou dos mortos.

—Você nunca erra não?

Ela olhou pra mim e respondeu tranquilamente:

—Não.

Todo mundo deu risada. Menos a Freya, ela ficou boiando.

—O que?

—Ela é vidente. Previu seu retorno, a gravidez de Davina, tratou dela, fez o parto da Hope, o das gêmeas etc.

—Sério?

—Sério.

—Renesmee?

—O que?

—Eu quero ser vampira.

—E eu com isso menina? Eu não posso transformar alguém, eu nem veneno tenho.

—Eu sei. Mas, quero que fique com meus poderes.

—Tu é lesa é?!

—Eu não quero que eles sejam desperdiçados. Por favor.

—Olha, uma vez feito... não tem retorno.

—Eu sei. Faz.

—Tem certeza?

—Quer drenar a porra da magia logo!

—Vou tomar isso como um sim.

Ela se alimentou da magia de Davina.

—Pronto. Eu tenho uma seringa com o veneno do meu avô. Topa?

—Claro.

—Vai doer. Vai queimar. Muito.

—Estive em trabalho de parto. Nada supera isso.

—Tudo bem. Leva três dias pra acabar.

E ai foi aquela gritaria, ela gritava como se estivesse morrendo.

—Porque ela meio que tá né?

Quando acabou a Davina tinha olhos vermelhos. Mas, surpreendentemente isso não incomodou Dafne.

—Linda da mãe. Eu senti saudades.

Dafne passou o resto do dia no colo de Davina, as duas se olhavam com tanta ternura que dava quase pra tocar o amor.

P.O.V. Freya.

Era pra eu ter sido mãe, mas Dhalia matou meu bebê. Ver aquelas mulheres segurando seus bebês, vendo a conexão entre eles me dava um misto de alegria e tristeza.

—Lamento.

—O que?

—Pelo seu filho.

—Como você...

—Sou telepata. Mas, quem sabe um dia você não consegue ter um bebê, encontrar um cara legal.

—Você acha?

—Mulher, se eu consegui... pra você vai ser moleza.

Ela era tão engraçada. Sempre animada, cantando rock, pop e qualquer música que ela gostasse, sempre dançante, rebolante.

Ela era fã de rock das antigas, bom de mil novecentos e noventa e nove até dois mil e pouco. Cantava rap tudo o que era música ela sabia, ela lutava uma variedade de artes marciais, sabia manejar várias armas em resumo não havia no mundo alguém igual a ela.

—Ainda. Porque a minha doidice é genética.