Notas iniciais
Apesar de estar assutado, vou deixar essa cap assim esse novo personagem ja era para ter aparecido na outra ficc e não achei lugar pra ele, desta vez consegui achar um canto onde encaixar ele então não vou voltar atras... #Medo

Kaique

Eu acabei me iludindo e me decepcionando mais uma vez, acabei não indo a aula nem um único dia da semana seguinte. Me neguei a atender os telefonemas e hoje já é sábado. Minha tia não se envolveu até então.

Para resumir o que aconteceu depois do Brenno me contar que eles eram namorados me ameaçar com todas as letras e me prevenir a não chegar perto dele fiquei em pânico. Logo minha tia chegou e eu fui até a cozinha pegar minhas coisas, por sorte o Lucas tinha ido ao banheiro ou sei lá. Na pressa deixei a pesquisa em cima da mesa.

Depois de entrar no carro desatei a chorar sem parar minha tia nada disse, quando cheguei em casa me tranquei no quarto, só sai daqui para comer e tomar banho o resto da semana. fiquei apenas no quarto chorando e refletindo muito em tudo o que me aconteceu nos últimos anos.

Eu acabo sempre por me envolver com os caras errados. Na escola me apaixonei pelo meu melhor amigo. No ensino médio por um colega de turma que se mostrou muito meu amigo com o passar do tempo. Já me apaixonei por um vizinho de infância, crescemos juntos. E todos foram a mesma coisa. Ver eles namorando com garotas partiu meu coração. Eu realmente me envolvi com eles e achei que estivesse rolando um clima. Depois de ter ido para o exército com alistamento obrigatório foi um terror ainda maior, ali eu tinha que me esconder, passei uma paixão atrás de outra e me contive bem. No ano seguinte o pré-vestibular foi complicado foram dois caso de paixão um no início do curso e um quase no final.

No início foi um colega da classe acabamos fazendo umas pesquisas e saímos duas vezes ele era lindo e meigo mais o final só queria brincar comigo, quando propus ele em namoro ele ficou vermelho e riu depois perguntou se eu estava brincando, quando disse que não ele disse “acho que você me entendeu mal, não queria levar tão a sério.” Depois disso não nos falamos mais. O segundo foi o rapaz da secretaria do curso ele era um deus grego de olhos verdes não resisti me aproximei dele aos poucos e acabamos saindo. No terceiro encontro ele propôs irmos a casa dele e chegando lá depois de alguns minutos entrou um outro rapaz e ele o chamou de amor e o beijou, fiquei meio confuso até ele me explicar que tinha um relacionamento aberto com seu companheiro e que estavam querendo algo a três pessoas, entrei em pânico e sai dali, depois disso evitei atender ele e mudei de número e não fui mais a secretaria.

Para todos eu me declarei, para depois me decepcionar e sofrer em silêncio na frente deles e ao berros em casa, acabei apagando cada um da minha mente ou tentei não pensar em mais nenhum deles.

Houveram outros com menor incidência como o Thiago por exemplo o tipo de cara que é muita areia para meu caminhão. Mais o Lucas era o menino perfeito e foi em tão curto período de tempo. Eu vi ele e meu coração disse que era ele o amor da minha vida, foi intenso e durante a conversa no café no campus aquele dia e na sua casa eu vi todos os sinais de que deveria avançar e quando eu dei o primeiro passo ele me conteve, logo veio a bomba e o Brenno despeja um caminhão de informações em cima de mim. Passei esses últimos dias pensando nisso como eu sou fraco e me apaixono fácil e logo pelas pessoas erradas.

Ouço uma batida a porta e penso que devo uma explicação para minha tia agora que o choro acabou. A batida é insistente e repetida.

— já vou um minuto. _ coloco uma camiseta e baixo o volume do computador, abro a janela para ventilar o quarto e abro a porta para fechar logo em seguida.

— Ei pode abrir a porta por favor? _ O que ele está fazendo aqui.

— O que você quer? _ fecho a tranca e vou até a janela e lá está o Brenno encostado no seu carro acenando para mim com seu olhar e sorriso maníaco, com uma mensagem silenciosa de não toque nele.

— Precisamos conversar.

— Não, não precisamos!

— Kaique abra essa porta, ou vou ligar para seu pai. _ Agora minha tia está brava e não é normal ela interferir e ligar para meu pai não é uma opção justa.

— Ok. _ Abro a porta em seguida e vejo o Lucas com seu sorriso sedutor encostado na parede e minha tia furiosa na frente.

— O que pensa que está fazendo, esse garoto disse que é seu colega e precisa conversar com você sobre a matéria que você está perdendo e você se nega a abrir a porta.

— Desculpe-me

— Como está se sentindo? Secaram as lágrimas? _ ela pergunta entrando no quarto.

— Titia por favor conversamos depois _ estou completamente vermelho.

— Tudo bem. _ Ela pega o cesto de roupas sujas e leva para o corredor depois pegar os pratos e copos que deixei ali nos últimos dias e sai levando eles para a cozinha.

— Tudo bem com você? _ Ele pergunta me despertando do choque casual e me traz a realidade, a pergunta parece sincera.

— Estou bem! O que precisa?

— Precisamos conversar sobre aquilo!

— Aquilo não passou de um erro seu namorado já deixou claro. _ Noto que ele está com a aliança no dedo e não no pescoço.

— Não se trata de um erro só um mal entendido, não quis transparecer nenhum sentimento desculpe.

— Eu... _ Fico sem palavras suas desculpas parecem sinceras também. _ Eu que te devo desculpas, nem te conheço direito e tentei te agarrar.

— Não tem problemas, quero que seja nosso amigo, não precisava trocar de dupla.

— Não troquei de dupla, e quanto a sermos amigos acho que só colegas de sala já está bom.

— Como assim não trocou, o professor mudou você para a dupla da marcela e me deixou sozinho.

— Não foi a meu pedido. _ Ele parece confuso.

— Tudo bem vou descobri isso depois, amigos? _ ele estende sua mão.

— É.... _ Reluto em aceitar, depois penso rápido porque não aceitar? não tenho nada a perder e agora já superei a paixonite. _ Sim. _ estendo a mão apertando a dele, ele me puxa e me dá um abraço e se afasta com um sorriso.

— Te vejo no campus na segunda!? _ Depois disso ele desce as escadas escuto quando se despede e agradece minha tia e sai.

Volto a janela e vejo que o Brenno está com um sorriso neutro. Lucas se aproxima e ambos se despedem com um aceno e entram no carro. Entro no meu e-mail em seguida e vejo ali um e-mail do campus com um recado do professor de programação anunciando minha troca de dupla.

Leio outros e-mail e um deles me preocupa muito.

“Will:

Oi Kaique precisamos conversar, desculpe o mal entendido aquele dia, você pareceu estar sendo honesto, eu fiquei assustado! Sinto sua falta me responde por favor. Beijos.”

Por um momento fico relendo a mensagem várias vezes e tentando associar o nome Will a alguém que eu conheça mas não me vem ninguém a cabeça. Volto na milha lista de contatos e nada, nem no celular. Decido que não é importante, leio algumas outras mensagens e ligo para meu trabalho faltei nos últimos dois dias preciso de uma boa desculpa.

Depois de acertar dois fins de semana para compensar minha folga desço para jantar com minha tia, conto para ela o que aconteceu em meias palavras e ela aceita depois disso subo tomo um banho e quando saiu procuro o celular que tinha feito muito barulho enquanto tomava banho. Vejo que tenho várias mensagens de um número desconhecido.

“Oi consegui seu número depois de muito esforço, precisamos conversar, você ainda não respondeu meu e-mail”

“Nãos sei se recebeu meu e-mail aqui é o Will”

“Oi? Esse número é do Kaique? Se for me responde”

“Sinto sal falta”

Meu coração está acelerado, quem será que é Will, não tenho o número nos meus contatos e não sei quem poderia ser, muito menos com quem ele conseguiu meu telefone, enquanto releio as mensagens o telefone toca e vejo o mesmo número, êxito e logo atendo.

— Alô? _ uso um tom informal e com um leve toque de raiva.

— Alô, gostaria de falar com o Kaique? _ a voz me é familiar

— Sou eu mesmo, quem gostaria?

— Sou eu Will, acho que você não está recebendo minhas mensagens ou e-mail...

— Recebi sim, quem é você?

— Não lembra mais de mim?

— Não, eu te conheço?

— Sim muito bem, até já se declarou. _ meu coração dispara, já fiz isso tantas vezes, será que esse foi uma das minhas ilusões que eu decidi apagar e deu certo?

— Não lembro de nenhum Will?

— Vamos nos ver, tenho certeza que vai lembrar quando eu te beijar de novo...

Desligo o telefone, não quero mais falar com o estranho, meu coração bate acelerado e minha pulsação está alta, estou suando frio e tremendo, quem é ele, porque a voz é tão familiar, quem é Will?

Decido manter o telefone desligado e não leio mais os meus e-mail desligo o computador e vou me deitar, mas o sono não vem com facilidade e quando durmo meus sonhos são confusos, vejo um alguém sem rosto e ouço repetidas vezes, Will.... Will... Will...

Notas finais
Curiosos ? alguém se manifesta =D