Um amor Silencioso!
12 Relatório medico!
Notas iniciais
— Bom dia Dr. Como meu irmão está?
— Ele está repousando, e passa bem. Vai se recuperar.
— E o quadro geral dele?
— Não sabemos ao certo ainda como tudo aconteceu.
— Pode me explicar o que sabem?
— Quando seu irmão acordou anos atrás ele não ouvia ou falava e não sabíamos associar o ocorrido ao acidente ou ao trauma. Apesar das pesquisas e dos possíveis tratamentos não obtivemos resultado. Sem um quadro clinico parecido para avaliar só nos restava aguardar que um dia ele volta-se ao normal.
“Na noite anterior ele estava dormindo ao que relatou quando algo o incomodou e ele depois de algum tempo notou que era o ruído de uma torneira pingando sobre uma panela na pia, ele também relatou que ouviu outros sons como o cachorro e o copo se quebrando.”
— E quanto a explosão? Tivemos na casa dele e com exceção do copo quebrado tudo estava em ordem.
— Ele tinha uma consulta marcada para o início da semana está se queixando de fortes dores de cabeça.
— Ele não me contou nada, nos vimos no meio da semana quando ele fica com meu filho, apesar de ver que ele estava diferente ele disse que estava bem.
— De qualquer maneira ele vem tendo essas dores a algumas semanas e elas ficaram mais recorrente no fim de semana passado, ele disse que estava com amigos e eles estavam bebendo mais acredito que o álcool em questão não tem nada relacionado com o quadro atual.
“Quanto a explosão ela realmente não existiu. Imagine a seguinte situação você está preso em uma caixa de vidro do tamanho dessa sala. Não a nada ali só você nada de barulho, você não ouve nem seus paços por cinco anos ou mais, pode ser até menos tempo. Então der repente você ouve um barulho qualquer, porem esse barulho vem repentinamente sobre a ausência de som e soa como uma explosão literalmente.”
— E isso prejudicou o quadro dele?
— Os ouvidos dele estão bem, ele pode ter ouvido o cachorro latiu ou algo cair no chão, qualquer barulho foi aumentado em 10 vezes ou mais o que fez ele se assustar, o grito que sua vizinha ouviu foi o dele mesmo.
— E quanto a fala?
— Fizemos os exames que estavam ao nosso alcance e tudo parece igual antes tanto um quanto outro.
— O que quer dizer?
— Que ele pode ou não a voltar a falar e a ouvir, mais precisamos que ele acorde para fazermos mais testes.
— Dr. Deixarei ele em suas mãos faça o melhor que puder.
...
O tempo estava bem melhor no início da semana o que melhorou muito nosso animo e arrumamos as coisa para ir para a praia, Victor não entrou mais em contato e também não me respondeu. Por outro lado Pedro encheu minha caixa de mensagens.
A ida da cidade onde meus avó moravam até o litoral era de 15h então fizemos algumas paradas e papai e mamãe revezaram no volante eu dormi como de costume.
Mandei mensagens e fotos para o Victor na segunda e na terça e o Pedro me ligou e não sabia me dizer nada dele! Comecei a ficar nervoso com a falta de informações então liguei para seu irmão apesar de todos os aviso que ele me deu para só ligar em último caso.
— Alô? _ Ele tinha uma voz calma e tranquila como eu costumava me lembrar.
— Oi, Tudo bem? Desculpa o incomodo sou amigo do Victor e estou tentando entrar em contato com ele e não tenho notícias a alguns dias ele está bem? _ parei para respirar e ouvi quando ele riu do outro lado da linha
— Olá, tudo bem sim. Você e o Andersom né?
— Sim desculpe esqueci de me apresentar.
— Tudo bem! Estava mesmo pensando em te ligar.
— Estava?
— Sim você mandou quase 50 mensagens pra ele nos últimos dias. _ Ele deu outra risadinha e eu comecei a tremer, porque ele estava com o celular do irmão?
— Eu... eu... ele está bem? _ eu estava vermelho e nervoso agora.
— Sim e não! _ A resposta era breve e não era bem a resposta que eu queria.
— Oi? Como assim pode me explicar?
— Ele está descansando o dia foi longo fizeram vários exames mais ele ainda está internado e isso deixa ele agitado.
— Exames? Internado? O que está acontecendo? Porque ele não pode me responder?
— Ele está em um quarto apropriado para o quadro geral dele, não podemos sobrecarrega-lo com o celular e o mundo externo.
— Quadro geral? _ Agora meu coração estava disparado.
— Andersom, não precisa se preocupar ele vai ficar bem só precisamos entender o que está acontecendo, eu estou tão nervoso quanto você em relação a ele afinal também o amo.
O que ele quis dizer com também o ama? Porque essa insinuação agora? Apesar que minhas 50 mensagens eram comprometedoras e se ele realmente as leu eu estava comprometido.
— Há alguma coisa que eu possa fazer?
— No momento não, se quiser vir visita-lo liberamos sua entrada, liberamos os outros também.
— Outros?
_ Sim o Pedro, Gustavo e Cindy. Todos já vieram ver ele pelo menos uma vez, menos o Gustavo ele está quase se mudando par ao hospital.
Meu coração se apertou no peito! Será que ele se referia a isso quando disse amor? Afinal eles conheciam o Gustavo a mais tempo do que eu e para os dois terem se assumido em um compromisso na minha ausência não era nada difícil.
— Assim que eu voltar de viagem vou passar ai.
— Quando você volta?
— Estamos no litoral voltamos no fim de semana!
— Deveriam voltar antes a previsão e de tempestade para o fim de semana e esperamos que ele já esteja em casa até lá!
— Tudo bem, mesmo assim muito obrigado
— De nada Andersom!
Depois disso ele desliga, e fico pensando em tudo que ele disse, o que de grave poderia ter acontecido para ele estar internado e o que a cobra do Gustavo estava fazendo lá acampado no hospital? Olhei para o céu e o azul era completo e o sol estava quente demais para um temporal nos próximos dias.
Decido voltar as férias e me encontro com meus pais na cozinha da casa que estamos hospedas que é alugada. Se eles perceberam que eu estava distante não mencionaram nem demonstraram.
Fiquei por um tempo pensando em pedir para voltar mais meus pais mereciam aquelas férias tanto quando eu e não conseguiria explicar a urgência em visitar ele no hospital. De qualquer maneira seu irmão disse que ele não corria risco de vida, pelo menos deu a entender isso. Decido me divertir com a família e vamos para a praia logo em seguida.
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