Notas iniciais
Oi? ainda tem leitores aqui? Eu sumi e peço mil desculpas para todos os que me acompanharam até aqui. Vou terminar essa Ficc e Voltar a escrever pq aqui me sinto bem.

Os dias no hospital haviam acabado finalmente. Agora eu podia descansar em casa e me recuperar gradativamente. Fiquei dois meses em coma e isso era um tanto quanto estranho. Não me sentia diferente. Só uma sensação de ter dormido muito.

Victor ficará quase todas as noites ao meu lado. O tempo de férias avia acabado e as aulas retornaram normalmente e eu fiquei para traz. Ele continuou a estudar e tentava manter as boas notas mesmo ficando mais tempo comigo do que na sua própria casa.

Papai e mamãe também tiveram de voltar a trabalhar. Eles tiveram tempo para se recuperar e como os dois trabalhavam em coisa mais simples nada pesado eles retomaram as atividades normalmente. Eu ficava em casa com uma enfermeira contratada apenas para me vigiar. Eu já me alimentava sozinho e passava a maior parte do dia na cama ou no sofá e isso já estava um tedio. Também tinha visitas limitas o que por sinal mantinha o Victor longe de casa a maior parte do tempo.

Mamãe levantará cedo com um ar misterioso e sairá logo após o café. Por ser sábado não sei onde ela poderia ter ido. Papai por outro lado tomara seu café e tinha ido para o escritório para uma reunião de emergência.

A minha enfermeira estava de folga como meus pais supostamente estavam em casa eles mesmo cuidariam de mim. Ligo a TV e fico passando os canais um a um sem assistir nada em especial. Ouço o carro de mamãe estacionar na frente de casa e logo ouço ela entrando pela porta da frente.

— Estou de volta! — ela grita indo para a cozinha. — está bem?

— Sim. — respondo sem sair ou me virar.

— Vou ao mercado fazer a compra do mês, logo alguém virá para olhar você. — Ouço ela subir as escadas e ir até seu quarto, espero ela voltar para protestar.

— Por que não posso ir junto com você?

— Porque você está em recuperação e não vou ficar horas no mercado andando com você quando pode ficar aqui e descansar.

— Não quero mais descansar quero voltar as aulas e seguir em frente.

— Isso não e uma discussão você ficará mais uma semana em casa antes de voltar.

— Tudo bem. Por que vai mandar alguém para me olhar eu acho que consigo ficar sozinho. — a verdade é que a enfermeira parecia mais como uma babá com uma título diferente.

— Isso também não entrará em discussão e ponto final.

Desisto de discutir. A enfermeira se chamava Cris e ela ficaria na sala assistindo uma novela enquanto eu ficaria no meu quarto ouvindo música.

Mamãe me dá um beijo de despedia e me faz prometer que vou me comportar. Apesar de não fazer sentido eu não era bagunceiro não tinha mais idade pra isso e que tipo de comportamento ela esperava? Ela sai com o carro e eu subo para o quarto ligo o computador escolho uma playlist e me jogo na cama.

Não sei quanto tempo se passou talvez uma meia hora ou mais quando ouço a porta da frente de abrir. A TV ainda está ligada e ainda ouço minhas música no quarto. Fico ouvindo os passos no andar de baixo. A pessoa foi até a cozinha e depois até a sala.

Cris sempre deixava uma refeição na geladeira e depois se acomodava na sala. Eu não a incomodaria e ela não o faria comigo. Então ouço passo na estada, então coloco um travesseiro sobre a cabeça e tento me concentrar na música.

— Eu estou bem. — digo ainda sobe o travesseiro logo que ouço a porta do meu quarto abrir. — Se eu precisar de alguma coisa eu chamo Cris.

— Tudo bem, posso descer de novo se quiser ficar sozinho.

A voz era harmônica e não era nada parecida com a da Cris. Então removo o travesseiro e vejo Victor parado com a porta meio aberta. Então ele sorri. O mesmo sorriso de quando o conheci, travesso e zombeteiro.

— O que você está fazendo aqui. — digo me sentando na cama.

— Se quiser posso voltar lá pra baixo. ­— Ele diz saindo e fechando a porta.

— Não precisa, volte aqui.

Ele volta a entrar sorridente e encosta a porta.

— Sua mãe me perguntou se eu poderia olhar você enquanto ela foi ao mercado e eu aceitei.

— Achei que ela chamaria a enfermeira.

— O número dela está na geladeira se você quiser posso ligar para ela? — ele se senta na cama perto de mim.

— Não pode ficar.

— Posso ser seu enfermeiro se quiser — ele exibe seu sorriso travesso de orelha a orelha. Então me puxa e me deixa delicadamente.

Ali no meu quarto estávamos seguros. Não era como no hospital onde alguém poderia ver. E mesmo meus pais estando de folga saberia que ambos demorariam pra chegar.

Ele fica me olhando intensamente ainda com seu rosto próximo ao meu. Então puxo ele de novo e o beijo longa e demoradamente. Ele fica a tarde toda comigo nos deitamos e ficamos conversando sobre as novidades e sobre o que eu estava perdendo do colégio. Nos beijamos e ficamos nos olhamos e trocamos caricias mais não passamos disso.

Quando a tarde está quase no fim ouço um carro entrando na garagem. Saímos da cama e descemos para encontrar meu pai entrando com suas coisa do trabalho. Ele comprimente a mim e depois ao Victor como se fosse completamente normal ele estar ali. Depois sobe e vai para o quarto se trocar e tomar um banho e disse que logo desce para o jantar.

— Você está bem? ­— Victor me pergunta quando papai some no andar de cima. Vamos para a sala e ficamos no sofá com a TV falando sozinha.

— Sim. Acho que mamãe deve chegar em breve. — Meus pais não sabia da gente. Já era estranho mamãe ter ido pedir para ele me olhar e meu pai sendo casual era estranho também.

Eles já tinha visto o Victor ali, mais ele sempre ia embora assim que eles chegavam pra não levantar suspeitas. Ele faz um gesto para que eu me aproxime dele, então fico abraçado nele, praticamente deitado nele e ficamos assistindo a um desenho bobo que está passando.

Sei que meu pai pode descer a qualquer momento mais está tão quentinho e confortável que chego a parar de ter medo de ele descer de surpresa e surtar ou fazer algo inesperado. Estou tão distraído que não sinto quando o Victor ficou tenso, também não ouço o carro parando na frente de casa e não ouço os passo em direção a porta.

Quando a porta se abre abruptamente e mamãe entra por ela com um punhado de sacolas eu entro em estado de pânico, ainda estava recostado no Victor e perdido em meus pensamento enquanto ele me fazia cafune.

­— O que vocês estão fazendo? ­ — agora eu estava em pé e tremendo e sem saber o que fazer. Victor levantará mais calmo do que eu imaginava. ­— Vamos me ajudem com as compras, Victor você fica pra o jantar? — ela diz indo em direção a cozinha com suas sacolas.

Eu estou pálido e o Victor apenas sorri e me beija a testa.

— Fique aqui eu ajudo ela. Ficarei sim para o jantar _ ele diz indo até o carro lá fora e trazendo o restante das sacolas.

Eu me sento ainda em transe tentando entender o por que ele estava tão calmo e o por que minha mãe não tinha feito nada ao me ver com outro garoto na sala. Por um momento penso que ela não viu nada e eu levantei rápido o bastante para parecer casual.

Ouço ela falando com ele na cozinha e ouço quando ele ri do que ela falou. Quando os dois voltam para a sala ainda estão indo!

— Você está bem querido? — ela me diz coma chave do carro nas mão.

— Sim, Estou.

— Está pálido. Parece que viu um fantasma.

— Não, não vi fantasma nenhum.

— Vou Colocar o carro na garagem já volto. — então ela sai e ele volta a se sentar e me puxa para se sentar ao lado dele.

— Não, eles vão ver. _ tento me afastar e me sentar direito.

— O que eles vão ver? — ele me puxa de novo com um sorriso maroto no rosto. — Está tudo bem!

— O que está bem? _ agora tenho um olhar confuso e de pânico.

— Seus pais. Está tudo bem com eles. Eles sabem de nós.

O que? Como assim sabem de nós? Quando isso tinha acontecido? Minha estadia no hospital mudou as coisa mais do que eu pensava.

— Como? Onde? Quando? — minha cabeça quer fazer todas as perguntas de uma única vez, ele apenas sorri e me puxa para o lado dele de novo.

Então me conta da visita de mamãe e de tomar chá com ela. Ela entra e vai para a cozinha, papai desce em seguida e enquanto eles arrumam as coisa e preparam um jantar, eu fico no sofá com ele me fazendo um cafuné e vendo um desenho bobo.

Fico perdido em meus pensamentos mais a única coisa que me vem à cabeça é que “está tudo bem”.

Notas finais
Acho que ficou bom para o retorno da ficc logo ela chegará ao fim e espero que todos gostem.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.