Um amor Silencioso!
8 Doce luar
Notas iniciais
A noite estava programada Andersom iria vir pra cá se tudo desse certo, meus amigos e mais alguns convidados para comemorar o fim do semestre! Todos chegaram cedo eu havia preparado alguns sanduiches caso desse fome e mais alguns petiscos simples. Andersom chegou pouco depois de as meninas começarem a fazer uma bebida que elas chamavam de doce luar, e eu estava na sala com os meninos.
Ele pareceu ficar incomodado com os convidados acabei esquecendo de mencionar o fato a ele, digo que vou buscar algo para comer e deixo ele na sala depois de dar um beijo de boas-vindas! Pego um sanduiche e alguns salgadinhos para ele, Mila e Samy levam as bebidas para a sala e eu vou logo em seguida. Eles estão todos rindo e Mila faz um beicinho e se afasta do Andersom rindo!
Fico sem entender a conversa mais não me importo, sei que o rádio está ligado vejo as luzes e vi quando o primo do Pedro colocara alguma coisa pra tocar. Logo todos estávamos nos divertindo e eu via todos rindo e conversando entre eles, Andersom foi atencioso com todos acho que o Doce Luar facilitou as coisa. Conversamos muito sobre as férias e ele me contou que iria viajar com a família e passaria duas semanas fora.
Decidimos jogar mimica e determinamos que o tempo limite para os palpites iria ser de 2 minutos, quando eu fazia as mimicas via todos se agitando e rindo muito enquanto faziam gestos e gritavam as coisas eu lia quando dava e respondia negativamente os sinais.
Quando já se passavam das 4 da manhã Cindy estava tensa e estranha então passou mal, foi para o banheiro e se trancou lá, já sabia que teria limpeza pesada no outro dia. Depois de sair do banheiro ela sentou a mão na cara do Gustavo que ficou com um olhar vidrado e pude notar uma raiva em seu olhar o que ninguém notou foi o sorriso que o Pedro estava exibindo no canto do lábio, senti que tinha algo errado ali.
Subi com Cindy para um dos quartos de hospede e deixei eles na sala, vi quando Gustavo saiu para fora, não sei se ele foi embora ou só saiu pra tomar um ar. Fiquei um bom tempo com a Cindy e ela me contou que Pedro e Gustavo estavam tendo um caso e que ela os pegou no flagra. Eu sempre soube que o Gustavo nunca teria coragem de sair do armário ele já tentara me beijar uma vez e isso nos afastou por um tempo, depois explique que eu só o via como um amigo e ele ficou magoado pude sentir isso.
Cindy pareceu ficar mais calma e a deixei descansar, desci e encontrei Pedro dormindo e babando no sofá o que me pareceu estranho pois ele parecia bem acordado a meia hora atrás, fui até a cozinha para me arrepender Mila, Samy e Jony estavam fazendo algum tipo de festa particular inapropriada. Antes que eles fizessem o que não devia fiz sinal para que fossem para um dos quartos e todos saíram rindo ao que pude notar.
Não encontrei Andersom nem no meu quarto e então desci novamente e fui lá fora e então me deparei com o beijo, Andersom estava contra a parede e Gustavo o pressionava encostado e envolvia seu corpo de uma maneira sedutora, minha raiva foi imediata e explosiva me aproximei dos dois e acabei derrubando Gustavo ele caiu e acabou derrubando seus óculos e ficou no chão com um sorriso malicioso Andersom tinha uma mescla de horror e medo, então fui pra cima do Gustavo e não pensava em mais nada só em bater depois de acertar três socos nele senti alguém me puxando para longe.
Andersom estava ofegante e me olhava com tristeza e medo e eu o empurrei e voltei para dentro, algo dentro de mim queria gritar mais eu não podia, não conseguia. Eu senti tudo dentro de mim quebrar como vidro. Eu resisti por anos sem me apaixonar por ninguém, me mantive afastado de quase todos eu sabia que não deveria tentar me apaixonar.
Andersom era incrível, seu sorriso meigo, seu olhar perdido quando ele estava pensando, quando o vi no colégio pela primeira vez tive que me aproximar e depois de dar uma boa olhada tive vontade de beija-lo ali mesmo mais me contive, depois no mesmo dia eu estava olhando o céu e quando me viro ele está ali me observando com seu olhar sincero, ele parecia determinado a se aproximar. Não contive o impulso e o beijei, ele se esquivou e pareceu irritado então sabia que estava tudo perdido e que estava encrencado, então corri.
Nos encontramos de novo no dia seguinte ele estava determinado a ter resposta mais a ausência de som impediu a comunicação ele falava rápido e eu não conseguia acompanhar a leitura labial acabou que quando notei a bibliotecária estava ali com outros alunos e ele se foi. Ele ficou sem vir alguns dias e quando voltou deixei um bilhete mesmo sabendo que não deveria. Então começamos a conversar e ele me contou de sua vida e seus problemas e eu lhe contei dos meus!
Mesmo sem som havia comunicação, então o desafiei a sair e acabei mostrando a ele como se sentir calmo, ele se aproximou e me beijou, me afastei confuso e então ele fez menção de ir, naquele momento eu tinha que tomar uma decisão ou ele iria para sempre. Puxei ele para mais perto e então ali sobre o luar nos beijamos, dessa vez ele não se afastou, foi um beijo incrível nunca havia sentido nada parecido e ele parecia sentir o mesmo tudo dentro de mim era uma bagunça queria dizer o que estava sentindo, queria dizer q o amava pois era o que era pra mim.
Amor, amor à primeira vista foi o que acontecera aquele dia, encontrei nele tudo o que faltava em mim. Mais eu não podia dizer então chorei no silencio do momento sobre a lua que brilhava no céu e uma angustia se abateu sobre meu peito, deixei ele ali e fui pra casa, aquela noite ele me mandou uma mensagem a qual não respondi. Tomei um banho quente e deixei a agua lavar meu corpo e levar junto as lagrimas, eu sentia uma dor no peito que nunca sentira antes.
Nos envolvemos cada vez mais depois disso e ele foi sempre sincero com seus sentimentos, ensinei ele a falar comigo por sinais e mesmo ele se esforçando notei que ele se sentia angustiado com as aulas, sinto que seria mais fácil se eu pudesse falar. Apresentei ele como amigo a meu irmão e minha cunhada e depois apresentei ele aos poucos amigos que tenho. Apesar de sair com frequência com eles notei que ele sempre se sente incomodando na presença deles e hoje mais um vez quando ele chegou vi isso. Deveria ter sido só eu e ele isso não deveria está acontecendo.
Eu sentia uma dor no peito tão grande como aquele dia. Mesmo em nossa comunicação eu nunca tinha dito o que eu realmente sentia, nunca disse que o amava e talvez nunca diria. Ele estava bebendo e é claro eu o havia deixado de lado a noite toda para ficar com meus amigos, quando deveria ser eu e ele. Ele estava com o Gustavo e depois de tudo que passamos não podia perdoar esse erro. Meu celular recebe uma mensagem atrás da outra e eu não as leio, nem as apago não saio do chão onde estou sentado encostado na porta trancada do meu quarto fico ali chorando e sentindo a dor espremer meu peito no escuro.
Eu o ama e eu o perdi... ele se perdeu... ele se entregou para outro.
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