Um agente em minha vida.
30 Uns dias aqui.
Notas iniciais
POV Edward
Eu já tinha ligado para meus pais e avisado que iriamos passar alguns dias na casa deles e nem preciso dizer que eles adoraram isso, pelo simples fato que Bella estaria comigo e que agora éramos um casal, minha mãe quase chorou quando contei a ela que estávamos juntos. A pior parte foi ter que explicar o motivo da minha folga por esses dias, sem correr de mais explicações contei tudo o que aconteceu.
Sairíamos hoje de noite, depois das sete, pegaríamos um avião para Califórnia e ficaríamos lá por quinze dias, depois eu tinha uma surpresa para minha Bella e tenho certeza que minha menina irá adorar.
– Anjo, acorde. – Sussurrei calmamente em seu ouvido.
– Só mais cinco minutos. – Murmurou manhosa.
Beijei seu pescoço e a ouvi murmurar meu nome, desde o acontecido eu tenho evitado um contato maior com ela, pois sei que está abalada e que precisa de algum tempo até digerir tudo o que aconteceu, por isso hoje antes de viajarmos eu marquei uma consulta com sua psicóloga, nada melhor do que garantir que minha menina estava calma e que nada a perturbaria mais.
– Não mocinha. Precisamos nos levantar, eu tenho que arrumar nossas malas e você tem uma consulta lembra-se?
– Sim, me lembro. – Ela disse se sentando na cama.
– Bom dia. – Sussurrei afagando seu rosto.
– Bom dia anjo. – Sorriu beijando meus lábios levemente em seguida.
Bella foi para o banho e eu fui pedir algo na recepção para comermos. Como Bella ainda demoraria no banho e meus pedidos não chegariam agora, fui tomar banho também, no outro banheiro. Depois de pegar uma calça jeans, cueca e uma camisa fui para o banheiro e tomei um bom e frio banho. Depois me arrumei e calcei meus sapatos. Logo a campainha tocou e eu atendi. Peguei nosso café da manhã e coloquei sobre a mesa, minutos depois Bella desceu vestida com uma calça jeans que acentuava suas pernas torneadas e seu bumbum durinho e uma blusinha de mangas compridas coladinha ao corpo e sem nenhum decote, minha menina sempre tão linda, principalmente quando colocava aqueles all stars que ela tanto ama.
– O café já está pronto.
– Entregue você quer dizer. – Ela alfinetou.
– Ok, ok. Não precisa jogar na cara que não sei cozinhar. – Brinquei e ela riu me abraçando. Plantei um beijo em seus rosados lábios e a ouvi suspirar.
– Vamos comer.
Nos sentamos a mesa e degustamos em silencio o café da manhã preparado pelos funcionários do hotel. Logo depois, saímos do apartamento e eu a levei até o consultório da Dra. Prior. Bella estava tranquila durante todo o caminho, sei que ela não está arrependida do fato de ter matado um homem, e nem posso querer que ela se sinta, se mesmo eu fico aliviado, mas o meu medo era que seus terrores noturnos voltasses e que eles ameaçassem sua sanidade novamente. Quando sua psiquiatra retirou os remédios, fiquei aliviado, mas agora, vendo tudo o que está a rondando, tenho medo de que aquela decisão não tenha sido sensata.
– Baby, vou deixar você aqui, mas em uma hora estou de volta. – Disse assim que estacionamos em frente ao consultório.
– Onde você vai?
– Tenho que ir na delegacia, não é nada grave, apenas preciso ir lá.
– Certo. Vejo você daqui a pouco.
– Te amo. – Murmurei antes de beijar seus lábios.
– Também amo você.
Assim que Bella saiu do carro e entrou na clínica segui para a delegacia para saber sobre o andamento das investigações sobre Renne e John, a mãe e o padrasto de Bella. Eles devem ser punidos pelo comercio que fizeram com a filha, mas desde que resgatei Bella daquele lugar, nunca consegui uma pista sequer sobre aqueles monstros e não sei se isso me deixava feliz ou com raiva. Bella ainda não sabe que pretendo prende-los, mas tenho que contar logo, antes que ela fique sabendo da maneira errada.
Ao parar em frente à delegacia encontrei alguns conhecidos meus do FBI ali, nesses tempos de muita confusão, tínhamos aliados em todos os lugares, procurávamos o máximo de homens possíveis para nos ajudar a combater esse mundo de crimes. Assim que desci fui até a sala do delegado que é meu amigo de alguns anos, assim que entrei ele sorriu largo.
– E ai Cullen? Quanto tempo não? – Apertamos as mãos e eu me sentei a sua frente.
– Nem tanto Eleazar, faz alguns meses apenas. – Sorri.
– A que devo a honra?
– Vim saber do andamento da procura pela Renne e John.
– Bem, estamos quase na mesma. – Bufei. – Conseguimos apenas algumas pistas, mas nada de concreto.
– Como é possível duas pessoas sumirem do mapa assim?
– O que o FBI acha sobre isso?
– Eles deixaram um pouco isso de lado, afinal, os grandes já estão presos e também não há provas concretas que eles a venderam para Aron.
– Fique tranquilo Edward, uma hora vamos os encontrar.
– Obrigado Eleazar. – Sorri. – Será que não terá problemas que eu viaje com Bella?
– Não, pode ir tranquilo. Nenhum processo foi aberto contra ela, nada impede, além do mais, a polícia não se importa com um bandido morto.
– Pois é. – Ri. – Então, muito obrigado, tenho que buscar Bella na consulta com a psicóloga.
– Até qualquer dia Edward.
Depois de nos despedirmos, voltei para o carro e fui direto para o consultório, assim que cheguei lá Bella ainda não tinha saído da sala da Dra. Prior, então fiquei a esperando na recepção. Depois do que me pareceu uma eternidade eu finalmente a vi saindo de um corredor.
Seus olhos estavam um pouco inchados e os lábios trêmulos indicando o choro contido, fui até ela preocupado e abracei, Bella enterrou o rosto em meu peito e me abraçou forte. Seu corpo estava tremulo e as lágrimas molhavam minha camisa, mas a permiti chorar o tempo que quisesse ali, quando seu corpo ficou mais calmo me saparei minimamente dele a segurei seu rosto secando suas lágrimas.
– Está mais calma? – Ela assentiu. – Vamos para casa então, lá a gente conversa.
A abracei pela cintura e fomos para o carro. O caminho todo foi silencioso, Bella fitava a paisagem de Nova York e as vezes eu a ouvia fungar e secar lágrimas que caiam. Quando finalmente estacionamos em frente ao prédio, saímos em silencio e eu segurei sua mão que estava fria e fomos para o elevador.
Quando já estávamos dentro do apartamento, Bella se sentou no sofá e ficou encarando os dedos por um longo tempo, ela já não chorava, mas seu corpo tremia. Me agachei a sua frente e segurei seu rosto a fazendo olhar para mim, sorri lhe demonstrando confiança e ela.
– O que aconteceu? – Perguntei suavemente.
– Ela disse que eu tenho tendência suicida.
– O que? Por que? – Perguntei assustado. – Você não tentou se matar não é?
– Ela tinha dito isso nas primeiras consultas, por isso fui a um psiquiatra.
– E por que não me contou? – Perguntei chateado.
– Tive medo de que não me deixasse morar com você se soubesse.
Acariciei seu rosto com as pontas dos dedos e mais lágrimas rolaram de seus olhos. Beijei sua testa e ela respirou fundo para continuar a narração.
– Quando a psiquiatra retirou os remédios ela acatou um pedido meu, sei que é antiético, mas eu queria poder ter controle das minhas vontades, e consegui. Hoje a Dra. Prior e eu conversamos muito e depois ela chamou a Dra. Dudy, vou ter que voltar com a mesma quantidade com os remédios para a depressão.
– Isso não é o fim do mundo amor. – Disse. – Sabe que não.
– Mas eu não queria. Eu quero ser normal.
– Você é normal meu anjo, você é pura e doce, a minha menina, para sempre, não são remédios ou seu passado que vão mudar isso.
Bella se sentou em meu colo e colocou a cabeça no vão do meu pescoço me abraçando forte, ela estava assustada e com muita razão, mas a ideia de que ela tinha mentido para mim sobre seu diagnóstico e ainda pedido para a psiquiatra parar com os remédios. Mas por outro lado eu a entendo, querer sem independente de remédios para controlar suas emoções e vontades não é legal.
– Ela disse que eu preciso me consultar com ela a cada mês, ver se esses remédios apenas vão ser suficientes.
– Como assim?
– Ela disse que talvez eu precise de um tratamento mais profundo.
– Mas você está bem? Está superando, não tem mais aquelas crises.
– Ela acha que é pelo fato de que eu me apeguei a algo e alguém, mas quando eu estiver sozinha, eu não vou conseguir me controlar.
– Mas você ficou sozinha com James e mesmo assim conseguiu se defender.
– Eu disse isso a ela, mas a Dra. Dudy disse que eu pensei em algo que eu quisesse.
– E você fez isso?
– Eu pensei em você. – Ela disse suavemente. – Eu queria ficar viva por você. Não queria que ele me tocasse por que meu corpo é seu. Não deixaria que ele fizesse isso comigo, me fazer sofrer tudo novamente pois sabia que não iria aguentar a humilhação e o desprezo e nojo em seus olhos.
– Eu nunca teria nojo de você meu amor. Nunca. – Afirmei a apertando contra mim.
Beijei seus lábios com carinho e amor, infiltrei minha língua em sua boca e assim que encontrei a língua dela começamos uma dança lenta e prazerosa, bem vinda ao meu corpo e minha mente, apagando meus medos meus receios e minha dor por saber que minha menina sofre muito ainda por tudo o que aconteceu. Bella me apertava contra sim, trazendo seu corpo para mais junto do meu e sorrindo contra meus lábios quando sentia minha excitação crescer. Alguns minutos depois, nos separamos ofegantes e saciados momentaneamente dos lábios um do outro.
– Você vai começar a tomar os remédios?
– É o único jeito, ela disse que eu posso ser perigosa.
– Perigosa? – Disse incrédulo, Bella não é capaz de matar sequer uma mosca.
– Minha reação com James, ela acha que tem a ver com o fato da falta dos remédios, e o fato de que eu não sinto remorso não ajuda muito.
– Você não é perigosa. – Disse convicto. – Ela queria o que? Que você chorasse no tumulo daquele monstro? Isso é um absurdo.
– Eu também acho, mas...
– Tudo bem, não vamos mais falar sobre isso. Por enquanto você vai tomar apenas os calmantes?
– Sim. Ela disse para começar apenas semana que vem. Na segunda.
– Tudo bem, vamos comprar quando estivermos na Califórnia. Agora vamos arrumar nossas malas para irmos para lá.
Bella se levantou e seguimos para o quarto, fizemos nossas malas com várias roupas, tanto para o frio quanto para o calor, eu já sei que termos que comprar novas roupas no lugar que vamos depois, mas não posso deixar que ela descubra meus planos.
Depois das malas prontos, pedi na recepção que mandassem pessoas da limpeza para deixar tudo organizado antes da nossa partida. Eu já tinha as fitas de segurança do prédio, mas por enquanto era um mistério como James tinha entrado aqui.
Já a noite, eu e Bella fomos para o aeroporto, minha menina estava um pouco nervosa e tímida com as pessoas que nos olhavam curiosos, eu já tinha sido visto em alguns jornais sobre as pessoas que prendi e agora estava circulando no meio de todo mundo, devia ser no mínimo inusitado. Logo nosso voo foi anunciado e eu e Bella embarcamos.
Quando já estávamos acomodados nas poltronas minha menina descansou a cabeça em meus ombros e eu acariciei suas mãos para que ela relaxasse, logo percebi que ela dormia e me permiti dormir também. A viagem foi tranquila e logo desembarcamos na Califórnia, minha mãe e meu pai já nos esperavam lá e abriram um largo sorriso ao nos ver, Bella foi arrancada de meus braços pela minha mãe que a abraçou apertado.
– Oi filho. – Sorri.
– Oi pai. Como está?
– Ótimo. Parabéns pelo namoro alias.
– Obrigado.
– Filho, estava com tantas saudades. – Minha mãe murmurou emocionada.
– Pude ver, tanto que ganhei um abraço primeiro. – Brinquei e ela riu.
– Largue de bobeira.
Depois de abraçar minha mãe, fomos pegar minhas malas e de Bella e depois fomos para o carro, papai dirigia enquanto minha mãe tagarelava com minha menina que sorria feliz pela atenção materna. Minutos depois chegamos em casa e eu peguei as malas as levando para meu quarto enquanto Bella ficou na sala com minha mãe. Quando voltei me joguei ao lado de Bella e deitei minha cabeça em seu colo, logo suas mãos foram para meus cabelos fazendo carinho ali.
– Estou muito feliz como namoro de vocês. – Mamãe sussurrou. – Edward precisava mesmo de uma mulher que o amasse.
– Obrigado Esme. – Bella sorriu tímida.
– Estamos feliz mãe.
– Como vocês viajaram a noite toda, sugiro que durmam um pouco para o almoço logo mais.
– Claro. – Murmurei. – Até mais família. – Disse pegando a mão de Bella.
– Até mais. – Ela sorriu.
Subimos as escadas e assim que chegamos ao meu quarto, caímos exaustos na cama, deu apenas tempo de tirarmos os sapatos e de agarrar Bella para mais junto de mim e depois de beijar seus lábios caímos no sono.
Fale com o autor