Um agente em minha vida.
51 Salva por ele.
Notas iniciais
POV Isabella
Ter minha menininha nos braços é uma das sensações mais incríveis que já tive o prazer de experimentar e todas as minhas felicidades, meus sonhos eu devo a uma pessoa somente, Edward. O homem que desde o primeiro instante que vi soube que tinha algo de especial, seu olhar era tão diferente do daqueles homens que frequentavam aquela boate. Nosso primeiro encontro foi desastroso por um lado, foi naquele dia que pensei que estava salva e mesmo ele dizendo o contrário eu fui sim salva por ele.
– No que essa cabecinha pensa em?
A voz de Edward desvaneceu meus pensamentos. Sorri para ele que estava com Esmeralda no colo, ele a segurava com cuidado e até um pouco desajeitado, aquelas mãos e braços eram grandes demais para nossa menininha.
– No dia em que nos vimos pela primeira vez.
Ele parou de sorrir e se sentou na beirada da cama. Eu sabia que ele sempre pensaria em nosso primeiro encontro como uma situação desastrosa dentro de uma boate de prostituição, mas não era mais assim que eu enxergava as coisas.
– Eu não quero que fique se lembrado disso Bella.
– Mas foi ali que você me salvou, desde aquela primeira conversa Edward. Mesmo você tendo inventado aquela história de que tinha um namorava e que a amava e que não era policial coisa nenhuma, mesmo mentindo para mim você me salvou.
– Eu não queria ter mentido para você. Mas eu não podia contar.
– Eu sei amor. – Ri segurando minhas lágrimas. – Eu não me importo mais Edward, não vale mais a pena lembrar de tudo aquilo. Olha só o que a gente construiu. Temos nossa casa, uma família que nos ama, o nosso amor incondicional um pelo outro e agora nossa filha. Eu simplesmente não consigo lembrar de tudo aquilo. Não quero lembrar.
Não esperei que ele dissesse alguma coisa, apenas segurei sua nuca e o puxei para um beijo. Sentir Edward era como se meu corpo estivesse plainando no ar, eu me sentia segura, amada e incondicionalmente realizada.
– Eu te amo, amo nossa filha e tudo o que vocês dois fizeram por mim.
– Você é minha vida. – Ele sussurrou tocando minha bochecha com seus lábios.
(...)
Na manhã seguinte Edward, Esmeralda e eu fomos para nossa casa. O quartinho dela estava perfeito, apenas esperando pela dona. Minha menininha dormia tão tranquila que eu aproveitei para descansar, pois em nenhum momento depois que coloquei os olhos nela eu consegui descansar por mais de quinze minutos.
– Vamos descansar amor, daqui a pouco ela acorda. – Disse a Edward.
Ele pegou a babá eletrônica e fomos para nosso quarto. Edward sorria mesmo com a aparência cansada, ele não tinha dormido nada durante o dia, apenas ficava intercalando seus olhares entre mim e Esmeralda.
– Nem acredito que já estamos em casa com ela. É tudo tão surreal. – Edward sussurrou enquanto me puxava para seus braços.
– Eu me sinto vazia por dentro sem ela se mexendo a todo instante. – Ri me aconchegando em seus braços.
– Obrigado.
Sorri e o apertei em meus braços sussurrando um eu te amo e logo adormecendo por pelo menos três horas.
2 meses depois...
POV Edward
– Durma meu amor, deixe a mamãe descansar um pouco. – Disse para minha menina que parecia querer a todo custo estourar meus tímpanos.
A balancei de um lado para o outro mas nada era o suficiente, ela não se acalmava de jeito nenhum, eu já tinha olhado suas fraldas e tocado seu rostinho para ver se ela estava com febre, mas não era nenhuma dessas coisas.
– O que foi amor? – Beijei suas bochechas que já estavam vermelhas.
Os pequenos lábios tremiam como se ela estivesse muito sentida com alguma coisa, se ela não estivesse chorando eu acharia bonitinho.
– O que foi? – A voz de Bella soou no cômodo.
– Ela não quer parar de chorar.
Bella me olhou risonha e foi até o banheiro da nossa filha, voltou logo depois com um pano molhado e me puxou para fora do quarto nos guiando até o nosso.
– Deite-se e coloque ela na sua barriga, virada para baixo.
Fiz o que ela pediu e logo Bella colocou o pano molhado com agua morna embaixo da barriguinha da bebê, se sentou ao meu lado e fez carinho nas costinhas de nossa filha, aos poucos ela foi se acalmando e minutos depois ela apenas olhava para a parede enquanto brincava com os dedinhos.
– Ela estava com cólica.
– Eu sou um péssimo pai. – Lamentei.
– Não é não.
– Sou sim, eu nem sabia que ela estava com dor.
– Edward, ela já teve isso antes, mas você estava trabalhando. Eu liguei para Esme e ela me explicou o que fazer. Você só não sabia, isso não te faz um pai ruim.
Quando Esmeralda fez quinze dias eu já tive que voltar ao trabalho, tentava ao máximo ficar em casa, trabalhava de manhã como um condenado para conseguir chegar em saca antes das seis. Nos sábados e domingos eu ficava em casa, mas nunca parecia ser o suficiente, eu não conseguia estar o tempo todo com elas.
– Eu passo tão pouco tempo em casa. – Reclamei.
– Não passa não. Você fica em casa a maior parte do tempo. – Riu. – Não fique assim, você sabe de mais coisas que eu. Às vezes eu fico perdida em coisas que você sabe muito bem.
– Eu sou um bom pai?
– Sim, você é o melhor pai, melhor namorado e melhor noivo de todos.
Ela me beijou demoradamente me fazendo sentir saudades de tê-la comigo. Bella estava insegura desde que ganhou Esmeralda, ela não me permitia tirar suas roupas e muito menos tomarmos banho juntos.
– Amanhã eu vou estar de folga. – Murmurei.
– Será que você pode cuidar dela um pouquinho então?
– Vai sair?
Ela apenas assentiu se levantado da cama. Bella estava estranha, a dias ela pedia para mim ou Alice que veio passar alguns dias aqui para cuidar de Esmeralda enquanto ela saia, eu nunca reclamei, mas agora está ficando estranho demais.
Me levantei com cuidado depois de colocar Esmeralda no meio da cama e deixa-la protegida com os travesseiros. Segui minha noiva até a cozinha e a encontrei falando ao celular, mas assim que me viu desligou e sorriu, eu sabia que tinha alguma coisa ali, ela estava assustada.
– Vim pegar um copo de água.
– Quem era no telefone?
– Engano. – Deu de ombros.
Era nítido que ela estava mentindo, mas se ela não me dizia o que era eu não poderia obriga-la, mas essa situação me deixava magoado e irritado.
– Vamos voltar a dormir. Esmeralda já voltou ao sono.
– Vamos.
Bella me puxou para o quarto e deitamos lado a lado na cama, separados pela nossa filha. Vi Bella beijar o pequeno rostinho com carinho e depois se deitar. Ela nem ao menos me desejou uma boa noite ou início de madrugada.
(...)
Duas semanas depois e eu ainda estava desconfiado, algo não estava em seu lugar. Bella saia cada dia mais e voltava para casa cansada, apenas amamentava nossa filha e ia dormir. A palavra traição piscava em minha mente todas as vezes que ela voltava para casa depois de quase seis horas longe.
– Sr. Cullen? – Abigail chamou.
– Sim. – Disse voltando a realidade.
Abigail tinha por volta de seus sessenta anos, era minha secretaria agora, muito experiente e competente. Foi minha melhor opção.
– Sua esposa está aqui. – Franzi o cenho.
– Mande ela entrar.
Abigail saiu logo depois. Bella entrou em seguida com um pequeno sorriso. Em seus braços estava nossa filha, que não dormia, mas olhava para todos os lados. Um sorriso banguela se abriu quando me viu, foi impossível não sorrir de volta.
– O que aconteceu? –Perguntei depois de beijar os lábios de Bella suavemente.
– Pode sair mais cedo hoje?
– Por que?
– Eu preciso sair. Rose e Emmet vem passar alguns dias aqui. E ela quer sair.
– Tem certeza que ela quer sair? Não seria você?
– O que quer dizer?
– Você está estranha Bella. A meses você está assim.
– Desculpe eu sei que não tenho lhe dado atenção. Mas prometo que hoje é a última vez.
– Tudo bem. – Suspirei. – Vamos embora agora.
Peguei minhas coisas e fechei meu escritório. Bella cumprimentou os outros funcionários e depois fomos para o meu carro. No caminho para casa Bella pediu para comprarmos outra mamadeira para Esmeralda. Depois disso seguimos para nossa casa.
Emmet já estava ali e sorriu depois de um abraço. Depois de me contar como estava tudo em Nova York ele resolveu paparicar minha filha que adorou as caretas que ele fazia. Bella saiu logo depois, mas resolveu levar Esmeralda com ela.
– Agora irmão, somos só nós dois. – Riu. – Como está a vida?
– Eu nunca pensei em ser pai, você sabe disso, mas Esmeralda é tão perfeita.
– Ela é uma graça mesmo.
– É tudo maravilhoso, morar com a Bella, eu amo aquela menina.
– Não pensa em voltar para Nova York?
– Não. Nosso lugar não é lá.
Depois de muita conversa Emmet disse que tinha um jantar na casa de um colega que estava de mudança para cá e me convidou para ir junto. Aceitei pois não sabia a hora que minhas meninas voltariam, mas o desgraçado esqueceu de me dizer que era um jantar mais formal senão eu não iria. Tive que colocar terno e gravata, era um porre isso.
Ele foi dirigindo e no caminho ele mudou a rota indo para o parque, ele riu e me mandou calar a boca quando perguntei o que ele iria fazer lá. Mas assim que chegamos entendi uma coisa. O parque estava decorado e varias pessoas estavam ali, dentre rostos conhecidos estava o da minha família. O mais importante de tudo o que entendi foi que... eu iria me casar.
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