Um agente em minha vida.
17 Comemorar.
Notas iniciais
POV Edward
Bella está a mais de duas horas dentro daquela sala, já estou angustiado e com medo de que ela tenha uma crise nervosa. Tenho certeza que ela vai passar nesse teste, mas tenho medo dessa pressão toda sobre ela. Desde que ela entrou naquela sala eu andei de um lado para o outro e tomei uns dez copinhos de café, todos me olham como se eu fosse louco, mas não me importo com isso, a única coisa que eu quero é vê-la alegre e feliz ao meu lado.
Assim que olhei para a porta, lá estava ela, minha Bella, com os olhos marejados e um papel nas mãos. Não vi o momento em que corri até ela e a puxei para um abraço forte. Ela estava tremula e me apertou contra si.
– Eu passei Edward. Eu consegui. – Ela sussurrou.
– Eu sabia que você ia conseguir amor. Parabéns. – Beijei sua testa e depois seus lábios com carinho.
Ela me abraçou mais forte e depois começou a rir e chorar, ela estava feliz portanto eu estou feliz.
– Podemos ir embora? – Perguntei.
– Sim. Amanhã eu já posso pegar meu certificado e depois disso estou livre para ingressar na faculdade.
– Então vamos para casa, comemorar seu sucesso.
Bella sorriu e fomos para o carro abraçados e ela sorria como nunca. Fui direto para casa e assim que chegamos eu liguei para a pizzaria e pedi duas pizzas grandes de queijo e um pote de sorvete napolitano.
– Eu vou pegar um vinho que tem na adega, vou deixar você beber uma taça apenas.
– E se eu quiser mais? – Ela riu.
– Você não tem idade para beber, mas vou permitir apenas uma taça, nada mais que isso pequena.
– Tudo bem anjo. – Ela riu.
Quando voltei da adega Bella estava a porta pagando a pizza. Assim que nos sentamos no sofá começamos a rir, não há motivo, mas estávamos tão feliz, ela por ter passado na prova e eu por vê-la tão feliz e realizada. Servi duas taças de vinho e entreguei uma a ela.
– Um brinde a futura acadêmica. – Ela sorriu radiante.
– Um brinde ao homem mais lindo e amoroso do mundo.
Depois do famoso tin tin tomamos nosso vinho e comemos a pizza, um lindo sorriso parecia estar cravado no rosto da minha namorada e isso me fazia sentir bem, como se tudo dependesse dela, da minha pequena Bella e seu sorriso.
– Parabéns Bella, tenho certeza que a partir de hoje você será ainda mais feliz.
– Eu tenho que te agradecer muito Edward, se não fosse por você eu nunca seria quem sou hoje. Obrigado.
A puxei para um abraço e senti suas lágrimas molharem meu pescoço, mas eu sabia que eram lágrimas de felicidade por isso deixei que ela as liberta-se, faria bem. Minutos depois a puxei para um beijo, lento e carinhoso.
– Não me agradeça Bella. Se eu pudesse ter chegado antes eu faria. – Beijei sua testa. – Te amo.
– Eu... eu...
– Não precisa dizer nada. Sei que ainda não está pronta. – A puxei para outro abraço. – Vamos dormir, já está tarde e amanhã eu tenho que ir trabalhar.
– Eu vou a uma entrevista de emprego. – A olhei espantado. – Naquele museu que fomos, estavam precisando de uma secretaria, eu liguei e marquei uma entrevista.
– Você vai sozinha?
– Vou. Tenho certeza que vou ficar bem.
– Tudo bem, mas se acontecer alguma coisa me ligue e eu vou te buscar.
– Não vai acontecer nada. – A beijei para assegurar a mim mesmo que ela ficaria bem.
Eu estou apavorado só com a ideia de deixa-la sozinha, parece até que ela está saindo de perto de mim e indo para outro país, mas é exatamente assim que eu me sinto, que ela está começando a andar sozinha, sem mim.
– Vamos dormir. – Ela sussurrou. – Boa noite anjo.
– Boa noite pequena. – Beijei sua testa.
A levei até a porta de seu quarto e assim que ela entrou eu fui para o meu. Tomei um banho e me deitei logo depois, adormeci rápido, meu dia foi intenso e muito animado hoje.
Na manhã seguinte quando acordei, ainda não era seis da manhã. Tomei um banho quente e coloquei meu terno, meu distintivo e minha arma que fica na gaveta da cômoda, a coloquei no coldre e fui até o quarto da Bella. Assim que entrei vi que ela dormia pacifica e toda enrolada nos cobertores, apenas seu rosto estava para fora. Sorri daquela cena considerada fofa. Beijei sua testa com cuidado para não acordá-la. Voltei para a cozinha e deixei um bilhete avisando que voltaria tarde e desejando uma boa sorte na entrevista.
Já na sede do FBI, meu chefe me chamou a sala dele, segundo Emmet o homem estava nervoso e era capaz de matar alguém, então para evitar que Julius tivesse um infarto eu fui direto para sua sala.
– Cullen, ainda bem que chegou. – Ele fez um gesto para que eu me sentasse. – Aron vai ser julgado amanhã, prepare Isabella para dar o depoimento.
– Como assim amanhã? Não era para mês que vem?
– Tivemos que apressar as coisas, ele precisa ser condenado. Ele está comandando outras boates de dentro da cadeia.
– Mas como? – Perguntei irritado.
– Não sabemos ainda, mas parece que alguém de seu bando fugiu aquele dia. – Ele bradou. – Quero Isabella aqui ainda hoje. De preferência agora.
– Julius, não sabemos se isso é verdade. Bella está tão bem, mexer nisso só vai fazer ela piorar, voltar à estaca zero.
– Agente Cullen, isso foi uma ordem. Eu quero Isabella aqui em duas horas no máximo.
– Me de pelo menos quatro horas. – Pedi. – Ela vai fazer uma entrevista de emprego agora. É importante para a recuperação no contato social dela.
– Quatro horas e nada mais. – Ele bufou. – Pode se retirar.
Não esperei mais um segundo para sair daquela sala. Julius quando fica irritado só um bom calmante para fazê-lo parar e gritar. Mas isso não é o importante agora, meu medo é da reação da Bella ao dizer que ela terá que remexer sua memória e achar um nome que ela esqueceu de mencionar.
POV Isabella
Assim que acordei corri para o banheiro, tomei um rápido banho e vesti uma calça jeans escura, uma camisa verde bebê e calcei um salto preto. Passei apenas um batom clarinho e lápis de olhos. Penteei meus cabelos e estava pronta.
Quando cheguei a cozinha logo vi o bilhete de Edward e não pude evitar de sorrir, não pode existir homem mais perfeito que esse. Fiz um café da manhã rápido e corri para escovar os dentes. Sai apressada do apartamento e peguei um táxi, em poucos minutos estava em frente a galeria. Entrei apressada lá e logo uma menina muito simpática indicou a sala onde eu faria a entrevista. Bati na porta e logo uma voz simpática e feminina pediu que eu entrasse.
– Bom dia. – Cumprimentei me sentando a sua frente.
– Bom dia, sou a Sra. Goldeny e você é....?
– Sou Isabella Marie Swan.
– Quantos anos tem Isabella?
– 17.
– Fico feliz que meninas da sua idade estejam interessadas em trabalho, faz muito bem. Está cursando faculdade?
– Ainda não. Mas esse ano pretendo iniciar a faculdade de Arte.
– Uma ótima faculdade. – Ela sorriu. – Por que quer o emprego?
– Tenho certeza que acrescentaria em meu currículo quando me formasse, além do mais, aquilo é um lugar tranquilo, um ótimo ambiente de trabalho.
As perguntas seguiram, eram tranquilas e fáceis de responder, talvez era mais parecido com uma conversa entre amigas amantes de pinturas e esculturas. Demorou quase uma hora para que eu saísse de lá, mas tenho certeza que consegui o emprego. Sra. Goldeny disse que ligaria quando as entrevistas cessassem e ela pudesse escolher sua nova funcionaria. Assim que sai do prédio vi o Volvo de Edward parado no meio fio, ele desceu e veio ao meu encontro, sua expressão séria e ele parecia estar ligado no modo policial.
– Edward, o que faz aqui?
– Vem comigo. – Ele segurou minha mão e fomos para o carro.
– O que aconteceu?
– Julius pediu que eu levasse você para um depoimento. E amanhã Aron será julgado.
– Que? Mas por que?
– Ele continua comandando boates de tráfico de mulheres. Julius acha que você pode ajudar a descobrir quem está ajudando.
Fiquei quieta enquanto ele dirigia com rapidez até provavelmente a sede do FBI. Eu sem bem quem está o ajudando, eu deveria ter contado da última vez que estive aqui, mas ele estava me observando, eu tive medo.
– Bella, não precisa ficar nervosa, eu estarei com você.
– Eu devia ter contado antes. – Murmurei. – Vamos entrar.
– Baby, ninguém pode saber que estamos juntos. Você é menor de idade e eu posso perder sua guarda se eles descobrirem.
– Não posso contar?
– Por enquanto não, apenas quando fizer dezoito anos. – Ele beijou minha testa e saímos do carro.
Edward me guiou até o elevador e tinha mais dois agentes ali, murmuravam algo sobre prender traficantes e depois ir comemorar em um bar. Fui mais para junto de Edward e ele me abraçou pelos ombros, eu estava com medo, mas sei o quanto será importante. Quando o elevador parou, saímos e Edward me levou até a sala que estivesse antes, o chefe dele estava ali, com uma prancheta, alguns papeis e um rosto cansado.
– Julius? Isabella está aqui. – Edward disse o tirando de seus devaneios.
– Ótimo. Como vai querida?
– Bem. – Me sentei a sua frente.
– Pode sair agente Cullen.
– Não. Eu prefiro que ele fique. – O cortei.
– Tudo bem. – Ele sorriu um pouco contrariado. – Antes chame o agente Newton, ele está com os papeis da investigação.
Edward então saiu da sala e eu fiquei ali, olhando cada gesto que o chefe do meu namorado fazia, ele parecia exultante, como se minha presença fosse desvendar os mistérios que estavam em sua mente. Mal sabe ele que eu tenho uma grande revelação. Assim que Edward entrou na sala, o agente veio logo atrás e parou ao meu lado entregando os papeis para o chefe. Aquele cheiro me fez olhar para cima e eu me levantei em um pulo.
– O que foi Bella? – Edward se aproximou, mas o parei com um gesto.
– Agente Newton? Isso é piada. – Ri e seu rosto se tornou frio. – Senhor Julius, estou aqui para dizer o nome do ajudante de Aron não é mesmo?
– Sim Senhorita Swan, será que se lembra de alguém que pode ter fugido?
Dei um tapa no rosto do agente que estava ali, isso o fez cambalear, mas logo seu olhar se tornou mais frio e mortal sobre mim, sabia que tinha ganhado isso e ele estava perdido agora. Seu tapa fez meu rosto virar e o gosto metálico inundar minha boca.
– O que é isso? Newton, você enlouqueceu? – Edward gritou o segurando.
– Queriam saber quem é? Pois bem ai está. – Gritei.
– Senhorita Swan, ele é um agente do FBI, você deve respeito.
– Respeito? – Gritei. – Ele não teve respeito quando fez isso comigo. – Mostrei a parte do meu pescoço que os cabelos cobrem onde seu sobrenome estava gravado como uma cicatriz.
– Newton?! – Edward disse pasmo.
– Ele gravou seu nome em mim como se eu fosse um brinquedo, fez isso com um vidro, eu gritei de dor mas ele não parou, apenas fez ainda mais fundo. Me amarrou e abusou de mim como se eu fosse um pedaço de carne.
– Você devia ter morrido sua vadia, Aron me disse que você iria morrer. – Ele gritou.
– Edward, tire ele daqui, o coloque em uma cela e eu sugiro que a senhorita acalme-se.
– Eu devia ter matado você sua vadia, mas era tão gostosa que não tive coragem. – Ele gritou e não vi quando Edward o socou.
Logo mais agentes vieram e levaram Newton para a cela como o chefe havia pedido, Edward veio até mim e me abraçou.
– Desculpe.
– Está tudo bem. – Murmurei. – Eu não tenho medo dele, apenas raiva agora.
– Por que não contou na primeira vez que esteve aqui?
– Por que ele me amedrontou com o olhar. Desculpe, eu devia ter contado.
– Ele tocou em você? – Apenas concordei e Edward me apertou ainda mais para si. – Vamos embora daqui.
– Ainda não Edward. Isabella tem muito a esclarecer. – Julius disse sério.
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