Um Torneio Diferente
9 Capítulo oito - Piper/Sadie
Notas iniciais
Demorei muito? Acho que não. Pelo menos não tanto quanto a última vez *-*
Não tenho muito o que dizer aqui em cima, mas leiam as notas finais! u.u isso é uma ordem.
Desculpa qualquer erro.
Piper
– O que a estátua da liberdade disse para a medusa?
–O quê? — Piper perguntou, já preparada para mais uma das piadas sem graça do amigo.
– Garota, você me deixou petrificada.
Como esperado a piada foi horrível, mas Piper não pode conter uma gargalhada. Não importava quantas piadas sem graça Leo contasse, ela sabia que sempre riria de cada uma delas. Na verdade, o fato delas não serem engraçadas era o que as fazia tão cômicas.
–Essa foi... uma das piores... p-piadas que eu já ouvi! — Piper tentou parar de rir para poder responder o amigo, mas quanto mais ela tentava se conter, mais descontroladamente ela ria.
–Se é tão sem graça por que você está rindo tanto? — Perguntou Leo com os braços cruzados sobre o peito. Mas ele não estava bravo de verdade, Piper sabia que não.
–Sinceramente? — Respondeu a garota limpando as lágrimas que brotaram em seus olhos enquanto estava gargalhando. — Não faço a mínima ideia. Acho que a graça está em você.
–Está insinuando alguma coisa? — Perguntou ele em um falso tom de indignação, colocando a mão esquerda sobre o coração.
–Mas é claro que n...
–Gente! — Piper foi cortada por um Jason ofegante parando ao seu lado. Ele se ajoelhou ao seu lado, na grama dos jardins
–O que aconteceu? — Indagou Leo.
–Acabei de receber uma mensagem-de-íris* de Reyna. — Jason falou. Não que isso tenha explicado muita coisa, Piper pensou.
–Ela disse que o acampamento Júpter está sendo atacado por um bando de minotauros. — Explicou Jason em um tom aflito. — Disse que não sabe se vai conseguir dar conta deles, mesmo que tenha a ajuda das coortes.
–Isso é horrível! — Disse Piper em choque. Por mais que os romanos não fossem as pessoas mais amigáveis do mundo, continuavam a ser parte da vida de Jason e, consequentemente, da vida dos outros seis da profecia. E se eles fossem afetados, os gregos ficariam igualmente abalados.
–Realmente, cara. — Concordou Leo — O que pretende fazer sobre isso?
–Eu, Hazel e Frank vamos ir prestar ajuda. — Disse o loiro.
–Vamos com você! — Disse Piper sem nem cogitar sobre o assunto. A verdade era que ela não precisava. Ela estaria lá sempre que Jason precisasse de ajuda.
–Não. — Disse ele em um tom duro. Piper não podia negar que isso a surpreendeu. Jason nunca tinha falado com ela de tal modo. — Não posso por vocês em risco.
–Já parou para pensar que talvez exista a pequena posibilidade de querermos nos arriscar? — Perguntou Leo.
–Essa é a minha decisão final. — Inssistiu Jason. Piper bufou. Como ele podia ser tao cabeça-dura? — Vim me despedir, pois partiremos em meia hora.
Leo e Pìper permaneceram em silêncio, trocando olhares furtivos. Ela sabia que os dois estavam pensando a mesma coisa: Jason é um idiota, vamos de qualquer jeito.
–Não adianta. — Disse Jason passando uma mão pelo cabelo já bagunçado. — Vocês dois não vão. Hazel, Frank e eu podemos ajudar a controlar as coisas. Quando vocês menos esperarem estaremos nos encontrando de volta.
Piper soltou um suspiro, frustrada em saber que Jason não iria deixar que Leo e ela o ajudassem. Ao olhar para Jason, viu que ele tinha aberto os braços, e Piper não viu outra alternativa se não o abraçar com todas as suas forças e esperar que ele ficasse bem. E foi isso que fez.
–Promete que vai nos manter informados? — Perguntou ela com o rosto escondido na curva do pescoço de Jason.
–Claro. — Respondeu ele docemente, afagando seus cabelos.
Se desvencilhando dos braços de Jason, — com muita dificuldade, deve-se acrescentar — Piper o assistiu se despedir de Leo. Dando um último suspiro, Jason foi para dentro do castelo.
Sadie
–Sahei!- Sadie comandou, suspirando exasperadamente ao ver que o quadro negro que o comando supostamente deveria atingir não tinha dado um sinal sequer de que ia desabar da parede. Ele parecia bem sólido e estável, para a infelicidade da garota.
A realidade tinha a atingido em cheio no dia anterior, quando no meio de um de seus devaneios matinais, Sadie percebeu que o torneio seria dali á uma semana e ela não tinha nenhum tipo de estratégia/aliança/comandos eficientes. Dizer que aquilo a preocupou seria no mínimo uma mentira descarada, pois ela ficara desesperada.
E como qualquer pessoa com capacidade de raciocínio lógico, ela procurou Carter, que por sua vez estava muito ocupado sugando a vida de Zia com a boca, para atender às suplicas de Sadie e ajudá-la com alguma das técnicas que a garota sabia que o irmão tinha bolado. E isso só a deixou com mais raiva. Como ele podia pensar em garotas numa hora dessas? A única garota em que ele devia estar pensando era Sadie. É, tipo, exclusividade de irmã. Dã.
Agora Sadie estava lá, em uma masmorra mal-iluminada, de situação precária, com uma ENORME quantidade de bugigangas espalhadas pela sala. Mas é claro que não eram quaisquer bugigangas. Não. Ao invés de decorar a sala como uma pessoa normal, o decorador óbviamente decidiu que seria excêntrico colocar potes cheios de animais em processo de decomposição mergulhados em formol, espalhados pela sala. Só para dar aquele aspecto macabro e abandonado que qualquer professor adoraria ter em sua sala de aula.
Sadie suspirou, esfregando as mão no rosto. Já era a terceira vez que tentara derrubar o quadro negro da parede, mas com a crescente dificuldade em em se concentrar, o máximo que conseguiu fazer foi acertar um dos potes de conserva com o cotovelo quando se virou para pegar o celular, — que aliás não tinha sinal nenhum naquele lugar isolado e pré-histórico — e ver que horas eram.
Respirando fundo, Sadie tentou canalizar o máximo de energia que conseguiu, e mirando o quadro negro, invocou o comando novamente:
–Sahei! — Ou ao menos tentou. A parte final do encantamento saiu como um guincho agudo devido ao susto que levou ao ouvir a porta se escancarar à suas costas. Ao virar e dar de cara com Nico, Sadie teve vontade de suspirar de alívio. Com aquela atmosfera sombria ela esperava algo um muito mais preocupante, como um professor ou a Samara.
A parte boa foi que com o susto, o comando atingiu em cheio um dos cantos do quadro negro, fazendo com que ele pendesse na parede preso por um parafuso em um de seus vértices. Bom, isso era um avanço. Nas outras três vezes ela sequer tinha acertado o alvo.
–O que está fazendo aqui? — Perguntou em um tom acusador.
–Eu te pergunto o mesmo. — Retrucou Nico em um tom irritantemente divertido. Ah, aquele cretino estava rindo de Sadie.
–Treinando. — Respondeu ela, cruzando os braços sobre o peito.
–Um lugar bem... ãh... excêntrico. — Disse ele sarcásticamente.
–Ajuda na concentração. — Disse Sadie dando de ombros. Nico deu um sorriso torto em resposta. Um sorriso que, Sadie tinha que admitir, era uma graça. — Mas, você ainda não me respondeu o que veio fazer aqui.
–Vim te fazer uma proposta. — Disse Nico, se aproximando. Não que Sadie não estivesse gostando de sua companhia. Na verdade, nos últimos dias ela tinha aprendido a apreciar tal proximidade.
–Seria ela relacionada ao torneio? — Indagou Sadie, uma sobrancelha arqueada.
–Precisamente. — Disse Nico, o sorriso ainda estampado em seu rosto.
–Então? — Sadie perguntou sugestivamente. Estava curiosa demais para esperar Nico tomar a iniciativa de lhe propor qualquer coisa.
–Proponho uma aliança. — Disse ele como se fosse uma ideia brilhante.
–Ah... — Foi tudo o que Sadie deixou escapar. — Tipo, proteger um ao outro e coisas do tipo?
–Bom, nos protegemos dos demais. — Explicou Nico. — Se eu tiver problemas você me ajuda, e vice e versa. Em situações normais, não interferimos nos planos um do outro.
Sadie avaliou a situação por um momento. Isso com certeza lhe traria benefícios. Analizando a situação como um todo, a garota não achou nenhuma desvantagem no plano. Adicione isso ao fato de que Sadie não tinha nenhuma carta extra na manga. Isso com certeza poderia ser um trunfo em algum momento durante o torneio.
–Ok. — Disse ela.
–Ok o que? — Perguntou Nico. Sadie teve que usar toda a sua força de vontade para não revirar os olhos naquele momento.
–Aceito sua proposta. — Disse ela estendendo uma mão para Nico. Ele, por sua vez, a apertou com um sorriso vitorioso nos lábios.
–Então precisamos de um sinal. — Disse ele ,com um ar pensativo, depois de alguns minutos.
–Como o que, por exemplo? — Perguntou Sadie.
–Eu ainda não sei... — Disse Nico, com o olhar focado na parede atrás de Sadie. A garota deduziu que ele provavelmente estava vasculhando sua mente, á procura de alguma coisa que pudesse ajudá-los. — Vou pensar em alguma coisa. Te aviso se achar algo.
Sadie concordou com a cabeça. O silêncio, de repente, pairou sobre a sala, que voltou a parecer macabra. Assim que o olhar de Sadie caiu sobre Nico, ela descobriu que o garoto olhava fixamente em seus olhos. Há quanto tempo ele estivera olhando, Sadie não saberia dizer. Encarando de volta com a mesma intensidade, ela se achou perdida nos olhos de Nico. Oh, lindos olhos, ela deveria dizer. Olhos negros e profundos, e próximos... próximos... muito próximos. Espere. O que?
Piscando forte, Sadie saiu de seus devaneios somente para perceber a proximidade de Nico. O garoto de alguma maneira, estava parado em frente a Sadie. Ele estava perto. Muito perto. Perto até demais. Agora ele estava se inclinando. Por que ele estava se inclinando? Oh, deuses!, Sadie pensou. Ele ia a beijar. Não havia duvidas nisso. Então por que ela não se mexia? Os pés de Sadie pareciam grudados no chão com cimento. Suas pernas pesadas demais para sair do lugar. Seu corpo estava paralisado. A única coisa que em que conseguia pensar era que, quanto mais ela tentava se afastar, mais ela percebia que queria aquilo.
Droga. Ele estava tão perto agora. Tão perto, que Sadie podia sentir sua respiração contra a dele. Ele estava quase lá, seus lábios quase se tocando. Bom, quase.
BANG.
Os dois pularam ao som do objeto caindo. Sadie suspirou, olhando para trás, já sabendo a causa do barulho. Como previsto, o quadro negro que antes pendia na parede, agora jazia no chão empoeirado. Droga, ela pensou, agora ela LITERALMENTE entendia a expressão 'O feitiço virou contra o feiticeiro'.
Com relutância, a garota virou-se para encarar Nico. Não foi a ideia mais brilhante que já teve, Sadie admitia. Ao encontrar o olhar de Nico, sentiu seu rosto arder ferozmente. O garoto não estava muito diferente: seu rosto estava vermelho como um pimentão e ele coçava a nuca com uma frequência absurdamente grande.
–Então... ãh... E-eu acho que já vou. — Gaguejou ele. E Sadie não achou isso uma gracinha. Claro que não. Pft!
Assim que Nico sumiu pelo batente da porta, Sadie suspirou. Que diabos tinha acontecido? Eles tinham mesmo feito o que Sadie achava que eles tinham acabado de fazer? (N/a: what)
Sadie tinha tantas perguntas na cabeça. Tantas dúvidas. Mas decidiu puxá-las para o fundo de seu cérebro, onde sabia que elas não incomodariam. Não que ela fosse ignorar o problema. Não. Ela só iria deixá-los lá por um tempo. Tempo o suficiente para descobrir se tudo isso não era mais do que uma simples aliança.
Notas finais
Anyway, gostaram da mudança nos p.o.v.'s? A partir de agora eu vou fazer a maioria dos capítulos desse jeito: com o ponto de vista de dois personagens. Assim o capítulo fica maior, menos cansativo e com mais conteúdo. YEAH O/
Mas chega de falar da fic, vamos falar da escola. Quem aí já voltou às aulas? Só sei que eu não. MUAHAHAHA CHUPA SOCIEDADE
Então, povo. Chegou a hora de falar de uma coisa séria: os reviews. Olhem, a fic chegou aos 30 leitores no capítulo passado. O que está me deixando muito chateada é que só seis pessoas estão deixando review. Tipo: seis pessoas realmente se importam se eu estou postando ou não. Pelo menos é assim que eu vejo. É chato pra caralho se cobrada pra postar os capítulos e não receber suporte de quem os lê. Então chegou a hora de ser filha da puta. Eu estou postando esse capítulo hoje, e só vou postar o próximo capítulo se este tiver 15 reviews. Nem precisa escrever um texto, só deixe sua opinião, sei lá, uma crítica. Qualquer coisa. Mas é isso aí. Eu sei que eu estou sendo uma vaca com quem deixa os reviews sempre, mas é que irrita isso da metade dos leitores não se manifestar.
Com isso, eu me vou daqui. Espero que tenham gostado do capítulo a propósito *w*
2 beijos!
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