Um Toque

13 Respostas


Notas iniciais
Grandinho? É por que talvez demore um pouco para o próximo.
No próximo capítulo eu avisarei todos quando lançar! xD

Nem o homem mais esperto do mundo terá todas as respostas; nem o maior gênio; ninguém. Ou, pelo menos, nenhum mortal. Mas, de certa forma, não é preciso saber todas as respostas. Apenas aquelas que mais interessam. E Domenick tinha as perguntas certas.

– Não se vire. Ninguém pode nos ver conversando. Disfarce – Disse o homem com uma voz de alguém que já está entrando na terceira idade. Alguém sábio.

– Quem é você? – Perguntou Domenick, sem se virar.

– Meu nome é Jerom. Eu lhe trago respostas, mas primeiro devo dizer que Asheley está segura. Mandei um dos meus.

– Um dos seus? Quantos vocês são?

– Depende a que se refere, Dom. Somos quatro ao todo. Juntos desde antes de Cristo. Mas um sempre mata os outros três. Eu e você fazemos parte desses três, e o homem que viu em sua casa...

– É quem mata os outros. Ou seja, nós.

– Exato, Dom. Desde muito tempo somos assim. Vivemos com o propósito da revolução e um de nós vive com o propósito da execução. Nossa própria execução.

– O que quer dizer com muito tempo?

– Acredita em reencarnação, Dom?

– Não.

– Acredita em Deus?

– De certa forma.

Jerom riu.

– Claro. A ciência torna Deus dispensável. – Disse em tom de ironia.

– Parece que já entende.

– Eu? Sim. Você ainda tem dúvidas da existência de Deus, isso já percebi. Mas o que você não sabe é que ele te deu algo. Algo que ele só deu para quatro pessoas no mundo. Algo especial.

– Um dom?

– Um dom, não. Outra coisa incomparavelmente melhor e mais especial.

– O quê?

– Eu te digo quando estivermos em um lugar menos movimentado. Siga o Aston Martin preto. Pegue sua moto. – Era um Aston Martin V8 Vantage S. Aparentemente é comum gostar de carros caros e de luxo. Um carro digno do James Bond. Domenick se perguntava se todos os quatro tinham essa “mania”.

Ele teve dúvidas de início, mas Jerom dizia proteger Asheley. E isso já bastava.

– Para onde vamos?

– Para um lugar seguro. Quando Asheley receber alta ela irá pra um hotel e nosso outro companheiro irá nos encontrar.

– Ela precisa...

Jerom o interrompeu.

– Ela precisa ficar longe de você... Pelo menos por enquanto. – Disse Jerom – Pegue a moto. – Ele deu um tempo – Consegue me acompanhar? Se quiser eu vou devagar.

– Se ainda tiver motivos para dizer isso quando a gente chegar, eu te dou a moto.

Domenick escutou uma risada e quando se sentou na moto pôde ver, pelo retrovisor, o carro saindo por trás. Ele o seguiu.

. . .

O assassino caminhava até recepção de um hospital de Nova York. “Asheley Benneg” disse para a recepcionista. Ela procurou no histórico. “Quarto 407” respondeu. O homem agradeceu e seguiu até a coordenada dada pela moça.

Diante do imenso corredor movimentado, o assassino foi passando pelos quartos gradualmente. 401, 402, 403, 404, 405, 406, 407! Lá estava. Com a porta somente encostada, o homem foi entrando de fininho e parou diante a sala.

Estava vazia.

Ele deu um soco na porta e soltou alguns palavrões.

Ele está com eles.

. . .

Eles chegaram. Quando Domenick percebeu o destino, fez questão de ultrapassar o Aston. Chegamos.

Era uma mansão imensa e com uma fachada antiga. A impressão para qualquer um era a de uma casa de um homem nobre. E um homem rico.

– Seja bem-vindo. A minha casa é sua também. – Disse, descendo do carro – Vamos entrar, agora a paciência é essencial para que as respostas se manifestem.

Jerom era um homem que aparentava ter uns 65 anos. Mas também transpassava resistência física. Seus cabelos eram brancos e ralos, sua pele um pouco morena e tinha olheiras de quem vira noites lendo. Acima de tudo, ele transmitia confiança.

Teria Jerom o mesmo dom de Domenick? Seriam os quatro iguais com informações diferentes, e o assassino só queria unificar esse conhecimento? Ou teriam habilidades diferentes? O que Deus deu pra ele? As perguntas eram muitas.

Domenick aguardou quase duas horas na casa, sem respostas. “As respostas virão quando Luke chegar” disse Jerom para ele quando as exigiu. De início, Domenick pensou que era uma metáfora sobre Luke Skywalker. Mas aparentemente, Luke era o nome do outro. O outro igual a eles.

A casa era imensa. A de Domenick era maior, mas essa era mobiliada. Contendo artefatos históricos raríssimos, como vasos, estátuas, quadros e outras obras de arte; via-se também uma parte voltada para o simbolismo maçom. Aparentemente, Jerom era maçom. Já esperado, analisando sua riqueza e busca pelo conhecimento. Provavelmente um maçom de último grau. Era notória também, a grande quantidade de livros raros e antigos de autores geniais que viveram em datas diferentes, até escrituras de antes de Cristo Domenick pôde ver. Claro que era um livro transcrito e não o original. Mas parecia muito antigo, mesmo assim.

– Ele chegou. – Anunciou Jerom.

Domenick deu um salto do sofá. Já não agüentava mais ficar sem respostas.

– Espero que ele me diga o que eu quero saber.

Jerom riu.

– Ele dirá bem mais do que você pode ouvir.

O homem entrou na sala. Na verdade, ele era novo, cerca de 27 anos; cabelo liso penteado para trás com um toque charmoso e olhos leves que não faziam muito esforço para olhar o ambiente a sua volta. Ele fixava os olhos em um lugar depois em outro, nunca correndo o olhar por volta. Sempre focando em algo, como se estivesse escutando algo distante. Ele usava um jeans e uma blusa sem manga com estampa do Linkin Park. E, apesar do bom visual, estava descalço. Os pés nus no assoalho.

– Dom, eu lhe apresento Luke, um bom rapaz, com certeza.

– Espero que me diga tudo que eu quero ouvir. – Disse Domenick.

– Não seja tolo, ele é mudo!

Luke apertou os lábios com um sorriso, enquanto Jerom dava tapas nas costas de Domenick. A vida tende a nos surpreender a cada página, neste lindo livro.

– Mas, enfim, agora posso lhe contar tudo que sei.

– Comece.

– Antes, eu devo dizer que é preciso ter fé em um ser superior.

– Eu irei decidir no que acreditar.

Jerom se sentou, acompanhado de Luke e Domenick os imitou. Todos ficaram próximos no sofá. Um diante do outro.

– O que há em comum entre Euclides de Alexandria, Eratóstenes e Arquimedes?´

– Os três viveram quase nos mesmos séculos. Exceto Euclides, os outros dois chegaram a compartilhar a mesma época. Todos antes de Cristo.

– E o que trouxeram para o mundo?

– Euclides é conhecido como o pai da geometria. Escreveu o mais importante livro sobre matemática além de livros sobre a óptica da visão e sobre astrologia, astronomia, música e mecânica, além de outros livros sobre matemática. Eratóstenes, era chamado pelos contemporâneos de "Beta" porque o consideravam o segundo melhor do mundo em vários aspectos. Foi um matemático, gramático, poeta, geógrafo, bibliotecário e astrônomo da Grécia Antiga. Escreveu várias obras, em destaque Astronomia e Sobre o libertar-se da dor. E Arquimedes, foi um matemático, físico, engenheiro, inventor, e astrônomo grego. Ele foi o fundador da hidrostática e da estática. Recentemente, foi provado que Arquimedes projetou máquinas capazes de levantar navios inimigos para fora da água e colocar navios em chamas usando um conjunto de espelhos que refletiam a luz do sol. Considerado o maior matemático de todos os tempos. Eu ficaria o dia inteiro falando dele, e não diria tudo. Os três revolucionaram...

– O mundo... Como eu havia dito. – Disse Jerom, Completando a frase de Domenick. – Agora, passando pra uma data mais recente. Qual a relação entre Mozart, Immanuel Kant e Isaac Newton?

Domenick estava começando a se asustar.

– A data. Todos compartilharam o século XVIII. A época do Iluminismo. A era da razão. Simplificando: Mozart revolucionou a música começando dos cinco anos de idade. Kant foi considerado o maior filósofo da era moderna, além de trabalhar com metafísica e epistemologia – A teoria do conhecimento –. Pode se dizer que ele entendia bem do entendimento humano. E Newton... Bem... É Newton. Ou melhor, Sir Isaac Newton. Mais reconhecido como físico e matemático, embora tenha sido também astrônomo, alquimista, filósofo natural e teólogo. Newton escreveu muitas obras que passaram a ser classificadas como estudos ocultos. Ele foi um gênio. Um dos maiores, senão, o maior.

Domenick já havia cansado de explicar. Era ele que queria uma explicação.

– Muito bem. Acho que você é a melhor pessoa para explicar isso. Eu devo lhe dizer uma coisa. Todos eles, e muitos outros, perdidos na história, tinham algo que os ajudaram a revolucionar o mundo que conhecemos. Todos eles, com uma coisa diferente. Todos eles... E nós... Com uma parte da anatomia divina. Uma parte do corpo de Deus.

Essas palavras começaram a pulsar na mente de Doemenick como nada antes. E parecia que iria ficar crava em sua mente por muitos anos.

Uma parte do corpo de Deus.

Por mais estranho que fosse ele sabia, durante todo tempo, quais partes ele herdara.

Eu tenho os olhos e as mãos de Deus!

Notas finais
Mande reviews! Pleeeeaaasssseeee!!!! Tenks. ;D
Ficou um pouco monótono?