Um Toque

4 Reencontrando um antigo amor


Notas iniciais
Desculpem a demora... ^^ O próximo capítulo vem em poucos dias, não acontecerá novamente... *-* Sorry.

Quando se vê uma pessoa que não via há muito tempo, a primeira coisa que emerge na mente é o nome. Mas diante de tamanha surpresa, eu não conseguia dizer o nome dela.

– Uau! Como você está? Você está ótimo! – Disse ela com um brilho no sorriso. Domenick tentava não olhar para os olhos, uma olhada e estaria hipnotizado com tamanha beleza e sedução.

Ela estava diferente, seu cabelo tingido de castanho escuro e claro e mais ondulado do que ele se lembrava, porém sedoso como sempre. De dar inveja em qualquer uma.

Domenick não conseguia pensar direito. Como isso tudo é possível? Depois de anos separados; de tê-la deixado para trás sem lhe prestar satisfação; tê-la prometido vê-la novamente; abandoná-la mesmo ainda amando-a, e lá estava ela, magnífica e sobre-humana, uma verdadeira deusa. E ele, um gênio que não achava palavras para falar.

– Sou eu, Asheley. – Disse ela diante de um ser paralisado.

Asheley. Eu me lembrava... – Pensou.

Há cinco meses, Domenick havia prometido para si mesmo não varrer todas as mentes para dá uma simples resposta. Ele queria ser mais ele, porém desde então, não houve muito o que se fazer com sua própria mente, ele dependia e vivia em função das outras, dos outros ele... Até agora.

Serei eu. Ela pode ser a única coisa que sobrou de mim, a única coisa que prove que eu existo. E a única pessoa que eu realmente amei. – Pensou.

– Asheley! Claro. Você está... Magnífica. O que faz aqui no Canadá?

Ridículo! Absolutamente ridículo! Tanta coisa para dizer e eu pergunto o que ela está fazendo aqui? Isso se faz quando quer dizer para a pessoa que ela não devia estar ali. Que tipo de idiota eu sou? – Pensou, indignado. – Pelo menos disse que ela está magnífica. E é verdade.

– Obrigada. Você também está ótimo! – Disse ela cumprimentando-o com um beijo no rosto. – Eu vim a trabalho, sabe? E você? Pelo que vejo se deu bem na vida.

Quando ela o beijou, Domenick se sentiu humano e desmerecido. Era bom de mais para ele. Ele se sentia mortal novamente. E isso era bom.

– Eu também vim a trabalho. – o que não é mentira, pensou. – Quer tomar um café? – Disse finalmente depois de minutos ali parado.

– Claro. Seria ótimo, estou morrendo de fome.

Os dois foram juntos para a lanchonete mais próxima. Sentaram numa mesa ao lado da janela, com vista para a rua e ao longe via-se também o Canal Rideau.

– Parece que temos muito papo para por em dia, não é? – Disse Domenick.

– Claro, quero saber de tudo depois daquele dia.

–Ah, aquele dia...

– Não se preocupe. Você era jovem, eu também. Coisas da adolescência. Eu fiquei magoada, claro. Você saiu sem dar muitas explicações, mas eu superei. Está tudo bem agora. – Disse ela com a voz cada vez mais trêmula, como se fosse lembrando daquele dia a cada palavra que dizia.

– Certo. Me desculpe de qualquer forma... Você disse que veio aqui a trabalho, em que você está trabalhando? – Perguntou, mudando de assunto.

– Ah, claro... Meu trabalho é saber das coisas. – Respondeu com uma voz mais alegre – Eu invisto na bolsa de valores e sou sócia de qualquer empresa que acho que poça ter algum futuro: hospitais, lojas de pequenos empreendedores, inovações do governo. Tudo que tem tudo para crescer, eu invisto. Um pouco de logística, marketing e principalmente ficar por dentro de tudo.

Domenick esperava que ela mandasse a pergunta de volta, mas pelo visto ela já sabia o que ele vinha fazendo. No último ano ele havia vendido nove pesquisas que haviam avançado a medicina e a física em décadas. Isso o rendeu alguns milhões de dólares e uma pequena fama que tentou apagar, mas apesar de todo seu esforço em não aparecer, alguém sempre publica algo.

– Sei...

– Eu soube que você também vem se dando bem. Faz pesquisas, estou certo?

– Veio me vigiando desde que nos separamos? – Disse ele em tom irônico.

– Claro que não... Um pouco. – Os dois riram juntos – Você chama atenção por trazer inovações em áreas diferentes.

– Parece estranho, não? – Perguntou, querendo ver qual seria sua resposta.

– Claro que não. Da Vince era polímata, estudava anatomia, astronomia, química, geometria, matemática, engenharia mecânica, óptica, física e muitas outras coisas. Você também é polímata, hoje em dia há poucos, mas Rui Barbosa, Thomas Jefferson, Benjamin Franklin e José Bonifácio foram polímatas e se deram bem, se é que me entende. – houve um sorriso no canto da boca e um olhar fatal, do qual Domenick se esquivou por um triz – Você é brilhante, não acredite se disserem o contrário.

– Obrigado.

– E, posso saber no que está trabalhando no momento? – Perguntou.

– Que tal, se eu te mostrar?

– Seria ótimo.

– Só me prometa que não contará para ninguém e eu te levo onde eu trabalho.

– A menos que esteja fazendo comunicação com aliens, de mim não sairá nada.

–Ótimo. Mas tenha em mente que você verá coisas que irá desejar que fossem aliens.

Notas finais
Se tem conta no site, mande reviews mesmo que diga apenas: "Bom" ou "ruim" *-* quanto mais pessoas eu vejo que estão lendo, mais eu me desempenho em fazer uma boa história... Não que eu já não me desempenhe... =D
Obrigado ;) Continue lendo.