Um Toque

1 PRÓLOGO


Notas iniciais
Leiam minha outra fic! xD

. . .

Foi em uma noite de verão, estava chovendo... Me lembro bem... Não poderia esquecer... Naquela noite além de descobrir o que posso fazer, eu dei meu primeiro beijo. E foi aí que tudo começou.

Eu estava em um beco escuro, com uma garota, não me lembro bem o nome dela, eu sei muitas coisas e não me lembro do nome de uma garota... Talvez fosse Alice, ou era Meg? Nem sei. Mas eu me lembro do olhar dela, ela tinha um olhar penetrante, sedutor, devorador e malicioso. Era minha primeira vez e eu estava nervoso. Quem não estaria? Mas sabia que tudo daria certo... de certa forma, eu estava errado.

Eu não sabia o que eu iria sentir, como seria e o que poderia vim depois. Eu só pensava em beijá-la. Talvez por isso não me lembro o nome da “sujeita”, eu só olhava para a boca dela, molhada pela água da chuva e desejava aquilo mais que tudo no momento.

– Está tudo ok? – ela perguntou.

– Claro. – Respondi olhando-a nos olhos.

– Você parece nervoso...

Eu a calei com o dedo. – Não diga nada... Só me beije. – Disse. E eu a beijei.

Me lembro que antes do beijo minha barriga doía, minha cabeça estava latejando e meu coração estava a 203bpm – batidas por minuto – ou estava parado, não sei dizer. Eu sentia coisas que nunca senti antes, eu estava suando no frio e na chuva e minha respiração podia ser ouvida através das batidas dos pingos. O corpo molhado dela contra o meu não ajudou muito. Apoiava minha mão no rosto dela, eu não fazia idéia onde devia colocar as mãos! Por fim, posso dizer que foi bom. Mas aí eu senti algo estranho (como se tudo isso fosse normal) algo ainda mais estranho, quero dizer... Senti meu sangue correr pelas veias a uma velocidade extrema; não senti o chão, sabia que estava pisando nele, mas não sentia. Comecei a sugar o ar pelo nariz e não conseguia expirar o ar de volta. Me senti como um andarilho morto de sede no deserto, que encontrou uma poça de água depois de dois dias sem beber nada, porém o oxigênio era minha água e eu não parava de beber. Foi aí que eu vi uma luz.

A luz saiu do nada, como se estivesse sendo projetada pela minha retina. E depois da luz, vieram as imagens.

Eu vi a vida da menina completa, desde a forma de espermatozóide, até aquele momento. Vi coisas que apenas ela sabia; coisas que nem ela lembrava; eu entendi o mundo da forma que ela entendia, porém sabendo que era a forma dela, não a minha. Mas não parou... Eu vi seu tipo sanguíneo, sua idade, li seu DNA como se ler um livro e pude ver doenças que ela terá, mesmo antes de se desenvolverem, estava lá, escrito no DNA. Na hora eu não sabia, mas hoje eu entendo tudo isso. Nem a medicina mais avançada consegue prever doenças hereditárias antes de serem desenvolvidas e eu vi da forma mais clara e penetrante possível. Aquele era o primeiro beijo dela também, sua mente fora duplicada e a cópia guardada em meu cérebro. Eu posso acessar quando quiser e bloquear se preferir. Mais ainda não lembro o nome dela! Que saco... Não irei acessar a memória, vou tentar lembrar sozinho. Era Carla! Não, não era. Que merda...

E foi assim que eu “absorvi” a mente da primeira pessoa. Depois vieram outras, eu comecei selecionar para não encher minha cabeça de mentes poluídas. Eu estava cursando vestibular e é claro, tirei de letra. “Li” as mentes dos professores, até mesmo daqueles que não me davam aula. Me tornei um gênio em poucos dias. Eu absorvo também as experiências, então posso dizer que já vivi 2.827 vezes. Esse foi o número de pessoas que “copiei” contando a... a sujeita-sem-nome. Maldito seja o nome! Mas eu vou lembrar.

Hoje, tenho 32 anos. Tenho graduação, e pós-graduação (Mestrado, doutorado...) em tudo quanto é merda! Fiz especialização em todas as áreas da medicina, tenho 64 engenharias, todas as ciências biológicas e humanas. Agora tá explicado minhas 2.827 vidas? Eu ainda não descobri a cura da AIDS, mas estou quase. Descobri como viver até os 122 anos de idade, mas a imortalidade vem ai. Também sei tudo sobre esporte; sei tocar 187 instrumentos musicais e falar mais línguas que o papa. Eu não procuro, vem junto.

Posso dizer também, sem muito orgulho, que senti a dor do parto umas cem vezes, tenho sorte em a maioria das mulheres geniais preferirem se manter solteiras, talvez nem tanta sorte assim, cem é um número alto quando se fala em parir. Às vezes eu acho que tenho uma vagina, é estranho, confesso.

Conheci muita gente e a cada uma que “conheço” vem também as que elas conheceram. Eu não sei como chamar isso, se é absorver, ler, copiar ou o que quer que seja; é a única coisa que não consigo entender: Eu. Sei que funciona se eu me concentrar enquanto toco alguém e que não funciona com animais ou máquinas, mas não posso dizer mais nada. Hoje eu descobri também que funciona com gente morta e é isso que estou preste a por em prática. Nem todos conhecem Thomas Stoltz, mas devem conhecer Albert Einstein. Thomas retirou o cérebro de Einstein e o dividiu em 240 seções e é atrás de uma delas que estou a procura, na verdade sei onde está, seria muito azarento se não soubesse, e depois que eu tocar um pedaço que seja, eu poderei terminar o trabalho dele. Entender o que nenhum homem jamais cogitou entender. Einstein sempre esteve séculos adiantado. Ele viverá em mim, junto com as outras 2.827 mentes. Eu me tornarei Deus; brincadeira, essa é a segunda coisa que não entendo: Deus. Tenho azar da maioria dos cientistas e gênios ser ateu. Mas vi coisas que não consigo explicar. Eu mesmo sou uma dessas “coisas”.

Agora, lá vou eu! Em direção ao cérebro de Einstein. Espero que valha a pena. Se funcionar com pessoas que morreram há anos, minha próxima parada será o Egito. Eu sei, eu sou perfeito. Ou não seria eu? E sim as 2.827 pessoas. Talvez por isso o número de pessoas nunca saiu de minha mente. É tudo que eu sou. Um número. 2.827. Quem se importa? Eu estou bem assim. Muitos dessas 2.827 se matariam para saber o tanto que eu sei; milhões de pessoas se matariam para saber o que eu sei. Mas no momento não penso muito nisso, eu tento pensar um pouco com minha própria mente de uns tempos pra cá. Um dia eu me revelo ao mundo e mudo-o da melhor forma, mas, por enquanto, minha próxima vida é a de Albert Einstein.

. . .

Domenick acabara de descer do jato particular em Hamilton, Canadá. Ele mesmo pilotara o seu próprio jato. A conseqüência de ser um mega gênio é o dinheiro.

Magda! Não, não era Magda... Sou péssimo com nomes. – Pensou – Maldição!

Notas finais
Mande reviews! xD