Notas iniciais
Olá! *-*
ainda tem alguém aí? =D
Bem, já foram 17 capítulos, 19608 palavras,e não é aqui que iremos parar. :P
Começamos em 26/10/2011 e a última postagem foi em 23/02/2012 =D a 4 meses xD (sim, eu tenho vergonha disso)
Mas se comecei, terminarei mesmo que ninguém leia o final.
Kmon! Let's go!
PS: Se alguém ainda for ler esse fim, releia uns 3 capítulos para relembrar onde paramos.

Hugo estava caído. Imóvel. Sangrando no chão frio e sem vida. Domenick mergulhado em perguntas. Se houvesse cometido um erro, atirar em Luke não teria sido uma boa ideia. Sua dúvida não demoraria muito, pois diante dele havia a outra peça que faltava para seu quebra-cabeça. A peça que buscou durante a maior parte de sua vida... A resposta.

A resposta, ou melhor, as respostas, faziam parte de um enigma que Domenick tentou desvendar desde que descobriu do que era capaz. Os “porquê?”, os “como?”, os “para quê?”. Essas eram as peças que ele tinha em mãos. Perguntas. E essas perguntas só faziam gerar mais perguntas, mais dúvidas e mais dor. Ser diferente sem saber o porquê, o pra quê. Era como ter vida sem saber viver.

Existe uma história. Uma história que conta a vida de um cego. Humilde. Solitário. Um cego sem nada, apenas uma casa em terras vazias, limpas de pessoas. Tudo que esse cego tinha é um quadro. Um quadro que foi deixado para ele de herança numa casa. Ele não sabe o que havia pintado no quadro. Não conhecia outras pessoas, ele era sozinho, tudo que tinha era o quadro. Ele sentia a moldura, as bordas, a superfície das cores, mas que cores? Não sabia; não tinha como saber. Tudo que ele sabia é que tinha um quadro, e pedia a Deus todos os dias para que o quadro não estivesse em branco, pois mesmo sem enxergar, ele sentia que alguém, um dia, iria lhe dizer como é a imagem pintada no quadro. Seria uma mulher de olhos marcantes? Uma paisagem cheia de enigmas? Seria a imagem de uma cena notável da história? Fosse o que fosse, ele queria saber para qual imagem ele passou a vida compartilhando momentos. Momentos humildes, mas sinceros.

A vida de Domenick era como a do cego da história. Vivia com algo que não podia explicar, descrever, ou até mesmo entender. Mas esperava que um dia alguém o dissesse o que estva pintado em seu destino.

Desde o início, sua vida se tornara um quebra-cabeça de peças irregulares, todas iguais, e ao mesmo tempo, diferentes. Não precisava por Asheley em mais perigo, não precisava do uso da força. Um toque e tudo se encaixaria como mágica. Um toque em Hugo ou em Luke, e pronto. Game over. Já teria a resposta. O quebra-cabeça estaria pronto.

Domenick tinha tudo que queria caído a seus pés. Hugo tinha a resposta.

Enquanto se curvava para obter as respostas, Domenick se sentiu estranho. De alguma forma ele se sentia mais formado; mais preparado; mais completo.

“Agora eu sou mais que um homem... Eu carrego em minhas mãos o que nenhum outro homem consegue ver. Eu carrego a revolução.”

Delicadamente Domenick pôs sua mão direita no rosto de Hugo e, em baixo tom, com uma voz leve que fluía pelo ambiente sem vida, ele disse:

– Diante de meus olhos eu lhe estendo a mão e divido com você suas alegrias, sabedoria, paixões, sonhos, desejos, crenças, pesadelos, dores, amarguras, e o sofrimento que você guarda no fundo de sua alma. Tudo que há de valor, e o que é irrelevante, eu agora lhe ajudo a carregar.

Aos poucos os olhos de Domenick começaram a batizar cores diferentes. Super-novas em miniatura brilhavam suas íris mudando-as de cor e forma. Era um momento de revelação e Domenick não queria perder nenhum detalhe, nem o mais profundo, nem aquele escondido atrás das maiores mentiras. Nada lhe escapava. De sua forma primitiva até aquele momento, a história de Hugo era contada. Mais uma vida era acoplada a de Domenick. Um antigo número recebe uma modificação.

Eu deixo de ser 2.827 e me torno 2.828.

Domenick se tornava mais completo e mais divino.

Eu não sou mais uma só parte do todo. – Pensou ele – Eu sou a parte que faltava. Agora me torno completo. Minha apoteose está completa.

Domenick se gracejava com seus poderes e com a história de Hugo que agora era sua história. Mas seu momento de epifania durou pouco e foi interrompido por uma voz bem conhecida.

– Parabéns, Dom. – Disse Jerom aparecendo no fim da escada.

– Eles estão mortos. – Disse Domenick sem se virar.

– Eu sei. – Respondeu Jerom – E daqui uns instantes você também estará.

Um click de uma arma destravando dava razão às palavras soltas de Jerom.

– Todo esse show para você ter que sujar suas mãos no fim? – Perguntou Domenick se virando, encarando Jerom nos olhos.

– Só você poderia matar Hugo. – Disse Jerom andando em passos curtos – E eu sabia que Luke não sobreviveria nesse fogo cruzado. Por fim, eu só tenho que matar você.

– Sim. – Disse Domenick – E aqui está você, para terminar o que começou.

– Tudo para impedir a revolução.

– Você nunca entendeu, Jerom. – Disse Domenick – A evolução é necessária.

– A evolução causa o caos!

– Não existe o caos. – Explica Domenick – Tudo tem uma ordem. Nada é aleatório.

– Que ordem? – Jerom gritava ainda com arma em punho – Que ordem você ver no mundo? Que ordem que há nos tempos de hoje? São todos um bando de loucos, cada um brincando de ser Deus; cada um desrespeitando o poder que possuem e destruindo o próprio mundo. A criação mor.

– Criar – Disse Domenick controlando o tom de voz tão bem que se surpreendeu – nunca será sinônimo de destruição.

– Você sabe do que estou falando.

– As protociências. – Respondeu – Sim eu sei.

– Eu sei que você trará dezenas delas à tona. – Disse Jerom – Destruirá as barreiras do limite humano. Criogenia, Lexico-estatísticas, Memética, Gravitação quântica, Teoria da Grande Unificação, Teoria da Membrana. Através delas, o homem destruirá tudo.

– Vivemos em base das protociências do passado. – Explicava Domenick caminhando lentamente até Jerom – O homem nunca será Deus.

– Para que se tornem Deus, eles precisam apenas saber que é possível. – Jerom seguia caminhando ao lado do sangue de Luke, e parou. – Eu não deixarei que diga a eles.

– Lamento Jerom. – Domenick parou de se mover – Acabar comigo não impedirá a revolução. Virão outros e cedo ou tarde, irá acontecer. Não dá para evitar a revolução. Porque o mundo se move e o que move muda. O minuto seguinte nunca será igual aos infinitos minutos anteriores. O mundo muda e eu farei que mude para melhor. Entenda isso.

Jerom soltou uma risada irônica.

– Dom... – Disse Jerom – Você tem milhares de pessoas dentro de você, acha que elas não terão influencia nenhuma sobre você? Acha que as opiniões delas não irão interferir em seu julgamento? A sede de saber virá. E as milhares de mentes em você pedirão mais e mais! Mais conhecimento, mais opiniões, mais experiência... No momento em que você absorveu a primeira mente, você deixou de ser você. Você não está livre do pecado.

Domenick estava uns cinco metros de distancia de Jerom que segurava uma arma apontada para o peito nu de Domenick. Era o fim.

Uma voz veio descendo as escadas que, conforme se mostrava visível, fazia Domenick entrar em desespero e pânico.

– Largue a arma! – Gritou Asheley se materializando no fim da escada. – Largue ou eu atiro!

Domenick viu Asheley com uma arma em mãos, mas não contou isso como uma salvação. Ao contrário. Agora ele e Asheley dividiam o mesmo destino.

Ambos morreriam.

Notas finais
OI de novo...
Ontem eu assistir o 1º episódio da série "Touch" e recomendo... Só pra falar... Bjs e Bye. ;)