Um Sonho a Dois - Primeira Temporada
2 Capítulo 2
Victor
Subi no palco fazendo os arranjos de borboletas. Logo atrás,vinha o Leo,ainda terminando de ajeitar o retorno. O show seguiu como de costume. Pelo que pudia ver,mais de 2000 mil pessoas estavam ali acompanhando nossas músicas. Enquanto tocávamos a música “Lado Errado”, vi Raul e mais uma garota no canto do palco. Ele apontou pra ela e eu correspondi com um “ok” e voltando a me concentrar no show.
— Raul escolheu bem a fotógrafa hein? Assim eu não me concentro no show. — Pensei e depois ri.
Uns minutos depois, vi a Claudia chegando e se sentando em uma das mesas. Ela acenou pra mim e eu correspondi balançando a cabeça. Mas o que eu não conseguia deixar de fazer era de olhar pra aquela garota-fotógrafa,que em alguns momentos esquecia do que estava fazendo e entrava no clima do show. Eu ria sozinho vendo aquilo tudo.
O show chegou ao fim e fomos pro camarim. Lá,trocamos de camisa e fomos atender o pessoal. Da porta de entrada,pude ver o Raul conversando com a garota. Senti que perdi meu foco quando olhava pra ela,sei lá. Terminamos de atender os fãs e a Claudia entrou no camarim. Ela ficou ali conversando com o Leo. De repente,Raul entra com a garota.Um sorriso automático se formou em meu rosto.No que eles entraram,Claudia saiu reclamando que estava passando mal.
— Victor,Leo… Essa é a Érica. Ela que salvou meu trabalho hoje. — Raul riu.
— Opa,como vai,linda? — Leo perguntou,abraçando-a.
— Estou bem. — Ela respondeu,limpando uma lágrima que caia no rosto.
— Ela é fã de vocês. — Raul cochichou no meu ouvido.
— Olá Érica. — a abracei. — Obrigado pelas fotos do show de hoje.
— Por nada. — Ela agradeceu. — Sou muito fã de vocês,eu amo vocês. — Ela parecia ter perdido o controle nas palavras,mas se manteve firme sorrindo.
— Obrigado pelo carinho. — Leo a abraçou.
— Espero te ver em breve. — Eu sorri.
— Eu também. — Ela correspondeu ao sorriso.
Tiramos algumas fotos. A abracei forte antes dela ir e lhe entreguei uma palheta minha.
— Pra mim? — Ela perguntou,arregalando os olhos e levando a mão a boca.
— Sim. Uma lembrança minha pra você. — Pisquei.
— Nossa. Obrigada,Obrigada. — Ela me abraçou.
— Não precisa agradecer
Ela sorriu. Num impulso automático,lhe pedi seu telefone. Ela estranhou,mas mesmo assim passou. Também passei o meu pra ela.
— Érica,mais uma vez,obrigado. — Leo agradeceu.
— Por nada.
Ela saiu com o Raul. Dei um longo suspiro e depois sorri de lado. Terminei de acertar umas coisas com o Leo,esperamos o pessoal desmontar as coisas do palco e fomos de volta ao hotel.
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Érica
Sai do camarim com o Raul com o coração na boca e a cabeça ao vento.
— Raulzinho,obrigada,de verdade. — O abracei. — Não sei como te agradecer por essa oportunidade.
— Mas eu sei. — Ele segurou meu rosto e me beijou.
— Opa… — me desvincilhei dele.
— Tá.Desculpa.
— Vou pra casa. — Dei um beijo em seu rosto. — E mais uma vez.obrigada. Você não sabe como isso foi importante pra mim.
— Não precisa agradecer. — Ele piscou.
Fui em direção ao meu carro e dali fui pra minha casa.
Já eram quase duas da manhã quando cheguei em casa. Dei de cara com o Edu roncando no sofá.
— Acorda. — Dei uns beliscões nele.
— Ah,menina,isso é hora de chegar?
— O show só acabou agora. — Me sentei do lado dele.
— E como foi?
— Ai,foi perfeito. As fotos ficaram ótimas e eu ainda conheci os meus lindos no camarim.
— E pegou o Vitão? — Ele perguntou,me fazendo cócegas.
— Deixa de ser besta,claro que não. Ele namora. Mas,em compensação,trocamos telefones. — Disse,mostrando o número no visor do meu celular.
— E tu acha que o cara vai ligar pra você?
— Não começa,Edu.
— Não começa você. Eu quero seu bem e isso não inclui te ver plantada na frente de um telefone esperando a ligação de um cara que nem deve lembrar mais do seu nome.
Peguei meu equipamento e fui pro meu quarto,chorando. Eduardo era dois anos mais velho que eu,mas se preocupava comigo como um pai. Ele era assim desde que nossos pais resolveram ir morar no exterior e nós fomos viver nossa vida em SP,largando nossos amigos e parentes em Minas Gerais. Eu nunca dava trela pro que ele dizia em relação ao meu amor por Victor e Leo,mas naquela vez foi diferente. Por mais que aquelas palavras tivessem vindo dentro de mim como uma faca cortando tudo,algo dentro de mim dizia pra mim não deixar de acreditar.
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