Um Sonho Real

6 Capítulo 6 - Vou atrás de uma certa amizade


Notas iniciais
Para as meninas: imaginem o Junior parecido com o Zero de Vampire Knight *-* Ah! Eu acho que não mencionei no decorrer da história como a Natasha é fisicamente, mas ela é mais ou menos assim: Cabelo castanho claro quase louro, não muito longo, mais ou menos um pouco abaixo do ombro, franjinha reta, baixinha, branquinha, usa óculos, tem olhos castanhos cor de mel e costuma a prender o cabelo quase sempre do mesmo jeito, mais ou menos como a shizuru do Tonari no Kaibutsu-kun.

– Ser a manipuladora dele? Ele não tem manipulador?

– Ele já tentou antes, mas não deu muito certo. Mesmo que fossem compatíveis eles entravam em conflito e não conseguiam mais combinar as ondas de alma.

– Eles brigavam?

– Sim. Por causa da personalidade dele.

– O senhor acha que pode dar certo comigo?

– Desde que tenha a mínima possibilidade é bom tentar. – ele se ajeitou no sofá – Sabe, quando comecei a te observar eu achei que pudesse ser uma boa idéia, mas nesse último mês eu comecei a ter um pouco de certeza. O maior problema é a personalidade dele, mas se você puder conversar com ele talvez você conseguisse se aproximar dele. Isso seria ótimo. Ele não só precisa de um manipulador, mas também de amigos.

Ele tinha uma expressão de preocupação. Senti-me tocada pela história e fiquei curiosa em conhecer melhor Junior. Acho que nunca me aproximei de pessoas como ele. Por ser um pouco tímida, me sentiria estranha se eu insistisse em falar com alguém que não quer falar comigo.

– Eu aceito. Eu irei me aproximar e prometo que não desistirei fácil. – dei um grande sorriso – Serei manipuladora e amiga dele. Pode contar comigo.

– Obrigado.

Então eu passei a visitar a casa do professor. Mary me convidava para jantar, mas Junior parecia não gostar muito da idéia. Até que finalmente começou o novo semestre na Shibusen e eu comecei a frequentar como estudante. Confesso que fiquei bastante nervosa. Mas a maioria das pessoas foi amigável e também tinha Lucy para me fazer companhia, ela me contou que era uma arma e me apresentou sua parceira. Passei os primeiros dias sem ver o Junior por lá, pensei até que ele estava fugindo. Ele estava numa turma intermediária. Pelo tempo que ele estava estudando lá já era para estar na avançada, mas já que não tinha um manipulador era melhor continuar na intermediária. Finalmente o encontrei, um dia após a aula quando eu estava voltando para casa. Gritei seu nome e ele ignorou, chamei ele mais uma vez e corri até ele.

– Finalmente te achei. Está fugindo de mim?

– Sim. – ele respondeu sem desviar o olhar do caminho

– Nossa! Você é tão direto...

É verdade, ele normalmente se mantinha longe, mas quando eu me aproximava ou fazia uma pergunta simples ele respondia como se não tivesse nada a esconder. É estranho por que não dava para saber se ele gostava ou não da minha companhia.

– Você está indo para onde? – perguntei enquanto andávamos

– Para casa.

– Mas o caminho não é pelo outro lado?

– Sim. Vou passar na loja de doces primeiro.

– Você gosta de doces?

– Sim.

– Posso ir com você?

– Não.

– Por quê? – fiz uma carinha de pidona e ele olhou para mim, mas logo voltou a olhar para a estrada

– Por que não quero que você vá.

– Por que não?

– Minha vez de fazer uma pergunta: Por que você não cuida da própria vida? – ele parou de andar e me encarou com uma expressão de raiva e eu parei também

– Des...

– Tanto faz. – ele me interrompeu antes que eu pudesse me desculpar – Só tenta ficar longe e não me perturbar mais.

Então ele saiu andando e eu fiquei parada e confusa. Depois disso qualquer um poderia simplesmente deixar pra lá e não insistir mais. Foi isso que senti vontade de fazer, mas eu fizera uma promessa. Eu não podia desapontar a Mary e muito menos o professor Stein.

– Junior! – eu gritei – Eu não vou desistir!

Todos na rua olharam, mas logo voltaram a fazer o que estavam fazendo. Junior parou por alguns segundos, ele não olhou para trás, apenas voltou a andar e foi embora. Na hora eu fiquei um pouco triste e desanimada, mas logo me recuperei. Afinal até conseguir cumprir minha promessa eu ficaria sem uma arma e só iria atrás de outra se realmente não desse certo com o Junior.

Fora toda essa história com o Junior eu estava feliz. Eu tinha Maka e Lucy como amigas, na verdade Maka era mais como uma tia bem próxima, mas ainda sim uma amiga, apesar da diferença de idade. Tive Soul me treinando fisicamente antes e até mesmo um pouco depois de entrar na Shibusen. Kid como um tipo de Deus e diretor da Shibusen. Liz e Patty como coordenadoras junto com Stein, mas Stein ainda dava algumas aulas também. Mary só recentemente tinha voltado a dar aulas também. Ela tinha parado para cuidar de Junior, inclusive também tinha parado de fazer missões. Enfim, eu tinha meus ídolos perto de mim, principalmente o professor Stein. Desde que eu comecei a ler o mangá eu simpatizei com esse personagem, quer dizer, com ele. Uma pessoa que praticamente chegou ao fundo do poço e não só saiu quanto usou sua fraqueza para ficar mais forte, de certa forma. Então ele se tornou meu personagem preferido, era Stein pra cá e Stein pra lá. Conhecer ele pessoalmente foi maravilhoso.

Notas finais
Para o próximo capítulo: Natasha passa um dia com Lucy.