Um Sentimento complicado
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Notas iniciais
“Diga-me o que você quer ouvir
Algo que agradará aos seus ouvidos
Cansado de todos as falsidades
Então vou entregar todos os meus segredos
Desta vez
Não preciso de uma fala perfeita
Não importa se as críticas furam a fila
Eu vou revelar todos os meus segredos” (Secrets-OneRepublic)
P.V.O Ally
–Ally como você cresceu! –Falou meu pai ou “o estranho que havia me gerado” como eu preferia dizer, com um expressão surpresa em sua face e ao que parece seu rosto mudou de feição ao notar o estado que eu já me encontrava. –Mas porque você está chorando minha filha?
–O porquê? –Perguntei ironicamente e irritada, como ele poderia ser cínico ao ponto de não saber o porquê, juntei um pouco mais da minha raiva e ironia e respondi. –Porque você é um cara que gera uma filha e á esquece depois da separação, e para mim te ver novamente totalmente desnecessário.
–Como você pode dizer isso filha? –Perguntou ele abalado talvez pelo o que eu falei, era possível nitidamente ver que ele se sentiu atingido ou até indignado mas para isso pouco importava, essa era verdade entalada na garganta por anos e essa briga já tinha sido imaginada por mim muitas vezes e eu não sabia ao certo o que fazer agora mas eu tinha que gritar o que eu sentia.
–Por favor você não é inocente ou você realmente acha que é normal larga uma filha por mais de três anos e não considerar isso largar ou esquece, não tente mostrar inocência eu não sou idiota. –Eu falei primeiro usando uma risadinha debochada e completando minha fala sarcástica, eu estava farta de tanto ele como minha mãe acharem que eu sou idiota ao ponto de considerar normal essa situação e ele nunca me deu motivos para se afastar.
–Mas eu não larguei você Allycia você sabe que eu sempre ligava para sua mãe para perguntar como você estava, eu sempre tentei te enviar tudo aquilo do que você precisava. –Falou ele de maneira severa para mim e eu só conseguia me senti cada vez mais indignada com toda essa história, o único som emitido por mim naquele momento foi do riso puramente debochado.
–Oh claro as ligações toda semana para perguntar se eu estava viva e que no caso foi diminuindo para todo mês até você nem ligar mais, e a claro tudo o que eu precisava eram coisas materiais né? Porque uma criança nunca precisaria de amor ou afeto do pai. –Falei em falsa concordância apenas agindo como se estivesse acabado de escutar a melhor piada no mundo, mas não era isso o que ele considerava cuidar de mim uma verdadeira piada.
–Allycia eu sei que posso ter errado muito mas se eu não me importasse com você eu não haveria dado a ideia de você passar esse ano comigo a sua mãe, eu sou seu pai eu sempre irei te amar mesmo de longe e não entendo como uma garotinha tão doce...-Ele falou revelando para mim algo que eu não sabia, então foi por isso que eu voltei por um pedido dele mas o porquê ele veio pedi isso depois de tantos anos? Mais mistérios ótimo eu já não estava com muitos a resolver não é? O cortei sabendo o que ele iria falar.
–Virou essa garota revoltada, rebelde, grossa, sem coração...-Falei com indiferença já conhecendo um pouco deste texto claro todo mundo achava isso, até minha mãe me perguntava o porquê de ter virado essa revoltada e muitas das vezes eu respondia que era culpa dela e do estranho que havia me gerado mesmo sabendo que havia motivos muito maiores e talvez até distantes para culpar só eles.
–Não era isso Ally, era magoada, uma garota magoada. Eu sei que sou culpado por isso e eu só queria o seu perdão filha somente isso e eu acho que esse ano pode ajudar a nos reaproximar. –Falava ele docemente tentando vim talvez me abraçar, eu não acreditava que depois de todos esses anos ele queria só agora minhas desculpas ou apenas tentar se aproximar e tudo aquilo era de mais para mim digerir de uma vez só.
–Você não acha que é tarde demais para querer se desculpar? você não acha que a situação é inconveniente para você querer voltar a saber como um pai age? Entenda você não pode voltar no passado, você não pode apagar o seus erros e não pode querer achar que só porque você decidiu agora perceber que estava errado que eu vou simplesmente esquecer tudo e te tratar como uma filhinha obediente. –Falei secamente a ele, eu estava farta dessa briga e não estava em condições nenhuma de entender tudo o que acontecia ao meu redor e eu não queria tentar consertar todos os erros passados de uma vez.
Ele se calou com isso parecia incerto a falar qualquer coisa o que foi bom para mim, assim continue meu trajeto até meu quarto só que dessa vez mais rápido eu só queria me jogar na cama e chorar. Depois do que pareceu uma hora ou talvez duas alguém bateu no meu quarto e se talvez fosse me pai de novo eu mandaria ele se ferrar ou apenas iria o ignorar, porque o momento ao pé da escada já havia bastado para mim por esse dia.
–Vai se ferrar. –Berrei irritada e continuando com meu rosto enterrado ao travesseiro eu só queria passar o dia todo no meu quarto me lamentando por essa droga de vida.
–Ally sou eu. –Falou Dallas do outro lado da porta um tanto preocupado pelo o que eu poderia perceber, eu não queria falar com ninguém e muito menos que ele me visse chorando novamente por meus problemas eu sabia o que ele pensava e eu sabia o que todo mundo pensava que eu era apenas uma garota mimada, talvez eu exagerasse em tudo o que eu sentia mas dane-se.
–Vai para inferno e me deixa em paz. –Berrei mais uma vez irritada e com isso eu esperava que ele realmente desistisse de tentar falar comigo, pelo ou menos era o que todo mundo fazia.
–Desculpa minha querida mas eu sou a santidade em pessoa, olha se você tiver pelada se cobre estou entrando ai. –Falou o idiota do meu primo não fazendo aquilo que eu queria que ele visse, que grande novidade revirei os olhos com este pensamento.
–Fala logo o que você quer e vai embora. –Falei ainda irritada e com a cabeça enfiada no travesseiro e então ouvir os passos do meu primo retardado se aproximando da minha cama e depois senti ele sentando na mesma.
–Calma estressada eu só quero conversar. –Falou se defendendo e então eu levantei a cabeça para encarar o retardado e ele não pareceu surpreso a minha cara enxada de choro.
–O que você teria para falar comigo? –De cara fechada eu perguntei e eu estava um pouco curiosa sobre o que ele queria falar comigo, porque não era sempre que eu tinha papos que não fosse só xingamentos e implicâncias com o Dallas.
–Ally é sobre seu pai...-Falou ele soltando um suspiro mas eu não deixei ele concluir sua fala porque só em saber que era sobre isso eu não queria nem ouvir.
–Se é sobre meu pai poupe me mas eu não quero saber, se for só isso tchau. –Falei indiferente e tentando fazer com que ele fosse embora não queria gente se intrometendo na minha vida.
–Ally por favor eu quero ajudar você a se entender com seu pai, olha eu falei com ele e...-Falou ele sem dar importância ao fato de eu ter expulsado ou tentado do meu quarto, mas que droga desde de quando meu pai e Dallas são próximos para ficarem conversando sobre isso.
–Não me importa o que você falou com ele e como você iria me ajudar você é incapaz de saber o que eu sinto. –Falei ironicamente mas em seguida me arrependendo pelo o que eu disse Dallas entendia muito melhor do que era ser abandonado do que eu, e francamente eu só falo besteira droga.
–Ally como você pode falar isso? Você sabe que eu sei muito melhor sobre o que você possivelmente está sentindo, porque você pode ter ficado sem seu pai por três ano mas eu Ally eu nunca tive nem um pai e você está tendo a oportunidade de ter e concertar as coisas mas está sendo infantil ao ponto de não superar isso. –Falou meu primo visivelmente irritado e chateado pelo o que eu falei.
Dallas nunca teve um pai minha tia tinha sido abandonada ainda gravida pelo pai de Dallas e ela sempre foi muito apegada a ele e ele com ela, e eu me lembro de algumas vezes sentir Dallas incomodado quando falavam sobre essa tal presença paterna e ele sempre superou muito bem isso ou pelo ou menos parentava superar. Mas eu sou estupida a achar que ele não me entendia, na verdade eu era que não poderia ser capaz de entende-lo eu poderia ter essa ausência a três anos mas eu já havia tido um pai de verdade por algum tempo mas meu primo nunca soube de verdade o que era isso e eu até entendia o fato dele achar que eu deveria dar uma chance ao meu pai mas era complicado.
–Olha Dallas me desculpe okay? Eu sei que você possivelmente me entende eu só falo besteiras, mas eu não consigo olhar para aquele homem e não me sentir magoada e eu sei que posso está errada mas não é fácil superar. –Falei calmamente tentando reparar meu erro, talvez eu esteja expondo meus sentimentos coisas que eu não gosto de fazer mas eu me sinto frustrada com isso tudo eu não consigo mais simplesmente não demostrar o que eu sinto em relação a isso.
–Olha Ally eu sei que parece complicado para você tudo isso mas para o seu pai também, Ally todos nós erramos, todos nós somos idiotas em alguma parte da nossa vida, mas o que nos torna diferente e melhores são quando reconhecemos os nossos erros e tentamos repará-los e eu sei que seu pai pode ter errado muito com você mas ele está tentando concertar as coisas e nunca se é tarde para tentar uma nova chance basta querer. –Falou meu primo idiota mas que agora parecia a pessoa mais sabia do mundo, se eu estava assustada que mesmo sendo um cretino a maior parte do tempo ainda existia esse lado maduro nele? Sim isso era assustador e muito legal ao mesmo tempo.
–Eu esperava ouvir conselhos como esse de qualquer pessoa até mesmo de um mendigo menos de um cara que tem esse cabelo lambido, senhor eu o fim dos tempos mesmo Dallas Centineo dando conselhos bons e nada malucos. –Falei exageradamente exasperada, mas qual é até agora eu não estou crendo que realmente estamos tendo esse papo.
–Valeu perua descabelada pela parte que me toca, mas sim minha querida eu sou lindo, gostoso, divo, e uma pessoa totalmente sabia. Mas eu quero que realmente você tenha entendido o que eu falei e eu não te peço que der uma chance tão fácil assim para o seu pai mas que pelo ou menos tente, a vida é muito curta para ficar vivendo o passado. –Falou ele metido como sempre e depois me passando mais um conselho que sinceramente eu sabia que talvez fosse certo mas que eu não achava muito viável que acontecesse.
–Okay seu monge eu vou tentar seguir seu conselho, mas poxa ainda não acredito que você mesmo que deu. Sabe Dallas até que para um cretino você até é bem legal. –Falei rindo era bom ver que talvez eu não conhecesse o suficiente as pessoas ao meu redor, e ver alguém se preocupando comigo era muito bom. Em todos esses anos eu nunca pude perceber que talvez nem todos mundo era ruim como eu sempre pensei.
–Minha querida você não sabe de nada eu sou uma ótima pessoa, você que é perua demais para perceber o a beleza interior do seu primo divo aqui. –Falou o idiota rindo também, mas é claro ele nunca perde a oportunidade de ser metido. Revirei os olhos com essa humildade toda em pessoa pois é sintam a ironia.
–Claro meu querido se é difícil ver a exterior imagina a interior e anda logo vazando do meu quarto que eu quero dormi. –Falei empurrando ele enquanto maluco protestava que ele era o ser mais lindo que já existiu e nem precisa falar o quanto eu revirei os olhos. Ele disse se alto titulando conselheiro particular que sempre que precisasse ele estava disponível e eu de certa forma agradeci e pela primeira vez na vida eu tinha alguém a quem recorrer.
Depois disso me deitei naquela cama pensando em tudo que meu primo falou sobre erros aquilo poderia se aplicar tanto a situação da escada como a da escola? Será que era certo eu me permitir uma chance de tentar dar outra oportunidade a uma pessoa? Será que como agora as pessoas eram bem diferentes daquilo que eu pensava? Amanhã era um novo dia e com tanta coisa acontecendo eu nem sabia o que esperar.
.....
Acordei de manhã com o despertador tocando alto a música “Secrets” da minha amada OneRepublic nossa como eu amava essa música, mas enfim isso é irrelevante quando eu tenho que acordar cedo para ir à essa merda de “escoferno” e sim eu falo isso é como uma junção de escola com inferno o que caia bem para Marino High School, mesmo que eu quisesse passar horas ainda deitada na minha cama de casal enquanto escutava minha música e xingava a “escoferno” eu não poderia porque tinha que ir para essa bendita e não poderia também me atrasar mas que droga.
Enfim depois desse momento de enrolação mental eu me levantei que nem um zumbi eu fui tomar um banho, ao sentir a água fria cair sobre minha pele e cabelos senti até um arrepio bom que me manteve mais ativa mas mesmo assim também me veio lembranças de ontem da briga que tive com o “cara que doou espermas para me fazer” como eu preferia chamar acho que se torna melhor do que pai, enfim eu lembrei de tudo aquilo que aconteceu e eu ainda não digeri todas as palavras de ontem.
Eu queria deixar tudo isso para lá um pouco e torcer para não dar de cara com doador de espermas tão cedo e então com esses pensamentos sair do chuveiro e fui procurar uma roupa descente para vestir, optei por uma saia preta rasgada e uma blusa da The Pretty Reckless que eu amava e pus minha meia também rasgada com meu all star bota, pois é eu sempre gostei desse estilo roqueiro mas era difícil eu usar na minha antiga vida porque sempre eu tinha que está com a roupa certa por ser modelo mais conhecida de Paris e na verdade isso era muito chato.
Corri descendo as escadas para tomar apenas um suco com torradas e praticamente voando para a escola e por incrível que pareça a casa estava calma, assim que eu ia abrir a geladeira me deparei com dois bilhetes o primeiro dizia: “Filha vou viajar por uma semana para resolver alguns negócios da empresa mas quando voltar te trago uma surpresa. Ass: Lester” nem precisa falar o quanto eu revirei os olhos porque fala sério ele mal chegou e já se foi e mas agora essa de surpresa para mim sinto que eu não vou gostar, então resolvi ler o segundo bilhete esperando algo mais útil.
“Ally talvez você esteja estranhando o fato de eu não está em casa tão cedo, quer saber eu acho que você deve estar nem ai para isso...foi meio sem sentido eu escrevi isso mas enfim se você estiver morrendo segura as pontas ai porque eu estou resolvendo meus problemas por aqui e.... ai quer saber você não precisa saber, Bye fiz você perde seu tempo Perua (risos). Ass: Dallas Divo e gostoso.” Eu realmente acho que ele não é normal e esse tipo de problema só pode ser alguma garota no meio e isso bem típico dele. Deixei essas distrações de lado e comi meu café rápido e fui correndo para o meu carro que graças a Deus agora estava em perfeitas condições e assim iniciei meu dia correndo para a “escoferno”.
.......
Cheguei correndo na escola e fui em direção a minha primeira aula que era a de Física, ótimo vou ter mais uma aula com o professor rabugento de ontem. Ao chegar na aula por uma sorte que eu agradeci muito a Deus o professor ainda não tinha chegado o que foi ótimo, sentei em uma cadeira do fundo da sala e esperei a aula chata começar. O dia foi se arrastando até chegar ao intervalo e quando o sinal soou agudo mas mesmo assim animador eu sair da sala em direção ao refeitório, eu estava um pouco faminta havia comido pouco no café da manhã e enquanto eu andava pelos os corredores cheios de alunos alegres pelo o pequeno intervalo fui puxada por alguém.
–Oi morena. –Falou Peter com seu típico sorriso de lado e eu tinha percebido agora a falta dele nas aulas, admito dormi em algumas chatas e em outras eu simplesmente fiquei pensando de mais na vida o que eu faço muito.
–Oi Peter. –Falei tentando ser simpática, agora eu lembrei sobre uma parte legal da escola que ele iria me mostrar e que por ele é que eu descobriria toda a verdade sobre o passado do Austin.
–Você lembra sobre o que eu te falei ontem? –Perguntou ele e eu acho que estava claro que eu lembrava, mas parece que ele queria escutar isso da minha boca.
–Sim eu lembro que você me disse que esta “escoferno” tinha um lado legal. –Falei fingindo está empolgada, okay eu estava um pouco empolgada...tudo bem eu queria sim conhecer. Ele pareceu rir do que eu falei e então eu fiquei confusa.
–“Escoferno”? –Ele perguntou rindo da palavra que eu criei para minha amada escola do coração, sintam a ironia.
–Sim “escoferno”, junção de escola com inferno não isso que este lugar é? –Perguntei divertida e ele pareceu gostar do que significava meu termo.
–Gostei dessa sua nova palavra mas ela não vai ser tão correta porque eu vou fazer você se divertir aqui. –Falou ele piscando para mim e o que me deixa ansiosa para conhecer essa tal diversão.
–Para de me enrolar e me leva logo lá Peter! –Falei de uma vez impaciente com o fato de ele ficar aguçando minha vontade de ir.
–Pois não madame. –Falou ele rindo e essa frase me fez lembrar de um certo loiro idiota, ai quer saber eu vou me divertir sim e parar de pensar no loiro e seu passado misterioso.
Depois disso fomos caminhando para fora da escola e indo para atrás da mesma, Peter se mantéu misterioso o tempo todo em relação o que seria essa diversão mesmo eu o perguntando algumas vezes sobre o assunto. Quando finalmente chegamos em uma campo aberto onde parecia ter uma quadra velha com uma pequena arquibancada ele parou e me puxou para baixo onde encontrei um grupo de pessoas lá, três garotas tatuadas e mais uns quatro garotos meio estranhos que sorriam de maneira debochada para mim.
–O que é isso Peter? –Sussurrei a pergunta à ele de modo que os outros naquele local não notassem e tentei até dar um sorriso simpático.
–Essa é a diversão da Marino Ally, Nós somos os Snakes. –Falou ele apontando para o grupo de maneira animada e eu fiquei me perguntando se era certo está naquele lugar isolado da escola com aquelas pessoas estranhas.
–Oh sim Snakes...legal. –Falei tentando ser animada em relação a essa situação que me deixava nervosa.
–Calma Ally todos aqui somos gente muito boas. –Falou ele se divertindo do meu nervosismo.
–Você não tinha uma garota menos medrosinha para nos apresentar não Peter? –Perguntou umas das garotas em deboche, já não gostei dela.
–Medrosinha? Essa garota se acha a guitarra mas está mais para um violão quebrado. –Respondi o deboche da garota, e o resto do grupo ou seja lá o que for eles fizeram aquela torcidinha “uhhh”.
–Qual é novata mal chegou e já estar me desafiando? Sabe você tem coragem isso é bom, mas as vezes a coragem pode nos matar. –Quando essa garota falou isso por dentro eu engoli em seco e pedi para ir embora por fora continuei na minha pose de determinada.
–E as vezes a arrogância também. –Rebati a ameaça da garota fingindo não me importar mas na verdade eu estava bem nervosa.
–Legal corajosa, eu sou a Kimer. –Falou a garota da ameaça que agora tinha nome levantando a mão para me cumprimentar e eu correspondi ao seu cumprimento.
E assim todos se apresentaram para mim, será que isso queria dizer que eu entrei para alguma gangue? Era só o que estava me faltando mesmo, mas isso até que poderia ser interessante. Quando o sinal bateu eu voltei aos corredores com meus mais novos “amigos” se posso dizer assim no final eles foram bem simpáticos comigo estamos até nos dando bem. Quando estávamos dobrando o corredor escutei uma voz bem conhecida para mim.
–Ally? –Perguntou o loiro assustado olhando para mim, logo o resto do “grupo” parou e virou assim como eu na direção da voz dele.
–O que é? –Respondi indiferente e percebi o restante observando minhas reações.
–O que você faz andando com eles? Só pode ser coisa sua né Peter, então essa era a sua jogada? –O loiro perguntou se referindo a mim primeiro e depois desconsiderando minha possível resposta e dirigindo outra pergunta a Peter.
–Jogada? Você e suas ideias sem sentidos Austin. –Falou Peter rindo, e tipo como assim jogada?
–Austin? –Perguntou um dos caras meio surpreso e logo começou uma conversa baixa entre os outros. E eu fiquei muito curiosa em relação a isso tudo.
–Sim, sou eu. –Respondeu o loiro serio olhando ainda a pequena reunião entre sussurro deles.
–Então você é o garoto de quem o Peter falou, olhando para você nem dar para acreditar nas coisas que ele disse você parece até aqueles mauricinhos. –Debochou o garoto forte que se chama Mason e eu ainda me matinha confusa sobre toda aquela situação.
–Falou de mim Peter? –Perguntou Austin rindo e Peter apenas deu de ombros, e então em um movimento rápido Austin puxou Mason pela camisa e imprensou no armário e eu não acho que foi só eu a ficar surpresa com isso, os movimentos realizado pelo loiro foi rápido como aqueles de lutas nunca havia visto esse lado no nele. –Iai quem é mauricinho?
–Me solta cara! –Falou o garoto nervoso imprensado no armário e com um certo medo talvez, então Austin riu e se direcionou ao Peter.
–Então esses são seus novos capachos Peter? Já te vir andando com gente mais forte, para uma pessoa que rigorosa com seu grupinho você anda meio desesperado. –Falou ele claramente debochando do Peter, eu já estava em no mar morto de tão boiando que eu estava.
–Talvez Austin, muitos dos nossos estão tão distantes agora né sorte da gente ainda estamos tão próximos. –Falou Peter sorrindo de maneira provocadora e Austin pareceu se abalar com isso, e naquele momento eu estava mais do que decidida a descobrir tudo isso.
–Chega Peter, vamos Ally esse povo não é para você. –Falou Austin indiferente e pegando na minha mão para me levar dali, mas eu não deixei porque eu não queria que me dissessem o que fazer e porque aquele parecia o modo de eu descobrir sobre tudo me aproximando deles.
–Eu não vou e quem decide isso sou eu. –Falei brava para ele que me olhou chateado e bufou, em partes eu ainda não tinha certeza se aquilo era a escolha certa mas era essa que eu iria fazer afinal o que poderia dar errado?
–Ally não seja idiota, você não conhece essas pessoas e muito menos aquele dali. –Falou Austin passando a mão nos cabelos como ele fazia quando estava estressado ou nervoso, e se referindo as pessoas que nos olhavam cuidadosamente a cada reação.
–Mas eu acho que não conheço você também Austin então não faz diferença né? –Falei cruzando os braços de maneira raivosa e determinada, o fazendo mais uma vez bufar frustado.
–Okay...você não vai me escutar, escuta bem isso eu desisto de você Allycia Dawson e quando se ferrar com esses daí eu não vou estar para ficar olhando você se destruir e também não vou aparecer para ajudar, porque eu tentei eu juro que tentei mas eu não mando em você. –Falou Austin duramente para mim e aquilo me afetou muito a maneira que ele falou nitidamente estressado e chateado quase me fez vacilar mas eu não iria voltar atrás na minha decisão.
–Eu não preciso de você e nem vou precisar. –Falei de maneira seca o que lá fundo só piorou tudo em mim.
Depois daquela conversa desconfortável do corredor parece que todo mundo se dispersou e decidiu ir para suas aulas, e fui para mim de teatro e ao chegar o loiro estava também e isso é uma droga quanto mais eu quero me afastar mais ele fica perto. Apenas engoli em seco e passei reto por ele e o mesmo pareceu não se importar. Então o professor começou a aula.
–Bom Dia Alunos, hoje é nossa primeira aula do ano e para começar vou por um filme para vocês assistirem e depois discutiremos sobre um projeto quer eu pretendo fazer, mas antes se juntem em duplas pois vou querer relatório sobre esse filme, e antes que comecem a escolher seus coleguinhas eu já separei todos. –Falou o professor de uma vez tudo o que me pergunta como esse cara tem folego, e para variar mais um trabalho e esses professores não dão uma folga eu hem. Então ele continuou.
–Vou anunciar as duplas: Albert e Ally, Austin e Brooker, Chuck e Cassidy, Dallas e Daniel...-Parei de escutar o que ele falava a partir dali, o que me animava era não fazer trabalho com o loiro e esse Albert seria muito melhor do que fazer trabalho com ele. O Professor iria continuar mas foi interrompido por um dos alunos.
–Professor! Albert não estuda mais aqui ele se mudou nas férias. –Falou um garoto lá do fundo do auditório, um fato que eu esqueci de falar nossas aulas eram em um auditório enorme da escola era realmente muito bonito. Já ouviram o ditado de não contar vitória antes da hora? Pois eu vivia ele, fechei a cara em raiva agora.
–Desculpem Alunos devem ter esquecido de arrumar minha frequência, pois então ficara senhorita Dawson com senhor Moon. –Eu quase berrei de raiva na hora como assim só pode está de brincadeira tudo que eu menos queria era um trabalho com o Austin agora.
–O que? –Perguntei raivosa ao professor e ele olhou para mim com olhar de quem não gostou.
–Algum problema senhorita Dawson? –Perguntou ele com cara de poucos amigos.
–Eu não vou fazer trabalho com ele. –Falei apontando com raiva para Austin.
–E o porquê? Por acaso terminaram o namoro recentemente e a senhora estar ressentida? Sejam alunos responsáveis esse trabalho vai valer metade da sua nota da prova. –Falou ele severamente para mim e Austin parecia que queria protestar mas o professor jogou um olhar severo para ele que resolveu se calar até eu fiquei com medo.
–E eu professor como fico? –Perguntou Brooker indignada por ficar excluída sinceramente se quiser seu parceiro de volta pode pegar resmunguei mentalmente.
–Você pode ficar com o senhor Centineo e senhor Woody fica o senhor Christian. -Falou ele se referindo ao meu primo e a um garoto que eu não sei quem era e ao Eliot eu acho. Brooker pareceu ficar muito animada e eu revirei os olhos, mas parece que Dallas não gostou nem um pouco. –Agora que está tudo resolvido façam silencio e prestem atenção no filme, e mais uma coisa sentem perto de suas duplas.
Mas que droga tive que me levantar e até perto da poltrona do Moon, cheguei lá ele não estava nem um pouco animado e nem eu parece que vai ser um filme muito longo. Ah não fala sério “O Primeiro Amor”, só que me faltava assistir um filme romântico com Austin Moon.
P.V.O Dallas
Cheguei no meu quarto e desabei na minha cama o dia hoje havia sido cheio demais para o meu gosto, me levantei com o intuito de ser um dia muito bom e de poder encontrar a loira maluca lendo um livro grosso em frente a escola. Mas tudo o que eu encontrei não foi nem um pouco bom e nem como definir como eu estou com raiva neste momento, porque estava bom demais a situação e o professor ainda me coloca aquele maldito trabalho com aquela garota maluca, as vezes eu acho que tem conspiração contra o lindo e gato do Dallas.
Como pode meu dia começou maravilhoso, eu com minha moto nova indo para escola provavelmente encher a loira maluca e ter um dia proveitoso e nada irritante e acontece tudo isso. Que maldita ideia a minha de ter tentado fazer ciúme a loira com aquela maluca da Brooker e eu deveria ter dado ouvidos a loira no final ela estava falando a verdade, eu não perderia por esperar que a maluca iria me irritar tanto.
E quando eu penso em me livrar de tudo aquilo me vem aquele professor maluco com a ideia daquele filme romântico para se assistir em dupla e fazer um relatório, foi com certeza o pior filme que eu assistir. Devem estar pensando o que aconteceu ele ficar assim? Vou lhe contar a desgraça que foi meu dia hoje e vão entender o a droga que aconteceu, Dallas Centineo você estar preste a contar o dia mais irritante da sua vida. Tudo começou com....
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