Eu não quero que morra

Mas sei como dói

E eu sinto essa dor

Eu também vivo por rancor

E se assim for o desejo de um amor

Eu mato, mas comigo vou sempre levar essa dor!

O dia que eu não queria chegou

Matar você eu tiver que fazer

Em um abraço, traiçoeiro

De um sorriso fronteiro

A dor em seu peito

Sangue escorre de você

E agora eu posso fazer?

Depois de um tempo
Minha mente me atormenta
E não há mais para se lamentar

Sangue no chão

Pulsos já não sinto dor

A garrafa agora permanece vazia

Os remédios, todos digeridos por ela

Ela entra então em um leve torpor

E por alguns instante ali ficou

E nos sonhos, doce ilusão de uma mão para puxá-la do chão

Para um caixão, na terra, embaixo dela

Ela quase foi parar

Mas para desilusão

Ela acordou, chorou, desesperou

E mesmo não estando em cinzas

Por ali ela morreu, isolada para sempre ela viveu!

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