Um Romance Um Tanto Quanto Complicado
6 Ashley Martins part. 2
Notas iniciais
Leiam as notas inicias imediatamente povooooo, please.
–Meu pai era policial no Brasil, a gente morava na Zona Leste de São Paulo, acho que já deve ter ouvido falar desse lugar. –Falou Ashley
–Já sim, Televisão. –Falei e ela assentiu
–Bom, ser policial la não é seguro, meu pai sabia muito bem disso, mas amava o que fazia. Um dia ele brigou com a minha mãe e me chamou para ir no shopping, ficamos la até anoitecer, ele me disse que havia prendido um homem perigoso e muito procurado, disse que esse homem tinha amigos fora da prisão e que eles uma hora ou outra iriam atrás dele. – Falou ela
–Ashley, se quiser parar, não precisa me contar isso. –Falei pegando sua mão
–Não, eu sinto que posso confiar em você, sinto que você será alguém importante pra mim. –Falou ela e eu abri um sorriso de canto e apertei sua mão suavemente. –Bom, depois disso resolvemos voltar pra casa, mas meu pai estava inquieto, olhava para todos os lados e apertava o volante com força como se... se soubesse que aconteceria alguma coisa. Quando estávamos a uma quadra da nossa casa, uma moto com dois caras passaram a nossa frente e fizeram um balão logo voltando em direção ao carro.
“O homem que estava na garupa sacou uma arma e começou a disparar contra o carro, ouvi meu pai mandando eu me abaixar, mas o medo me deixou desorientada demais para obedece-lo. Eu senti uma dor muito forte, eu levei um tiro, mas na hora nem me preocupei com isso, eu olhei para meu pai e ele estava com a cabeça sangrando e o carro continuou andando até bater com força contra o poste. Eu apaguei ai, acordei no hospital e minha mãe me deu a noticia que meu pai não havia sobrevivido.”
–Meu Deus Ashley, sinto muito. –Falei sinceramente e ela deu um sorriso fraco
–Passei no Psicólogo por um bom tempo, mas ele me proibiu de dirigir qualquer veiculo, ele disse que não é bom reviver essas lembranças e não posso morar sozinha de jeito nenhum, ele disse que não sou confiável sozinha. –Falou ela apertando minha mão
–Droga Ash, num sei nem o que te falar, sinceramente. –Falei e ela riu baixo
–Não precisa me falar nada, eu só te contei porque eu realmente tenho a sensação de que você será alguém importante. –Falou ela e eu corei
–Foi por isso que sua mãe resolveu se mudar para Nova York? –Perguntei e ela soltou minha mão se ajeitando no banco
–Não foi por isso que Dona Pamela resolveu vir para cá. –Falou ela
–Você chama sua mãe pelo nome? –Perguntei confusa
–Ela não pode ser considerada minha mãe, ela é apenas a mulher que me colocou no mundo. –Falou Ashley franzindo a testa. –Ela não esperou nem completar 5 meses que meu pai faleceu para casar com outro homem, Droga, quem faz uma coisas dessas?
–Tem pessoas que sentem necessidade em estar com outras pessoas, talvez ela não quisesse ficar só. –Falei e Ash me olhou
–Ela tinha a mim! –Ela elevou um pouco a voz, mas logo respirou fundo voltando a falar baixo. –E isso não explica o fato dela ter mudado completamente sua atitude comigo depois que me assumi Lésbica.
–Ela é Homofóbica? –Perguntei e ela bufou
–Ela e meu Padrasto otário. –Falou ela e eu assenti
–Que droga Ash. –Murmurei
Levantei e peguei as bandejas sob o olhar curiosa da ruiva, ergui as sobrancelhas a fazendo sorrir, eu queria quebrar o clima sério da situação, odeio papos sérios. Sou uma pessoa que simplesmente odeia qualquer coisa séria, por isso que constantemente minha mãe me chama de infantil e Renato ficava bravo a maioria das vezes.
–Vamos embora Moça. –Falei e ele fez bico se levantando e pegando seu skate
–Ta cedo, vamos dar mais uma volta. –Falou ela e eu revirei os olhos, joguei as coisas fora e passei a sua frente. –Espera.
–Vamos, falta pouco para as Dez horas. –Falei e ela revirou os olhos dessa vez. –Olha pelo lado bom, vou te levar pra casa de moto.
–Ai eu vi vantagem. –Falou ela sorrindo e mostrando sua covinha
Andamos até o estacionamento conversando coisas aleatórias, procurei pelo meu baby e a encontrei a alguns metros. Mas quem disse que eu chegaria la de boa? O carinha la de cima realmente tem uma intriga com a minha pessoa.
–Adhara Hoult! –Ouvi aquela voz que constantemente me arrepiava.
–Ah por favor, não posso ter um dia bom e tranquilo? –Perguntei olhando para o céu, o que fez Ashley rir de mim, ela olhou para trás. –Ash vou fazer algo e, por favor, não se assuste.
–Okay. –Falou ela simplesmente, respirei fundo, peguei sua mão e entrelacei nosso dedos antes de me virar para Alice, que já estava bem perto da gente.
–Olá Genks. –Falei friamente
–Como ousa desligar o telefone na minha cara? –Perguntou ela
–Eu estava ocupada. –Falei levantando minha mão que segurava a da ruiva que nos olhava confusa
–Pensei que fosse Hétero. –Falou Alice para mim
–Digamos que a Ash esta me fazendo repensar os meus conceitos. –Falei e Ash abriu um sorriso grande, mostrando agora nitidamente a covinha linda. –por que não está aproveitando o dia com sua... Amiga.
–Não seja sarcástica comigo, Ady! –Reclamou Alice. –Tive que levar Lucy embora.
–Deixar a Amada em casa, que romântico. –Falei e Ash apertou minha mão. –Bom, não importa, vou indo.
–Eu levo vocês. –Falou Alice
–Desnecessário. –Falei começando a andar em direção a moto. –Eu levo Ash para casa e é melhor você ir para a sua.
–Desde quando tem uma moto? –Perguntou Alice nos seguindo e vendo a minha baby.
–Não é da sua conta. –Falei soltando a mão de Ash e colocando minhas luvas, peguei o capacete reserva e coloquei carinhosamente em Ash. –Vamos, consegue segurar em mim e segurar o skate?
–Claro. –Falou ela e eu subi na moto e ela logo subiu atrás de mim e passou um braço ao redor da minha cintura, me virei para Alice.
–Tchau Genks. –Falei colocando o capacete e ligando a moto, arranquei com ela nem dando tempo de Alice me responder.
–Porque está tratando ela assim? –Perguntou Ash, sua voz estava abafa por conta do capacete.
–Não sei. –Respondi sinceramente. –Onde você mora?
–Vira na próxima a esquerda. –Falou ela e fui seguindo suas orientações até parar em uma casa... quer dizer, mansão.
–Ta de brincadeira com a minha cara. –Falei olhando para o grande casarão bege.
–Não aja assim, não me trate como rica. –Falou ela descendo e tirando o capacete, imitei ela e a olhei franzindo a testa
–Não vou fazer isso, só estou impressionada. –Falei e ela suspirou
–Desculpe, é só que eu odeio isso. –Falou ela gesticulando ao redor. –Eu odeio tudo isso.
–Por que? –Perguntei e ela me olhou
–Nada. –Falou ela simplesmente, a levei até a porta da casa dela
–Está entregue moça. –Falei sorrindo
–Vem, entra. –Falou abrindo a porta e já me puxando para dentro
–É melhor não, sua mãe vai pensar besteira. –Falei e ela revirou os olhos
–Minha mãe está fora a essa hora, ela nunca fica em casa. –Falou ela fechando a porta. –Vem.
–Okay. –Falei a seguindo
Uma coisa sobre a casa dela. Uma comparação na verdade. Olimpo. Imagine o Olimpo, só que em versão humana, a casa de Ashley era basicamente feita de mármore branco e tinha colunas gregas! O que mais me assustou foi uma estatua de Afrodite que tinha ao lado da escada, que também era de mármore branco com detalhes lindos.
–Eu sei, moro com pessoas loucas e bastante problemáticas. –Falou ela revirando os olhos novamente, subimos as escadas e paramos na frente de uma porta, acredite ou não, Branca! –Pronta para conhecer o único local colorido da casa?
–Claro. –Falei rapidamente a fazendo rir
–Meu quarto foi a única coisa que Pietro aceitou me dar, ele deixou eu gastar o quanto eu quisesse nele. –Falou abrindo a porta lentamente.
Entrei e fiquei simplesmente admirada, eu queria um quarto desses. As paredes era pintadas de preto e Vermelho, a cama era King Size com detalhes de Guitarras no pé da cama, colado na parede haviam pôsteres, fotos e frases de músicas ou livros, de frente para a cama havia uma TV de 42°, um DVD, e um X-Box com varios jogos empilhados ao lado, na parede que não foi tomada pelos pôsteres havia uma porta que Ash abriu e vi que dava a um closet simples. Ela olhou para mim e sorriu.
–Vou te mostrar uma coisa. –Falou ela
–Tem mais? –perguntei e ela assentiu. –Okay, mostre-me.
–É meu refugio. –Falou ela entrando no closet e me arrastando junto.
Ashley me soltou e foi até uma das portas do guarda-roupa, abriu e arrancou a parte de trás dele, tipo sem mais nem menos, olhei assustada para ela que riu e me puxou para dentro do Armário, fiquei chocada novamente, acredite ou não, mas esse armário nos levou para outra sala, mais espetacular que o quarto dela. Ele era todo preto com várias pichações em branco e tinta neon, tinha Skates pendurados em uma parede e Violões, Guitarras e baixos na outra, um Sofá grande tomava conta do canto da sala, tinha uma mesa de centro e um Frigobar. Sem contar o caderno de desenho e vários lápis em cima da mesa, olhei ao redor de novo e vi vários desenhos espalhados na sala.
–Desculpe a bagunça, tinha me esquecido que havia deixado essas coisas espalhadas. –Falou ela recolhendo as folhas e colocando em uma pasta que também estava em cima da mesinha.
–Isso aqui é simplesmente Fantástico. –Falei e ela corou e se sentou no sofá me chamando para sentar ao lado dela
–Eu construí isso com o dinheiro que meu pai deixou para mim, Nem Pietro e nem Pamela sabem desse lugar. –Falou ela
–Sabe tocar os três? –Perguntei curiosa e ela assentiu
–Eu já tocava antes de vir para NY, mas quando cheguei eu realmente me apaixonei por música, vou aprender a tocar bateria agora. –Falou ela e eu assoviei
–Humilha mesmo, eu nem ao menos sei segurar um violão direito. –Falei emburrada e ela riu
–Eu lhe ensino a hora que você quiser. –Falou ela
–Sério? Vou cobrar. –Falei e ela me olhou séria
–Pode cobrar, Vou lhe ensinar tudo o que quiser. –Falou ela e eu corei
–Hãn... certo, o papo ta legal, mas eu realmente tenho que ir. –Falei e ela suspirou se levantando, me levantei também e a acompanhei até o quarto
–Tem que ir mesmo? –Perguntou e eu assenti, ouvimos um barulho nas escadas e logo a porta foi aberta e uma mulher um pouco mais alta que eu entrou.
–Oi. –Falou franzindo a testa para mim, olhei para Ashley que suspirou.
–Mãe essa é Adhara, Ady essa é Pamela, minha mãe. –Falou fazendo as apresentações rapidamente.
–Olá Sra. Martins. –Falei educadamente esticando a mão que ela logo pegou apertando
–Worthy, Sra. Worthy. –Corrigiu ela e eu corei
–Desculpe. –Falei e ela soltou minha mãe e me olhou de cima a baixo
–Onde está Pietro? –Perguntou Ash para Pamela que a olhou
–Não vem hoje, teve que viajar. –Falou ela
–Legal. –Falou Ash feliz, o que fez sua mãe revirar os olhos e olhar para mim
–Então Adhara, quantos anos tem? –perguntou cruzando os braços
–17. –Falei simplesmente
–Mãe sem interrogatórios. –Falou Ash
–Calada Ashley. –Falou a mãe dela, o que fez a ruiva menor se sentar na cama e emburrar o rosto.
–Quando se conheceram? –Perguntou Pamela
–Se conhecer realmente, só hoje... –Falei a fazendo erguer as sobrancelhas para mim, foi intimidante. –Mas...
–É Sapatão? –perguntou me interrompendo e eu franzi a testa
–Não Sra. –Respondi rapidamente a fazendo olhar para mim desconfiada. –Tenho até um quase namorado.
–Qual o nome dele? –perguntou ela e Ashley bufou na cama
–Privacidade existe! –Falou ela, mas Pamela a ignorou total e continuou me olhando
–Matheus Genks. –Falei e ela descruzou os braços
–Filhos de Alison e Kayla Genks? –perguntou ela e eu assenti me perguntando de onde ela os conhece. –É só amiga da Ashley mesmo?
–Sim Sra. –Respondi e ela sorriu
–Ótimo. –Falou saindo do quarto, olhei para Ash que olhava chocada para a porta
–O que rolou? –Perguntei e ela me olhou e sorriu
–Ela gostou de você. –Falou ela
–Isso é bom? –Perguntei receosa
–É maravilhoso, agora você tem passe livre para vir aqui sempre que quiser. –Falou ela pulando da cama e vindo até mim. –Vem, vou te levar até sua moto.
–Okay. –Falei, saímos e descemos a escada encontrando Pamela na sala assistindo o mesmo programa que minha mãe assistia, olhei para Ash que deu de ombros, saímos da casa e caminhamos até minha moto.
–Estava falando sério? –Perguntou de repente, me virei para ela que estava de braços cruzados olhando para o lado
–Sobre o que? –perguntei confusa
–Sobre quase namorar o menino Genks. –Falou ela e eu suspirei
–Estava. –Falei me apoiando na moto. –Mas antes de ir te encontrar ele apareceu no meu quarto, disse que não que nada sério, e na verdade eu não quero também.
–Então... –Começou ela me olhando e descruzando os braços. –Sem chances de namoro com ele?
–Olha Ashley, eu não sei, quer dizer... –Comecei olhando para a ruiva. –Convenhamos que eu e você não vamos dar certo, eu sou Hétero e gosto do Matt, e as chances de ter algo com ele um dia está no 70%.
–Você disse para a sua amiga que eu estava mudando seus conceitos. –Falou ela com o semblante triste
–Eu só queria que ela me deixasse em paz. –Falei. –Olha, vamos ficar na Amizade, quem sabe você não consegue realmente mudar meus conceitos?
–Tudo bem, Friendzone. –Falou ela e eu ri. –Nos vemos amanhã?
–Claro, vá ao Central Park às 15:00 e leva seu skate. –Falei montando na moto, Ashley veio até mim e me deu um beijo na bochecha. –Até amanhã.
–Até, dirija com cuidado. –Falou ela, coloquei o capacete e arranquei com o minha baby para casa.
Pensei em como o dia foi interessante e o quanto Ashley era interessante, tecnicamente ter uma menina 2 anos mais velha interessada em você é um pouco assustador e pelo que conversei com ela, é muito parecida comigo, ela era fã HP, PJ, JV, HoN, GoT e etc. Analisando bem, Ashley seria a namorada perfeita, pena que não gosto de mulher, pelo menos ela concordou em ser minha amiga e isso já é legal, ter uma amiga que gosta das mesmas coisas que eu, ela não seria como Alice... Alice Genks, o que faço? Nem ao menos me lembro do por que estava brava com ela, gosto de tê-la como amiga, ela é minha primeira amiga aqui em Manhattan, mas ela errou em ter arranjado um encontro pra mim, não que eu esteja reclamando, foi muito legal e Ash é uma moça maravilhosa. Mas mesmo assim, ela errou no fato de marcar sem minha permissão, mas já não estou brava por esse motivo.
Cheguei em casa e guardei a moto na garagem, entrei em casa e dei de cara com meu pai, ele estava de braços cruzados e sério, e pior, minha mãe estava ao seu lado.
–Onde você estava? –Perguntou ele
–Estava no Shopping. –Falei erguendo as sobrancelhas. –Eu avisei a mãe.
–Mas isso não é hora de chegar! –Falou Sarah já com o rosto vermelho. –E você disse que estava com Alice.
–E estava. –Falei
–Mentira. –Falou Papi. –Alice veio aqui a uma hora atrás procurando por você.
–A uma hora atrás eu estava na casa de uma amiga. –Falei
–Que amiga? –Perguntou Sarah
–Vocês não a conhecem. –Falei cruzando os braços. –O nome dela é Ashley.
–Como vou saber se não está mentindo? –perguntou Papi
–Vai ter que confiar em mim. –Falei e ele suspirou
–Tudo bem, vá dormir. –Falou ele e eu sorri
–Boa noite Pai. –Falei lhe dando um beijo na bochecha e subindo as escadas correndo.
–Se safou de mais uma? –Perguntou Brian na porta do seu quarto
–Claro maninho. –Falei e ele riu. –Boa noite Ser Extraterrestre.
–Boa noite Estranha. –Falou revirando os olhos e entrando no quarto, bufei e entrei no meu quarto.
–por que não estou surpresa? –Perguntei fechando a porta e a trancando
–Você me deve explicações. –Falou Alice sentada na minha cama
Cruzei os braços e olhei para a loira, respirei fundo e....
CONTINUA.
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