Um Romance NADA Romântico
12 Reencontro Inesperado
Anthonny Point of View...
Eu não sei onde eu estava com a cabeça quando decidi entrar nessa enrascada de Astro da Universidade, pois além de ser trabalhoso e cansativo eu vou estar me esforçando pra nada já que nem tenho chances de ganhar no fim das contas.
Se arrependimento matasse, como eu já disse num outro capítulo, eu não teria passado dos cinco anos de idade.
Piers está na dele o tempo todo, não pronunciando uma única palavra enquanto fica sentado numa poltrona mexendo em seu celular, provavelmente jogando Candy Crush… Não o julgo. Ele não faz nem questão de esconder o quão frustrado ele está por estar aqui e na boa, me identifico embora, ao contrário dele, eu não estava sendo obrigado.
Várias apresentações dos competidores estão sendo feitas. O processo de início foi individual onde cada Astro e Estrela de cada faculdade teve que separadamente se apresentar e depois bater uma foto para a página da universidade. Depois disso, todas as duplas de cada faculdade teriam que tirar uma foto juntos e no final todos os competidores de uma só vez.
Eu estou cansado, com calor, com fome, estressado e muitas outras coisas que nem compensa ficar falando.
Nesse momento estou ao lado do Alemão. Estamos assistindo, pela quinta vez, um vídeo de um pinguim dando um tapa na cabeça de outro fazendo este cair. Meu melhor amigo, que tem algum tipo de problema mental, está rindo como se fosse a primeira vez que ele viu o vídeo, o que eu sei que é uma mentira. Várias pessoas estar olhando confusos pra gente enquanto eu só quero bancar o tatu e, ao mesmo tempo, meu amigo está quase chorando de tanto gargalhar.
— Não liga não gente, ele caiu do berço quando era pequeno. — Dou um sorriso sem graça, e o pessoal do local começa a rir. — Para de escândalo, seu retardado. — Sussurro para o Alemão que mesmo tentando parar de rir não conseguia.
— Eu não aguento Thonny, é mais forte que eu… — Disse com dificuldade enquanto se desfalecia em gargalhadas.
Eu mereço…
Arroz… Feijão… E batata…
O que falta?
O que falta?
A minha ROLA batendo na sua cara!
Na sua, na sua cara!
Oe!
Na sua cara!
A minha Rola batendo na sua cara!
Eu não preciso nem dizer que é o meu celular que está tocando né? E não preciso dizer que tá todo mundo rindo da minha cara e que o Alemão começou a gargalhar de novo…
Ai que vontade de cometer um Homicídio.
— Alô… — Suspiro atendendo, sem nem me dar ao trabalho de olhar quem é que me ligou numa hora dessas.
— E aí filhote, tudo bem? — Meu pai Wesley saudou com empolgação.
— E aí pai, tudo bem sim e com você? — Sorri me sentindo um pouco melhor, afinal já fazia alguns dias que eu não via minha família.
Não demorou muito para que o Alemão começasse a me cutucar, o que foi a deixa para que eu entendesse que eu deveria colocar a ligação em viva voz. Sinceramente eu pensei com muita cautela, afinal não seria apenas o Alemão que iria ouvir toda a ligação, mas sim todos os competidores, veteranos e instrutores presentes no local.
Meu melhor amigo insistiu e mesmo sabendo que eu vou me arrepender por isso, lá vai…
— Oi “Tio pai do Thonny”. Eu tô com saudades. — O Alemão falou com a voz mansa para meu pai que deu risada.
— Que fofo Lulu. Eu também estou com saudades criança. E como os dois universitários estão? — Indagou curioso.
— Rindo de nervoso pra não chorar de desespero Tio, e você? — Meu amigo brincou.
— Korror Lulu. — Meu pai riu de um jeito muito estranho, parecendo um limpador de para-brisas. — Eu estou bem sim. O que vocês estão aprontando? — Indagou curioso.
Acho que a lerdeza do Alemão finalmente conseguiu me contaminar depois de mais de dez anos de amizade, pois eu me esqueci completamente de contar ao meus pais o meu grande “feito” de ser o Astro da minha faculdade.
— Nem te conto “Tio pai do Thonny”. Eu e o Thonny estamos num concurso que é tipo Miss Universo da Universidade e nós dois estamos representando nossos cursos. Só tem gente gata e gostosa nesse lugar, embora alguns sejam muito estranhos, mas ainda assim é muito louco. — Explicou com empolgação.
— Cacetada meninos, que ótimo. Estou tão orgulhoso de vocês que não vejo a hora de contar pro pessoal aqui em casa. — Meu pai se pronunciou ainda mais empolgado.
Quem usa cacetada como expressão de surpresa em pleno ano de 2020?
— Pai, eu vou desligar, pois estamos no meio da reunião do concurso e tem uma caralhada de pessoas olhando pra gente, já que o celular está no viva voz. — Aviso olhando ao redor onde TODOS prestam atenção na ligação.
— Tudo bem filhote. Boa diversão e filho, saiba que independente do resultado eu vou sempre me orgulhar de você. — Falou com a voz serena, me fazendo sorrir em felicidade.
— Não precisa se preocupar Tio Pai do Thonny, afinal o segundo lugar já está garantido pra ele. — Alemão comentou convicto, o que me deixou confuso, acho que ao meu pai também.
— Por que segundo lugar Lulu? — Indagou curioso.
— Porque quem vai ganhar obviamente sou eu né Tio. — O loiro respondeu me fazendo revirar os olhos, enquanto a maioria do pessoal da sala dava risada e meu pai… Bom… Ele riu também.
— Tudo bem então. Até mais meninos. — Meu pai finalmente se despediu encerrando a ligação.
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Quando finalmente fomos dispensados, o Alemão veio de encontro comigo pra irmos juntos para o meu dormitório já que ele estava de carro. Olhei de relance e vi que Piers estava rodeado pelos outros Astros do ano anterior, incluindo Jace. Eles conversavam com empolgação, provavelmente combinando a noitada que teriam. Embora ainda seja terça feira, não creio que isso seja um empecilho pra quem realmente quer sair pra se divertir.
O que me lembra...
― Está afim de sair comigo hoje à noite Alemão? ― Chamo a atenção dele, que me olha com curiosidade.
― Claro! O que tem em mente? ― Indagou com empolgação.
Uma das coisas que eu mais adoro no Alemão é a nossa parceria. Ele é aquele tipo de pessoa que te acompanha desde às situações mais feliz até as que se pararmos para analisar com calma, o que nunca fizemos na vida, iria dar merda. Eu pergunto vamos comer e ele responde vamos. Eu pergunto vamos ao cinema e ele responde vamos. Eu pergunto vamos acampar no meio do mato cheio de mosquitos, pernilongos e outras pragas e ele responde vamos. Eu falo vamos fazer uma depilação a laser e ele responde vamos.
― Eu estou afim de encher a cara. Topa? ― Dou com os ombros, sem entrar em detalhes sobre o motivo. O que eu poderia dizer? Estou na bad por causa de macho e quero afogar as mágoas?
― Está tudo bem? ― Ele arqueou a sobrancelha sendo visível sua preocupação para comigo.
Eu tenho o melhor pior melhor amigo do mundo… Confuso, mas acho que deu pra entender.
― Tá tudo numa boa. ― Respondo indiferente. — Eu só estou afim de fazer alguma coisa legal depois de um dia cansativo. — Explico o que não é totalmente uma mentira.
― E por que você quer encher a cara? Você nem gosta de bebida alcoólica. ― Franziu o cenho desconfiado.
― Qual é, somos universitários. O que tem a gente beber umas e curtir um pouco? ― Desconversei com um sorriso forçado.
― Se você diz... Passa no meu dormitório as sete horas que a gente escolhe um lugar pra ir. ― Ele concordou.
Não demorou muito pra que ele me deixasse no meu dormitório para em seguida ele seguir para o próprio, que ficava próximo a ala de engenharia. Já em casa eu tomei meu banho e me arrumei em pouco tempo.
Eu coloquei um colete sem mangas de cor preta com um tecido jeans, deixando meu peito e braços à mostra. Também passei manteiga em minhas pernas e bunda para conseguir vestir a minúscula calça que o Alemão me comprou, porém finalmente consegui. Coloquei um par de brincos, meu relógio importado diretamente do Paraguai e arrepiei meus cabelos deixando eles de uma maneira desgrenhada, porém estilosa.
A imagem refletida no espelho mostra um Anthonny provocante e sexy, Anthonny esse que eu nunca vi em toda a minha vida. Até penso por alguns segundos vestir algo mais normal e comportado, porém desisto.
Hoje eu quero causar, ousar e causar de novo!
― Miaau! (Caralho!) ― Théo comentou surpreso ao me ver.
― Eu sei, eu tô bonitão, né? Nem parece que sou eu. ― Sorrio confiante.
― Miau miaaau. (O ser humano realmente é capaz de tudo para impressionar macho.) ― Falou com desdém.
― Impressionar macho é a cabeça do meu pinto. Eu vou sair com o Alemão, seu idiota. ― Reviro os olhos ainda vendo o mesmo em cima da minha cama pelo reflexo do espelho.
― Miau, miaau miaaau. (Nunca se sabe, mas leva camisinha e lubrificante por precaução.) ― Miou com certo deboche, enquanto lambia a própria patinha como se fosse o ser mais pleno do universo.
― Enfia a porra da camisinha no seu cu, seu gato abusado. Eu vou beber e não transar. ― Falo em repreensão.
― Miaaau miau… Miaau miaaau miaau! (Uma coisa leva a outra querido… E você bem que está precisando dar uma trepada violenta para deixar de ser mal humorado!) — Retrucou, fazendo com que eu me virasse em sua direção para lhe responder a altura.
― Como assim eu estou precisando transar? Você fico louco? Comeu Whiskas sachê vencido? ― Arregalei meus olhos, olhando para meu gato que estava indiferente. — Cala a boquinha que eu não sou obrigado a ficar ouvindo desaforo de gato abusado às… — Faço uma pausa dramática para olhar em meu relógio. — Seis e três da noite. — Concluo por fim.
― Miau miaaau… (A verdade dói não é mesmo…) — Continuou com descaso. — Miaau miau. Miaaau miaau miau, miaau? (Não entendo o alarde. Até eu já fiz sexo, sabia?)― Ele está me provocando? Sério isso produção?
― E daí que você já fez sexo e eu não? Se não quiser ir para o cantinho da disciplina é melhor calar a boca. ― Ameaço sério.
― Miau! Miaau miau? (Credo! Mas ‘cê tá brava?) — Perguntou revirando os olhos.
Meu gato está revirando os olhos pra mim… Era só o que me faltava!
— Última chance de parar com esse assunto, antes que você fique de castigo pra sempre! — Acusei apontando o dedo em sua direção.
— Miaau… Miaau miaaau! (Tudo bem… Não está mais aqui quem falou!) — Concordou dando de ombros.
― Acho bom. Enfim, não preciso recitar as regras, certo? ― Indago olhando pra ele, vendo-o revirar os olhos de novo.
― Miaaaau… (Me poupe…) — Ressoou entediado.
― Quero só ver. Eu vou voltar tarde, então não se preocupe. Eu já coloquei sua comida, troquei sua água e também a sua areia então não me liga tudo bem? ― Saí do quarto escutando um miado de concordância.
— Miaau miau. (Mais um dia abandonado sozinho.) — Suspirou abrindo seu livro sobre minha cama.
— Não faça drama Théo. — Dou um sorriso com a cena em minha frente.
Embora Théo não seja de demonstrar seus sentimentos ou coisa do tipo, é engraçado saber que o mesmo não gosta de ficar sozinho e aprecia minha companhia.
— Miaau miau miaaau? (O que você quer que eu diga quando você sempre me troca por aquela ameba de cabelos loiros?) — Retrucou chateado.
— Se você se comportar, eu peço pro Alemão trazer a Penélope para ficar com você aqui em casa, assim você não fica sozinho. — Sugiro para o mesmo, fazendo com que ele me encarasse finalmente.
— Miaau miaaaau miaaau miau. (Alguém precisa avisar para aquele anormal que Penélope na verdade é macho e que o nome dele é Clóvis.) — Théo resmungou fazendo com que eu desse risada.
É a cara do Alemão fazer uma coisa dessas.
— Então temos um trato? — Pergunto curioso.
— Miaau. (Tudo bem.) — Respondeu conformado.
— Então estou saindo Théo. Fique bem. — Informo saindo do quarto ouvindo um miado de concordância.
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O Alemão pediu para passar na casa dele umas sete horas e embora ainda seja seis e dez da noite eu já estou indo de encontro com ele, pois até eu chegar em seu dormitório uns quinze minutos já terão se passado e o restante do tempo eu vou provavelmente ficar esperando ele tomar banho com o seu ritual bizarro e trocar de roupas.
O elevador está no último andar e por conta da preguiça de ter que esperar eu resolvo descer as escadas. Quando finalmente cheguei no térreo, eu esbarro sem querer num rapaz que sinceramente me pareceu muito familiar.
Mais que porra...
Esse doido bateu na minha cabeça. Qual é o problema dele? Tá certo que eu não me desculpei por conta da pressa, mas também não precisava agredir. Olhando com mais atenção para seu rosto, finalmente percebo de quem se tratava.
― Não cumprimenta mais seus veteranos? De que curso você é? ― Ele cruzou os braços, me olhando com a cara fechada numa expressão de impasse.
Estou sem palavras. Eu me lembro dele agora. Ele era do mesmo ano que o Piers. O nome dele é... Trevor!
Então... Esse é o “Trevor” que Piers e Jace estavam conversando esta tarde. Me lembro agora de que ele é o melhor amigo do Piers junto com outro rapaz chamado Liam, desde quando eles estavam no ensino médio. Será que eles passaram no exame de admissão juntos ou algo assim?
― Você pode me dizer agora? ― Insistiu em sua pergunta mantendo a mesma pose e expressão.
― Sou da Faculdade de Enfermagem. ― Respondo com um sorriso acanhado, por conta de sua expressão dura.
Esse garoto é intimidador e olha que ele é bem mais baixo que eu, provavelmente um e setenta e cinco metros de altura.
Até que enfim alguém menor que eu que não seja figurante. Eu posso ouvir um amém?
― Você não precisa ter medo de mim, eu não mordo. ― Trevor riu alto e descontraído, a fim de me provocar. ― Seu nome é Anthonny Alexander, certo? ― Arqueou a sobrancelha curioso enquanto eu acenava positivamente com a cabeça em concordância.
Caralho Beto, já pode me arremessar. Ele ainda consegue se lembrar de mim mesmo eu tendo mudado a minha aparência drasticamente? Até o melhor amigo do Piers consegue se lembrar de mim e ele não. Estúpido bastardo! Está certo que a gente nunca conversou antes, mas eu nunca troquei uma palavra com o Trevor também e ele sabe quem eu sou.
― Que legal Trevor, você conseguiu se lembrar de mim mesmo eu estando diferente. ― Confessei ainda surpreso.
― Você está mais bonito do que antes. ― Trevor me elogiou com um sorriso simpático.
― Sim, todo mundo tem que ter algum progresso, certo? ― Concordei sem graça, afinal não sei lidar muito bem com elogios, mesmo minha família e o Alemão me elogiando a todo momento, mas eles não valem.
― É verdade. Mas eu estou realmente pior agora. ― Ele comentou um pouco chateado.
Trevor está um pouco diferente do que ele era no ensino médio. Embora ele ainda fosse “popular” por ser o melhor amigo do Piers, ele tinha um estilo Emo Gótico das Trevas, com o cabelo semelhante àquelas bandas coloridas e roupas todas pretas. Agora ele está com o cabelo cortado, usando uma barba por fazer, vestindo uma regata branca estampada, bermuda e tênis, além de estar mais magro e também mais forte o que é completo oposto de antes. Realmente o tempo fez bem pra ele, mas quem sou eu pra dizer alguma coisa né? Né!
— Eu não acho que você esteja pior. — Confesso com um sorriso reconfortante para o mesmo que retribuiu o sorriso.
― Você já encontrou o Piers? Ele também está neste dormitório, e você pode consultá-lo se você precisar de alguma ajuda. Ele é muito gentil e amigável, e sempre gosta de tratar bem os calouros. ― Trevor avisa com um sorriso.
Ata... A menos que tenham dois Piers nesse lugar, algo de errado não está certo porque o que eu conheci de gentil não tem nada e de amigável muito menos.
― Você pode me fazer um favor Trevor? ― Pergunto um pouco incerto.
― Não faz nem cinco minutos que nos vimos e você já vai me pedir dinheiro emprestado? ― Ele soou indignado.
― Não é isso. ― Sorrio para a maneira dele agir.
― Qual é o favor então? ― Indagou despreocupado.
― Por favor, não diga ao Piers que eu estudei no mesmo colégio que vocês no ensino médio. ― Peço sem graça.
― Por que isso? ― Seria estranho se ele não perguntasse, porém ainda assim não sabia o que dizer para não precisar contar a verdade.
― Porque ele já me provoca o bastante e se ele souber que eu também sou um ex-aluno da mesma escola, definitivamente vou ter mais problemas. ― São todas palavras honestas e verdadeiras embora ainda assim não seja o real motivo.
― Ele é tão idiota que não consegue se lembrar de seu próprio júnior? ― Trevor pensou com deboche. ― Mas talvez seja porque você tenha mudado muito. ― Continuou em seguida.
― Não é uma desculpa plausível, já que você se lembrou de mim tão rápido e com um único olhar. ― Argumento para ele que concorda sorrindo.
― Mas é claro! Eu sempre fui mais impressionante do que o Piers de muitas maneiras. ― Trevor é realmente amigável e gentil, ao contrário de seu amigo Piers que é um tremendo babaca idiota. Conversando pouco tempo com ele eu fui capaz de perceber isso.
— Contra fatos não há argumentos. — Respondo fazendo o menor dar uma risada contagiante. — Mas você faria isso por mim? — Questiono novamente.
― De qualquer forma, posso perguntar por que você não quer que ele saiba quem você realmente é? Essa história de implicância não me convenceu. ― Ele perguntou desconfiado. ― Ou na verdade é porque você é secretamente apaixonado por ele desde o ensino médio, e não quer que ele descubra? ― Um sorriso confiante brincava em seus lábios quando ele disse isso.
Socorro!
Santa Geovana, segura meu forninho que ele está caindo. Despencou, na verdade.
Eu tenho quase certeza que meus olhos estão arregalados num nível descomunal e que minha pele está pálida. Merda! Como é que ele sabe disso? Essa porra é vidente e eu não tô sabendo?
Fico quieto e perco as palavras. Não consigo pronunciar nada. Acho que meu cu está tão fechado que não passa nem wi-fi.
― Eu só estou brincando seu bobo. ― Trevor começou a gargalhar depois de ver a minha reação. ― Aqui, me dê o seu número para que possamos nos manter em contato. ― Pediu entregando seu celular para que eu digitasse o mesmo. ― Salva o meu aí. ― Falou após dar um toque no meu número.
― Tudo bem, já salvei. ― Digo suspirando para relaxar meu corpo depois do susto que eu tomei.
― Eu vou indo me encontrar com o Piers. A gente vai sair hoje à noite. ― Trevor se despede indo em direção ao elevador.
― Até mais. Te vejo por aí. ― Acenei para ele, voltando me caminho em direção ao dormitório do Alemão na ala de Engenharia.
Como é que o Trevor me reconheceu? Como ele sabe quem eu sou se a gente nunca tinha se falado antes? Eu realmente queria saber, porém isso pode ficar pra amanhã... Hoje eu só quero encher a cara e me divertir com o meu melhor amigo!
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