Um Romance Digno De Um Livro
11 Capítulo 9 - Penúltimo Capítulo
Notas iniciais
E chegamos ao penúltimo capítulo da fic.
P.O.V Paulo
Foi um alvoroço só. Os policiais praticamente arrombaram a porta e eu continuei chorando, e Bellie ainda mais. Théo estava tão assustado, que dificilmente falava alguma coisa. Alícia era a única pessoa que estava tranquila.Depois, os policiais saíram e levaram Abelardo junto, mas eu ainda estava chorando.– Como você pode estar tão calma? – Perguntei a ela, finalmente parando de chorar.– Simples. Eu já sabia que ele vinha aqui. – Ela respondeu.– QUÊ?! – Eu, Bellie e Théo perguntamos em coro.– Sim, eu sabia. Sabe aquela pessoa que me ligou pra dizer que o Abelardo estava mentindo pra mim? Pois é. Ela ligou de novo e disse que o Abelardo soube que tínhamos adotado duas crianças, um menino e uma menina, e disse que ele vinha aqui pra matá-los, provavelmente as 20:00. Então, como eu sabia que aquela pessoa tinha falado a verdade da primeira vez, acreditei. Liguei pra polícia e disse que Abelardo Cruz vinha aqui no apartamento as 20:00. Como Abelardo é, ou melhor, era, um fugitivo procurado, eles concordaram em vir, mas eu pedi que quando viessem, esperassem dar 20:10, pra poder falar a clássica frase, porque esse era o tempo de acontecer tudo o que aconteceu, e como eram 20:05, levou só cinco minutos pra isso. – Ela explicou.Nós três ficamos de boca aberta.– E quem é essa pess...– Sou eu, Paulo. – Uma voz feminina falou.Olhei pra trás.– MARCELINA! – Disse e lhe dei um abraço apertado.– Que saudade, Paulinho! – Ela disse retribuindo o abraço.– Amor de irmãos é tão lindo. – Alícia disse, limpando uma lágrima.Eu e Marcelina rimos.– Mas, como você sabia do Abelardo? – Perguntei a Marcelina.– Tem muitas coisas sobre mim que você não sabe, Paulinho. – Ela piscou. – Mas infelizmente, não posso contar do Abelardo.– Porque não? – Eu perguntei, com cara de cachorrinho perdido.– Segredo. – Ela disse, e riu.P.O.V AlíciaEu, Marcelina e Paulo passamos a noite toda conversando, e ela é tão boa com crianças, que nem Bellie e nem Théo queriam que ela fosse embora.Depois de ela os convencer que voltaria amanhã, eles finalmente deixaram ela ir.Assistimos um pouco mais de televisão, mas logo Théo e Bellie foram dormir.Eu e Paulo ficamos sozinhos.– Então... – Ele começou.– Então o quê? – Eu disse.– Que tal um beijo? – Ele perguntou, sorrindo de canto.– Tem certeza que é só isso que você quer? – Eu perguntei.Ele se assustou e eu também, pelo que havia dito.– Não sabia que você era assim, Gusman. – Ele disse, se aproximando mais.– Tem muitas coisas sobre mim que você não sabe, Guerra. – Eu disse, e ri.Ele sorriu e me pegou no colo. Subimos as escadas, e fomos até o meu quarto. Ele me colocou na cama e logo trancou a porta.Tomara que Théo e Bellie não acordem de manhã e perguntem o que foram aqueles gritinhos vindos do meu quarto.
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