Notas iniciais
Thanks a Marshmallow, por favoritar a fic.

P.O.V Paulo

Acordei numa cama diferente, macia e confortável. Minha cabeça estava latejando. Não me lembrava de nada da noite anterior, a não ser de uma garota de cabelos pretos.

E quando se virou, lá estava ela.

– Vejo que acordou. — Ela disse. — Como está se sentindo?

– Minha cabeça está latejando. Mas, como eu vim parar aqui?

– Jura que você não se lembra?

Balancei a cabeça e disse:

– Só me lembro de você, mas do seu nome não.

– Não me admira. Você estava drogado.

Ótimo. Mais uma vez. O jeito é tentar enganá-la.

– Desculpe, mas não sei do...

– Não adianta tentar me enganar. Pelo menos isso você sabe e lembra até demais. Além do mais, eu sei o que eu vi.

– Ok. Você venceu.

Ela soltou um suspiro.

– Quando isso começou?

– Há dois anos, quando meus pais morreram num acidente de avião.

– Sinto muito. Mas você não tem parentes?

– Minha irmã, Marcelina. Mas ela está muito longe para vir me ajudar.

P.O.V Alícia

Quando ouvi o motivo de Paulo, me lembrei do que aconteceu quando eu fiz aquilo. Até hoje sinto ódio do Abelardo, e de mim também.

– Ok.

– Ok, o quê?

– Eu vou te ajudar.

– Olha, eu não preciso da sua pena.

Me irritei.

– Não é pena. Eu quero te ajudar. Drogas são ruins. E você sabe disso melhor do que ninguém. Eu devia estar explicando isso para uma criança de 6 anos, e mesmo assim ela saberia, pois desde pequeno todo mundo sabe o que é o certo e o errado. — Eu disse, brava.

Paulo se encolheu.

– Desculpe. — Ele disse.

– Tudo bem. — Eu disse, me acalmando. — Também me alterei um pouco. Mas agora, vamos ao primeiro passo.

– Já?

– Precisamos agir o mais rápido possível. — Eu disse, sorrindo. — Preciso te apresentar umas pessoas.

– Que pessoas?

– Você vai ver.

P.O.V Paulo

Crianças, esse aqui é o tio Paulo. — Alícia disse, apontando pra mim. — Ele é que vai contar a continuação da história hoje.

– Eu? — Sussurrei pra ela.

– Claro. — Ela também sussurrou.

– Você parece meio triste, tio Paulo. — Uma das crianças disse pra mim. — Quer um abraço?

– Na verdade, eu...

Mas antes de qualquer coisa, ela saiu da cama correndo e me abraçou. E, não sei porque, retribuí e a girei no ar.

– IUUUPI! — Ela disse, feliz.

– Essa é a Bellie. — Disse um menino. — E eu sou o irmão dela, Théobaldo.

Ele estendeu a mão e eu a apertei.

– Prazer. — Eu disse, sorrindo.

– Chega de enrolar! — Disse Gui. — Vamos logo!

Me assustei.

– O-ok. — Disse tremendo, o que causou risadas de Alícia.

Gostei muito de fazê-la sorrir.

"James Robert estava acompanhando Mary Alice até em casa.

No caminho, aproveitou para falar de sua festa:

– Sabe Mary, eu vou fazer uma festa para comemorar meus treze anos.

– Que legal, James. — Ela disse, sorrindo.

– E eu queria saber que você quer ir.

– Claro! Mas, quem mais vai?

– As pessoas mais nobres: Duques, Reis, Rainhas, Marquesas...

– E não vai mais ninguém da vila?

– Não.

– Porque?

– Porque eles não tem classe e não sabem se portar.

Mary Alice ficou muito chateada e se pôs na frente de James:

– Olha, você está me ofendendo.

– Mas você é diferente deles.

– Não, não sou. E quem disse pra você que nós somos assim?

Dito isso, ela saiu correndo."

P.O.V Autora

Alícia insistia em deixar Paulo em casa.

– Não tem problema, Ali. Eu vou andando.

– Parece que você está me escondendo alguma coisa.

– Não é nada, juro.

Ela pensou um pouco e disse:

– Tudo bem. Tchau.

– Tchau.

P.O.V Paulo

Não podia mostrar a Alícia onde eu morava. Era capaz de ela não querer mais me ajudar.

Mas, por quanto tempo vou conseguir?

Notas finais
:]