P.O.V Paulo

Estou no hospital com a Alícia, super preocupado. Quando o médico aparece na recepção, corro até ele e pergunto:

– Doutor, e a paciente Alícia Gusman?

– Você é o quê dela, por favor? — Ele pergunta.

– Sou... Namorado. — Respondi, receoso.

Ele ergueu uma sombrancelha e falou:

– Não se preocupe, ela está bem, foi só um susto.

Fiquei aliviado.

– Quando ela vai poder sair?

– Daqui a um dia, porque ela precisa repousar.

– Posso vê-la?

– Claro.

Ele me levou até o quarto de Alícia, e nos deixou a sós.

Olhei pra ela e ela sorriu.

– Oi, Paulo. Você se lembra porque eu desmaiei?

Me sentei na cadeira ao lado da cama.

– Você ficou muito frágil quando contou aquela história do Abelardo. Por isso desmaiou.

– Ah. Quando eu vou poder sair daqui?

– Só daqui a um dia.

– E como vou poder contar a história pras crianças?

– Eu conto.

– Sério, Paulo?

– Claro. Tava doido pra ver eles de novo.

– Obrigada.

P.O.V Alícia

Fiquei muito feliz quando Paulo se ofereceu para contar a história pras crianças.

Vejo que elas estão ajudando ele, assim como me ajudaram. E isso é uma coisa boa de se ver.

– E se eles quiserem vir aqui te ver?

– Não deixa. Eles estão muito debilitados, você sabe.

– Vou fazer o possível.

"Apenas sorri, como sempre fiz, desde que Paulo entrou na minha vida."