Um Romance Digno De Um Livro
3 Capítulo 3
Notas iniciais
P.O.V Paulo
Acordei numa cama diferente, macia e confortável. Minha cabeça estava latejando. Não me lembrava de nada da noite anterior, a não ser de uma garota de cabelos pretos.
E quando se virou, lá estava ela.
– Vejo que acordou. — Ela disse. — Como está se sentindo?
– Minha cabeça está latejando. Mas, como eu vim parar aqui?
– Jura que você não se lembra?
Balancei a cabeça e disse:
– Só me lembro de você, mas do seu nome não.
– Não me admira. Você estava drogado.
Ótimo. Mais uma vez. O jeito é tentar enganá-la.
– Desculpe, mas não sei do...
– Não adianta tentar me enganar. Pelo menos isso você sabe e lembra até demais. Além do mais, eu sei o que eu vi.
– Ok. Você venceu.
Ela soltou um suspiro.
– Quando isso começou?
– Há dois anos, quando meus pais morreram num acidente de avião.
– Sinto muito. Mas você não tem parentes?
– Minha irmã, Marcelina. Mas ela está muito longe para vir me ajudar.
P.O.V Alícia
Quando ouvi o motivo de Paulo, me lembrei do que aconteceu quando eu fiz aquilo. Até hoje sinto ódio do Abelardo, e de mim também.
– Ok.
– Ok, o quê?
– Eu vou te ajudar.
– Olha, eu não preciso da sua pena.
Me irritei.
– Não é pena. Eu quero te ajudar. Drogas são ruins. E você sabe disso melhor do que ninguém. Eu devia estar explicando isso para uma criança de 6 anos, e mesmo assim ela saberia, pois desde pequeno todo mundo sabe o que é o certo e o errado. — Eu disse, brava.
Paulo se encolheu.
– Desculpe. — Ele disse.
– Tudo bem. — Eu disse, me acalmando. — Também me alterei um pouco. Mas agora, vamos ao primeiro passo.
– Já?
– Precisamos agir o mais rápido possível. — Eu disse, sorrindo. — Preciso te apresentar umas pessoas.
– Que pessoas?
– Você vai ver.
P.O.V Paulo
– Crianças, esse aqui é o tio Paulo. — Alícia disse, apontando pra mim. — Ele é que vai contar a continuação da história hoje.
– Eu? — Sussurrei pra ela.
– Claro. — Ela também sussurrou.
– Você parece meio triste, tio Paulo. — Uma das crianças disse pra mim. — Quer um abraço?
– Na verdade, eu...
Mas antes de qualquer coisa, ela saiu da cama correndo e me abraçou. E, não sei porque, retribuí e a girei no ar.
– IUUUPI! — Ela disse, feliz.
– Essa é a Bellie. — Disse um menino. — E eu sou o irmão dela, Théobaldo.
Ele estendeu a mão e eu a apertei.
– Prazer. — Eu disse, sorrindo.
– Chega de enrolar! — Disse Gui. — Vamos logo!
Me assustei.
– O-ok. — Disse tremendo, o que causou risadas de Alícia.
Gostei muito de fazê-la sorrir.
"James Robert estava acompanhando Mary Alice até em casa.
No caminho, aproveitou para falar de sua festa:
– Sabe Mary, eu vou fazer uma festa para comemorar meus treze anos.
– Que legal, James. — Ela disse, sorrindo.
– E eu queria saber que você quer ir.
– Claro! Mas, quem mais vai?
– As pessoas mais nobres: Duques, Reis, Rainhas, Marquesas...
– E não vai mais ninguém da vila?
– Não.
– Porque?
– Porque eles não tem classe e não sabem se portar.
Mary Alice ficou muito chateada e se pôs na frente de James:
– Olha, você está me ofendendo.
– Mas você é diferente deles.
– Não, não sou. E quem disse pra você que nós somos assim?
Dito isso, ela saiu correndo."
P.O.V Autora
Alícia insistia em deixar Paulo em casa.
– Não tem problema, Ali. Eu vou andando.
– Parece que você está me escondendo alguma coisa.
– Não é nada, juro.
Ela pensou um pouco e disse:
– Tudo bem. Tchau.
– Tchau.
P.O.V Paulo
Não podia mostrar a Alícia onde eu morava. Era capaz de ela não querer mais me ajudar.
Mas, por quanto tempo vou conseguir?
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