Um Recomeço Para Nós - Dramione

1 1 - Não dói nada pedir desculpas


Notas iniciais
Fala pessoal. Eu estou de volta.
Depois de pensar muito resolvi postar novamente essa história. Terá algumas mudanças, então quem já acompanhava "O que esperar um acampamento com essa turma", já percebe que até o titulo mudou.
Chega de enrolar e vamos ao que interessa.

Pov. Narrador

— Bom dia e obrigada pela presença — Começou a nova diretora de Hogwarts, Minerva McGonagall. – Eu convoquei esta reunião para tratarmos do futuro de nossos alunos. Como todos sabem Hogwarts está passando por reformas e estas mesmas ainda irão demorar mais algum tempo para acabarem. Por isso juntamente com o Ministro da Magia o Sr. Kingsley Shackleboltdecidimos fazer um acampamento para todos os alunos do 6º e 7º ano com intuito de que os mesmos possam terminar os seus estudos e ingressar em suas vidas profissionais — Minerva explicava tudo com calma enquanto os professores presentes prestavam atenção em cada palavra.

— Mas diretora e os outros alunos como ficarão? — Filius Flitwick perguntou.

— Não vejo problema em os outros alunos esperarem a escola ficar pronta professor Flitwick.

— E quando iniciara este acampamento? – Perguntou Slughorn – Aonde será?

— Iniciara em 1º de outubro. Teremos pouco tempo, contando que hoje já é 25 de agosto – Explicou a diretora.

—E o local já foi escolhido Diretora? – Também questionou a professora Pomona Sprout

Então começaram os preparativos e as decisões das tarefas e atividades.

Duas horas depois...

— Bom já que tudo está resolvido vou ao meu escritório para enviar as cartas aos alunos – Minerva se dirigiu a porta – Estão todos liberados por hoje.

—---------X----------

Enquanto isso na Mansão Malfoy...

Narcisa encontrava-se na biblioteca lendo um livro de culinária. Enquanto isso na sala dos Malfoys um garoto loiro estava deitado no sofá pensando em tudo que aconteceu nos últimos anos e nas escolhas que ele fez. Aos olhos dos outros ele fez todas as escolhas erradas, ele também pensava assim, mas no momento parecia o certo a se fazer já que era a vida de sua mãe que estava em jogo. Ele se sentia culpado, sujo por ter feito o que fez, mas ele estava disposto a mudar, ele nunca quis ser aquele menino arrogante, mimado, preconceituoso, prepotente e mal que ele era, mas fora ensinado que assim era o certo a ser. Muitas vezes foi obrigado a tratar os outros de uma forma até cruel por seu pai que sempre dizia que os Malfoys eram os melhores em tudo. Se ele pudesse ter feito suas próprias escolhas, teria decidido não ser mal, queria até ser amigo do Potter, o Wesley e até mesmo da Granger. Por falar neles o loiro tentava entender porque eles o haviam salvado das chamas da Sala Precisa.

Cansado de ficar deitado sem fazer nada ele decidiu sair para pensar e respirar um pouco de ar puro. Foi até a biblioteca para avisar a mãe que ele estava saindo.

—---------X----------

Pov. Draco

Pensei em tudo que havia acontecido e decidi que começaria minha mudança naquele momento mesmo. Depois de sair da biblioteca fui até o jardim onde eu poderia aparatar.

Aparatei em um campo e ao longe vi uma casa grande e esquisita a casa dos Weasleys. Andei vagarosamente até a porta ainda lutando comigo mesmo sobre ficar ou fugir, mas já era tarde para isso. Quando ia bater na porta ela se abriu e pude ver uma senhora baixinha que reconheci ser a Senhora Weasley. Ela me encarava com uma cara confusa. Então tomei coragem.

— Bom dia Senhora Weasley. Me desculpe pelo incomodo. Sou Draco Malfoy e gostaria de falar com o Ronald Weasley se possível – Tentei ser o mais educado possível. Levou alguns segundos até ela me responder.

— Desculpe Malfoy, mas Ronald não está em casa – Ela me olhava ainda confusa. Então vi uma ruiva vir até nos. Era a Weasley fêmea.

— O que quer aqui Malfoy? – Ela me olhava com nojo e também com curiosidade.

— Desculpe Weasley, não queria incomodar. Mas estou procurando o seu irmão e também o Potter e a Granger – Falei o mais acalmo possível – É muito importante.

— Vá embora Malfoy. Você não é bem-vindo aqui – Quem aquela pirralha achava que era para falar comigo assim. Se segura Draco. Você quer mudar, não esquece.

— Weasley vo.... – Não consegui terminar o que eu queria dizer porque ouvi uma voz atrás de mim. Me virei para ver quem era.

— Não ouviu Malfoy. Você não é bem-vindo aqui – O Weasley dizia vermelho de ódio. E atrás dele estavam o Potter e a Granger.

Aquilo me irritou muito. Eu vim pedir desculpas e falar que quero mudar e sou tratado desse jeito, mas também o que eu queria, sempre os tratei como lixos.

— Tudo bem Weasley eu já estou indo – Me virei para a Senhora Weasley – Desculpe-me por qualquer incomodo Senhora Weasley e você também Ginevra — Disse me dirigindo a ela – Só vim aqui porque queria me desculpar com vocês e também contar o meu lado da história – Virei as costas para ir embora ficando de frente aos outros que me olhavam de um modo estranho – Desculpa Weasley, Potter e você também Granger. Eu nunca quis tratar vocês como tratei, mas meu pai dizia ser o certo a se fazer e eu não podia contrariá-lo – Sai andando pelo mesmo caminho por onde havia chegado e me preparava para aparatar quando ouvi meu nome.

— Ei Malfoy – Gritou o Potter.

Me virei o encarando.

— Entre e vamos conversar – Disse o Weasley.

Voltei a andar, mas desta vez em direção a casa. Entrei na casa que me parecia bem aconchegante. A Senhora Weasley foi para a cozinha enquanto eu e os outros fomos para a sala.

— Sente-se Malfoy – Falou o Weasley me mostrando o sofá. Sentei e ele continuou. – O que você queria falar?

— Bom... É que... – Eu estava nervoso. Draco Malfoy nunca fica nervoso – Eu gostaria de me desculpar com vocês por tudo, tudo mesmo que eu já fiz. Sei que se meu pai estivesse vivo ele me mataria por estar falando isso – Dei um sorriso sem graça.

Contei tudo o que tinha acontecido, o porquê de eu ter me tornado um Comensal e o porquê de eu sempre trata-los mal. Eles ouviram tudo atentamente sem me interromper. Quando terminei eles não falaram nada, só continuavam me olhando.

— Vocês não vão falar nada? – Perguntei preocupado.

— Não sei o que dizer Malfoy – O Potter foi o primeiro a falar – Mas eu aceito suas desculpas. Não sei quanto ao Rony e a Mione, mas por mim tudo bem.

— Faço minhas as palavras do Harry – Concluiu o Weasley.

A Granger era a única que não falava nada e eu comecei a ficar intrigado com isso. Ela sempre foi a que mais sofreu por minha causa e eu precisava do seu perdão mais do que tudo.

— E você Granger, não vai dizer nada? – Perguntei olhando para ela.

— Eu não sei ainda o que dizer Malfoy. Estou confusa e preciso pensar – Disse levantando e saiu da sala sendo seguida pela Weasley fêmea. Aquilo me incomodou, mas o que que eu esperava. Que ela pulasse nos meus braços e virássemos melhores amigos para sempre. Sempre a maltratei é normal ela estar confusa com a minha mudança. Até eu estou.

— Eu já vou indo. Já terminei o que vim fazer aqui – Quando levantei vi uma coruja entrar pela janela trazendo em seu bico 2 envelopes de carta e logo depois entrou mais uma com outro envelope. Elas pousaram na mesa de centro e a coruja com a única carta se direcionou a mim. Peguei o envelope do seu bico e vi o brasão de Hogwarts e o meu nome no envelope. O Weasley foi mais rápido e abriu primeiro a sua carta.

— É uma carta de Hogwarts – Falou o cabeça de cenoura e começou a ler em voz alta.

Caro Senhor Wesley

Venho por meio desta convidar o Senhor para participar do Acampamento Recomeço. Aonde os alunos do 6º e 7º ano estarão terminando seus estudos e também podendo passar maravilhosos momentos junto de seus colegas.

O tem sairá da plataforma 9¾ no dia 1º de outubro as 8 horas.

Atenciosamente

Minerva McGonagall Diretora de Hogwarts

— Nossa um acampamento – O Potter falou empolgado. Nem eu nem ele abrimos nossas cartas já que o Weasley leu a dele – Acho que vai ser legal, um bom momento para esquece um pouco essa história de guerra.

— Concordo com você Harry. Vai ser bom para todos, passar um tempo ser essa história de guerra – Falou o Weasley – O que você acha Malfoy?

— Sinceramente? Eu não vou nesse acampamento nem morto – Imagina eu um ex-Comensal da Morte nesse acampamento. Não ia ser muito legal, ser zoado e humilhado.

— Mas esse é o melhor jeito de você provar que se arrependeu Malfoy. Espero mesmo que você tenha mudado e que se torne alguém melhor – Me surpreendi com quem disse isso. Logo virei e atrás de mim estava uma Granger com cara de quem estava em uma luta interna. Ela me olhava como se tentasse me desvendar a todo custo.

— Não sei não Granger. Sou muito novo para morrer – Dei meu melhor sorriso debochado.

— Você quem sabe Malfoy, mas seria uma ótima oportunidade de mostrar que você realmente quer mudar – Dito isso ela saiu novamente, mas desta vez em direção a cozinha.

— Sabe Malfoy acho que a Mione tem razão e não se preocupe nós estaremos lá se algo der errado – Ironizou o Potter.

— Claro, claro – Também ironizei. Comecei a sentir um aroma delicioso. Mas que cheiro maravilhoso é esse? Cara aquele cheiro estava fazendo minha barriga fazer um barulho muito alto.

— Cara isso foi sua barriga Malfoy? – O Potter perguntou entre as gargalhadas – Sei que a comida da Senhora Weasley é maravilhosa, mas isso é demais – Ele riu mais ainda – Você não tem comida em casa Doninha? – Ele e o Weasley quase caíram do sofá de tanto rir.

— Claro que tenho testa rachada – Falei com indiferença – Mas como sai cedo não tomei café da manhã. E falando nisso já está na minha hora de ir embora – Me direcionei aos dois que ainda riam. – Queria agradecer mais uma vez pela atenção e por terem aceitado meu pedido de desculpas – Estendi a mão em direção ao Potter. Pensei que ele não iria aceitar, mas me enganei. Ele apertou minha mão selando nossa nova amizade.

— Até mais Malfoy – disse ele.

— Até Potter.

Estendi minha mão desta vez em direção ao Weasley. Ele demorou um pouco para retribuir o gesto, mas também estendeu a mão apertando a minha.

— Até Malfoy. E espero ver você no acampamento.

— E eu espero ver vocês antes disso – Eles me olharam confusos.

— Como assim? – Perguntou o Weasley cada vez mais confuso.

— Quero que vocês vão passar o dia comigo amanhã na mansão. A gente pode aproveitar a piscina e também jogar Quadribol no campo que temos lá.

— Você está falando sério Malfoy – Falou a Weasley chegando na sala – Você tem um campo de Quadribol em casa? – Ela parecia bem eufórica com a ideia.

— Tenho. Você também está convidada para ir se quiser e pode levar a Granger com você – Seria bom ter todos eles na minha casa. Pensei também em convidar Blás, Theo e a Pansy.

Ela confirmou com a cabeça e me levou até a porta.

— Porque você não fica para almoçar Malfoy? – Perguntou a Senhora Weasley aparecendo ao lado da filha.

— Eu agradeço o convite Senhora Weasley, mas preciso voltar, pois sai e não avisei minha mãe aonde iria e ela deve estar preocupada com a minha demora – Expliquei para a mulher que me olhava com carinho. E antes que eu pudesse falar qualquer coisa ela me abraçou. Foi um abraço carinhoso e que me deixou muito feliz. Retribui o abraço com a mesma intensidade. Me soltei dos braços acolhedores da Senhora Weasley e logo aparatei.

Quando cheguei em casa percebi que não havia me despedido da Granger e nem a convidado pessoalmente para vir aqui amanhã. Mas que droga Draco, como foi esquecer justo ela. Fui interrompido por minha mãe me chamando.

— Sim mãe.

— Onde você esteve esse tempo todo Draco? Eu fiquei preocupada – Minha mãe tinha um olhar curioso.

— Me desculpe por preocupa-la. Eu fui falar com o Potter, o Weasley e a Granger sobre o que aconteceu e também me desculpar.

— Draco isso é ótimo.

— É sim mãe. E amanhã eles iram passar o dia aqui conosco — Minha mãe ficou muito surpresa com o que eu disse – A Senhora pode mandar limpar a piscina e arrumar tudo o mais? – Queria que tudo estivesse perfeito.

— Claro filho. Mas agora me conta tudo o que aconteceu lá.

Depois de contar tudo para minha mãe subi até o meu quarto. Precisava mandar algumas cartas.

Notas finais
Não deixe de deixar seu comentário e nos vemos no próximo capítulo.
beijão...