Um Quase Amor Que Revela O Verdadeiro Amor.

1 Um quase amor que revela o verdadeiro amor.


Notas iniciais
Bem, essa é minha primeira fanfic, eu realmente espero que vocês gostem!

Kagura estava entediada, isso, entediada. Seu brinquedo humano está em uma missão e ela não tem nem ideia de quando ele irá voltar.

– Gin-chan, vou dar uma volta com o Sadaharu. – Disse Kagura, sem muito entusiasmo no tom de voz.

– Hai hai. – Respondeu o preguiçoso sem prestar atenção no que a Kagura dizia.

– Agora Kagura-chan? Está um pouco tarde para você sair essa hora da noite. – Alertou Shinpachi enquanto limpava o pó dos móveis.

– Megane, cuida dos seus óculos e me deixa em paz. – Kagura respondeu estressada, já estava no tédio, com o Shinpachi a perturbando isso só piora a situação.

– É isso né? Você me odeia né? Só estou tentando cuida de você, Kagura-chan, e você faz isso comigo? – Gritou Shinpachi.

Kagura simplesmente ignorou o Shinpachi e saiu do Yorozuya com seu bicho de estimação. Pode ouvir os gritos do Shinpachi brigando com o Gintoki, que nem prestava um pingo de atenção, enquanto descia as escadas. Subiu em cima do Sadaharu e saiu sem rumo pela cidade.

Ah, estou com tédio, fome e está tarde. Será que vou na casa da Anego-aru?” Kagura pensou melhor “Hm, Anego vai fazer aquelas coisas estranhas, melhor não.” estava distraída e não percebeu quando Sadaharu mordeu a cabeça de uma pessoa.

– Oe, moça? Pode me ajudar fazendo favor? – Ouviu uma voz de lamentação dentro da cabeça do seu animal.

– Tsk, por que eu faria isso-aru?

– Porque eu posso lhe ajudar a matar o tédio.

Kagura ficou confusa, estava tão na cara que ela estava entediada?

– Não, arigatou, não estou entediada-aru. – Recusou a oferta sem pensar duas vezes.

– Então vai simplesmente deixar seu cachorro me carregar pela cabeça?

– Hai-aru.

Kagura ouviu um suspiro de derrota. Não queria ser má, só que infelizmente a Kagura não é tão legal assim. Ou talvez seja.

– Eu lhe ajudo a sair daí se você me contar como sabia que eu estava entediada-aru.

– Feito.

Kagura deu dois tapinhas de leve na cabeça do Sadaharu e disse:

– Pode soltar amigão. – Em resposta o cachorro abriu a boca e soltou o homem. – Pronto, agora diga como sabia que eu estava entediada-aru.

O homem levantou do chão e Kagura pode vê-lo melhor. O homem, que na verdade aparentava ser muito jovem para ser chamado de homem, tinha cabelos brancos não muito grandes e um dos seus olhos era vermelho e o outro verde. Vestia trajes de frio, já que aquela noite estava um pouco fria demais para a primavera. Kagura corou, não podia negar que ele realmente era muito atraente.

– Antes de tudo, qual é o seu nome? – Perguntou com uma voz doce e rouca.

– Kagura, e você infeliz-aru?

– Oe, por que tanto ódio? – Fingiu estar magoado. — Pode me chamar de Watanuki.

– Ok, Watanuki-baka-san, você está me fazendo perder tempo, pode me dizer logo como você sabia que eu estava entediada-aru?

– Ao invés de responder isso, que tal eu fazê-la sair do tédio? Fiquei sabendo que existe uma tenda ótima de soba e ramen por aqui. Que tal irmos jantar lá?

– Oe, ta achando que sou o que? Não vou sair com um estranho como você. Falando nisso, nem sei porque estou falando contigo, o Gin-chan me disse para nunca falar ou aceitar algo de estranhos-aru. – Disse Kagura enquanto continuava seu caminho.

– Kagura-chan, não seja tão má. – Disse Watanuki enquanto a seguia a pé. – Prometo-lhe que não farei nada pervertido. – Parou na frente do Sadaharu.

Kagura simplesmente o ignorou e passou por cima dele.

– Kagura-chan! – Gritou correndo atrás dela. – Vim de um lugar muito longe e só quero conhecer a cidade e as pessoas daqui. Onegai.

Kagura não podia negar. Ela é do Yorozuya né? O pagamento dela vai ser um ramen, não é? “Ah, acho que não custa nada então-aru.” Pensou decidida.

– Tsk, você é um saco. Ok, eu te mostro a cidade, mas eu ainda quero o ramen-aru. – Kagura parou o Sadaharu e ajudou o Watanuki a subir com ela.

Foram a caminho do Ikumatsu conversando sobre as coisas mais idiotas possíveis, Kagura ria das idiotices dele e ele gostava de ouvir a risada dela.

– Chegamos-aru. – Anunciou Kagura enquanto entrava na tenda com Watanuki.

– Aqui é realmente muito...confortável?! – Disse sem ter certeza se essa realmente era a palavra que definia a tenda.

– Tsk. Vê se não da um de MADAO e comece a mendigar, não se esqueça que você vai pagar pra mim-aru. – Watanuki deu uma leve risada e assentiu, sentando-se ao lado da Kagura no balcão.

– Olha só, que bom que apareceu Kagura, pensei que não gostava mais do meu ramen. – Disse Ikumatsu enquanto servia um cliente ao lado deles.

– Você faz o melhor ramen da região, como eu poderia não gostar? Cadê o Zura-aru? – Perguntou já que não viu ele servindo as mesas.

– Ah, ele disse que tinha uns negócios para resolver. – Ikumatsu sorriu, tentando disfarça que esses “negócios” não a preocupa. – Então, quem é esse jovem? Seu namorado, Kagura-chan?

Kagura corou e o Watanuki só deu risada da cara dela.

– N-nani? Você realmente acha que um dia eu namoraria um traste como esse? – Kagura gaguejou nervosa.

– Sou Kuchiki Watanuki, Ikumatsu-san. – Sorriu – Pode me chamar só de Watanuki.

– Vou chama-lo de Kuchiki-san. – Watanuki ignorou o fato da Ikumatsu ter ignorado o pedido dele para chamá-lo de Watanuki.

– Chega de falatório inútil né? Quero um ramen-aru. – Disse Kagura impaciente.

– Hai hai, e você Kuchiki-san? – Perguntou Ikumatsu.

– Também! – Sorriu.

Depois de comer, Kagura, Watanuki e Sadarahu (que infelizmente ficou pra fora da tenda e com fome) foram ao parque. Sentados em um banco chupando um picolé.

– Oe, acho que está ficando tarde. – Disse Kagura quando o parque começou a ficar vazio. – Vou pra casa-aru.

– Nani? Mas já? – Perguntou Watanuki.

– Hai, o Gin-chan vai brigar comigo se eu demorar. – Kagura levantou do banco e chamou Sadaharu, que estava brincando com umas crianças, para ir embora. – Ja nee, Watanuki-aru.

– Ja nee, Kagura-chan. – Watanuki sorriu e deu um beijo na bochecha da Kagura, fazendo-a ficar corada.

Kagura, ainda corada, sobe no Sadaharu e vai para casa. Ela não tinha percebido, mas o anpan-san estava observando eles de longe o tempo todo.


– Moshi moshi? – Yamazaki atendeu o celular quando parou de seguir Kagura. – Eu acho que você não vai gostar de ouvir o que eu tenho para contar-lhe.

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Kagura estava feliz, realmente havia gostado do Watanuki e da sua noite com ele. Ela sentiu várias coisas que pensava que só menininhas melosas sentem por quem se apaixonam. Mas pelo menos tédio com certeza não foi uma das coisas que sentiu.

E ele a fazia se sentir importante.

Ela ficou pasma quando ele parava para ouvir sobre todos seus Sadaharu’s e como Gin-chan e Shinpachi são completamente inúteis. Gostava dessa atenção, das piadas que ele fazia sobre as pessoas estranhas que passam na rua e de como ele a fazia rir como não ria como antes. Ou de quando ela parava de falar e ele insistia para que ela falasse um pouco mais sobre sua vida, sobre Gin-chan, Shinsengumi, Anego e os stalkers. Kagura evitava o máximo possível falar sobre o sádico, não gostava de tocar no assunto porque sentia muito a falta dele, ela nunca iria admitir tal coisa, mas sentia.

Mas por algum motivo, ela achava que ele podia ler seus olhos ou até ler sua mente.

Sempre que ela pensava no Okita, ele já dizia algo como “ele vai voltar” sem que ela diga uma palavra.

Ou será que a saudade por ele está tampada na testa dela e ela nem percebeu?

– Onde estava Kagura? – Gintoki perguntou com a voz um pouco alterada quando ela atravessou pela porta do Yorozuya.

– Eu disse, Gin-chan, eu fui dar uma volta com o Sadaharu. – Respondeu calma, pegando a ração do Sadaharu e colocando na tigela.

Gintoki estranhou um pouco sua atitude, nada de “tsk, por que não vai ler sua jump e me deixa em paz?” ou “ainda não morreu de diabete, gin-chan?”.

– Kagura-chan, você está bem? – Perguntou preocupado.

– Hai, Gin-chan. Por que não estaria? Cadê o Megane-aru?

– Ele já foi pra casa... – Gintoki preferiu ignorar a atitude muito suspeita dela e foi para seu quarto. Ele já sabe que ela pode se cuidar e é que ela é uma adolescente e suas emoções se alteram. – Vai logo tomar seu banho e dormir! – Gritou fechando a porta.


Kagura fez o que ele mandou. Ela percebeu que ele estranhou um pouco, mas preferiu fazer nada, afinal, é normal uma menina da idade dela estar calma uma vez na vida, né?

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Vários dias se passaram desde que conheceu Watanuki. Sua rotina é sempre a mesma e sempre terminava em algum lugar pela cidade com ele. Ela o apresentou para todos da cidade que conhecia e todos sempre perguntavam a mesma coisa: “é seu namorado, Kagura-chan?” e sempre ficava corada e respondia que jamais namoraria alguém como ele. E ele? Sempre ria da cara dela.

Hoje a noite, eles resolveram ir ao parque de novo, tomar um picolé e comer sukonbu. Mas a ultima coisa só a Kagura fazia.

Kagura estava até pensando que tinha começado a gostar dele, mas naquela noite ela não pensou mais isso.

– O que está fazendo aqui essa hora da noite com esse estranho, china?

O coração da Kagura começou a bater mais forte. Olhou para atrás só para ter certeza que não estava delirando, já fazia um mês que não o via.

– Hã? Desde quando eu tenho que lhe dar satisfações, sádico-aru? – Kagura tentou disfarçar e perguntou com a cara de mais tediosa possível.

– Terei que te prender, china, você feriu o coração de um policial. – Disse sarcástico.

– Hm, Kagura-chan? Esse é o sádico maldito que você me contou? – Watanuki perguntou no ouvido da Kagura para que o Okita não soubesse que a Kagura já havia falado sobre ele. Okita fez uma cara de desgosto.

– Hai. – Falou mais baixo. – Acho que nosso passeio acaba aqui, Watanuki, tenho que quebrar a cara de um sádico.

Watanuki não gostou muito dessa ideia, mas preferiu não dizer nada, afinal, Kagura é não é sua. Só que ela percebeu a cara de irritação dele e disse:

– Amanhã a gente se vê então? – Sorriu e Watanuki também.

Okita não gostou disso. Por que ela sorri para aquele bastardo mini danna e não sorri assim perto dele?

E por que esse sorriso é muito mais lindo que o sorriso de sarcasmo que ela sempre da perto dele? Ele realmente não gostou disso.

– Hai! – Watanuki deu um beijo na bocheca da Kagura e saiu. Kagura não corou dessa vez, já estava acostumada com isso.

– Danna sabe que você anda com estranhos no meio da noite, china? – Perguntou com a cara de indiferença de sempre.

– Tsk, por que isso te interessa, sádico? A vida é minha, eu faço o que eu quero-aru. – Respondeu também indiferente.

Nenhum dos dois disse mais nada. Kagura estava com medo de deixar escapar algo que deixasse na cara que sentia a falta dele, e que passava o dia pensando se ele estava vivo ou pegando uma masoquista por ai. E Okita com certeza não queria dizer algo que parecesse que ele está com ciúmes. Mas não podiam ficar só nisso.

– Não vai dizer mais nada, ladrão de impostos? – Perguntou Kagura depois de longos minutos que pareceram horas naquele silêncio. –Vou embora então-aru. – Essa noite Kagura não trouxe Sadaharu para dar uma volta, então começou a caminhar para fora do parque.

– China. – Okita segurou seu pulso esquerdo.

– Nani? Me solta, sádico inútil-aru. –Kagura lutou com todas as suas forças para não ficar encarando seus olhos castanhos avermelhados. Ela só pensava em ir embora e não ter que ficar ali babando por aquele idiota.

Okita ficou olhando para os olhos dela. Procurava algo, qualquer coisa, que indicasse que ela também gosta dele. Que aquela vontade absurda de agarrar ela não fosse só pela parte dele. Mas Okita nunca foi muito bom em descobrir algo só pelo olhar das pessoas.

Suspirou fundo e soltou o pulso dela, andando na direção contrária que a Kagura seguia. Ela? Ela ficou ali mais uns minutos parada, só tentando entender o que diabos tinha acabado de acontecer.


Tsk, qual é o problema desse sádico? Ele está tentando me enlouquecer-aru?” pensava um pouco irritada.

Antes de dormir, tinha chegado a uma conclusão: “eu realmente gosto daquele sádico inútil-aru

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Okita voltou mais cedo da missão só por causa da ligação do Yamazaki. Quando ele ligou para o Yamazaki, só queria saber se a Kagura não tinha se metido em encrenca como sempre faz e pediu para ele seguir Kagura. Mas não imaginava que a china girl arrumaria um amiguinho muito suspeito. Não queria ficar ali com o Hijibaka ao invés de fazer algo para afastar Kagura daquele estranho, voltou assim que pode e ameaçou Yamazaki, dizendo que as “pegadinhas” que ele faz com o Hijikata não seria mais só pra ele, caso Yamazaki contasse algo para alguém.

Ele (incrivelmente) não conseguia dormir, ele ficava lembrando daquele sorriso que a Kagura deu para o Watanuki. Ele ainda não se conformou em descobrir que ela tem um sorriso tão lindo e não sorri assim perto dele. “O problema era sou eu? É isso? Se perguntava “Tsk... Com certeza vou mudar isso”.


Decidido sobre o que iria fazer, conseguiu dormir.

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O dia nasceu nublado, fazendo Kagura agradecer aos céus porque não teria que sair na rua com seu guarda chuva habitual. A própria caminhava tranquilamente pelas ruas de Kabuki-cho sozinha, até mesmo sem Sadaharu, que por algum motivo não quis sair do Yorozuya. Pensou em ir até a casa da Soyo, mas desistiu da ideia só de lembrar que teria que brincar com ela sendo vigiada. Anego? Desistiu também, devia estar ocupada limpando a casa ou fazendo aquela matéria negra para dar ao Shinpachi. Resolveu ir ao parque, no caminho comprou seu sokunbu.

Quanto chegou lá, viu o sádico dormindo debaixo de uma árvore, hesitou muitas vezes até ter coragem para se aproximar dele.

Okita dormia traquilo, sem a jaqueta do Shisengumi. Dormia com a boca aberta e respirava profundamente, sorriu e começou a resmungar.

“Hee... Com o que será que ele está sonhando? Será que é mais uma das suas fantasias de sádicos-aru?” ficou irritada “tsk, sádicos são imprestáveis, só pensam coisas pervertidas”. Kagura caminhou lentamente para o mais longe possível dele, não queria perturbar ele naquele momento.

Até que foi repreendida por uma voz.

– A onde pensa que vai, china?

Kagura gelou. Será que ele percebeu que ela estava observando ele?

– Vou cuidar da minha vida, você deveria fazer o mesmo-aru.

– Cadê o bastardo?

– Oe, não fale assim dele-aru. – Defendeu Watanuki. Por um segundo até pensou que ele estava com ciúmes, mas achou melhor não se iludir.

– Tsk, engole ele e morre, china.

– Nani? Morre você sádico inútil-aru. – Gritou. Okita levantou e olhou para ela com um olhar desafiador. Kagura sabia o que isso significa.

Kagura correu para dar uma voadora na cara dele, Okita segurou sua canela, ela pulou e tentou chutar a cara dele com a outra perna, mas ele usou a outra mão para se defender. No reflexo, Kagura usou uma de suas mãos e socou a cara do Okita com toda a sua força possível, fazendo ele bater contra árvore e soltando suas canelas. Okita não ficou para atrás, logo sacou sua bazuca e atirou na direção da Kagura, que deu um imortal para trás tentando desviar do tiro. Assim que pôs os pés no chão, ficou surpresa ao ver Okita bem na sua frente a ponto de dar-lhe um soco na barriga. Mas ao invés disso, ele pulou em cima dela, fazendo os dois caírem no chão ele ficar por cima dela.

– O que você está fazendo, sádico-aru? – Perguntou irritada, quando percebeu a situação.

Mas Okita não respondeu. Olhou bem fundo dos olhos dela, não podia desistir, tinha que achar algum sentimento. Um sentimento que não era ódio.

– China – Okita sussurrou. Kagura ficou ofegante, seus rostos estavam muito perto, perto demais para a sanidade dela.

Kagura não respondeu, esperou ele continuar.

– Você sente algo por aquele bastardo?

Kagura ficou com medo de responder, olhou para os lados e só então percebeu que Okita estava segurando seus pulsos, fazendo ela ficar presa embaixo dele. Seu coração começou a bater tão forte, que jurava que Okita podia ouvir.

– Não. – Respondeu sem qualquer emoção tanto na voz como nas feições do rosto.

Okita sorriu. “Tsk, acho que vou morrer” pensou Kagura “tenho que sair daqui o mais rápido possível”.

Quando olhou para os olhos do Okita de novo, percebeu que seus lábios estavam nos deles, ainda sem beijar, parou de respirar. Okita percebeu e passou a língua nos lábios da ruiva, fazendo-a arfar. Ele com certeza estava gostando dessa situação.

A ruiva fechou os olhos, sim, ela esperava um beijo dele. E ele queria mais que tudo provar os lábios rosados da ruiva.

Ele a beijou delicadamente. Com a língua pediu passagem para aprofundar mais o beijo, e ela cedeu. Ela não sabia muito bem o que fazer, além de estar completamente em transe, era seu primeiro beijo. Mas ele sabia, soltou seus pulsos e colocou uma mão na nuca dela e a outra na sua cintura. Cortou o beijo somente quando precisou de ar.

Kagura, ainda de olhos fechados e ofegante, estava corada. Okita ficou impressionado em como ela fica linda vermelhinha, principalmente depois de um beijo que ele quem deu.

– China. – Sussurrou no ouvido dela. – Você é só minha.

Kagura ainda de olhos fechados, analisando tudo o que aconteceu, não disse nada. O momento estava perfeito demais para falar algo, ela com certeza estragaria isso. Ficou irritada quando percebeu que ele saiu de cima dela e começou a caminhar. Levantou e correu até ele.

Puxou seu braço e deu um outro beijo.

Seu beijo era meio desajeitado, a sua mão ainda segurava o braço dele, e a outra ela colocou na nuca dele. Fazendo a mesma coisa que ele, pediu passagem com a língua e ele cedeu já com as mãos da cintura dela. Ela só cortou o beijo procurando por ar, e ele aproveitou a chance para morder o lábio inferior dela. Os dois nem se importavam com o fato de estar no meio do parque, as três horas da tarde, na verdade, nem prestavam atenção a sua volta.

– Sádico, você é só meu. – Disse decidida e por dentro, morrendo de felicidade por ser correspondida.


Okita preferiu nem responder, estava admirando a cor dela que passou de vermelho para roxo.

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Depois daquele dia, vários dias haviam se passado e eles estavam namorando. Preferiram manter segredo, mas não deu muito certo quando um certo Madao viu os dois juntos e comentou com Gintoki: “não sabia que a china e o Okita Sougo estavam namorando”. E assim começou uma confusão no meio do Shinsengumi.

– Nani? – Gritou o ex-samurai preguiçoso. – Kagura, o que você pensa que está fazendo com esse ladrão de impostos?

Kagura e Okita estavam ali tinha horas, mesmo explicando tudo de trás para frente, mas o Gintoki se recusava em aceitar algo assim.

– Tsk, você pode parar de gritar? Eu não sou surda-aru. – Respondeu irritada, não aguentava mais isso, Gintoki já ameaçou Okita milhares de vezes e ela só queria ir dormir.

– Ele é um sádico ladrão de impostos Kagura! – Repetiu pela milésima vez. – Não pode confiar nele! Ele é um pervertido!

– Danna, relaxa, não vou fazer nada que a china não queira. – Disse com a cara sem emoções de sempre.

Ele levou um soco da Kagura e do Gintoki.

– Nani!?!?!? Você realmente acha que vou fazer algo contigo, sádico infeliz-aru? – Kagura gritou, estava vermelha.

– Ta vendo, Kagura-chan? É esse o namorado que você quer? – Gintoki gritou desesperado. Não queria sua filha de consideração com um imprestável como esse.

– Tsk, Gin-chan, confia em mim. É dele que eu gosto, não existe nada que você possa fazer que vai mudar isso-aru. – Respondeu tentando manter a calma.

Gintoki olhou para Okita que estava com o nariz sangrando e disse:

– Se você um dia fizer a Kagura chorar, eu te caço até o inferno! – Respondeu sério.

– Danna, vou fazer Kagura a garota mais feliz do mundo. – Respondeu sério e olhou para a Kagura. – Eu prometo.


Kagura sorriu, e soube que a luta que teria por vir com o careca-san valeria a pena. E que em todo esse tempo, quem ela realmente amava estava ali, dizendo coisas idiotas e sádicas.

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No dia em que Okita voltou...

– Moshi moshi? – Watanuki atendeu uma ligação em quanto voltava para o hotel em que estava hospedado. – Ah, boss, ela agora está com um dos cães do governo. Hm? Não não, não acho que seja só passatempo. – A voz do outro lado da linha estava um pouco nervosa – Eu li a mente dele, ele realmente gosta dela. Acho que vai ser um pouco mais difícil fazer ela trabalhar ao seu lado. – A voz do outro lado da linha se acalmou. – Ok, eu volto amanhã. Tchau. – Desligou o celular.

– Hee... ta na hora de voltar ao Harusame. — Suspirou.

Notas finais
Eu sei que ficou muito grande, mas se eu fizesse mais de um capítulo não seria mais one-shot u.u
Eu realmente não lembro muito bem se a Kagura usa -aru em todos os fins de frases. Espero que os personagens não tenham ficado muito OOC.
A história ficou muito confusa? Fiquei muito com medo disso acontecer e acho que acabou acontecendo... kkk
Gostaram? Não gostaram? Aceito críticas construtivas e elogios de braços abertos o/
Então, arigatou minna-san, todos que leram até o fim! ^^
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!