Notas iniciais
Oie gente... mais um capitulo ..Esperamos que gostem, não deixem de favoritar e comentar :) Beijos

Depois da confusão com o príncipe Christian, Anastásia voltou para casa, não estranhou quando não encontrou ninguém no pequeno casebre, pois sabia que seus pais ainda estavam no comércio, foi melhor assim. Anastásia, não queria explicar aos pais o porque de está chorando e tão nervosa, depois de fugiu do príncipe Anastásia correu tanto, como se sua vida dependesse disso, nem se lembra quantas vezes caiu, suas vestes estavam sujas. Ela sabia que não era culpada, como poderia? Aron era seu amigo a ajudava, era um defensor contra as injustiças da realeza contra o povo, assim como ela, Aron tinha um bom coração, assim como Anastásia, ajudava os pobres dividindo o pouco que tinha com quem não tinha nada, mas quem acreditaria nisso? Quem acreditaria nessa história? Anastásia seguiu para o pequeno banheiro e com os baldes de agua encheu a banheira arredondada de madeira escura, se despiu e entrou na banheira, queria poder esquecer o que tinha acontecido, ela temia pela sua vida e de sua família, tinha medo do que o príncipe seria capaz de fazer. Depois de se banhar, Ana – assim como gostava de ser chamada — vestiu sua camisola de pano fino branca e deitou-se em sua cama, para descansar, iria tentar resolver isso amanhã de manhã, contaria toda a verdade ao o príncipe.

No castelo o rei Carrick discutia com sua família sobre o baile para as moças da realeza experimentarem o anel encantado, o que deixava o príncipe Christian mais irritado.

— Isso é um absurdo! – exclamou ele.

— O que meu filho?

— Como podes acreditar nessa tolice de anel encantado? Isso não existe! Não me casarei por causa de falsas profecias.

— Sim, iras se casar! – disse o rei irritado. – Já passaste da hora de casares e assumir as responsabilidades do teu reino.

— E quem garante que aquela mulher, que nem ao menos conhecemos esteja falando a verdade? – perguntou o príncipe Elliot.

— Só saberemos quando o anel grudar no dedo da escolhida.

O príncipe Christian saiu da sala furioso não queria continuar escutando aquelas asneiras de magia e casamento, estava irritado com raiva, mas sabia que isso não era somente pela história do maldito anel e sim por causa de uma maldita mulher, a mulher que matou seu irmão. Christian foi ao encontro de Welch que estava na enfermaria do castelo para cuidar do ferimento do braço. Quando avistou o príncipe fez reverencia a ele.

— Alteza.

— Como estás, soldado?

— Estou bem Alteza, foi apenas um corte, nada grave.

— Bom, amanhã quero que reúna alguns soldados, iremos sair até a casa dos Steele, eles não cumprem com os deveres ao reino pagando os impostos. Quero ir até lá e poder ver aquela miserável de Anastásia, vou faze-la sofrer pelo que fez com meu irmão. Mas ninguém, além de nos dois poderá saber disso, entendeu?

— Sim, alteza.

O coração do príncipe estava cego de ódio, queria a todo custo se vingar de Anastásia e ele faria isso, ele se vingaria dela.

****

Anastásia teve um sono perturbado pelas palavras do príncipe Christian, pela manhã, levantou cedo pegou água no poço para ajudar a mãe nos afazeres de casa. Seu pai Ray rachava algumas lenhas com o velho machado no quintal do pequeno e simples casebre de barro. José o primo de Anastásia ajudava seu tio carregando as lenhas, era como um irmão para ela, pois desde crianças foram criados juntos. José roubava os cavalos e saquiava pequenas cargas e vendias as mercadorias por um preço mais baixo e o que conseguia com a venda das mercadorias, divida com os que não tinham e com a família. Anastásia e Aron eram os únicos que sabiam disso, não concordavam, mas sabia que era para uma boa causa. Enquanto sua mãe se distraiu conversando com seu pai ela levou José até os fundos do casebre.

— Aconteceu algo, Ana? Parece nervosa.

— José descobriram sobre os roubos dos cavalos. – Jose arregalou os olhos.

— Quem?

— A realeza, o príncipe Christian.

— Minha nossa! Isso não é bom, podem me mandar para o calabouço. – diz Jose desesperado.

No momento em que conversam escutaram alguém cumprimentar seus pais na frente da casa e foram ver quem era. Anastásia ao reconhecer o príncipe junto com alguns soldados inclusive o homem que a mesma feriu tarde passada, sua pele torna-se pálida ela teme que eles vieram prender sua família.

— Bom dia, alteza. – Seu pai seguindo de sua mãe curvaram-se diante do príncipe que apenas acena com a cabeça e não desce de seu cavalo.

— A minha vinda atua casa é por causa dos teus impostos que não tens pagado, pode s perder tuas terras por isso.

— Peço perdão alteza, não paguei os impostos porque minha esposa Carla andou adoentada esses dias.

— Seu comércio de vendas também não está registrado.

— Perdão meu príncipe, pretendo regularizar tudo.

Christina faz sinal com a cabeça, Welch desce de sua montaria e entrega um papel com anotações ao velho Ray que o analisa incrédulo com o valor, não tinha como pagar era muito alto.

— Alteza é muito não tenho como pagar. – diz temeroso.

— Pague ou será proibido de comercializar e perderá tuas terras.

José fechou os punhos indignado por seu tio implorar pela misericórdia do príncipe. A renda da família simples era da venda dos tapetes, uma tradição passada de pai para filho durante gerações. Com raiva José decide interver pelo tio.

— Qual é o problema da realeza? Também queres que passemos fome? Nossas vidas já é tão miserável e ainda querem tirar o tão pouco que temos, são mesmo uns miseráveis.

— José, meu sobrinho, tenhas calma, não os insultem! – diz Ray severo. – Senhor, o que posso fazer para saldar a divida?

Os olhos acinzentados do príncipe analisaram Anastásia dos pés a cabeça, ao perceber ela se esconde um pouco atrás de José seu primo.

— Está jovem é de casa? – pergunta o príncipe encarando-a, mesmo sentindo raiva dela, não deixa de admirar sua beleza.

— Sim, minha filha, a única que pude ter. – diz Carla receosa.

— Que ela pague a divida servindo no castelo.

— O Que? Pretendem tornar minha prima uma escrava?

— Chamas a mim de miserável, no momento tenho sido muito misericordioso, especialmente contigo José.

O príncipe joga uma indireta que somente Anastásia e o primo ladrão compreendem, ele se referia aos roubos dos cavalos.

— Mas meu Senhor, minha filha é muito menina, ainda tem 18 anos. – diz Carla com lágrimas nos olhos.

— É melhor, é jovem, dará conta do trabalho.

— Leve a mim, meu Senhor. – Pediu Carla, mas não adiantou, o príncipe voltou-se a fitar Anastásia.

— Minha cara jovem, é uma proposta generosa a ti e tua família, não é mesmo?

Sem conseguir falar, a jovem plebeia apenas acena com a cabeça, sabia que não tinha outra escolha. O príncipe determina que ela comece a trabalhar no mesmo dia e se mude para o castelo, com a promessa de que se descumprirem as ordens que lhe foi dada, perderão tudo.

Carla embalou as poucas vestes da filha em uma trouxa em meio as lágrimas, Anastásia tentava consolar a mãe.

— Não chores mãe, virei visita-la, poderia ter sido pior.

— Eu sonhava em te ver casa, ter uma família, mas agora ficarás servindo naquele castelo só Deus sabe quando.

— O trabalho não deve ser por muito tempo. – disse Anastásia, mal sabia ela que um tormento estaria começando em sua vida.

Ray arruma a carroça guiada pelo jegue, ele chama a filha que vem com a pequena trouxa nos braços e monta na carroça. José fica com a tia, ela chorava desconsolada, juntos acenam da porta para Anastásia que ao pegar a estrada vai se distanciando cada vez mais.

O caminho do casebre até o castelo foi percorrido em total silêncio, afinal Ray também estava triste e se sentia culpado por tudo aquilo, queria poder fazer alguma coisa, mas infelizmente não tinha outra opção. Em companhia do som ouvido pelos pássaros, o som das ferraduras do animal em atrito com o solo fazendo a velha carroça xaqualhar para a direita e para a esquerda dando a eles a visão da extrema muralha de proteção do castelo, fazendo torna-se mais próxima. O olhar de Anastásia de desdenho ao ver o grande portão, Ray parou a carroça caminharam até um pátio com caminho de pedras quadriculadas, tendo uma boa visão do imenso jardim, com esculturas verdes e flores coloridas, parecia o paraíso. Mais a frente avistaram uma mulher que aparentava ter quarenta anos, baixa e loira, com os cabelos em um coque e bem vestida, com um sorriso genuíno no rosto ela os cumprimentou.

— Bom dia mocinha, sou Gail Jones, você é a Anastásia?

— Sim.

— Bem, se despeça de seu pai e me acompanhe.

Anastásia seguiu a ordem da mulher e quase chora quando dá um abraço forte em seu pai e se despende já que a entrada dele no castelo não foi autorizado e saiu correndo com a pequena trouxa nos braços seguindo a mulher. Gail enumerava as funções da jovem nos dedos enquanto mostrava o imenso palácio nas cores dourado e branco, ela teria que lavar, ajudar na cozinha e na faxina quando necessário, arrumar os aposentos enfim teria de servir em tudo que precisa-se nos castelo, ela concluiu que o príncipe queria mata-la de tanto serviço.

— Entendi Sra. Jones tudo o que tenho que fazer.

— Anastásia creio que já está ciente de que não receberá salário por isso. – diz a senhora de meia idade deixando a pobre moça incrédula.

— O que?

— É para o pagamento da divida de sua família, assim ordenou o príncipe. — Ela entendeu que era uma forma de castiga-la com o trabalho escravo.

Gail a leva para a ala dos empregados, em pequeno quarto, simples sem nenhum luxo, com uma cama de maneira escura e um baú no pé da cama para acomodar seus trapos em que se vestia trapos velhos feitos de algodão cru amarelado. Enquanto guardava suas vestes, alguém bateu em sua porta, uma moça também loira parecida com Gail usava uma roupa mais nobre que a dela, parecia ser de um bom tecido a blusa branca com mangas longas afofadas com babados combinavam a saia azul longa e nos pés sapatos, coisa que Anastásia não usava, apenas usava uma sandália de couro traçado quando não, estava com os pés no chão.

— Olá, sou Hannah, filha de Gail, também trabalho aqui.

— Olá, sou Anastásia, mas pode me chamar de Ana.

—Certo, Ana eu preciso que arrume o quarto que a princesa Mia irá ficar, ela perdeu os pais e se mudará para o castelo é sobrinha da rainha, mas antes o chão do quarto do príncipe precisa ser limpo, venha irei mostrar onde é.

Hanna entrega a jovem um balde com agua, sabão e um esfregão. As duas seguem aos aposentos do príncipe, durante o trajeto Anastásia admirava cada pedacinho do palácio, nunca tinha visto uma casa tão bonita, bem limpa e perfumada. Seguiram por um corredor onde dava para os aposentos da realeza. Pararam em uma porta dupla no final do corredor. Ao abrir a porta, Anastásia contempla o amplo lugar, com uma enorme cama de madeira cor de mogno, com colunas nas laterais, o quarto é nas cores vermelho e dourados, lençóis de seda na cama com várias almofadas, duas escrivaninhas ao lado da cama com um abaju em cada lado. No quarto havia duas portas, nas quais ela deduziu ser o banheiro e o closet do príncipe, tinha um tapete bem talhado no chão, e o que chamou mais a atenção da moça foi a grande janela com varanda, dando uma boa visão ao jardim. Anastásia olhava tudo aquilo de boca aberta, mas logo saiu de seu traze, sabia que não estava ali para apenas admirar aquela beleza.

A plebeia começou a esfregar o chão e cantarolava seus cabelos longos castanhos com cachos nas pontas quase tocando o chão emolduravam seu rosto durante cada movimento em que esfregava o chão, para ela não era nenhum problema pois fazia isso sempre em casa ajudando sua mãe. Ajoelhada, curvando um pouco o corpo para esfregar o chão sem parar. Hanna a deixou sozinha precisava arrumar os aposentos da rainha e cuidar de seus afazeres, mas Gail viria para supervisionar o serviço.

— Esta esfregando isso direito? Gosto do chão do meu aposento impecável. – A voz grave e masculina soou atrás dela que se virou imediatamente a fazendo encarar o par de botas a sua frente e subir o olhar até o dele.

— Não venha me perturbar! Já não basta o trabalho escravo que me forçou?

— Ingrata! Eu deveria denuncia-la e mandar você e sua família para a execução, sabe como as leis funcionam e a pena para assassinato. – disse o príncipe com a voz ameaçadora.

— Eu já disse que sou inocente! Quanto tempo isso vai durar?

— Até você para de respirar.

— Alteza, por favor, não! Eu desejo me casar ter filhos, uma família! – implorou a jovem com lágrimas nos olhos, mas isso não convence o príncipe.

—Privou meu irmão de ter isso o mesmo acontecerá contigo.

— Alteza, eu suplico, me deixe ir, eu juro por tudo que é mais sagrado, pela vida de minha mãe, eu não matei o príncipe Aron.

— Não jure em vão mulher astuta, não caio em seus jogos de sedução como meu irmão caiu, se continuar a implorar te mandarei para o harém e sabe muito bem para quê ou te mando para a chibata.

— O harém? Não por favor!

— Então, cale-se e cumpra sua pena, esfregue com mais força.

Ele chutou o balde com agua, fazendo a mesma derramar pelo chão e saiu do quarto. A pobre plebeia fica no chão chorando, tentando se acalmar ela começa a esfregar o chão com mais e mais força, como se uma forma de tentar aliviar a tristeza e a raiva. Ela percebeu que um inferno se estabeleceu em sua vida.

Notas finais
Não deixe de comentar isso é muito importante :) Até o próximo