Um Presente para Grissom
14 Parte 1 - Capítulo 14
Notas iniciais
Grissom não tardou a encontrá-la. Achou-a no mesmo lugar em que a havia deixado para ir conversar com Catherine. Ele não pôde esconder a surpresa que sentiu com a descoberta. Não esperava encontra-la ali. Pensou que teria que procurá-la por todo o laboratório por sabe-se lá quantos minutos, no entanto, lá estava ela com Mae em seu colo. A menina estava acordada e exibia seus lindos olhos azuis.
É certo que a perita havia ido se certificar se Greg tinha alguma novidade sobre o caso que lhe ajudaria a elucidá-lo, entretanto, logo após sua conversa com o técnico, ela logo voltara para o mesmo local onde ele a deixara para ir conversar com a colega de trabalho deles. Ela ficou alegre ao vê-lo.
— E então, como foi a conversa com ela? – Sara indagou ansiosa por saber se ele tinha novidade quanto ao assunto que ele fora tratar com Cath.
— Foi muito boa. Ela me indicou uma pessoa, disse que é muito competente e de sua inteira confiança – ele respondeu com um meio sorriso, uma de suas marcas registradas.
— E quando você vai ligar para ela a fim de marcar a entrevista? – Sara inqueriu.
— Pensei em ligar agora e marcar a entrevista aqui no laboratório, assim você poderá estar presente e me dar sua opinião sobre ela – ele explicou.
Ela consultou seu relógio de pulso. Já era tarde.
— Você não acha que é tarde demais para ligar e marcar a entrevista aqui no laboratório, Grissom? – ela questionou.
Dessa vez, foi a vez dele de olhar seu relógio e ver que horas eram. O dia estava próximo a raiar e eles ainda nem haviam concluído seu caso. Ele surpreendeu-se com o passar do tempo tão rápido.
— É verdade. Nem sei como a Mae ainda está acordada – ele comentou e olhou para a menininha que ainda estava no colo de Sara e com os olhos arregalados.
— Faça assim: vamos concluir nosso caso e assim que terminar nosso turno, irei com você para sua casa. Colocaremos Mae para dormir e quando for um horário razoável, você ligará para a babá que Cath indicou e marcará a entrevista na sua casa mesmo. Prometo que estarei lá para a entrevista, basta você me mandar uma mensagem dizendo o horário, que irei imediatamente.
Eles concluíram o caso pouco tempo depois da conversa. As informações fornecidas por Greg ajudaram a elucidar o caso. Luke Green fora morto por um traficante de nome Thomas Black. Luke tentava sair do mundo das drogas e quando disse a Thomas que não mais seria um aviãozinho, o traficante matou-o sem piedade, com um único tiro na cabeça.
*****
Grissom e Sara chegaram na residência de Grissom em poucos minutos depois do término do turno. Mae choramingava e passava as mãozinhas pelo rosto. Sara olhou para trás. Ela estava sentada no banco do carona do carro.
— Ela está com sono – ela afirmou.
— Sim, está – Grissom concordou enquanto descia do veículo e abria a porta do passageiro e pegava o bebê conforto – E não é para menos. Ela ficou todo o turno conosco. Não está acostumada a essa rotina, creio eu.
Sara desceu do veículo e entrou junto com Grissom na residência do supervisor. Ele colocou o bebê conforto em cima do sofá e dirigiu-se a Sara:
— Espere um pouco enquanto eu trago as coisas que comprei para Mae.
Ele voltou para onde o carro estava estacionado e pegou todas as coisas que estavam no bagageiro da SVU que usava. Com um pouco de dificuldade, ele entrou em casa carregando os objetos.
— Você podia ter me pedido ajuda – ela o censurou.
— Eu precisava que você ficasse com a pequena – ele se opôs – Além do mais eu consigo.
— Sei que você é forte, Van Dame, mas uma ajudinha de vez em quando não custa nada. Deixe-me pelo menos lhe ajudar a levar essas coisas para o quarto de Mae.
— Tudo bem, sargento – ele concordou sorrindo – Venha, é por aqui. Eu mostro o caminho.
Sara pegou algumas coisas – bem poucas por que carregava o bebê conforto – e seguiu-o. Eles passaram por um corredor largo e longo e logo depois pararam diante de uma porta.
— É aqui – ele indicou.
Eles entraram no quarto. Aquele era um quarto de hóspedes, o qual transformaria no quartinho de Mae. Mandaria pintá-lo e organizá-lo com tudo o que uma menina tinha direito. Nele havia uma cama de solteiro, porém havia espaço de sobra para as coisinhas que comprara para sua garotinha. Por hora o berço era móvel, havia apenas que montá-lo. Logo o fez. Trocou a roupa de Mae por um pijama e colocou-a no berço. Cantou para ela a única música de ninar que conhecia:
— Brilha, brilha estrelinha quero ver você brilhar. Faz de conta que é só minha só para ti irei cantar – ele repetiu os versos algumas vezes. Mae dormiu rapidamente.
Sara a tudo observava. Grissom certamente seria um ótimo pai algum dia. O zelo que ele dedicava àquela menina que nada era sua lhe dava mostras do que esperar dele quando ele tivesse um filho. Se ele algum dia tivesse. Grissom tomou-lhe pela mão, ela sentiu uma corrente elétrica passar-lhe pelo corpo.
— Vamos Sara, vamos deixá-la dormir – ele sussurrou.
Eles deixaram a porta entreaberta e saíram do recinto. Sara pegou sua bolsa, olhou para o chão e disse:
— Bem, tenho que ir. Vocês precisam descansar.
— Sara – ele a chamou.
Ela olhou para ele.
— Fica comigo?
Ela olhou-o com a sobrancelha arqueada. Achava que não havia compreendido direito. Será mesmo que havia escutado o que ela pensava que tinha escutado?
— Para o caso de Mae acordar chorando. Ela gosta muito de você – ele completou.
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