Um Presente Para Bella
7 Capítulo 7
Notas iniciais
CAPÍTULO 7
Manhattan, 22:00 P.M
Naquela noite, Isabella escolheu seu melhor vestido — um tubinho preto, justo e sensualmente curto —, seu melhor par de saltos — sandálias pretas e altíssimas da grife Saint Laurent, abusou da cor vinho nos lábios e dos cachos nos longos fios.
Após dar os toques finais na aparência, Bella pegou a bolsa carteira da Chanel e saiu de sua suíte, andou pelo corredor e encontrou seu melhor amigo louro. Mike estava sentado de costas para ela, mexendo em seu smartphone, quando ouviu-a, virou-se imediatamente.
Com um alto assovio, se levantou e a aplaudiu.
— Mon amour, você está lindíssima! — Mike a elogiou.
Com um risinho convencido, Bella e ele retiraram-se do apartamento e seguiram para a frente do mesmo. Onde o Lamborguini chumbo de Mike estava estacionado.
Ao saírem, foram inundados por flashes vindos de todos os lados possíveis.
Sem darem moral, adentraram no automóvel de luxo e Mike correu pelas ruas da cidade, até chegar em uma conhecida casa noturna. Ele parou para olhá-la e sorriu malicioso. Enrolando uma mexa de seus fios longos, Bella jogou-a para trás e arqueou a delineada sobrancelha esquerda.
— O que foi, Newton? — indagou, com a expressão desconfiada.
— Soube por uma fonte segura que seu boy britânico já está aí dentro. — respondeu o louro, fazendo com que a morena levemente loura revirasse os olhos.
— Deixe-me adivinhar.. — fez uma pausa misteriosa — essa sua “fonte segura” chama-se Alice, certo?!
Mike riu alto, e mais uma vez, sua amiga revirou os olhos.
— Vamos descer, querido. — falou por fim.
Após estacionarem e tudo mais o que era preciso para que o carro ficasse em boas mãos, os dois amigos adentraram na casa, onde a música estava ao extremo de alta. Era um típico trance que trazia as melhores sensações. Muitos dançavam, outros conversavam — ou melhor, tentavam —, outros beijavam-se, outros bebiam, e assim por diante.
Não fora preciso rodar por todo o local para logo reconhecer uma certa morena sorridente. Alice estava belíssima, vestida com um tubinho preto de paetês, saltos da mesma cor, os olhos estavam marcantes e esfumados com tons de preto e café, os lábios nude com um sutil brilho. Os cabelos curtos e Chanel estavam extremamente lisos.
Ainda mais sorridente, ela lhes veio abraçar acompanhada de uma taça de Dom Pérignon.
— Olhe só quem finalmente deu as caras. — disse quase gritando, consequência da música alta.
Mike riu, dando um beijo na bochecha da morena e lhe roubando a taça com o líquido rose.
— Vamos ao que interessa, Brandon. Onde está o duque moderno? — o louro perguntou, olhando para os lados.
Bella somente mordeu o lábio, encarando a amiga, que sorriu com malícia. A mesma virou para trás e apontou para cima, onde havia a área VIP do local. E que para a felicidade e excitação de Bella, o belo homem estava.
E, céus. Ele era ainda mais glamouroso do que ela havia imaginado. Ficou por alguns segundos somente admirando-o com um prazer exacerbado. Edward, através do escuro vidro, estava muito bem vestido. Calça social preta, camisa social cinza chumbo com os primeiros botões abertos e com as mangas dobradas até metade do antebraço. Bella pôde notar — enquanto se aproximava do local — que Edward tinha os cabelos lisos e de um corte moderno e que realçava o tom louro escuro, ele estava segurando um copo com algum líquido escuro, que bebericava enquanto conversava com alguns outros caras.
— Droga. Ele realmente é lindo! — comentou, baixo. Estava impressionada pela tamanha beleza e sensualidade do britânico. Se ele fosse realmente tudo isso — simpático, prático, inteligente e interessante — o que passou pela conversa que tiveram outrora, ele já estaria sob suas garras.
Após subir uma escada, chegaram os três amigos à área vip. Passaram pela porta e adentraram na elegante sala.
— Voltei. — Alice cantarolou — e trouxe convidados comigo. — completou, e todos que estavam naquela área olharam para eles. Entre os olhares, um convidativo e simpático, o dono daqueles olhos azuis esverdeados era ninguém menos que Edward Cullen.
E então, ele sorriu. Um sorriso que o deixava ainda mais lindo.
Ele tinha sutis covinhas, lábios avermelhados, barba bem feita, rosto quadrado. E sensual ao extremo, até mesmo seus poros transmitiam sua sensualidade e charme.
— Isabella Swan. — disse com um carregado sotaque inglês, e a bela mulher a sua frente sorriu.
Cumprimentaram-se e Bella pôde sentir o aroma de uma deliciosa fragrância masculina da Armani.
“Lindo, rico, charmoso, bem educado, bem humorado e ainda com ótimo gosto para se vestir e até do que passar? Este cara é incrível, e mal nos conhecemos.” — pensou, impressionada e intrigada pelo britânico.
[...]
A noite corria, e o primeiro encontro de Edward com sua mais nova relações públicas ia de bem à melhor. Ambos beberam, riram, conversaram — desde a vida de Edward na Inglaterra, quanto ao o seu porquê de chegar aos EUA —, e obviamente, não deixaram de flertar — o que não passou despercebido pela prima do inglês e nem pelo melhor amigo da bela loura —.
— Então, Isabella, diga-me como se sente neste momento. Soube que sua vida pessoal passará por uma mudança extrema. — observou os gestos da loura; ela jogou os cabelos e cruzou as pernas.
Limpando a garganta, ela assentiu.
— Bom. Sinto-me em uma montanha russa emocional, como soube, perdi minha irmã e meu cunhado em uma fatalidade há quase um mês. Ainda estamos aprendendo a lidar com o luto, e bom, outra bomba caiu sob mim. — suspirou, Edward encarou-a com curiosidade e fascínio — Aparentemente, minha irmã e meu cunhado acreditam que eu possa ser a melhor pessoa para criar meus sobrinhos. Então, sou a mais nova mamãe de Nova York. — sorriu com ironia.
Edward arqueou as sobrancelhas, surpreendido.
— Sim, eu sei, parece um desastre, não é?! — indagou ao ver a feição dele. Mas o belo homem negou. Ele limpou a garganta, ajeitou a camisa e sorriu complacente.
— De maneira alguma! É maravilhoso que eles tenham-lhe confiado as crianças à você. — expôs — Sinta-se feliz e abençoada, mas tenha em mente de que não será nada fácil. — piscou para ela, que assentiu prontamente.
Ele sorriu novamente. Enquanto o cenho da loura se franzia e ela inclinava a cabeça na direção dele.
— E o que exatamente você entende dos desafios de ser pai ou mãe? — questionou, desconfiada. E sem se controlar, já indagou novamente — Você é pai?
Edward desatou em uma gargalhada, negando ao mesmo tempo.
— Nada disso. — respondeu — Está enganada se pensa que não tenho um amplo conhecimento. — continuou — Mas explicando melhor, digamos que minha meia-irmã Marnie teve uma adolescência promíscua demais, e o resultado dessa época foi o pequeno Theo. — piscou para ela, bebendo um gole do conteúdo malte.
— Então você é tio? — Bella riu de sua própria pergunta óbvia.
— Sim. — ele sorriu feliz e nostálgico. — Theodore é meu único sobrinho de três anos e quatro meses. Acredito que Alice não tenha lhe confidenciado isso, — a loura negou — Provavelmente pelos acontecimentos duros em sua vida, não era o momento certo de saber algo assim.
Assentindo, Bella suspirou.
— Concordo, e provavelmente tenha sido por este motivo, mas tudo está se tornando menos pesado e complicado. Agora é uma nova fase, e preciso ser forte para enfrentá-la. — confiante e determinada, disse.
O britânico concordou, dizendo à loura que a ajudaria no que fosse preciso.
[...]
— Sinceramente, está sendo ótimo conhecê-la, Bella. — com o forte sotaque, Edward proferiu — Sinto que precisamos saber melhor um sobre o outro, afinal, você será minha representante diante da sociedade, então precisamos mesmo estar cientes um do outro. — piscou para ela, que riu.
—Concordo plenamente. — passou a língua pelos lábios, olhando-o diretamente nos olhos por um longo minuto.
— Que tal um almoço na segunda-feira? — sugeriu sem cortar o contato com o olhar.
A loura refletiu por alguns segundos sobre seus deveres. Era uma sexta à noite, no sábado ela buscaria as crianças, no domingo eles se instalariam em seu apartamento e na segunda eles voltariam a rotina de escola, e ela, ao trabalho.
Assentindo, ela aceitou o convite.
Surpresas viriam, boas e ruins, para surpreender à todos, sem exceção.
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