Um Príncipe em Minha Vida
9 You, Me and a Secret
Notas iniciais
Uma caminhada na floresta. Freddie adorava fazer aquilo na manhã de domingo mais do que tudo. O ar puro do Glenn Park clareava a cabeça dele, o ajudava a pensar melhor. O garoto passava pelo grande carvalho do parque, um dos pontos mais agitados do lugar –que àquela hora estava estranhamente vazio–, quando ouviu um sussurro ansioso e doce vindo detrás da árvore. Freddie foi em direção àquela voz, curioso, e quase tomou um susto ao vê-la.
-Freddie! -Sam, que estava sentada no chão, se levantou rápido e o abraçou. Ele estava olhando a roupa que Sam usava, algo que, definitivamente ela nunca ousaria usar. Era princesa demais pra ela- Eu sabia que viria!
-Sabia? -Freddie se olhou de cima a baixo. Não, as roupas que estava usando não tinham mudado. Ele ainda estava com seu All Star do Superman, seu casaco listrado com capuz. Ele ainda era ele.
-É claro. Nós combinamos de vir aqui, lembra? -Sam sussurrou- Já que nossas mães nos proibiram de ficar juntos... -Ela mordeu o lábio- Essa é a única oportunidade que temos de ficarmos juntos... Só você e eu...
-Ah, Sam... -Freddie mordeu rapidamente o lábio antes de calar os suspiros da loira com um beijo avassalador.
Freddie acurralara Sam no tronco grosso da árvore, a beijando fervorosamente, como se os lábios dela fossem o ar que respirava. Sam se controlava pra não gemer toda vez que as mãos de Freddie corriam pelo seu corpo. A camiseta e o casaco dele e a blusinha dela já estavam no chão. Sam arranhava suavemente o abdôme definido de Freddie, fazendo o garoto ofegar descontroladamente.
-Ah, sua demônia loira, você tá me provocando, sabia disso? -Freddie beijou Sam mais uma vez antes de escorregar seus lábios pelo pescoço dela- Eu não quero ter que perder o controle com você onde qualquer um possa ver...
-Por quê, hein, Freddie? -Sam mordeu o lábio na hora em que Freddie deixava uma marca de chupão em seu pescoço- Não quer que ninguém nos veja... Assim? -Freddie se separou um pouco de Sam. A parte de cima do seu vestido estava quase abaixada, os cabelos loiros estavam completamente bagunçados, isso sem falar nos lábios dela, que estavam inchados e vermelhos e o chupão que Freddie dera em seu pescoço. E ele tinha que concordar, seu estado também não estava muito decente.
-Só eu posso te ver assim, se bem que uma plateia pra ver não seria nada ruim...
-Freddie! -Sam deu um tapinha no ombro dele.
-Tudo bem. Vamos pra minha casa... -Freddie abraçou Sam apertado- Minha mãe está fora, a gente pode ficar sozinhos até anoitecer... -Os dois se beijaram novamente antes de se soltarem pra pegar as roupas no chão.
-Isso é bom... -Sam ajudou Freddie a colocar o casaco- Só nós dois, sozinhos, sem nenhuma regra... -A garota bejou a nuca dele- Só me prometa mais uma vez que isso vai ser nosso segredo...
-Claro, Sam... -Freddie virou Sam e deu outro beijo apaixonado nela- É o nosso segredo...
O despertador tocara. Freddie grunhiu embaixo dos cobertores, com raiva. Pegou o despertador e jogou com força pela parede, o fazendo parar na hora. Ele sabia que aquele barulho não assustaria sua mãe, ela já estava no hospital. O garoto tirara a cabeça do cobertor e respirou fundo. Que sonho era aquele? Desde que provara dos lábios de Sam, algo tinha mudado nele. Ele sonhava quase toda noite com ela, sempre os mesmos sonhos: ele e ela naquele lugar estranho, tão medieval, morrendo juntos com um tiro de revólver, e os dois no parque, trocando beijos e carícias ardentes. Freddie respirara mais uma vez, tentando se recompor daquele sonho. Foi para o banheiro tomar um banho gelado e reorganizar suas ideias. Definitivamente seu mundo estava virando do avesso.
Já era meio dia em Seattle. Freddie já estava preparando o almoço dele quando ouviu a campainha tocar. O garoto correu pra atender e se surpreendeu –duplamente.
-Sam, o que tá fazendo aqui? De novo? -Freddie abriu passagem para a loira, completamente espantado. Aquela roupa, o cabelo, os sapatos... Era como se tivesse entrado em seus sonhos de novo. E com um espanto maior viu que também estava usando as mesmas roupas do seu sonho.
-Nada, eu só vim ver a Carly, mas o Spencer disse que o Matthew veio aqui no Bushwell mais cedo pra ver ela e os dois saíram. Se importa se eu ficar aqui? -Sam tirou a blusinha e deixou nas costas do sofá- Spencer tá com uma garota lá no apartamento e eu não quero nem pensar no que eles vão fazer...
-Tudo bem, fique o tempo que quiser... -Freddie mostrou o sofá, ainda meio espantado- E essa roupa que você tá usando?
-Eu tava na igreja com a minha mãe...
-Igreja? -Freddie repetiu surpreso. Se tinha um lugar que ele nunca imaginara ver Sam frequentar, era uma igreja.
-É, minha mãe teve um surto de religiosidade. A sorte é que a Melanie tinha uns vestidos pra me emprestar... -Sam deu de ombros. Melanie era a irmã gêmea dela, e embora Freddie nunca falado com ela –a garota estudava em um colégio interno em Londres–, ele já tinha visto milhões de fotos dela com Sam- Você... Tá fazendo o almoço? -Sam perguntou.
-Sim senhora... -Freddie foi até a cozinha, mexer mais um pouco nas panelas- Tô fazendo macarrão à Puttanesca... -Sam interrompeu Freddie com uma risada- O que foi, hein, Sam?
-Nada não... -Ela respondera tentando parar de rir- Tá pronto?
-Quase. Só tô deixando mais um pouco no fogo. Não vou nem perguntar se você vai querer...
-Claro, por sabe que eu quero... -Sam deu de ombros novamente- E também por que quero ver se você sabe cozinhar.
-Ah, você pode se surpreender, Sam-Jerk...
-Cala a boca, Freddwiener, e pode encher meu prato.
-Pode deixar...
-Oh, minha nossa... -Sam deixou o prato, agora vazio, na mesa de centro da sala- Eu não sabia que cozinhava tão bem...
-Pois é, quando você tem uma mãe que trabalha quase o dia inteiro você tem que saber se virar... -Freddie também deixou o prato na mesa, mas ainda tinha um pouco de macarrão- Sem querer me gabar, mas eu cozinho bem, não?
-É, admito, você daria um ótimo chef de cozinha... Ai, caramba... -Sam começou a rir- Você tá sujo de molho de tomate no canto da boca...
-Nossa, deixa eu pegar um guardanapo lá na cozinha e limpar...
-Não, espera... -Sam sentou no sofá onde Freddie estava, ao lado dele- Eu limpo pra você...
-Mas como voc---
Freddie ficou boquiaberto. A língua de Sam passava pelo canto da boca dele até entrar na boca dele. Os dois estavam trocando o beijo mais ardente que puderam um dia trocar. Ainda grudada nos lábios de Freddie, Sam tirou os sapatos e se sentou no colo dele. A camiseta de Freddie já estava no chão e ele já tinha descido uma alça do vestido de Sam. De repente, ela congelara.
-O que foi? -Freddie falou quase sem ar.
-Alguém tá sabendo disso?
-Disso o quê?
-Alguém tá sabendo que a gente... Se beijou?
-Não... -Freddie mordeu o lábio- Ninguém sabe...
-Que bom... -Sam respirou fundo, mordendo o lábio também- Só quero que saiba... Isso vai ser nosso segredo, não é?
Freddie arregalara os olhos novamente. Era tudo tão igual àquele sonho...
-Claro Sam... É o nosso segredo...
-Ótimo... -Sam puxou o rosto de Freddie pra ela, em outro beijo de língua sedutor. Logo ela se afastou dele, completamente sem ar- Será que a Carly já chegou?
-Acho que sim. Já passou uma meia hora desde que você chegou aqui...
-Sério? -Sam arregalou os olhos- O tempo passa tão depressa quando eu tô com você...
-Digo o mesmo... Vai precisar de ajuda pra se arrumar? -Freddie perguntou, meio nervoso- A Carly pode perguntar porque você tá desse jeito...
-Aceito sua ajuda se eu poder te ajudar.
-Trato... -Freddie apertou a mão de Sam antes dela sair do colo dele, sentando-se ao lado dele. Freddie já tinha pego o casaquinho da Sam –que ela já esta colocando– enquanto ele calçava as sapatilhas nela.
-Hey, o que tá fazendo aí?
-Só estou calçando seus sapatinhos de cristal, Samderella... -Freddie sorriu de lado.
-Samderella?
-É a mesma coisa que eu te chamar de Princesa Puckett... -Freddie deu de ombros- Prontinho, agora me ajuda?
-Claro...
Sam pegou a camiseta de Freddie a colocou de costas pra ele –só pra ter uma desculpa para passar a mão no abdôme dele "Minha nossa, como é que um nerd como ele tem esse corpaço?", Sam pensou.
-Pronto, já coloquei...
-Obrigado, Sam... -Freddie mordeu o lábio, ainda querendo beijar Sam- Acho que você tem que ir, não é?
-É, tenho que ir. Sam já estava a meio caminho da porta quando voltou correndo e deu mais um beijo em Freddie- Lembre-se disso, nerd, é o nosso segredo...
-Nosso segredo... -Freddie sussurrou antes de puxar Sam pela cintura para um último beijo- Sabia que nunca tive um beijo com sabor de molho de tomate?
-Eu também não... -Sam sorriu- E esse foi o melhor beijo que eu já tive até hoje... -Ainda sorrindo, a loira abriu a porta e saiu do apartamento dos Benson.
-Ai, caramba... -Freddie ficou paralisado, ainda sentindo o rastro que a língua de Sam fizera em sua bochecha- Acho que... -O moreno bufou antes de subir correndo para o quarto, sem conseguir se conter mais. "Caramba, Sam...", Freddie mordia furiosamente o lábio no banheiro, respirando fortemente "Um dia você vai acabar me matando. E o pior é que você sabe disso!!!".
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