Notas iniciais
...

Mais tarde, Freddie desceu do quarto dele –de banho tomado, roupa trocada e mais controlado– pronto para comer o que sobrara da comida que Sam pediu. Já na sala, viu Sam com uma roupa mais a cara dela, despojada e casual, com um coque malfeito, deixando alguns cachos soltos caindo no rosto, com uma caixinha de comida chinesa e hashis entre os dedos.

-Ah, já tava na hora de você descer, Freddemorado... -Sam riu enquanto pegava um pedaço de carne de porco- Quer mushu?

-Um dia vou ter a criatividade que você tem pra inventar esses apelidos pra mim, sério... -Freddie riu enquanto ia em direção à bancada da cozinha- Quero sim, valeu. Desde quando você come comida chinesa?

-Ah, desde sempre... -Sam deu de ombros enquanto se deixava cair no sofá- Além disso, mushu de porco é uma delícia. Experimenta...

-Ok, mas se eu morrer, diga á minha mãe...

-Come logo, Benson! -Sam ria enquanto pegava um pedaço de porco da sua própria caixinha e enfiava na boca de Freddie. Ele estava de boca aberta, paralisado com o susto, mas mesmo assim mastigou a carne de porco devagar- E então?

-Hmm, é muito bom! -Freddie abriu a caixinha dele e já tinha pego alguns pedaços- Quero o número desse restaurante...

-Te passo ele depois...

-Olá, filho... -Marissa abriu a porta, com um sorriso cansado- Ah, Samantha, já está aqui faz muito tempo?

-Já, praticamente cheguei da escola e vim pra cá. O Freddie tomou um susto daqueles quando me viu...

-Também, você me pegou de toalha e eu estava distraído. Queria que eu ficasse como? -Freddie corou ao ouvir a risada ruidosa de Sam.

-Você atendeu a porta de toalha, Freddie? -Marissa perguntou, fazendo Freddie corar ainda mais.

-Pra começar, eu só estava sem camisa. Estava de calça, secando o cabelo com a toalha quando atendi a porta...

-Ah, sim... -Marissa deu um risinho- E essa comida chinesa?

-Presente meu de primeiro dia aqui, Srª Benson. -Sam deu de ombros- Quis te poupar da cozinha...

-Que bom, já faz um tempo que não como mushu de porco... -Marissa pegou a última caixinha do saco marrom de papel que estava na bancada- Muito obrigada, Samantha...

-Que isso, Srª B... -Sam sorriu antes de colocar um pedaço de cenoura cozida na boca.

-Então, Samantha, você e o Freddie já decidiram onde você vai dormir?

-A gente combinou de dividir a minha cama... -Freddie olhou para a comida, como se tivesse algo errado com ela- Bom, na verdade, a Sam sugeriu e eu concordei. Se tiver algo errado...

-Não, não tem nada de errado nisso... -Marissa sorriu enquanto ajeitava o hashi nos dedos- Só quero que me prometa que vão se proteger. Sou nova demais pra ser avó...

-Mãe!!! -Freddie reclamou vermelho, mas riu junto com Sam.

-Eu tô brincando. -Marissa acalmou o filho- Vão separar a cama, não é?

-É claro, Srª B., eu vou proteger a inocência do seu filho... -Sam riu enquanto terminava de comer seu mushu.

-Tarde demais... -Freddie murmurou.

-O que disse?

-Nada não, mãe. A comida acabou antes que eu pudesse me dar conta... -Freddie mostrou a caixinha vazia.

-Uau, pra quem tava com medo do mushu assassino você comeu até demais... -Sam balançou a cabeça, impressionada.

A noite passou muito rápido no apartamento dos Benson. Marissa estava trancada em seu quarto, falando ao telefone, e Freddie e Sam estavam adiantando a matéria da prova de história da semana que vem.

-Odeio história... -Sam se debruçou no caderno aberto- Coisa mais idiota...

-Eu não acho... Desde pequeno minha mãe vive me enchendo pra ter uma nota boa em história. E o conteúdo da prova que vai vir é fácil. Vai falar da Guerra Civíl de Concordia... Eu sei de tudo dessa guerra desde que eu era um bebê...

-Nossa, isso é que é ser nerd desde o berço... -Sam riu- Mas também não posso falar nada, também sei bastante dessa guerra. Minha mãe também falava disso quando eu e Melanie éramos pequenas...

-Então, se você não passar nessa prova vai ser um milagre... -Freddie balançou a cabeça- Bom, já tá na hora de dormir, já vai querer ir tomar banho primeiro? Eu posso esperar numa boa...

-Tá legal... -Sam arrumou as coisas na mochila dela e já subia a escada quando voltou correndo- Espera, só mais uma coisa... -Sam parou em frente a Freddie, seus hálitos se mesclando. Os dois estavam quase hipnotizados, quase se beijando...- Bate na porta quando entrar dessa vez, sim? Não quero ter que te bater com a toalha...

-Tudo bem... -Freddie sorriu antes de roubar um selinho de Sam- Agora vai antes que eu mesmo te empurre pra ducha...

-Não precisa! -Sam quase gritou- Eu já vou...

-Ahm, Sam, eu posso entrar? -Freddie bateu na porta do quarto minutos depois.

-Pode, eu já tô vestida... -O garoto ouvira a voz abafada de Sam de dentro do quarto.

Freddie respirou fundo pra entrar e ficou aliviado ao ver Sam de pijama com o cabelo ainda molhado.

-Cara, aquele chuveiro tava frio, sabia? -Sam reclamou, secando o cabelo- Tive que mudar a temperatura, eu tava a ponto de virar um cubo de gelo loiro no banheiro...

-Desculpa... -Freddie sorriu amarelo- Eu deixo assim no frio mesmo. Ultimamente tenho tomado mais banho frio do que quente...

-E por...? -Sam parou a pergunta na metade quando viu a cara de Freddie ficra vermelha- Oh, agora já sei...

-Me desculpe, isso é um mico... -Freddie mordeu o lábio.

-Mas isso tudo... É culpa minha?

-Culpa da pantera cor de rosa é que não é... -O moreno balançou a cabeça- Vou tomar um banho...

-Não demora... -Sam ainda sorria, meio envergonhada.

-Pode deixar... -Freddie falou sarcasticamente.

Sam se sentou na cama e pegou o PearPod de Freddie. Ela ainda estava em choque ao saber que Freddie pensava nela quando ele tinha suas "questões de garoto" a serem resolvidas. Sam passou pelas músicas de Freddie até chegar na sua música favorita –que ela não esperava que tivesse– e começou a ouvir. Já estava na metade da música, pulando na cama como maluca, quando viu Freddie sair do banheiro de cueca. Naquela hora, Sam caiu de bruços, sem reação.

-Cadê seu pijama?

-Eu não uso pijama, Sam. Acostume-se com isso, por que eu sempre durmo assim, esqueceu que eu te disse isso? -Freddie levantou a sobrancelha enquanto via Sam de boca aberta, devorando o corpo de Freddie com os olhos e se esforçava pra não se fixar no volume que a cueca escura do garoto fazia.

-Ok, tudo bem... -Sam hiperventilava, ainda babando no corpo de Freddie- E-eu coloquei um edredom no meio da cama, pra dividir o espaço. Se ultrapassar a linha, te arranco a cabeça... -A loira mostrava o punho enquanto se deitava.

-Quando você diz "ultrapassar a linha", quer dizer se eu, por acaso, escorregar o meu corpo até o seu lado? -Freddie mordeu o lábio e ia se aproximando de Sam.

-É, mais ou menos isso... -Sam falou meio nervosa.

-E isso também vale se eu por acaso te abraçar assim? -Freddie enlaçou a cintura de Sam até seu peito encostar com o dela.

-Por favor, Freddie, não me faça te matar, sim? -A garota fechou os olhos, tentando se concentrar.

-Se eu fiz tudo isso e ainda não tô morto, acho que se eu fizer isso, não vai ter problema... -Freddie riu um segundo antes de seus lábios tocarem os de Sam.

Sam e Freddie já tinham esquecido do mundo. Os lábios um do outro eram a droga mais viciante que existia um para o outro. Freddie rolou para cima de Sam com cuidado e continuou a beijá-la. Suas mãos não deixavam o corpo da garota, ora segurando a cintura dela, ora subindo por baixo da camiseta. Sam grunhia e gemia sem controle, sentindo as mãos de Freddie correrem por seu corpo enquanto ela arranhava delicadamente o peito do garoto. A loira teve que morder o lábio para segurar um gemido alto quando o moreno subiu a mão quase perto do seu seio enquanto deixava um chupão em seu pescoço.

-Freddie, Freddie, es... -Sam gemeu baixo- Espere...

-O que foi? -Freddie perguntou quase sem ar, seus olhos castanhos estavam quase pretos, assim como os olhos de Sam.

-Olha, eu sei que é difícil se controlar, mas... -Sam se sentou na cama, com a cabeça entre as mãos- Se isso for acontecer, tem que ser real, sabe? Eu não vou me entregar pra um cara que tá apaixonado por outra, só pra esquecer ela...

-Sam, eu não tô a fim da Carly... -Freddie parou, pasmado com o que disse, tentando absorver a realidade daquelas palavras- E não tô te usando pra esquecer ela.

-Mas mesmo assim, não é como se você tivesse apaixonado por mim... -Sam virou o rosto, encarando a parede- Não me leve a mal, nossos amassos... São bons, mas eu só vou ficar com alguém que eu realmente esteja apaixonada... E com alguém que corresponda ao que eu sinto...

-Tudo bem, Sam... -Freddie sorriu levemente antes de beijar a testa da garota- Eu não devia ter ido tão longe assim, me desculpe... Mas não se preocupe, uma qualidade dos Benson é a paciência... -O sorriso de Freddie ficou mais aberto- Eu sei esperar...

-Tá, tá desculpado, Benson... -Sam riu- Mas se tentar ultrapassar meu limite de novo...

-Está liberada pra arrancar a cabeça do meu pescoço, Puckett. -Freddie se ajoelhou e fez pose de soldado- Permissão concedida...

-Ok, vamos dormir agora, sim? -Sam voltava a deitar enquanto Freddie voltava pro lado dele da cama- Se a gente acordar tarde pra ir pra escola sua mãe vai por a culpa toda em mim...

-Claro... -Freddie sorriu- Boa noite, Princesa Puckett... -Ele se aproximara de Sam e dera um selinho apaixonado nela.

-Boa noite... Príncipe Benson... -Sam devolvera o selinho nos lábios de um Freddie risonho.

-Gostei do som disso... -Freddie dera um riso curto enquanto arrumava o cobertor- Príncipe Benson...

E logo Freddie e Sam caíram na inconsciência, cada um sonhando com o outro. Um leve sorriso brotou em seus rostos adormecidos.

Notas finais
E então? Mereço alguns reviewzinhos? Please, por mim (chantagem emocional ON)? PS: A música do episódio (pra quem ainda não sacou) é High Maintenance-Miranda Cosgrove feat. Rivers Cuomo #fikdik ^^